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segunda-feira, 22 de abril de 2013
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sábado, 8 de setembro de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Projeto Cultural "Olhares Indígenas" oferecerá capacitações em fotografia e vídeo

Modos de viver Haliti: aspectos que serão registrados nas oficinas
O Projeto Cultural “Olhares Indígenas”, de proposição de Enoch José Pereira, pretende capacitar, preservar, promover e divulgar a cultura indígena Paresí-Haliti, de inestimável importância científica e cultural na região noroeste de Mato Grosso.
Estas ações serão executadas por meio de oficinas de capacitações de jovens indígenas e não-indígenas em fotografia e vídeo, organização de uma exposição fotográfica e exibição das produções em uma mostra de vídeo.
O Projeto Cultural “Olhares Indígenas” pretende envolver 14 jovens indígenas de 17 a 29 anos, conforme edital, selecionados pelas lideranças das aldeias envolvidas, e 10 jovens não-índios, selecionados pelo Conselho Municipal de Cultura, num processo de integração e respeito entre culturas, conforme segue:
• 14 indígenas (dois de cada aldeia) das aldeias Seringal, Quatro Cachoeiras, Bacaval, Bacaiuval, Sacre II, Ponte de Pedra e Chapada Azul.
• 10 jovens não-índios do município de Campo Novo do Parecis.
Celebrações, comidas, bebidas, cantos e danças serão registrados em fotografias e vídeo
A Oficina de Fotografia e a Oficina de Vídeo serão ministradas por profissionais com reconhecida capacidade na área, que darão as noções necessárias para que os jovens indígenas e não-indígenas possam registrar aspectos relevantes de suas aldeias: as hátis (casas tradicionais), vestimentas, artesanato (arte plumária, cestaria, armas de caça e pesca, bola de látex da mangaba), pintura corporal, comidas típicas, danças, cantos, jogos, festas.
A Oficina de Fotografia e a Oficina de Vídeo também permitirá o registro de locais de importância histórica, cultural, turística e ambiental do município de Campo Novo do Parecis e região:
• Cidade de Pedra e Ponte de Pedra – locais com formações rochosas em pleno cerrado, cachoeiras e uma ponte natural de pedra; local sagrado de nascimento mítico do povo Haliti e de toda a humanidade;
• Salto Utiariti – cachoeira com 90m de queda, local de passagem de Mal. Rondon;
• Salto Belo – cachoeira com 40m de queda, local de atuação de Madre Tarcila e Pe. Arlindo Ignácio de Oliveira, personalidades históricas no período das Missões.
• Abrigos da Prainha e da Véia Péia – abrigos com inscrições rupestres de importância arqueológica nessa região.
• Quatro Cachoeiras – cachoeiras que dão nome a uma das aldeias da Terra Indígena Utiariti, local de celebração do Fogo Ancestral Indígena nos I Jogos Interculturais Indígenas de Mato Grosso e local de passagem da Tocha Pan-americana Rio 2007.
A Exposição Fotográfica e Mostra de Vídeo “Olhares Indígenas” pretendem envolver a classe estudantil, professores, universitários e toda a comunidade, as aldeias indígenas e os órgãos municipais, estaduais e federais na preservação deste patrimônio cultural regional por meio do seu conhecimento e valorização.
O projeto “Olhares Indígenas” pretende, especialmente, formar cidadãos conscientes de sua herança cultural com os objetivos de fortalecer as políticas públicas que permitam a valorização, gerenciamento e preservação do patrimônio imaterial com efetiva participação das populações envolvidas, fazendo com que as informações obtidas nestas ações sejam o que deveriam ser – um bem público – e, portanto, a serviço dessas sociedades.
Com informações de Enoch Pereira
Fotos Sílvia Schneiders
domingo, 12 de setembro de 2010
"Amure" é selecionado no Amazônia Legal
Foi publicada na quinta-feira, 09 de setembro, a relação de classificados do Programa Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal.
Foram selecionados 928 projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais da região amazônica, que receberão, no total, um investimento de R$ 13,7 milhões. O programa é uma parceria entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do Ministério da Cultura.
O Microprojetos na Amazônia Legal recebeu 2.706 propostas e superou as expectativas, devido ao grande número de projetos selecionados.
Crianças tomando banho. Cenas do dia-a-dia dos Paresí-Haliti serão tratados no Espetáculo "Amure"
A meta inicial era atender cerca de 770 iniciativas por meio de financiamento não-reembolsável. Porém, muitos projetos não atingiram o teto de 35 salários mínimos, valor máximo estabelecido no edital.
Assim, foi possível ampliar o número de beneficiados, selecionando projetos de todos os nove estados da região amazônica: 37 do Acre, 15 do Amapá, 91 do Amazonas, 198 do Maranhão, 166 do Mato Grosso, 175 do Pará, 58 de Rondônia, 29 de Roraima e 159 do Tocantins.
Jovem indígena com filmadora registrando um dos momentos da Festa da Colheita
"Amure" e "Olhares Índígenas" são selecionados
Campo Novo do Parecis concorreu com três projetos, sendo selecionados com o espetáculo "Amure", do Teatro Ogan e "Olhares Índígenas", de Enoch José Pereira. Ambos trabalharão com a temática indígena de nossa região, especialmente a etnia dos Paresí-Haliti.
O Espetáculo "Amure" narra a história de um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.
Enoch José Pereira, um dos contemplados no Amazônia Legal, registrando a Festa da Colheita
O Projeto Cultural “Olhares Indígenas” pretende-se capacitar, preservar, promover e divulgar a cultura indígena Paresí-Haliti, de inestimável importância científica e cultural na região noroeste de Mato Grosso. Estas ações serão executadas por meio de oficinas de capacitações de jovens em fotografia e vídeo, organização de uma exposição fotográfica e exibição das produções em uma mostra de vídeo.
Mais cultura
Ação do Programa Mais Cultura, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.
O resultado do Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal foi anunciado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, na quarta-feira, 1º de setembro, em Rio Branco (AC), em evento para assinatura de acordo entre o Ministério da Cultura e a Associação de Cultura e Meio Ambiente (ACMA). A parceria criou o Centro de Cultura da Floresta, que irá beneficiar os povoados da etnia Ashaninka na região e os da reserva da bacia do Alto Juruá.
Fotografias de Sílvia Schneiders


