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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Ninho do Sol prestigia 2ª FLIMT
Representante do Ponto de Cultura Ninho do Sol prestigiou, durante os dias 24 e 25, da 2ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, ocorrida no Palácio da Instrução, em Cuiabá, entre os dias 23 e 26 de novembro de 2011.
Com o tema "Literatura Indígena e as Novas Tecnologias da Memória" a programação contou com a participação de escritores e lideranças indígenas, editoras, estudantes e educadores, que prestigiaram as palestras, debates e apresentações culturais promovidas pela Feira.
Parte da programação prestigiada na Feira pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol foi a palestra cm o Cacique Raoni, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil, que em seu discurso comentou sobre a importância de se debater as questões indígenas na sociedade brasileira.
Ainda durante a palestra, o escritor Yaguarê Yamã comentou sobre a questão da construção da Usina de Belo Monte e toda a problemática que envolve a referida obra. As lideranças indígenas solicitaram a participação da sociedade brasileira para que esta Usina não seja construída.
Ninho do Sol na 2ª FLIMT
O ponto de cultura registrou a Exposição Fotográfica e a Exposição Etnográfica, que enfatizaram a cultura indígena em diferentes pontos do Estado de Mato Grosso. Ainda durante a Feira, o Ninho do Sol adquiriu um acervo de 29 livros de escritores indígenas para compor o acervo indígena da Biblioteca Comunitária Mãe Branca. Os mesmos estarão disponíveis já no início do próximo ano.
domingo, 27 de novembro de 2011
Índios lançam livros em Cuiabá e mostram mundo por ótica diferente
Olivio Jekupe, autor de livros que tratam das questões indígenas
Um eclipse nada mais é que um acontecimento natural, o alinhamento entre sol e lua durante a dança do sistema solar. Pelo menos, é o que acredita a nossa vã filosofia. Mas, certamente entre o céu e a terra existem mais coisas que nem sonhamos. Para o povo Maraguá, por exemplo, este fenômeno acontece quando um casal apaixonado que se separou se reencontra. Esta e muitas outras histórias, contadas pela ótica dos índios, pode ser conhecida na segunda edição da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso.
Durante a abertura do evento, ocorrida na noite desta quarta-feira (24), o índio Roni Wasiry Guará contou um pouco sobre seu 5º livro, Çaicú Ìndé, que narra a história do primeiro grande amor que teve de ser separado e do reencontro destes seres apaixonados. “Muitos povos enxergam o eclipse como uma coisa ruim, para a gente não, é uma coisa boa”, diz o índio.
Este é o grande alcance da feira, que permite o conhecimento do mundo por meio de outros olhares. O olhar de uma cultura pautada na oralidade e que, agora, com o advento de uma geração de escritores, está registrando sua tradição em português a fim de que ela não se perca no tempo.
“Sempre foi o homem branco que falou sobre nós. Mas agora, somos nós que estamos falando. É muito diferente”, diz Olívio Jekupe, índio Guarani que está lançando dois livros de uma só vez, seus 11º e 12º trabalhos.
Em um de seus lançamentos, Jekupe conta a história de uma ave cujo canto é semelhante a um choro. A explicação para o pranto do animal não vem da biologia. É que ela era uma linda índia que se apaixonou e fazia juras de amor à lua. Para testar essa paixão, a lua se travestiu de um homem velho desceu à terra.
Com a aparência velha e feia, a lua começou a tentar flertar com a índia, que não dava a mínima, sem saber que aquele era seu amado sob disfarce. Vendo o desprezo da moça com o idoso, a irmã daquela índia resolveu se oferecer para casar com ele, que aceitou de prontidão e assumiu sua forma mais bela. Após o casamento, ambos subiram ao céu, ela como Estrela Dalva.
Já a índia que o desprezou pela má aparência, coitada, foi transformada na tal ave chorona. Toda noite ela aparece nas proximidades da aldeia cantando seu pesar. “Não vemos essa ave durante o dia”, revela o índio escritor.
Fonte: Olhar Direto
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Teatro Ogan
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Flimt tem programação para todos os públicos
Na noite de ontem (23/11) teve a abertura da única Feira do Livro indígena existente no país e a única do Estado presente no Circuito de Feiras da Biblioteca Nacional.
A solenidade de abertura espiritual aconteceu a partir das 19h30 com a presença de autoridades, escritores e artistas indígenas e não indígenas, e com um grande público.Shaneihu Yawanawa, do Acre, cantou algumas canções pertencentes ao seu povo.
Hoje, dia 24, acontece a partir das 9h a reunião sobre o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso - PELL/ MT, que pretende debater o fomento e difusão da leitura no estado; durante os três dias, acontecem sempre das 10h as 11h as oficinas voltadas para educadores, estudantes, pesquisadores e o público em geral; às 11h acontece também o Encontro com o Escritor, momento em que autores como Daniel Mundurku, Olívio Jekupé, Roni Wassiri, Carlos Tiago e Elias Yaguakã apresentam suas obras para o público. No dia 26 às 9h, o Cacique Raoni marca presença com suas ‘sábias palavras’.
Convidado especial do Evento, o Cacique vem até Cuiabá, dar voz aos povos do Xingu. No período da tarde, iniciam as atividades como bate-papo, mesas e palestras. A partir das 17h o Instituto INCA realiza a Mostra Audiovisual “Olhares sobre os Povos da Mata” e as 19h30, acontece a ‘Festa no pátio’, momento de música e literatura. No dia 24, a Festa no Patio realiza ainda a entrega do prêmio do Concurso da Logomarca dos 100 anos da Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça.
Além da programação o público poderá encontrar a ‘Livraria da Feira do Livro indígena’ e o ‘Espaço da editora’. Na Livraria, as editoras estarão comercializando as obras; já no Espaço da Editora, cada uma levará um autor e sua obra para confraternizar com o público presente. O Público poderá visitar exposições de artefatos e fotos, além de conhecer um pouco mais do Palácio da Instrução, Patrimônio histórico do Estado.
A FLIMT integra ainda os Projetos Encontro da literatura indígena e Projeto Conversando sobre literatura e cultura indígena com o intuito de fortalecer os escritores indígenas, que nos últimos anos vem ganhando espaço no setor literário. Com relação a publicação de obras de autores indígenas, existe um número considerável de produção no país, considerando a característica oral dessas comunidades. Só no Catalogo do Núcleo de Escritores indígenas existem mais de 60 obras e Daniel Munduruku, é um dos autores com mais publicações, chegando a 42 livros em sua trajetória.
Nessa mapeamento não constam as obras publicadas de forma independente, através de Projetos e Instituições governamentais.
A FLIMT é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura de MT, com patrocínio da Petrobrás e Governo Federal. Mais informações pelo blog WWW.flimt.blogspot.com , flimt@cultura.mt.gov.br e (65) 3613-0222
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Realização da Flimt valoriza a cultura indígena e os 100 anos da Biblioteca Estevão de Mendonça
A Feira do Livro Indígena (Flimt), em sua segunda edição, tem como objetivo interar a sociedade com a cultura indígena através da literatura. Com a presença de autoridades, escritores e artistas indígenas e não indígenas, a Flimt é aberta ao público. A solenidade de abertura da Feira está marcada para acontecer no próximo dia 23, a partir das 19h30. O local escolhido para a realização da feira é o Pavilhão das Artes – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça.
O secretário Estadual de Cultura de Mato Grosso, João Malheiros, comentou a importância da realização desta Feira ao dizer que o que a pretensão é "mostrar para a sociedade a cultura indígena de uma forma pura e genuína, não estereotipada e deixar que as pessoas vejam e sintam a importância desta feira, que vai ser muito produtiva, excelente para mostrar a cultura indígena como ela é. No dia 26, nós vamos ter o cacique Raoni, personagem internacional, que acredito ser uma das maiores autoridades indígenas do país. O local escolhido para a realização, o Pavilhão das Artes - Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, é um ponto histórico que tem toda a infraestrutura necessária para a realização deste evento dentro da capital mato-grossense e tem o suporte para abrigar etnias de diversos Estados da Federação. Vem muita gente de fora. Teremos personalidades indígenas e não indígenas e vamos valorizar os 100 anos da Biblioteca Pública, que começa a ser visitada. Um espaço excelente".
O Pavilhão das Artes – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, ponto histórico de Cuiabá, é conhecido por ser um Centro de Difusão Cultural, onde além do seu acervo de aproximadamente 35 mil livros distribuídos em didáticos, de literatura regional e outros, possui duas amplas salas de leitura, um telecentro com programa de inclusão digital, uma videoteca, auditório com 44 lugares, uma sala de obras raras, sala de braile e sala infanto-juvenil. Inaugurada em 26 de março de 1912, no Governo do presidente Joaquim Augusto da Costa Marques, tem o nome do importante escritor e historiador, e também primeiro diretor da instituição, Estevão de Mendonça.
A Flimt é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso com patrocínio da Petrobrás e Governo Federal.
Por Assessoria Flimt
Mais informações pelo blog www.flimt.blogspot.com
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