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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Conselheiro e mulher são presos acusados de esquema

Eles seriam responsáveis por cooptar "laranjas", aprovar projetos e desviar dinheiro

No detalhe, Alceu e Elaine Cazarin, acusados de participar de esquema com verbas da cultura

Max Aguiar / Midia News

O conselheiro de Cultura do Estado, Alceu Marcial Cazarin, e sua esposa, Elaine Cazarin, foram presos na manhã de ontem (15) pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil.

Eles são acusados de articularem um esquema de desvio de dinheiro público por meio de projetos culturais. Segundo a Polícia Civil, eles teriam sido beneficiados por projetos da ordem de R$ 1 milhão.

Os Cazarin, segundo informou a Polícia Civil, captavam "laranjas", que emprestavam seus nomes para a elaboração de projetos "frios", nas diversas áreas da cultura, como shows, gravações de CD´s e audiovisuais.

Em seguida, eles articulavam a aprovação e o pagamento dos projetos. "O dinheiro retornava para o grupo, quase que na totalidade. Em seguida, eles usavam familiares para 'lavar' o dinheiro", disse uma fonte da Polícia Civil.

Policiais Civis durante busca e apreensão na manhã desta segunda-feira: esquema na Cultura

Polícia cumpre mandados contra fraudes em projetos culturais

Alvos são as secretarias de Cultura do Estado e de Cuiabá; são 25 mandados de prisão.

Delegado Gianmarco Paccola, que comanda as investigações da Operação Alexandria

A Polícia Civil está cumprindo 25 mandados de prisão temporária, 7 buscas e apreensões e 2 conduções coercitivas contra pessoas acusadas de fraudes em projetos culturais, patrocinados pelas Secretaria de Estado de Cultura e Secretaria de Cultura de Cuiabá.

A Operação Alexandria foi deflagrada por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Fazendária (Defaz). Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados na operação. Não há buscas em órgãos públicos.

As investigações apuram fraudes e já identificou 49 irregularidades em mais de 541 projetos analisados, dos anos de 2012, 2013 e 2014. A investigação, em nível estadual, foi solicitada, em abril deste ano, pela então secretária de Cultura, Janete Riva (PSD), atual candidata ao Governo do Estado.

"As duas secretarias forneceram todos os projetos dos anos de 2012, 2013 e 2014", disse o delegado Gianmarco Paccola Capoani.

A investigação apura fraudes e desvios de recursos obtidos através do Programa de apoio à Cultura (Proac), da Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso. Os investigados podem responder por crimes de bando ou quadrilha, peculato, desvio de dinheiro, ameaça, crime contra fé pública e lavagem de dinheiro.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Teatro Ogan aprova projeto no CMC

Ponte de Pedra, um "Jardim do Éden" em pleno cerrado matogrossense

O Conselho Municipal de Cultura encaminhou o projeto cultural "AMURE", proposição do Teatro Ogan, ao CEC - Conselho Estadual de Cultura para análise e aprovação. O projeto cultural concorre na 2ª edição do PROAC 2010 - Programa de Apoio à Cultura do estado de Mato Grosso, no Edital de Artes Cênicas - modalidade montagem de espetáculos.

Com uma proposta interessante de montagem, o espetáculo teatral "AMURE", de autoria de Van César e Alexandre Rolim, narra a história de um indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.


A beleza e o colorido da atnia Paresí-Haliti

“Dizem os mais antigos que os pajés Haliti são capazes de voar...”

O espetáculo “AMURE” dará um panorama geral da situação atual dos indígenas da etnia Paresí-Haliti, que vivem na Terra Indígena Utiariti, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Sapezal. Também na Terra Indígena Ponte de Pedra, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Maringá.

Essa etnia milenar é conhecida desde os anos de 1700, considerada por muitos pesquisadores como um povo pacífico, que tem sofrido desde o seu contato com o não-índio um processo crescente de aculturação, de perda de seus valores míticos, sociais, culturais.

Apresentação durante os I Jogos Interculturais de Mato Grosso e passagem da Tocha Rio 2007

Este espetáculo tem como proposta principal questionar o contato entre culturas, e a perda de uma pela outra. Na história de um jovem indígena, será narrada a história de seu povo, desde o período atual até seu passado mítico. O espetáculo está sendo montado baseado em documentos e pesquisas das mais diversas fontes.

Ao todo serão 13 atores e equipe técnica que participarão do espetáculo. Durante o mesmo serão pronunciadas inúmeras palavras na língua mãe dos Peresí-Haliti e os figurinos e adereços também serão confeccionados por indígenas dessa etnia, como forma de valorização de todos os aspectos culturais.