Só seremos universais se conhecermos e amarmos nossa aldeia.
Mostrando postagens com marcador aldeia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aldeia. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 23 de julho de 2013
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 1 de maio de 2011
Aldeia Cravari recebe vista da Rede dos Pontos de Cultura
ARIANE LAURAAssessoria da Rede dos Pontos/SEC-MT
A equipe da Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso dá início ao trabalho de visitação dos Pontos do Estado. O Centro de Memória Indígena Manoki – Associação Watoholi, localizado na aldeia Cravari no município de Brasnorte, situado a 567 km da capital mato-grossense, foi o primeiro Ponto a ser visitado nesta terça-feira (26.04).
Durante a visita a coordenadora da Rede, Cinthia Mattos, deu orientações para a responsável administrativa do Ponto, Marina Irantxe, sobre como eles devem proceder nesta segunda fase. “Mato Grosso possui 42 etnias e 40 Pontos de Cultura, dos quais apenas três são indígenas. É importante que estes Pontos consigam desenvolver bem suas atividades para servir como mostra da diversidade cultural em nosso Estado”, afirma a coordenadora.
No primeiro ano de execução do projeto foram realizadas várias oficinas, entre elas de fabricação de rede, arco e flecha, colar, saia de buriti, chire (espécie de cesto artesanal) e do idioma. Maria Angelina Kamunstsi, 41, agente de saúde, conta que participou da oficina de fabricação de saia com buriti e que as atividades foram positivas para a comunidade. “As oficinas foram muito boas. Acho que as atividades do Ponto de Cultura devem continuar porque os jovens participam, incentiva mais os alunos, as mães incentivam os filhos. As meninas têm muito interesse principalmente no artesanato, têm umas que são ligeiras, têm umas que furavam a conta e furavam o dedo”, comenta sorrindo.
De acordo com a coordenadora das escolas indígenas de Brasnorte, Vilma Depit, o município possui seis escolas do campo (na zona rural) e nove escolas indígenas, uma delas fica na aldeia Cravari, que foi visitada. “A aldeia Cravari é composta por 65 famílias, o que corresponde a aproximadamente 130 pessoas. A escola desta aldeia atende cerca de 70 alunos. Pela manhã temos da 1ª a 5ª série. A tarde são alunos da 5ª a 8ª. No período noturno a escola atende o ensino médio”, explica.
A população atual do município é 13.975 habitantes (IBGE/ contagem 2007). Segundo a professora responsável pelo Departamento de Cultura de Brasnorte, Suzeli Brito, cerca de 10% da população do município é indígena. Ainda de acordo com ela, o município está entre os 50 colocados na questão de qualidade do ensino no país. “Graças a Deus estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho”, pontua.
SOBRE A REDE DOS PONTOS DE CULTURA
Os Pontos de Cultura são uma ramificação do Programa Cultura Viva, vinculado à Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Já a Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso surgiu a partir de 2009, quando o MinC firmou e passou a executar um convênio com a Secretaria de Estado de Cultura.
Através deste programa, instituições que atuam na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos desenvolvem ações continuadas que vêm contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.
Diversas são as áreas de atuação dos Pontos do Mato, entre ela podemos citar: Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; Economia Solidária e/ou Ações Transversais.
Durante a visita a coordenadora da Rede, Cinthia Mattos, deu orientações para a responsável administrativa do Ponto, Marina Irantxe, sobre como eles devem proceder nesta segunda fase. “Mato Grosso possui 42 etnias e 40 Pontos de Cultura, dos quais apenas três são indígenas. É importante que estes Pontos consigam desenvolver bem suas atividades para servir como mostra da diversidade cultural em nosso Estado”, afirma a coordenadora.
No primeiro ano de execução do projeto foram realizadas várias oficinas, entre elas de fabricação de rede, arco e flecha, colar, saia de buriti, chire (espécie de cesto artesanal) e do idioma. Maria Angelina Kamunstsi, 41, agente de saúde, conta que participou da oficina de fabricação de saia com buriti e que as atividades foram positivas para a comunidade. “As oficinas foram muito boas. Acho que as atividades do Ponto de Cultura devem continuar porque os jovens participam, incentiva mais os alunos, as mães incentivam os filhos. As meninas têm muito interesse principalmente no artesanato, têm umas que são ligeiras, têm umas que furavam a conta e furavam o dedo”, comenta sorrindo.
De acordo com a coordenadora das escolas indígenas de Brasnorte, Vilma Depit, o município possui seis escolas do campo (na zona rural) e nove escolas indígenas, uma delas fica na aldeia Cravari, que foi visitada. “A aldeia Cravari é composta por 65 famílias, o que corresponde a aproximadamente 130 pessoas. A escola desta aldeia atende cerca de 70 alunos. Pela manhã temos da 1ª a 5ª série. A tarde são alunos da 5ª a 8ª. No período noturno a escola atende o ensino médio”, explica.
A população atual do município é 13.975 habitantes (IBGE/ contagem 2007). Segundo a professora responsável pelo Departamento de Cultura de Brasnorte, Suzeli Brito, cerca de 10% da população do município é indígena. Ainda de acordo com ela, o município está entre os 50 colocados na questão de qualidade do ensino no país. “Graças a Deus estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho”, pontua.
SOBRE A REDE DOS PONTOS DE CULTURA
Os Pontos de Cultura são uma ramificação do Programa Cultura Viva, vinculado à Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Já a Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso surgiu a partir de 2009, quando o MinC firmou e passou a executar um convênio com a Secretaria de Estado de Cultura.
Através deste programa, instituições que atuam na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos desenvolvem ações continuadas que vêm contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.
Diversas são as áreas de atuação dos Pontos do Mato, entre ela podemos citar: Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; Economia Solidária e/ou Ações Transversais.
Marcadores:
aldeia,
Aldeia Cravari,
Brasnorte,
Cinthia Mattos,
cultura,
cultura indígena,
indígenas,
indios,
Irantxe,
Manoki,
ponto de cultura,
pontos do mato
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Aldeia Cravari recebe vista da Rede dos Pontos de Cultura

A equipe da Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso dá início ao trabalho de visitação dos pontos do Estado. O Centro de Memória Indígena Manoki – Associação Watoholi, localizado na aldeia Cravari no município de Brasnorte, situado a 567 km da capital matogrossense, foi o primeiro ponto a ser visitado nesta terça-feira (26.04).
Durante a visita a coordenadora da Rede, Cinthia Mattos, deu orientações para a responsável administrativa do ponto, Marina Irantxe, sobre como eles devem proceder nesta segunda fase. “Mato Grosso possui 42 etnias e 40 pontos de cultura, dos quais apenas três são indígenas. É importante que estes pontos consigam desenvolver bem suas atividades para servir como mostra da diversidade cultural em nosso Estado”, afirma a coordenadora.
No primeiro ano de execução do projeto foram realizadas várias oficinas, entre elas de fabricação de rede, arco e flecha, colar, saia de buriti, chire (espécie de cesto artesanal) e do idioma. Maria Angelina Kamunstsi, 41, agente de saúde, conta que participou da oficina de fabricação de saia com buriti e que as atividades foram positivas para a comunidade. “As oficinas foram muito boas. Acho que as atividades do ponto de cultura devem continuar porque os jovens participam, incentiva mais os alunos, as mães incentivam os filhos. As meninas têm muito interesse principalmente no artesanato, têm umas que são ligeiras, têm umas que furam furavam a conta e furavam o dedo”, comenta sorrindo.
De acordo com a coordenadora das escolas indígenas de Brasnorte, Vilma Depit, o município possui seis escolas do campo (na zona rural) e nove escolas indígenas, uma delas fica na aldeia Cravari, que foi visitada. “A aldeia Cravari é composta por 65 famílias, o que corresponde a aproximadamente 130 pessoas. A escola desta aldeia atende cerca de 70 alunos. Pela manhã temos da 1ª a 5ª série. A tarde são alunos da 5ª a 8ª. No período noturno a escola atende o ensino médio”, explica.
A população atual do município é 13.975 habitantes (IBGE/ contagem 2007). Segundo a professora responsável pelo Departamento de Cultura de Brasnorte, Suzeli Brito, cerca de 10% da população do município é indígena. Ainda de acordo com ela, o município está entre os 50 colocados na questão de qualidade do ensino no país. “Graças a Deus estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho”, pontua.
Sobre a Rede dos Pontos de Cultura
Os Pontos de Cultura são uma ramificação do Programa Cultura Viva, vinculado a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Já a Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso surgiu a partir de 2009, quando o MinC firmou e passou a executar um convênio com a Secretaria de Estado de Cultura.
Através deste programa, instituições que atuam na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos desenvolvem ações continuadas que vem contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.
Diversas são as áreas de atuação dos Pontos do Mato, entre ela podemos citar: Culturas Populares; Grupos Étnico-Culturais; Patrimônio Material; Audiovisual e Radiodifusão; Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural; Pensamento e Memória; Expressões Artísticas; Economia Solidária e/ou Ações Transversais.
Marcadores:
aldeia,
Aldeia Cravari,
Associação Watoholi,
Brasnorte,
Cinthia Mattos,
cultura,
cultura indígena,
indios,
Irantxe,
Manoki,
Mato Grosso,
ponto de cultura,
pontos do mato
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Ninho do Sol registra Festa da Colheita dos índios Paresí-Haliti
O Ponto de Cultura Ninho do Sol esteve na Aldeia Quatro Cachoeiras registrando um dos rituais mais importantes dos índios Paresí-Haliti, que habitam a região do Chapadão do Parecis, a Festa da Colheita. Os registros farão parte do acervo do Ponto de Cultura, a ideia é transformá-los em um documentário.
De acordo com o Cacique Narciso, esta foi a primeira vez que a Festa da Colheita foi registrada na íntegra.
A Aldeia Quatro Cachoeiras está localizada a 33 quilômetros da cidade de Campo Novo do Parecis, é um excelente local para o etnoturismo, modalidade turística propícia para esta região.
Leia o artigo e conheça um pouco sobre a Festa da Colheita:
Massa de mandioca brava usada para a fabricação da chicha e do biju
Festa da Colheita: Uma tradição milenar dos Índios Paresí-Haliti
Bem pertinho de Campo Novo do Parecis (400 Km de Cuiabá) fica a aldeia Quatro Cachoeiras, que se tornou famosa depois da passagem da Tocha Panamericana Rio 2007 por lá, plantada estrategicamente a margem do bravo rio Sacre, que apresenta índice zero de poluição, o que é bem raro no mundo contemporâneo.
No último final de semana, entre sexta e domingo (07 a 09 de maio), acompanhei a Festa da Colheita, quanto mais conversava com os indígenas mais eu mergulhava em uma história milenar de dominação e luta para preservar a cultura tradicional, agora cada vez mais distante.
Conheci um pouco mais sobre o cacique Narciso, homem que ainda peleja por esta tal preservação da tradição, a qual ele repete incansavelmente enquanto dialoga. Anfitrião da festa, passou o tempo todo andando pela aldeia pra lá e prá cá, vestindo penas coloridas de ema e arara sempre dando atenção aos visitantes.
Cacique Narciso - Anfitrião da Festa
Nas hati, vi mulheres descascando e ralando mandioca “braba” para preparar a chicha, bebida típica fermentada e artesanal de sabor peculiar, que eles chamam de olóniti, e o biju, alimento torrado parecido com tapioca, porém, mais grosso e azedo.
No rio de águas límpidas e traiçoeiras, vi índias adultas seminuas, envergonhadas com a nossa presença, vi garotinhos e garotinhas de quatro ou cinco anos, no máximo, nadando e mergulhando, como peixes, em meio às pedras e correntezas do virgem Sacre. Vi as quedas, quatro quedas, que na língua Haliti se escreve: Zalakuakua Hwomolo, ou simplesmente Quatro Cachoeiras.
Chicha preparada no fogo que nunca apaga (Idikati)
Ouvi o relato sábio e extenuado do cacique geral de todas as aldeias Paresí-Haliti, João Arrezomae, o João Garimpeiro, no fastígio de quase um século de vivência e experiência, com seu português esfolado que soa como se uma criança semi-alfabetizada estivesse falando.
Com propriedade o cacique franzino descreve a história de dominação vivida pelo seu povo desde os tempos dos bandeirantes e a transformação sofrida no período, principalmente, nos últimos 100 anos, desde Marechal Rondon, passando pelos jesuítas e finalmente, chegando a colonização e a posterior contemporaneidade avassaladora.
Quando o sol se pôs completamente, homens, mulheres e crianças, uns de tênis All Star outros de gravata e paletó, entrelaçaram os braços uns nos outros e cantaram músicas tradicionais em seu idioma materno, como se invocassem espíritos, batendo os pés no chão, bebendo chicha e dançando, contornando incansavelmente o mastro central do interior da hati.
Índia Parecis ralando mandioca para preparar chicha
Este ritual uníssono e recursivo, chamado por eles de Zolane, é uma das cerimônias mais importantes da cultura Paresí-Haliti, sempre apresentado em ocasiões especiais. O rito evocativo e cheio de simbolismo atravessou a noite, regrado a carne de ema e veado, biju e tonéis de litros de chicha.
No dia seguinte, ainda de madrugada, as flautas saíram da Casa da Jararaca. Somente homens podem participar e assistir ao êxtase da evocação e inebriação, de certa forma, arrebatador, produzido pelo ritual das Flautas Sagradas. No centro da aldeia (wenakalati), o fogo eterno (idikati) queimava a madeira seca atiçado pelo vento frio.
Extasiados os homens dançavam abraçados uns aos outros, indo de hati em hati, em um processo de invocação dos espíritos ancestrais, depois voltando ao idikati (fogo), ainda bebendo a chicha e agora vomitando cumprindo um ritual de purificação, comum em outras etnias. O delírio deslumbrante dura até que os primeiros raios do sol apareçam.
Crianças Paresí-Haliti da Aldeia 04 Cachoeiras
Finalmente as flautas são recolhidas e as mulheres liberadas a sair do interior da hati para começar a preparação do batismo. Neste rito, feito de forma tradicional e curiosa, cada família se organizava colocando uma grande quantidade de alimentos em um círculo no pátio.
Os que serão batizados saem da hati, um a um, acompanhados de um padrinho até o círculo, onde recebem um novo nome e parte do alimento oferendado, o restante da comida é dividida entre os demais festeiros.
Além de crianças, adultos também são batizados. Os Paresí-Haliti acreditam que depois de um acidente o índio adulto deve ser rebatizado, onde receberá um novo nome e garantia da renovação espiritual. “É como um renascimento”, explica um indígena.
Apresentação de Zolane no interior da Hati
Terminado o batismo, eles se divertem e brincam, é chegada a hora do ‘canto da formiguinha’. Crianças e rapazes ficam em frente das hati dançando e pedindo as sobras da festa. Os adultos inebriados pela noite de farra ainda caçoam das ‘formiguinhas’, rindo e dando a elas os restos da olóniti kalóre, ou grande festa.
Terminados os três dias de festejo, trouxe para casa uma bagagem extraordinária, o respeito pelos indígenas, que já existia antes, se avivou e o sabor da chicha e do biju azedo se eternizará no meu paladar. A singularidade do som, das cores, dos olhares, do cheiro, dos sabores permanecerá viva na minha memória.
Texto de Alexandre Rolim
Fotografias de Sílvia Schneiders e Vanderlei Guollo
Marcadores:
aldeia,
biju,
cacique narciso,
campo novo do parecis,
chicha,
festa da colheita,
indígenas,
índios,
mandioca,
ninho do sol,
paresí-haliti,
quatro cachoeiras,
tradição
Assinar:
Postagens (Atom)


