Roteiro turístico “Rota Parecis” foi apresentado para milhares de pessoas participantes das Olimpíadas no Rio de Janeiro.
Luiz Carlos Bezerra
O Conselho Municipal de Turismo, COMTUR, de Campo Novo do Parecis esteve presente durante os dias 12 e 13 de Agosto, nas Olimpíadas Rio 2016 divulgando o nosso potencial turístico através do primeiro roteiro de etnoturismo do Brasil, o “Rota Parecis”.
Vestidos com seus trajes tradicionais do povo Haliti- Paresi Adilson Rikibatsa Musuiwane (Vice-Presidente do COMTUR) e Cacique Roni Walter Azoinayce Pareci, (membro do COMTUR), acompanhados por João Ricardo da Costa Bispo, (Presidente do COMTUR), literalmente pararam o trânsito da cidade maravilhosa.
Admirados com a receptividade Cacique Roni conta que para os indígenas o “Rota Parecis” é um projeto muito importante para divulgação e estímulo à manutenção das tradições, motivo pelo qual o não-índio quer conhecer e fazer o roteiro. “Estar no Rio de Janeiro, em meio o maior acontecimento que as Olimpíadas é uma honra muito grande. Estamos mostrando ao mundo que o índio pode acompanhar as novas tecnologias e o processo de globalização que nos cerca, sem perder nossas tradições. Tudo isso agrega valores à cultura indígena e aproxima o índio e o não-índio, proporcionando respeito para consigo e o meio ambiente”, disse.
O Rota Parecis para o mundo
No Rio Mídia Center, espaço organizado para a imprensa do mundo todo nas Olímpiadas Rio 2016, o “Rota Parecis” Tem um alcance extraordinário, e para João Ricardo o fato de jornalistas e meios de comunicação terem-se interessado em fazer reportagens, fotos e saber sobre o projeto já superou as expectativas. “Nossos dois membros do COMTUR paramentados com seus trajes foi um grande atrativo e fomos entrevistados sobre o Rota Parecis por canais de comunicação da Espanha, Estados Unidos, China, e até mesmo a Esporte TV aqui do Brasil que fará uma matéria sobre o Jikunahati (futebol de cabeça)”, comenta o turismólogo.
O Rota Parecis é o primeiro roteiro indígena do Brasil. Um passeio que leva o turista a vivenciar o dia de índio e desbravar em uma aventura incrível nas paisagens que o município de Campo Novo do Parecis – MT pode oferecer. O Rota Parecis proporciona além das atividades culturais e esportivas, o banho de cachoeiras e rapel.
Para mais informações sobre o Rota Parecis procure o Departamento de Turismo, Rua Severino de Lima, N°1206-NE, Bairro Nossa Senhora Aparecida. Telefone: 65-3382-2488 ou 3382-3986.
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domingo, 21 de agosto de 2016
terça-feira, 29 de julho de 2014
Aldeia Wazare e o etnoturismo em Campo Novo do Parecis
Na quinta reportagem da série, a repórter Cinthya Rocha da TV Assembleia, destaca a Aldeia Wazare e o projeto de etnoturismo indígena.
quinta-feira, 22 de março de 2012
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Salto Utiariti
O Salto Utiariti possui o formato do mapa do Brasil
Fotografia de Juliano Olejas
Alguns dos mais belos rios que o Estado possui estão ou passam pelas terras parecienses, como os rios Verde, do Sangue, Sacre e Papagaio. As águas desses mananciais são algumas das principais formadoras da Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do mundo.
Esportes
As águas são cristalinas, essenciais para a prática de mergulho livre e apnéia. Para os aventureiros mais radicais há uma infinidade de opções, como o rafting e o rapel.
O rapel pode ser feito na maior cachoeira do Município, o Salto Utiariti, de mais de 90 metros de queda, uma das maiores e mais belas cachoeiras do Estado, localizada no rio Papagaio. O Salto Utiariti está a 90 quilômetros do centro da cidade, nas Terras Indígenas (TI) da etnia Paresí-haliti, na divisa dos municípios de Campo Novo e Sapezal.
O local é de beleza ímpar que surpreende a todos os aventureiros apaixonados por esportes como o trekking e rapel.
Interesses Culturais
No local também podem ser observadas as ruínas da missão jesuíta do início do século XX. A área é de grande interesse cultural e religioso. A primeira escola indígena do Estado foi construída no local, há cerca de 100 anos. É excelente para os turistas que gostam de tirar uma boa fotografia, dependendo do ângulo em que a foto for tirada, o Salto Utiariti se apresenta com o formato do mapa do Brasil.
A Missão
A missão de Utiariti existiu em Mato Grosso mais ou menos entre os anos 1930 e 1970, no município de Diamantino (atual Campo Novo do Parecis). Utiariti, que dista cerca de 550 km de Cuiabá, é o nome de uma cachoeira no Rio Papagaio, lugar sagrado para a nação Paresi-Haliti. Utia, quer dizer, sábio e haliti, gente. Para os Paresi, Utiariti significa "lugar de gente sábia". Há uma lenda que diz que os Utia eram um povo à parte da nação Paresi, que faziam previsões do futuro e viviam em um lugar atrás da cachoeira.
"Os sábios entravam dentro do salto para colher cará, massa de amendoim, mandioca. Até hoje tem gente lá que não morre. Só que tem outro tipo de alma que pode encontrar com eles. Eles sabiam que vinha a missão, mas que depois ia acabar". ( mulher Paresi da aldeia Salto da Mulher, 1992).(Joana A. F. Silva/UFMT). Link para maiores informações: http://orbita.starmedia.com/~i.n.d.i.o.s/textos/txt010ut.html .
Marechal Rondon
Na língua dos índios Paresí, Utiariti é o nome de um gavião sagrado para a nação. O nome Utiariti, no salto, existe em função do Marechal Rondon. Em suas incursões pelo Cerrado mato-grossense Rondon conheceu este salto, em 1907. A história conta que, ao avistar um gavião, um integrante de sua comitiva resolveu capturá-lo e foi impedido por um dos índios que os acompanhava. O índio argumentou que o gavião era sagrado para a sua nação e por isso não poderia ser capturado. Sensibilizado com o acontecido Rondon resolveu batizar o salto com o nome do gavião sagrado.
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