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domingo, 22 de setembro de 2013
Rondon fotografou e filmou; Cacá fez o documentário
Por Valéria del Cueto
A contribuição de Rondon à cartografia brasileira é inestimável. Ainda hoje rende frutos preciosos para a consolidação das fronteiras no País: tramita no Supremo Tribunal Federal uma contenda entre os estados de Mato Grosso e o Pará em torno de suas divisas. Entre as provas apresentadas para resolver a questão estão os marcos e referências limítrofes fixados por Cândido Rondon, em sua missão entre os anos de 1917 e 1922.
O média metragem de Cacá de Souza apresenta um rico material fotográfico, cinematográfico e cartográfico produzido pelo próprio Rondon e seus auxiliares. Nas longas missões pelo interior do país que se estenderam por mais de cinco décadas foram reunidas informações e referências geográficas e antropológicas relevantes e precisas para o desbravamento do interior brasileiro. Seus resultados deram ao marechal mato-grossense Cândido Rondon reconhecimento internacional.
Os fotogramas e mapas apresentados no vídeo foram recolhidos em instituições como o Museu Histórico e Serviço Geográfico do Exército, Arquivo Nacional, Museu do Índio, Museu Americano de História Natural e da Sociedade Geográfica Americana, durante os 14 meses de produção do documentário. Foram gravadas participações de cientistas, historiadores e pesquisadores brasileiros e americanos, realizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro, no Brasil, e New York, nos EUA. O projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura, teve o patrocínio da Eletrobras.
Rondon e a Cartografia é o segundo trabalho da trilogia sobre Cândido Mariano Rondon, brasileiro exemplar, reconhecido internacionalmente por sua contribuição às ciências. O primeiro vídeo, “Roosevelt–Rondon - A Expedição”, de 1999, retratou a expedição cientifica feita no Brasil entre os anos de 1913 e 1914 e sua repercussão internacional. O terceiro abordará a construção das linhas telegráficas que interligaram e integraram o Brasil, nas primeiras décadas do século XX.
sábado, 21 de setembro de 2013
Rondon e o Brasil desvendado por Cacá de Souza
Cacá de Souza, paulistano radicado em Mato Grosso há quase 30 anos, é uma referência quando se fala em Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958).
Por Fernando Parracho
O jornalista pesquisa a vida e a obra do Marechal Rondon desde antes de nos conhecermos, em Cuiabá, em 1995. Embalado pela curiosidade em desvendar detalhes da trajetória deste controvertido personagem da nossa história e pela paixão por Mato Grosso e pelo Brasil, Cacá mergulhou em livros, artigos, fotos e filmes que registram de um modo ou de outro as aventuras, descobertas, as viagens de Rondon.
Só o esforço que ele vem empreendendo para estudar, compreender e divulgar o trabalho deste brasileiro ilustre, já vale um livro e um documentário! Tive o privilégio de acompanhar parte desta pesquisa, desta investigação jornalística a que Cacá se dedica aqui e nos Estados Unidos. Lá, ele redescobriu arquivos inéditos em fotos e filmes de expedições promovidas por Rondon.
Uma delas, em parceria com o ex-presidente americano Theodore Roosevelt, que desbravou terras do cerrado e da Amazônia, em busca de conhecimento científico, de pesquisas que envolviam a biologia e a geografia, a sociologia, a antropologia.
As descobertas de Cacá estão no primeiro documentário que realizou sobre a Expedição Roosevelt-Rondon, por terras brasileiras, no começo do século XX. No segundo documentário, Cacá se debruça sobre outro aspecto curioso do perfil de Rondon: o cartógrafo. O homem que mapeou rios, divisas, estendeu linhas de telégrafo, fincou marcos de fronteira, estabeleceu limites geográficos que desafiam até hoje a precisão do GPS!
É preciso conhecer melhor quem foi Rondon, o que motivou seu trabalho, uma contribuição imensa para se saber onde começa e onde termina o Brasil. E, sobretudo, conhecer a maneira magistral e densa com que Cacá, outro gênio brasileiro, vem produzindo este legado histórico e jornalístico, de forma corajosa e independente, verdadeira e apaixonada.
Por Fernando Parracho
O jornalista pesquisa a vida e a obra do Marechal Rondon desde antes de nos conhecermos, em Cuiabá, em 1995. Embalado pela curiosidade em desvendar detalhes da trajetória deste controvertido personagem da nossa história e pela paixão por Mato Grosso e pelo Brasil, Cacá mergulhou em livros, artigos, fotos e filmes que registram de um modo ou de outro as aventuras, descobertas, as viagens de Rondon.
Só o esforço que ele vem empreendendo para estudar, compreender e divulgar o trabalho deste brasileiro ilustre, já vale um livro e um documentário! Tive o privilégio de acompanhar parte desta pesquisa, desta investigação jornalística a que Cacá se dedica aqui e nos Estados Unidos. Lá, ele redescobriu arquivos inéditos em fotos e filmes de expedições promovidas por Rondon.
Uma delas, em parceria com o ex-presidente americano Theodore Roosevelt, que desbravou terras do cerrado e da Amazônia, em busca de conhecimento científico, de pesquisas que envolviam a biologia e a geografia, a sociologia, a antropologia.
As descobertas de Cacá estão no primeiro documentário que realizou sobre a Expedição Roosevelt-Rondon, por terras brasileiras, no começo do século XX. No segundo documentário, Cacá se debruça sobre outro aspecto curioso do perfil de Rondon: o cartógrafo. O homem que mapeou rios, divisas, estendeu linhas de telégrafo, fincou marcos de fronteira, estabeleceu limites geográficos que desafiam até hoje a precisão do GPS!
É preciso conhecer melhor quem foi Rondon, o que motivou seu trabalho, uma contribuição imensa para se saber onde começa e onde termina o Brasil. E, sobretudo, conhecer a maneira magistral e densa com que Cacá, outro gênio brasileiro, vem produzindo este legado histórico e jornalístico, de forma corajosa e independente, verdadeira e apaixonada.
domingo, 5 de maio de 2013
Palestra "Roosevelt Rondon" acontece em Sapezal
Servidores da Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Novo do Parecis participaram na última sexta-feira (03.05) da palestra "Expedição Roosevelt Rondon - 100 anos" em Sapezal.
Cacá de Souza, Iracema Rodrigues, Vanderlei César Guollo e Adriano Pereira,
segurando um eixo de carroça da expedição, feito em bronze.
A palestra, ministrada por Cacá de Souza, foi direcionada a alunos das escolas públicas de Sapezal e a toda a comunidade daquele município. Participaram do evento o vice-prefeito, Dr. Benjamin Dequi; o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Paulo Mattos Moura; e o coordenador de Turismo, Sidnei Roberto Zimmermann, além de um público composto basicamente por alunos.
Campo Novo do Parecis foi representado no evento pelo secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei César Guollo e pela chefe de Fomento ao Etnoturismo, Iracema Rodrigues Pereira, além do diretor de Cultura de Colniza, Adriano Pereira de Souza, que estava em intercâmbio cultural com nosso município.

Sobre o documentário "Expedição Roosevelt Rondon 100 anos"
Neste ano comemora-se os 100 anos da Expedição Roosevelt Rondon, expedição essa liderada por Theodore Roosevelt e Marechal Cândido Rondon, que foi um marco histórico e científico para o conhecimento da fauna e da flora brasileira.
A Expedição teve como intuito pesquisar e coletar espécimes da fauna e da flora do cerrado e da região Amazônica, além de um levantamento cartográfico incluindo o rio da Dúvida, já no estado de Rondônia, rebatizado de rio Roosevelt após a expedição. Roosevelt e Rondon, durante a sua caminhada, percorreram mais de mil km, realizando inúmeros trabalhos.
A expedição Roosevelt Rondon, nas terras matogrossenses, teve início no município de Cáceres, e de lá a expedição navegou pelas águas do rio Sepotuba até a fazenda Taberapuã (no atual município de Tangará da Serra). A partir de lá, no lombo de burros e em carroças puxadas por bois, atravessaram o Chapadão do Parecis tendo apoio na estrutura existente em função da construção da linha telegráfica.
Ficaram impressionados com as belezas da fauna e da flora da região, principalmente das deslumbrantes quedas do Salto Belo (divisa de Campo Novo do Parecis e Brasnorte) e do Salto Utiariti (divisa de Campo Novo do Parecis e Sapezal). Atravessaram o cerrado e adentraram a Floresta Amazônica até atingirem a nascente do rio da Dúvida, no dia 27 de fevereiro de 1914. Ao final da expedição, já em maio de 1914, com um saldo de três pessoas mortas, mais de 2500 aves catalogadas e aproximadamente 500 mamíferos coletados, além de répteis, insetos e muitos peixes, soma-se também uma incalculável contribuição histórica através do trabalho fotográfico e cinematográfico realizado.
Cacá de Souza, Iracema Rodrigues, Vanderlei César Guollo e Adriano Pereira,
segurando um eixo de carroça da expedição, feito em bronze.
A palestra, ministrada por Cacá de Souza, foi direcionada a alunos das escolas públicas de Sapezal e a toda a comunidade daquele município. Participaram do evento o vice-prefeito, Dr. Benjamin Dequi; o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Paulo Mattos Moura; e o coordenador de Turismo, Sidnei Roberto Zimmermann, além de um público composto basicamente por alunos.
Campo Novo do Parecis foi representado no evento pelo secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei César Guollo e pela chefe de Fomento ao Etnoturismo, Iracema Rodrigues Pereira, além do diretor de Cultura de Colniza, Adriano Pereira de Souza, que estava em intercâmbio cultural com nosso município.

Sobre o documentário "Expedição Roosevelt Rondon 100 anos"
Neste ano comemora-se os 100 anos da Expedição Roosevelt Rondon, expedição essa liderada por Theodore Roosevelt e Marechal Cândido Rondon, que foi um marco histórico e científico para o conhecimento da fauna e da flora brasileira.
A Expedição teve como intuito pesquisar e coletar espécimes da fauna e da flora do cerrado e da região Amazônica, além de um levantamento cartográfico incluindo o rio da Dúvida, já no estado de Rondônia, rebatizado de rio Roosevelt após a expedição. Roosevelt e Rondon, durante a sua caminhada, percorreram mais de mil km, realizando inúmeros trabalhos.
A expedição Roosevelt Rondon, nas terras matogrossenses, teve início no município de Cáceres, e de lá a expedição navegou pelas águas do rio Sepotuba até a fazenda Taberapuã (no atual município de Tangará da Serra). A partir de lá, no lombo de burros e em carroças puxadas por bois, atravessaram o Chapadão do Parecis tendo apoio na estrutura existente em função da construção da linha telegráfica.
Ficaram impressionados com as belezas da fauna e da flora da região, principalmente das deslumbrantes quedas do Salto Belo (divisa de Campo Novo do Parecis e Brasnorte) e do Salto Utiariti (divisa de Campo Novo do Parecis e Sapezal). Atravessaram o cerrado e adentraram a Floresta Amazônica até atingirem a nascente do rio da Dúvida, no dia 27 de fevereiro de 1914. Ao final da expedição, já em maio de 1914, com um saldo de três pessoas mortas, mais de 2500 aves catalogadas e aproximadamente 500 mamíferos coletados, além de répteis, insetos e muitos peixes, soma-se também uma incalculável contribuição histórica através do trabalho fotográfico e cinematográfico realizado.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Salto Utiariti
O Salto Utiariti possui o formato do mapa do Brasil
Fotografia de Juliano Olejas
Alguns dos mais belos rios que o Estado possui estão ou passam pelas terras parecienses, como os rios Verde, do Sangue, Sacre e Papagaio. As águas desses mananciais são algumas das principais formadoras da Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do mundo.
Esportes
As águas são cristalinas, essenciais para a prática de mergulho livre e apnéia. Para os aventureiros mais radicais há uma infinidade de opções, como o rafting e o rapel.
O rapel pode ser feito na maior cachoeira do Município, o Salto Utiariti, de mais de 90 metros de queda, uma das maiores e mais belas cachoeiras do Estado, localizada no rio Papagaio. O Salto Utiariti está a 90 quilômetros do centro da cidade, nas Terras Indígenas (TI) da etnia Paresí-haliti, na divisa dos municípios de Campo Novo e Sapezal.
O local é de beleza ímpar que surpreende a todos os aventureiros apaixonados por esportes como o trekking e rapel.
Interesses Culturais
No local também podem ser observadas as ruínas da missão jesuíta do início do século XX. A área é de grande interesse cultural e religioso. A primeira escola indígena do Estado foi construída no local, há cerca de 100 anos. É excelente para os turistas que gostam de tirar uma boa fotografia, dependendo do ângulo em que a foto for tirada, o Salto Utiariti se apresenta com o formato do mapa do Brasil.
A Missão
A missão de Utiariti existiu em Mato Grosso mais ou menos entre os anos 1930 e 1970, no município de Diamantino (atual Campo Novo do Parecis). Utiariti, que dista cerca de 550 km de Cuiabá, é o nome de uma cachoeira no Rio Papagaio, lugar sagrado para a nação Paresi-Haliti. Utia, quer dizer, sábio e haliti, gente. Para os Paresi, Utiariti significa "lugar de gente sábia". Há uma lenda que diz que os Utia eram um povo à parte da nação Paresi, que faziam previsões do futuro e viviam em um lugar atrás da cachoeira.
"Os sábios entravam dentro do salto para colher cará, massa de amendoim, mandioca. Até hoje tem gente lá que não morre. Só que tem outro tipo de alma que pode encontrar com eles. Eles sabiam que vinha a missão, mas que depois ia acabar". ( mulher Paresi da aldeia Salto da Mulher, 1992).(Joana A. F. Silva/UFMT). Link para maiores informações: http://orbita.starmedia.com/~i.n.d.i.o.s/textos/txt010ut.html .
Marechal Rondon
Na língua dos índios Paresí, Utiariti é o nome de um gavião sagrado para a nação. O nome Utiariti, no salto, existe em função do Marechal Rondon. Em suas incursões pelo Cerrado mato-grossense Rondon conheceu este salto, em 1907. A história conta que, ao avistar um gavião, um integrante de sua comitiva resolveu capturá-lo e foi impedido por um dos índios que os acompanhava. O índio argumentou que o gavião era sagrado para a sua nação e por isso não poderia ser capturado. Sensibilizado com o acontecido Rondon resolveu batizar o salto com o nome do gavião sagrado.
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