domingo, 2 de setembro de 2012
Descrição dos Halítis por Rondon
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Índios Rikbaktsa e Cinta Larga participam de capacitação para beneficiamento de castanha
A Coordenação Regional da Funai em Juína-MT, em parceria com o projeto Pacto das Águas/Petrobras Ambiental, promoveu oficina de secagem de castanha do Brasil para capacitar índios Rikbaktsa e Cinta Larga quanto as boas práticas de manejo e secagem da castanha. A capacitação foi realizada entre os dias 18 e 20 de junho, na aldeia Barro Vermelho, na Terra Indígena Erikbaktsa, localizada no município de Brasnorte-MT.
O objetivo principal do curso foi capacitar os indígenas envolvidos para a correta operação do secador rotativo industrial, equipamento doado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento) para a Associação Indígena Rikbaktsa. O secador possibilitará o beneficiamento de cinco toneladas do produto por dia, com a previsão de atender à demanda da safra 2012/2013, estimada em mais de 140 toneladas de castanha, que já tem certificação internacional de produto orgânico.
Fonte: http://blogdafunai.blogspot.com.br
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Ninho do Sol prestigia 2ª FLIMT
Representante do Ponto de Cultura Ninho do Sol prestigiou, durante os dias 24 e 25, da 2ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, ocorrida no Palácio da Instrução, em Cuiabá, entre os dias 23 e 26 de novembro de 2011.
Com o tema "Literatura Indígena e as Novas Tecnologias da Memória" a programação contou com a participação de escritores e lideranças indígenas, editoras, estudantes e educadores, que prestigiaram as palestras, debates e apresentações culturais promovidas pela Feira.
Parte da programação prestigiada na Feira pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol foi a palestra cm o Cacique Raoni, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil, que em seu discurso comentou sobre a importância de se debater as questões indígenas na sociedade brasileira.
Ainda durante a palestra, o escritor Yaguarê Yamã comentou sobre a questão da construção da Usina de Belo Monte e toda a problemática que envolve a referida obra. As lideranças indígenas solicitaram a participação da sociedade brasileira para que esta Usina não seja construída.
Ninho do Sol na 2ª FLIMT
O ponto de cultura registrou a Exposição Fotográfica e a Exposição Etnográfica, que enfatizaram a cultura indígena em diferentes pontos do Estado de Mato Grosso. Ainda durante a Feira, o Ninho do Sol adquiriu um acervo de 29 livros de escritores indígenas para compor o acervo indígena da Biblioteca Comunitária Mãe Branca. Os mesmos estarão disponíveis já no início do próximo ano.
domingo, 1 de maio de 2011
Aldeia Cravari recebe vista da Rede dos Pontos de Cultura
ARIANE LAURAAssessoria da Rede dos Pontos/SEC-MT
Durante a visita a coordenadora da Rede, Cinthia Mattos, deu orientações para a responsável administrativa do Ponto, Marina Irantxe, sobre como eles devem proceder nesta segunda fase. “Mato Grosso possui 42 etnias e 40 Pontos de Cultura, dos quais apenas três são indígenas. É importante que estes Pontos consigam desenvolver bem suas atividades para servir como mostra da diversidade cultural em nosso Estado”, afirma a coordenadora.
No primeiro ano de execução do projeto foram realizadas várias oficinas, entre elas de fabricação de rede, arco e flecha, colar, saia de buriti, chire (espécie de cesto artesanal) e do idioma. Maria Angelina Kamunstsi, 41, agente de saúde, conta que participou da oficina de fabricação de saia com buriti e que as atividades foram positivas para a comunidade. “As oficinas foram muito boas. Acho que as atividades do Ponto de Cultura devem continuar porque os jovens participam, incentiva mais os alunos, as mães incentivam os filhos. As meninas têm muito interesse principalmente no artesanato, têm umas que são ligeiras, têm umas que furavam a conta e furavam o dedo”, comenta sorrindo.
De acordo com a coordenadora das escolas indígenas de Brasnorte, Vilma Depit, o município possui seis escolas do campo (na zona rural) e nove escolas indígenas, uma delas fica na aldeia Cravari, que foi visitada. “A aldeia Cravari é composta por 65 famílias, o que corresponde a aproximadamente 130 pessoas. A escola desta aldeia atende cerca de 70 alunos. Pela manhã temos da 1ª a 5ª série. A tarde são alunos da 5ª a 8ª. No período noturno a escola atende o ensino médio”, explica.
A população atual do município é 13.975 habitantes (IBGE/ contagem 2007). Segundo a professora responsável pelo Departamento de Cultura de Brasnorte, Suzeli Brito, cerca de 10% da população do município é indígena. Ainda de acordo com ela, o município está entre os 50 colocados na questão de qualidade do ensino no país. “Graças a Deus estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho”, pontua.
SOBRE A REDE DOS PONTOS DE CULTURA
Os Pontos de Cultura são uma ramificação do Programa Cultura Viva, vinculado à Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Já a Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso surgiu a partir de 2009, quando o MinC firmou e passou a executar um convênio com a Secretaria de Estado de Cultura.
Através deste programa, instituições que atuam na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos desenvolvem ações continuadas que vêm contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.
Diversas são as áreas de atuação dos Pontos do Mato, entre ela podemos citar: Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; Economia Solidária e/ou Ações Transversais.
terça-feira, 19 de abril de 2011
"Todo dia era dia de índio"

A música de Jorge Benjor diz que "todo dia era dia de índio", lembrando que os índios que viviam no Brasil eram donos da terra quando ele foi descoberto. Mas em outra estrofe, Benjor lembra que "agora ele só tem o dia 19 de abril".
Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite.
Dias depois, após refletirem sobre a importância do Congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios decidiram comparecer. Essa data, 19 de abril, por sua importância histórica, passou a ser o Dia do Índio, em todo o continente americano.
No Brasil, o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto nº 5.540, em 1943, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de abril.

DE ONDE VEM OS ÍNDIOS?
Existem muitas teorias, algumas até excêntricas, sobre a origem dos índios no continente americano, mas nenhuma comprovada. Ainda hoje, físicos, geólogos, arqueólogos, antropólogos e etnólogos dedicam-se a pesquisas para descobrir de onde vêm os índios, os primeiros habitantes da América.
Esses profissionais trabalham em conjunto e utilizam os conhecimentos uns dos outros: os paleontólogos são especialistas em animais fósseis, entre os quais está o homem; o antropólogo compara as características biológicas herdadas pelos ameríndios e as dos habitantes de outras partes do mundo; o arqueólogo estuda os objetos fabricados pelas sociedades que já desapareceram; o etnólogo estuda a distribuição de objetos fabricados pelas sociedades indígenas atuais e seus costumes, comparando-os com os de povos de outras partes do mundo e o lingüista dispõe de técnicas para identificar as línguas de mesma origem, o que levanta a hipótese de uma possível origem comum para os povos que as falam.
Os estudos sobre o povoamento da América começam pela análise de antigos esqueletos índios, passam pela disposição geográfica desses achados e por estudos detalhados que permitem estabelecer o seu tempo de existência. O objetivo disso tudo é conhecer os pontos por onde os primitivos habitantes chegaram ao continente, quando isso aconteceu, de onde vieram e como foi direcionado o povoamento do Novo Mundo.
Mesmo sem chegar a uma teoria comum a todos, a maioria dos estudiosos considera que o homem não surgiu da América. Provavelmente ele veio de fora e sua presença parece ser mais recente no Novo Mundo.
Os pesquisadores acham que os índios são descendentes de asiáticos, que vieram através do Estreito de Bering, sendo esta a migração mais importante para o povoamento da América. Estima-se que os primeiros habitantes chegaram ao continente americano há 40 mil anos passados, na última idade glacial.
ÍNDIOS QUEREM E MERECEM RESPEITO
Desde o início da colonização, os índios foram escravizados pelos portugueses. A partir daí, ficaram sujeitos às leis dos homens brancos e sofreram com prisões, com o desrespeito à sua cultura, com as tentativas violentas de integrá-los ao convívio com a civilização.
Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os homens brancos criavam para eles ou a respeito deles.
Somente em 1910 vieram algumas boas notícias com relação ao direito do índio à posse da terra e ao respeito de seus costumes, com a instituição do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, pelo Marechal Cândido Rondon.
Entre as principais conquistas estão a permissão aos índios de viver conforme suas tradições, proibição do desmembramento da família indígena, garantia da posse coletiva de suas terras, em caráter inalienável, e dos direitos dos cidadãos comuns aos índios.
Em 1967, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, atualmente subordinada ao Ministério da Justiça.
Apesar de todos esses esforços, ainda era muito forte a idéia de que o índio era um indivíduo incapaz, que precisava ser tutelado pelo Estado até se integrar ao modo de vida do resto da sociedade.
Pela Lei 6001, de 19/12/73, foi sancionado o Estatuto do Índio, que hoje regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional.
A Constituição Brasileira de 1988 foi a primeira a trazer um capítulo sobre os indígenas e com isso alterou a filosofia e a postura que se tinha em relação aos índios e aos seus direitos. Reconheceu oficialmente os índios como povos culturalmente diferenciados e que essa diversidade deveria ser respeitada, sem exigir que eles se adequassem aos hábitos dos homens brancos.
Uma vitória para os índios que hoje têm assegurado por lei o direito de manterem seus costumes, culturas, religiões, língua e tradições. Os benefícios da nova Constituição, entretanto, não se fizeram sentir na prática. Por falta de adequação aos novos conceitos e da regulamentação do próprio texto Constitucional, as mudanças administrativas verificadas na FUNAI, a partir de 1988, não obtiveram o êxito esperado.
A discussão da questão indígena ganhou espaço no âmbito da sociedade civil. O processo de democratização da sociedade e a falta de condições do Estado brasileiro de prestar a necessária assistência aos índios, contribuíram para o surgimento de entidades civis ligadas à causa, que vêm fazendo esse assunto tão importante ultrapassar os limites das discussões acadêmicas e da própria FUNAI.
Mas as dificuldades enfrentadas pelos índios vão além do âmbito cultural. Os interesses econômicos nacionais e estrangeiros também podem ser inimigos das sociedades indígenas. Os índios brasileiros e suas terras muitas vezes são alvo de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros que cobiçam essas terras e as riquezas naturais delas, sem se importar com os males e prejuízos causados aos índios e o meio ambiente.
Um exemplo são os garimpeiros que exploram ouro, diamante e cassiterita em terras indígenas e que, além de agir com violência e transmitir todo o tipo de doenças contagiosas aos índios, provocam danos poluindo os rios com mercúrio e outros produtos químicos.
Nas áreas do índios Xikrin, Tembé e Parakanã, no Pará, as madeireiras procuram convencer os índios a arrendar lotes de suas terras para a exploração. Em troca propõem um pagamento que não chega a 10 por cento do valor das madeiras no mercado mas que, mesmo assim, parece alto e suficiente aos índios.
Há também problemas com relação aos projetos de colonização de terras. Os latifundiários que compram a terra, formam grandes propriedades e os índios são obrigados a aceitar a viver em áreas espaçadas umas das outras, cortadas por fazendas e estradas. Da mesma forma os posseiros, sem terras onde trabalhar, invadem terras indígenas, sobretudo aquelas ainda não demarcadas, gerando conflitos e impactos que afetam profundamente as sociedades indígenas.
ORGANIZAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA
Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. Normalmente, a transmissão da chefia é hereditária (de pai para filho). Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os brancos. Muitas vezes, ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões. Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos das tradições da tribo. O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.
Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.
Para os índios, a terra é um bem coletivo, destinada a produzir a satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade. Todos têm o direito de utilizar os recursos do meio ambiente. Nesse sentido, a propriedade privada não cabe na concepção indígena de terra e território. Embora o produto do trabalho possa ser individual, as obrigações existentes entre os indivíduos asseguram a todos o usufruto dos recursos.
Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe à mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela coleta de alimentos na floresta.
DIVERSIDADE
Os índios representam uma parcela muito importante e expressiva da população, que precisa ser resguardada como um dos tesouros étnicos do Brasil. Vamos conhecer um pouco da riqueza da diversidade dos povos indígenas em seus vários aspectos.
FÍSICA
Diferentes entre si e também do restante da população brasileira, os grupos indígenas caracterizam-se por usos, costumes, crenças, organização e culturas próprios. A diversidade física também pode ser bem expressiva, mesmo entre os integrantes de uma mesma comunidade, como resultado do hábito de acasalamento entre diferentes etnias.
DE LÍNGUA
As línguas faladas pelos índios do Brasil são ricas e variadas. Hoje as línguas indígenas classificam-se em dois troncos: o Tupi, com sete famílias lingüísticas e que envolve o Tupi-Guarani, e o Macro-Jê, composta de cinco famílias entre elas o Jê. Existem, ainda, outros grupos não incluídos nestes troncos:O Aruák, o Karíb e o Arawá, as três maiores. Além dessas o Guaikurú, Nambikwára, Txapakúpa, Páno, Múra, Katukina, Tukáno, Makú e Yanomami, nove famílias menores, e cerca de dez línguas isoladas, com características únicas, que não se enquadram nas classificações de troncos e famílias existentes. É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. O conhecimento sobre elas está, portanto, permanentemente em revisão.
DE COSTUMES
Os estudos etnológicos dividem os índios em áreas culturais, regiões que apresentam homogeneidade sobre certos costumes e artefatos que as caracterizam. De acordo com essa classificação são onze as áreas culturais: Norte-Amazônica, Juruá-Purus; Guaporé; Tapajós-Madeira; Alto-Xingu; Tocantis-Xingu; Pindaré-Gurupi; Paraguai; Paraná; Tietê-Uruguai e Nordeste. Essa classificação refere-se apenas às sociedades indígenas brasileiras do século XX.
CAÇA
É uma atividade tipicamente masculina em todas as sociedades indígenas, pode ser realizada em grupo ou individualmente e é considerada um trabalho. Em geral, os índios são caçadores muito habilidosos e conhecedores das espécies animais. A introdução das armas de fogo e do cão, resultado da interferência do homem branco, tornaram as caçadas mais eficazes para obter não só carne para comer, mas também couro e penas, produtos usados na confecção de artesanatos.
PESCA
Os índios pescam usando vegetais que têm a propriedade de matar ou atordoar os peixes, também pescam com as mãos ou abatem os peixes com flechas de ponta de osso ou a golpes de facão. Hoje já é comum o uso de anzóis de metal, objetos trazidos da civilização urbana.
COLETA
É comum e útil aos grupos que não conhecem a agricultura, tornando-se a única maneira de encontrar alimento vegetal. Os índios procuram frutos, caules e raízes vegetais nativos, isto é, que não foram plantados e cultivados. A coleta inclui ainda a procura de mel e ovos de tartaruga, por exemplo. Também permite obter plantas medicinais, matéria-prima para o preparo de flechas, cordas e resinas para a pintura corporal.
AGRICULTURA
A maior parte das Sociedades Indígenas do Brasil pratica a agricultura em terras florestais utilizando ferramentas como facões, machados e enxadas. Para o plantio os grupos indígenas agricultores preferem, em geral, a mandioca, a batata doce, a abóbora, o cará, as diversas qualidades de milho, a fava, a pimenta, a cana-de-açúcar, o algodão, o inhame, o ananás, a banana e o tabaco.
CRIAÇÃO DE ANIMAIS
Depois do contato com a civilização tornou-se comum, entre diversos grupos indígenas, criar animais domésticos como galinhas, patos, porcos e até bovinos, para o consumo da carne.
Os índios também têm o costume de criar bichos de estimação, como araras, papagaios, macacos etc.
ARTESANATO
Os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades cotidianas e rituais.São cestos, bolsas, esteiras, panelas, esculturas, instrumentos musicais, máscaras e esculturas, além das plumárias e enfeites de materiais diversos como cocos, sementes, ossos, conchas. O Programa de Artesanato Indígena - ARTÍNDIA, da FUNAI, comercializa em suas oito lojas, espalhadas pelo Brasil, o artesanato original e rico em cores produzido por cerca de 100 diferentes etnias, com matéria-prima extraída da natureza e sem causar danos ao meio ambiente. As peças são compradas diretamente das comunidades indígenas, incentivando-as à manutenção de padrões de sua cultura material e garantindo, ainda, uma fonte de recursos às tribos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Aldeia Cravari recebe vista da Rede dos Pontos de Cultura

A equipe da Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso dá início ao trabalho de visitação dos pontos do Estado. O Centro de Memória Indígena Manoki – Associação Watoholi, localizado na aldeia Cravari no município de Brasnorte, situado a 567 km da capital matogrossense, foi o primeiro ponto a ser visitado nesta terça-feira (26.04).
Durante a visita a coordenadora da Rede, Cinthia Mattos, deu orientações para a responsável administrativa do ponto, Marina Irantxe, sobre como eles devem proceder nesta segunda fase. “Mato Grosso possui 42 etnias e 40 pontos de cultura, dos quais apenas três são indígenas. É importante que estes pontos consigam desenvolver bem suas atividades para servir como mostra da diversidade cultural em nosso Estado”, afirma a coordenadora.
No primeiro ano de execução do projeto foram realizadas várias oficinas, entre elas de fabricação de rede, arco e flecha, colar, saia de buriti, chire (espécie de cesto artesanal) e do idioma. Maria Angelina Kamunstsi, 41, agente de saúde, conta que participou da oficina de fabricação de saia com buriti e que as atividades foram positivas para a comunidade. “As oficinas foram muito boas. Acho que as atividades do ponto de cultura devem continuar porque os jovens participam, incentiva mais os alunos, as mães incentivam os filhos. As meninas têm muito interesse principalmente no artesanato, têm umas que são ligeiras, têm umas que furam furavam a conta e furavam o dedo”, comenta sorrindo.
De acordo com a coordenadora das escolas indígenas de Brasnorte, Vilma Depit, o município possui seis escolas do campo (na zona rural) e nove escolas indígenas, uma delas fica na aldeia Cravari, que foi visitada. “A aldeia Cravari é composta por 65 famílias, o que corresponde a aproximadamente 130 pessoas. A escola desta aldeia atende cerca de 70 alunos. Pela manhã temos da 1ª a 5ª série. A tarde são alunos da 5ª a 8ª. No período noturno a escola atende o ensino médio”, explica.
A população atual do município é 13.975 habitantes (IBGE/ contagem 2007). Segundo a professora responsável pelo Departamento de Cultura de Brasnorte, Suzeli Brito, cerca de 10% da população do município é indígena. Ainda de acordo com ela, o município está entre os 50 colocados na questão de qualidade do ensino no país. “Graças a Deus estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho”, pontua.
Sobre a Rede dos Pontos de Cultura
Os Pontos de Cultura são uma ramificação do Programa Cultura Viva, vinculado a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Já a Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso surgiu a partir de 2009, quando o MinC firmou e passou a executar um convênio com a Secretaria de Estado de Cultura.
Através deste programa, instituições que atuam na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos desenvolvem ações continuadas que vem contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.
Diversas são as áreas de atuação dos Pontos do Mato, entre ela podemos citar: Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; Economia Solidária e/ou Ações Transversais.
domingo, 26 de setembro de 2010
Equipe do História no Ponto se encanta com ruínas e Salto Utiariti
O grupo foi acompanhado do diretor do Departamento de Cultura de Campo Novo, Vanderlei Guollo, da chefe de eventos culturais, Sílvia Schneiders, do diretor do Teatro Ogan, Alexandre Rolim e do integrante do Grupo, Eduardo Gevizier, bem como de jornalistas da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom).
Leia abaixo matéria publicada pela Secom/MT:
Às margens do rio Papagaio, em Sapezal (480 km a Noroeste de Cuiabá), dentro da reserva Tirakatinga, dos Nhambikwaras, as ruínas da Missão Jesuíta de Utiariti (Companhia de Jesus), que catequizavam crianças indígenas no Centro Oeste do Brasil, em Mato Grosso, remetem à antiga construção do início do século XX e retratam costumes e modos de vida dos indígenas da etnia paresí e nhambikwara e padres que lá chegaram desde 1930.
Andando pelo local, a sensação é de resgate histórico. Impossível não imaginar os indiozinhos correndo pelo local, estudando nas salas de aula, os padres ensinando os ofícios, como marcenaria, serralheria, além das aulas de matemática, português e religião.
O trajeto é feito de balsa de um lado ao outro da margem do rio Papagaio, entre as terras dos paresí e dos nhambikwara.
Este resgate à cultura, à memória de um povo, às raízes foram um dos objetivos que levaram o Ponto de Cultura 'Ninho do Sol' em Campo Novo do Parecis (396 km a Noroesre da Capital) a encaminhar o projeto sobre a cultura local e a história da missão jesuíta na terra nhambikwara, em Sapezal, para participar do documentário produzido pela Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN).
(...)
A historiadora e professora de História, Patrícia Woolley, acompanhou a equipe da RHBN e disse que estar nas ruínas das missões jesuítas é reviver um pedaço da história do Brasil. “Essa região, o Norte de Mato Grosso, tem um povoamento recentíssimo. Campo Novo do Parecis, por exemplo, data da década de 70.
Então durante muito tempo isso aqui era terra ‘dos’ índios e não ‘de’ índios. Aqui é um pedaço da história do Brasil, porque ela foi sendo construída assim, aos poucos. Estar aqui é reviver um pouquinho dessa ocupação. Me sinto muito privilegiada por estar aqui”, disse Patrícia.
A preocupação com o resgate da memória não é característica do povo brasileiro, segundo Patrícia Wolley, que explicou ser esse um dos motivos de estarem em terras mato-grossenses realizando o documentário.
A parceria entre o Ministério da Cultura, a RHBN, Ponto de Cultura de Campo Novo do Parecis, procura resgatar a memória do local. “O nosso objetivo é despertar nos próprios moradores que a região deles tem uma história e isso não pode ser esquecido. As pessoas têm que valorizar isso, porque o ser humano não é só material, ele precisa conhecer suas raízes. Nosso objetivo é despertar para a consciência de suas origens de Mato Grosso, como a história da região se desenvolveu”, explicou.
Uma iniciativa que parte da própria região, dos moradores, do Ponto de Cultura”, ressaltou ao complementar que se não houvesse esse engajamento por parte do Ponto talvez não estariam na cidade, “porque foram eles que mandaram o projeto que gostariam de participar desse registro, do documentário que está sendo feito em vários pontos do Brasil. Falta esse tipo de interesse, de mentalidade no nosso país”, concluiu.
Em Campo Novo do Parecis o projeto História no Ponto tem o apoio da Câmara Municipal, Governo Municipal e Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
É Cultura? Tá no Ponto!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Projeto Cultural "Olhares Indígenas" oferecerá capacitações em fotografia e vídeo

Modos de viver Haliti: aspectos que serão registrados nas oficinas
O Projeto Cultural “Olhares Indígenas”, de proposição de Enoch José Pereira, pretende capacitar, preservar, promover e divulgar a cultura indígena Paresí-Haliti, de inestimável importância científica e cultural na região noroeste de Mato Grosso.
Estas ações serão executadas por meio de oficinas de capacitações de jovens indígenas e não-indígenas em fotografia e vídeo, organização de uma exposição fotográfica e exibição das produções em uma mostra de vídeo.
O Projeto Cultural “Olhares Indígenas” pretende envolver 14 jovens indígenas de 17 a 29 anos, conforme edital, selecionados pelas lideranças das aldeias envolvidas, e 10 jovens não-índios, selecionados pelo Conselho Municipal de Cultura, num processo de integração e respeito entre culturas, conforme segue:
• 14 indígenas (dois de cada aldeia) das aldeias Seringal, Quatro Cachoeiras, Bacaval, Bacaiuval, Sacre II, Ponte de Pedra e Chapada Azul.
• 10 jovens não-índios do município de Campo Novo do Parecis.
Celebrações, comidas, bebidas, cantos e danças serão registrados em fotografias e vídeo
A Oficina de Fotografia e a Oficina de Vídeo serão ministradas por profissionais com reconhecida capacidade na área, que darão as noções necessárias para que os jovens indígenas e não-indígenas possam registrar aspectos relevantes de suas aldeias: as hátis (casas tradicionais), vestimentas, artesanato (arte plumária, cestaria, armas de caça e pesca, bola de látex da mangaba), pintura corporal, comidas típicas, danças, cantos, jogos, festas.
A Oficina de Fotografia e a Oficina de Vídeo também permitirá o registro de locais de importância histórica, cultural, turística e ambiental do município de Campo Novo do Parecis e região:
• Cidade de Pedra e Ponte de Pedra – locais com formações rochosas em pleno cerrado, cachoeiras e uma ponte natural de pedra; local sagrado de nascimento mítico do povo Haliti e de toda a humanidade;
• Salto Utiariti – cachoeira com 90m de queda, local de passagem de Mal. Rondon;
• Salto Belo – cachoeira com 40m de queda, local de atuação de Madre Tarcila e Pe. Arlindo Ignácio de Oliveira, personalidades históricas no período das Missões.
• Abrigos da Prainha e da Véia Péia – abrigos com inscrições rupestres de importância arqueológica nessa região.
• Quatro Cachoeiras – cachoeiras que dão nome a uma das aldeias da Terra Indígena Utiariti, local de celebração do Fogo Ancestral Indígena nos I Jogos Interculturais Indígenas de Mato Grosso e local de passagem da Tocha Pan-americana Rio 2007.
A Exposição Fotográfica e Mostra de Vídeo “Olhares Indígenas” pretendem envolver a classe estudantil, professores, universitários e toda a comunidade, as aldeias indígenas e os órgãos municipais, estaduais e federais na preservação deste patrimônio cultural regional por meio do seu conhecimento e valorização.
O projeto “Olhares Indígenas” pretende, especialmente, formar cidadãos conscientes de sua herança cultural com os objetivos de fortalecer as políticas públicas que permitam a valorização, gerenciamento e preservação do patrimônio imaterial com efetiva participação das populações envolvidas, fazendo com que as informações obtidas nestas ações sejam o que deveriam ser – um bem público – e, portanto, a serviço dessas sociedades.
Com informações de Enoch Pereira
Fotos Sílvia Schneiders
sábado, 7 de agosto de 2010
VIB - Vídeo Índio Brasil 2010
Apesar da sociedade camponovense não ter dado a importância devida ao evento Vídeo Índio Brasil, conforme matéria publicada na Parecis.net, esse jovem casal compareceu a todas as exibições do VIB 2010 no plenário do Fórum.
Merecem nossos aplausos!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Campo Novo do Parecis é selecionado no Vídeo Índio Brasil
Campo Novo do Parecis foi selecionado para exibir os filmes da Mostra de Cinema Indígena – Vídeo Índio Brasil (VIB 2010). O VIB acontecerá na cidade, através de parceria do Instituto Parecis Cultural (IPC) e o Ponto de Cultura Ninho do Sol.
O VIB consiste em uma Mostra de Cinema Indígena, com filmes sobre índios e realizados por índios, que acontecerá simultaneamente em mais de 100 cidades de todos os estados brasileiros na semana de 31 de julho a 07 de agosto de 2010.
A proposta é que o país inteiro, durante uma semana, aprenda um pouco mais sobre a cultura indígena, valorizando suas raízes, enriquecendo com o conhecimento tradicional milenar indígena, expandindo sua consciência para um Brasil mais democrático, justo e inclusivo.
Os filmes que serão exibidos foram filmados com índios ou por índios de diversas etnias como: Xavantes, Kuikuros, Xinguanos, Guaranis, Kaigangs, entre outros.
De acordo com o diretor-presidente do IPC, Vanderlei Guollo, os filmes do VIB serão exibidos de forma itinerante em escolas públicas e particulares do município. “O lançamento acontecerá no Plenário da Câmara Municipal no dia 31 de julho, aberto à toda a população, e depois um circuito itinerante chegará a todas as escolas de Campo Novo”, disse.
“Eventos como este promovem a integração entre culturas, desenvolvendo, principalmente, o respeito entre elas”, sintetizou Vanderlei. “Conhecer outras culturas, em toda a sua diversidade, como língua, vestimenta, alimentação, modo de celebrar e ritualizar, faz com que passemos a respeitá-las”, continuou.
“É incrível como, passados 500 anos, o não-índio ainda desconhece os indígenas do Brasil, considerando que todos vivem em ocas, vestem tanga e se alimentam de peixe”, concluiu.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Teatro Ogan aprova projeto no CMC
O Conselho Municipal de Cultura encaminhou o projeto cultural "AMURE", proposição do Teatro Ogan, ao CEC - Conselho Estadual de Cultura para análise e aprovação. O projeto cultural concorre na 2ª edição do PROAC 2010 - Programa de Apoio à Cultura do estado de Mato Grosso, no Edital de Artes Cênicas - modalidade montagem de espetáculos.
Com uma proposta interessante de montagem, o espetáculo teatral "AMURE", de autoria de Van César e Alexandre Rolim, narra a história de um indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.
A beleza e o colorido da atnia Paresí-Haliti
“Dizem os mais antigos que os pajés Haliti são capazes de voar...”
O espetáculo “AMURE” dará um panorama geral da situação atual dos indígenas da etnia Paresí-Haliti, que vivem na Terra Indígena Utiariti, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Sapezal. Também na Terra Indígena Ponte de Pedra, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Maringá.
Essa etnia milenar é conhecida desde os anos de 1700, considerada por muitos pesquisadores como um povo pacífico, que tem sofrido desde o seu contato com o não-índio um processo crescente de aculturação, de perda de seus valores míticos, sociais, culturais.
Apresentação durante os I Jogos Interculturais de Mato Grosso e passagem da Tocha Rio 2007
Este espetáculo tem como proposta principal questionar o contato entre culturas, e a perda de uma pela outra. Na história de um jovem indígena, será narrada a história de seu povo, desde o período atual até seu passado mítico. O espetáculo está sendo montado baseado em documentos e pesquisas das mais diversas fontes.
Ao todo serão 13 atores e equipe técnica que participarão do espetáculo. Durante o mesmo serão pronunciadas inúmeras palavras na língua mãe dos Peresí-Haliti e os figurinos e adereços também serão confeccionados por indígenas dessa etnia, como forma de valorização de todos os aspectos culturais.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Salto Utiariti
Alguns dos mais belos rios que o Estado possui estão ou passam pelas terras parecienses, como os rios Verde, do Sangue, Sacre e Papagaio. As águas desses mananciais são algumas das principais formadoras da Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do mundo.
Esportes
As águas são cristalinas, essenciais para a prática de mergulho livre e apnéia. Para os aventureiros mais radicais há uma infinidade de opções, como o rafting e o rapel.
O rapel pode ser feito na maior cachoeira do Município, o Salto Utiariti, de mais de 90 metros de queda, uma das maiores e mais belas cachoeiras do Estado, localizada no rio Papagaio. O Salto Utiariti está a 90 quilômetros do centro da cidade, nas Terras Indígenas (TI) da etnia Paresí-haliti, na divisa dos municípios de Campo Novo e Sapezal.
O local é de beleza ímpar que surpreende a todos os aventureiros apaixonados por esportes como o trekking e rapel.
Interesses Culturais
No local também podem ser observadas as ruínas da missão jesuíta do início do século XX. A área é de grande interesse cultural e religioso. A primeira escola indígena do Estado foi construída no local, há cerca de 100 anos. É excelente para os turistas que gostam de tirar uma boa fotografia, dependendo do ângulo em que a foto for tirada, o Salto Utiariti se apresenta com o formato do mapa do Brasil.
A Missão
A missão de Utiariti existiu em Mato Grosso mais ou menos entre os anos 1930 e 1970, no município de Diamantino (atual Campo Novo do Parecis). Utiariti, que dista cerca de 550 km de Cuiabá, é o nome de uma cachoeira no Rio Papagaio, lugar sagrado para a nação Paresi-Haliti. Utia, quer dizer, sábio e haliti, gente. Para os Paresi, Utiariti significa "lugar de gente sábia". Há uma lenda que diz que os Utia eram um povo à parte da nação Paresi, que faziam previsões do futuro e viviam em um lugar atrás da cachoeira.
"Os sábios entravam dentro do salto para colher cará, massa de amendoim, mandioca. Até hoje tem gente lá que não morre. Só que tem outro tipo de alma que pode encontrar com eles. Eles sabiam que vinha a missão, mas que depois ia acabar". ( mulher Paresi da aldeia Salto da Mulher, 1992).(Joana A. F. Silva/UFMT). Link para maiores informações: http://orbita.starmedia.com/~i.n.d.i.o.s/textos/txt010ut.html .
Marechal Rondon
Na língua dos índios Paresí, Utiariti é o nome de um gavião sagrado para a nação. O nome Utiariti, no salto, existe em função do Marechal Rondon. Em suas incursões pelo Cerrado mato-grossense Rondon conheceu este salto, em 1907. A história conta que, ao avistar um gavião, um integrante de sua comitiva resolveu capturá-lo e foi impedido por um dos índios que os acompanhava. O índio argumentou que o gavião era sagrado para a sua nação e por isso não poderia ser capturado. Sensibilizado com o acontecido Rondon resolveu batizar o salto com o nome do gavião sagrado.







.png)
