Mostrando postagens com marcador indios parecis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indios parecis. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Todo dia era dia de índio"


A música de Jorge Benjor diz que "todo dia era dia de índio", lembrando que os índios que viviam no Brasil eram donos da terra quando ele foi descoberto. Mas em outra estrofe, Benjor lembra que "agora ele só tem o dia 19 de abril".

Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite.

Dias depois, após refletirem sobre a importância do Congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios decidiram comparecer. Essa data, 19 de abril, por sua importância histórica, passou a ser o Dia do Índio, em todo o continente americano.

No Brasil, o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto nº 5.540, em 1943, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de abril.


DE ONDE VEM OS ÍNDIOS?

Existem muitas teorias, algumas até excêntricas, sobre a origem dos índios no continente americano, mas nenhuma comprovada. Ainda hoje, físicos, geólogos, arqueólogos, antropólogos e etnólogos dedicam-se a pesquisas para descobrir de onde vêm os índios, os primeiros habitantes da América.

Esses profissionais trabalham em conjunto e utilizam os conhecimentos uns dos outros: os paleontólogos são especialistas em animais fósseis, entre os quais está o homem; o antropólogo compara as características biológicas herdadas pelos ameríndios e as dos habitantes de outras partes do mundo; o arqueólogo estuda os objetos fabricados pelas sociedades que já desapareceram; o etnólogo estuda a distribuição de objetos fabricados pelas sociedades indígenas atuais e seus costumes, comparando-os com os de povos de outras partes do mundo e o lingüista dispõe de técnicas para identificar as línguas de mesma origem, o que levanta a hipótese de uma possível origem comum para os povos que as falam.

Os estudos sobre o povoamento da América começam pela análise de antigos esqueletos índios, passam pela disposição geográfica desses achados e por estudos detalhados que permitem estabelecer o seu tempo de existência. O objetivo disso tudo é conhecer os pontos por onde os primitivos habitantes chegaram ao continente, quando isso aconteceu, de onde vieram e como foi direcionado o povoamento do Novo Mundo.

Mesmo sem chegar a uma teoria comum a todos, a maioria dos estudiosos considera que o homem não surgiu da América. Provavelmente ele veio de fora e sua presença parece ser mais recente no Novo Mundo.

Os pesquisadores acham que os índios são descendentes de asiáticos, que vieram através do Estreito de Bering, sendo esta a migração mais importante para o povoamento da América. Estima-se que os primeiros habitantes chegaram ao continente americano há 40 mil anos passados, na última idade glacial.


ÍNDIOS QUEREM E MERECEM RESPEITO

Desde o início da colonização, os índios foram escravizados pelos portugueses. A partir daí, ficaram sujeitos às leis dos homens brancos e sofreram com prisões, com o desrespeito à sua cultura, com as tentativas violentas de integrá-los ao convívio com a civilização.

Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os homens brancos criavam para eles ou a respeito deles.

Somente em 1910 vieram algumas boas notícias com relação ao direito do índio à posse da terra e ao respeito de seus costumes, com a instituição do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, pelo Marechal Cândido Rondon.

Entre as principais conquistas estão a permissão aos índios de viver conforme suas tradições, proibição do desmembramento da família indígena, garantia da posse coletiva de suas terras, em caráter inalienável, e dos direitos dos cidadãos comuns aos índios.

Em 1967, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, atualmente subordinada ao Ministério da Justiça.
Apesar de todos esses esforços, ainda era muito forte a idéia de que o índio era um indivíduo incapaz, que precisava ser tutelado pelo Estado até se integrar ao modo de vida do resto da sociedade.

Pela Lei 6001, de 19/12/73, foi sancionado o Estatuto do Índio, que hoje regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional.

A Constituição Brasileira de 1988 foi a primeira a trazer um capítulo sobre os indígenas e com isso alterou a filosofia e a postura que se tinha em relação aos índios e aos seus direitos. Reconheceu oficialmente os índios como povos culturalmente diferenciados e que essa diversidade deveria ser respeitada, sem exigir que eles se adequassem aos hábitos dos homens brancos.


Uma vitória para os índios que hoje têm assegurado por lei o direito de manterem seus costumes, culturas, religiões, língua e tradições. Os benefícios da nova Constituição, entretanto, não se fizeram sentir na prática. Por falta de adequação aos novos conceitos e da regulamentação do próprio texto Constitucional, as mudanças administrativas verificadas na FUNAI, a partir de 1988, não obtiveram o êxito esperado.

A discussão da questão indígena ganhou espaço no âmbito da sociedade civil. O processo de democratização da sociedade e a falta de condições do Estado brasileiro de prestar a necessária assistência aos índios, contribuíram para o surgimento de entidades civis ligadas à causa, que vêm fazendo esse assunto tão importante ultrapassar os limites das discussões acadêmicas e da própria FUNAI.

Mas as dificuldades enfrentadas pelos índios vão além do âmbito cultural. Os interesses econômicos nacionais e estrangeiros também podem ser inimigos das sociedades indígenas. Os índios brasileiros e suas terras muitas vezes são alvo de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros que cobiçam essas terras e as riquezas naturais delas, sem se importar com os males e prejuízos causados aos índios e o meio ambiente.

Um exemplo são os garimpeiros que exploram ouro, diamante e cassiterita em terras indígenas e que, além de agir com violência e transmitir todo o tipo de doenças contagiosas aos índios, provocam danos poluindo os rios com mercúrio e outros produtos químicos.

Nas áreas do índios Xikrin, Tembé e Parakanã, no Pará, as madeireiras procuram convencer os índios a arrendar lotes de suas terras para a exploração. Em troca propõem um pagamento que não chega a 10 por cento do valor das madeiras no mercado mas que, mesmo assim, parece alto e suficiente aos índios.

Há também problemas com relação aos projetos de colonização de terras. Os latifundiários que compram a terra, formam grandes propriedades e os índios são obrigados a aceitar a viver em áreas espaçadas umas das outras, cortadas por fazendas e estradas. Da mesma forma os posseiros, sem terras onde trabalhar, invadem terras indígenas, sobretudo aquelas ainda não demarcadas, gerando conflitos e impactos que afetam profundamente as sociedades indígenas.


ORGANIZAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA

Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. Normalmente, a transmissão da chefia é hereditária (de pai para filho). Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os brancos. Muitas vezes, ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões. Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos das tradições da tribo. O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.

Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.

Para os índios, a terra é um bem coletivo, destinada a produzir a satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade. Todos têm o direito de utilizar os recursos do meio ambiente. Nesse sentido, a propriedade privada não cabe na concepção indígena de terra e território. Embora o produto do trabalho possa ser individual, as obrigações existentes entre os indivíduos asseguram a todos o usufruto dos recursos.

Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe à mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela coleta de alimentos na floresta.


DIVERSIDADE

Os índios representam uma parcela muito importante e expressiva da população, que precisa ser resguardada como um dos tesouros étnicos do Brasil. Vamos conhecer um pouco da riqueza da diversidade dos povos indígenas em seus vários aspectos.


FÍSICA

Diferentes entre si e também do restante da população brasileira, os grupos indígenas caracterizam-se por usos, costumes, crenças, organização e culturas próprios. A diversidade física também pode ser bem expressiva, mesmo entre os integrantes de uma mesma comunidade, como resultado do hábito de acasalamento entre diferentes etnias.


DE LÍNGUA

As línguas faladas pelos índios do Brasil são ricas e variadas. Hoje as línguas indígenas classificam-se em dois troncos: o Tupi, com sete famílias lingüísticas e que envolve o Tupi-Guarani, e o Macro-Jê, composta de cinco famílias entre elas o Jê. Existem, ainda, outros grupos não incluídos nestes troncos:O Aruák, o Karíb e o Arawá, as três maiores. Além dessas o Guaikurú, Nambikwára, Txapakúpa, Páno, Múra, Katukina, Tukáno, Makú e Yanomami, nove famílias menores, e cerca de dez línguas isoladas, com características únicas, que não se enquadram nas classificações de troncos e famílias existentes. É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. O conhecimento sobre elas está, portanto, permanentemente em revisão.


DE COSTUMES

Os estudos etnológicos dividem os índios em áreas culturais, regiões que apresentam homogeneidade sobre certos costumes e artefatos que as caracterizam. De acordo com essa classificação são onze as áreas culturais: Norte-Amazônica, Juruá-Purus; Guaporé; Tapajós-Madeira; Alto-Xingu; Tocantis-Xingu; Pindaré-Gurupi; Paraguai; Paraná; Tietê-Uruguai e Nordeste. Essa classificação refere-se apenas às sociedades indígenas brasileiras do século XX.


CAÇA

É uma atividade tipicamente masculina em todas as sociedades indígenas, pode ser realizada em grupo ou individualmente e é considerada um trabalho. Em geral, os índios são caçadores muito habilidosos e conhecedores das espécies animais. A introdução das armas de fogo e do cão, resultado da interferência do homem branco, tornaram as caçadas mais eficazes para obter não só carne para comer, mas também couro e penas, produtos usados na confecção de artesanatos.


PESCA

Os índios pescam usando vegetais que têm a propriedade de matar ou atordoar os peixes, também pescam com as mãos ou abatem os peixes com flechas de ponta de osso ou a golpes de facão. Hoje já é comum o uso de anzóis de metal, objetos trazidos da civilização urbana.


COLETA

É comum e útil aos grupos que não conhecem a agricultura, tornando-se a única maneira de encontrar alimento vegetal. Os índios procuram frutos, caules e raízes vegetais nativos, isto é, que não foram plantados e cultivados. A coleta inclui ainda a procura de mel e ovos de tartaruga, por exemplo. Também permite obter plantas medicinais, matéria-prima para o preparo de flechas, cordas e resinas para a pintura corporal.


AGRICULTURA

A maior parte das Sociedades Indígenas do Brasil pratica a agricultura em terras florestais utilizando ferramentas como facões, machados e enxadas. Para o plantio os grupos indígenas agricultores preferem, em geral, a mandioca, a batata doce, a abóbora, o cará, as diversas qualidades de milho, a fava, a pimenta, a cana-de-açúcar, o algodão, o inhame, o ananás, a banana e o tabaco.


CRIAÇÃO DE ANIMAIS

Depois do contato com a civilização tornou-se comum, entre diversos grupos indígenas, criar animais domésticos como galinhas, patos, porcos e até bovinos, para o consumo da carne.
Os índios também têm o costume de criar bichos de estimação, como araras, papagaios, macacos etc.


ARTESANATO

Os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades cotidianas e rituais.São cestos, bolsas, esteiras, panelas, esculturas, instrumentos musicais, máscaras e esculturas, além das plumárias e enfeites de materiais diversos como cocos, sementes, ossos, conchas. O Programa de Artesanato Indígena - ARTÍNDIA, da FUNAI, comercializa em suas oito lojas, espalhadas pelo Brasil, o artesanato original e rico em cores produzido por cerca de 100 diferentes etnias, com matéria-prima extraída da natureza e sem causar danos ao meio ambiente. As peças são compradas diretamente das comunidades indígenas, incentivando-as à manutenção de padrões de sua cultura material e garantindo, ainda, uma fonte de recursos às tribos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Série Lendas e Mitos Paresí-Haliti – Lenda do Pai-do-Mato

Imagem Ilustrativa

Quem nunca ouviu falar da Lenda do Pai-do-Mato. Uma das mais comuns e importantes, principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. O que as pessoas talvez não saibam é que esta lenda possui uma versão bastante interessante dentro da cultura dos índios Paresí-Haliti.

A primeira descrição da Lenda do Pai-do-Mato, entre estes indígenas, data do início do século XX, mais precisamente 1912, e foi feita pelo pesquisador Roquette-Pinto, em uma série de publicações e gravações (utilizando o dictaphone) e denominada “Ualalocê”. Roquette-Pinto foi um dos pioneiros no desvendamento e registro da tradição Haliti.

Quem também citou o Pai-do-Mato como figura lendária entre os Haliti foi o poeta modernista Mário de Andrade, que usou como base os escritos e sons de Roquette-Pinto. Mário de Andrade, entretanto, se aprofundou no assunto e argumentou a relação da lenda com questões de sexualidade e iniciação das jovens indígenas desta etnia.

A seguir um trecho da citação do poeta Mário de Andrade:

“A moça Camalalô
Foi no mato colher fruta
A manhã fresca de orvalho
Era quase noturna.
- Ah...
Era quase noturna...

Num galho de Tarumã
Estava um homem cantando,
A moça sai do caminho
Pra escutar o canto...

Enganada pelo escuro
Camalalô fala pro homem:
- Homem Ariti, me dá uma fruta que eu estou com fome.
- Ah...
Estava com fome...

O homem rindo falou:
- Zuimaalúti se engana,
Pensa que sou Ariti?
- Eu sou Pai-do-Mato!
- Era o Pai-do-Mato!”

Na Música:
Em 1930, Villa-Lobos apresentou o Pai-do-Mato, Ualalocê e Kamalalô no Rio de Janeiro. Villa-Lobos usou o poema de Mário de Andrade como referência para a composição, bem como as gravações de Roquette-Pinto, feitas em cilindros de cera há quase um século.

Da Série Lendas e Mitos Paresí-Haliti
É Cultura? Tá no Ponto!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Série Lendas e Mitos Paresí-Haliti – A Lenda do Milho

Imagem Ilustrativa

Sentindo que a morte se aproximava, Ainotarê, um grande chefe Paresí-Haliti, dos primórdios da etnia, chamou seu filho Kaleitoê.

Ainotarê ordenou que o filho, logo após seu falecimento, o enterrasse no meio da grande roça que tinha perto da Haty (habitação tradicional dos Haliti). O chefe também avisou ao filho que, pouco tempo depois, nasceria na sepultura uma planta repleta de sementes.

Porém, Ainotarê advertiu que, três dias depois da grande inundação da chuva, brotaria de sua cova uma planta que, algum tempo depois, rebentaria em sementes. E disse-lhe que não as comesse, sim guardasse-as para a replanta, e assim, a tribo ganharia um recurso alimentar precioso.

O filho ouviu suas explicações atentamente e seguiu suas instruções.

Assim surgiu o milho entre os índios Paresí-Haliti, que habitam a região do Chapadão do Parecis.

Por Clemente Brandenburger, Lendas dos Nossos Índios, 33, Rio de Janeiro, 1931.

Da Série Mitos e Lendas dos Índios Paresí-Haliti
É Cultura? Tá no Ponto!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Série Lendas e Mitos Paresí-Haliti - A Lenda da Mandioca

Mandioca - Base Alimentar dos Índios Paresí-Haliti
Na fotografia de Sílvia Schneiders, índia Haliti fabrica Chicha e Bijú (Tapioca)


Em prosa:
Conta a lenda dos índios Paresí-Haliti, que habitam a nossa região, que Zatiamare e sua mulher, Kôkôtêrô, tiveram um casal de filhos: um menino, o qual chamaram de Zôkôôiê e uma menina, Atiôlô.

O pai amava o filho e desprezava a filha. Se ela o chamava, ele só respondia por meio de assovios; nunca lhe dirigia a palavra. Atiôlô sofria muito com o desprezo do pai.

Desgostosa, Atiôlô pediu a sua mãe que a enterrasse viva, visto como assim seria mais útil. Depois de longa resistência ao estranho desejo, Kôkôtêrô acabou cedendo às súplicas da filha e a enterrou no meio do cerrado.

Porém, ali não pode resistir por causa do calor, e rogou que a levassem para o campo, onde também não se sentiu bem. Mais uma vez suplicou a Kôkôtêrô que a mudasse para outra cova, esta última aberta na mata, aí se sentiu à vontade.

Pediu, então, à sua mãe que se retirasse, recomendando-lhe que não volvesse os olhos quando ela gritasse. Depois de muito tempo gritou. Kôkôtêrô voltou-se rapidamente.

Viu, no lugar onde enterrara a filha, um arbusto muito alto, que logo se tornou rasteiro assim que se aproximou. Tratou da sepultura. Limpou o solo. A plantinha foi-se mostrando cada vez mais viçosa. Mais tarde, Kôkôtêrô arrancou do solo a raiz da planta: era a mandioca.

Por Clemente Brandenburger, Lendas dos Nossos Índios, Págs. 34-35.

Etnia Haliti ainda realiza a Festa da Colheita da Mandioca
Uma tradição milenar repassada de pais para filhos
Fotografia de Sílvia Schneiders

Em verso:
“Esta raiz maravilhosa
Que dela é tudo gostoso,
Nos conta os índios parecís
Das bandas de Mato Grosso.

Zatiame uma índia
De nome Kôkôrêtô,
O seu filho Zôcôiê
E a filha Atiôlô.

O pai amava o índio
Que era sua maravilha,
Porém nunca dirigiu a palavra
Para a índia sua filha.

Ela muito desgostosa
Por não ter esse carinho,
Queria ser enterrada viva
E para a sua mãe pediu.

Desejava ser útil aos seus
Assim falava Atiôlô,
E o seu pedido foi fazer
A mãe índia Kôkôrêtô.

Cedendo aos rogos da filha
Foi enterrada no cerrado,
Porém ali não pôde resistir
Porque o calor era danado.

Rogou que a levasse para o campo
Onde poderia sentir bem,
Mas no campo não deu certo
E tornou implorar também.

Mais uma vez pediu
A sua mãe Kôkôrêtô,
Que a enterrasse na mata
Que assim fez com muito amor.

Lá se sentiu à vontade
Que pediu a mãe que retirasse,
E que não volvesse seus olhos
Enquanto ela não gritasse.

Depois de muito tempo
Enfim, a filha gritou,
Para lá saiu correndo
A sua mãe Kôkôrêtô.

E onde enterrou a filha
Veja o que aconteceu!
Surgiu uma plantinha
Que na cova nasceu.

Um arbusto foi crescendo
Que rasteiro foi ficando,
Kôkôrêtô assim que viu
A sepultura foi limpando.

Limpou logo o solo
Que a plantinha viçosa,
Sustentada por uma raiz
Grande e maravilhosa.

Deu-se o nome de mandioca
A raiz daquela plantinha,
A filha ajudou os seus
Dando-lhes tapioca e farinha”.

Por Airam Ribeiro-Poeta de Cordel

Da Série Mitos e Lendas dos Índios Paresí-Haliti
É Cultura? Tá no Ponto!

Espetáculo "Amure" levará aos palcos cultura indígena

Ponte de Pedra - Um dos locais míticos mais importantes do povo Paresí-Haliti
e um dos assuntos que serão abordados no espetáculo Amure

Espetáculo tem como proposta principal questionar o contato entre culturas, e a perda de uma pela outra.

O Espetáculo "AMURE” narra a história de Toni, um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.

No processo de pesquisa (laboratório cênico) serão feitas entrevistas com pessoas de notório saber da etnia Paresí-Haliti acerca dos mitos, lendas e histórias de sua cultura. Também clippagem de matérias relacionadas à essa etnia em vários veículos de informação, a fim de constituir acervo para pesquisa a ser doado à Biblioteca Ninho do Sol.

O espetáculo “AMURE” dará um panorama geral da situação atual dos indígenas da etnia Paresí-Haliti, que vivem na Terra Indígena Utiariti, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Sapezal. Também na Terra Indígena Ponte de Pedra, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Maringá.

Essa etnia milenar é conhecida desde os anos de 1700, considerada por muitos pesquisadores como um povo pacífico, que tem sofrido desde o seu contato com o não-índio um processo crescente de aculturação, de perda de seus valores míticos, sociais, culturais.

“Dizem os mais antigos que os pajés Haliti são capazes de voar...”

O espetáculo “AMURE”, de autoria de Van César e Alexandre Rolim, está sendo montado baseado em documentos e pesquisas das mais diversas fontes. Um grande elenco e equipe técnica participarão do espetáculo “AMURE”.

O espetáculo trará inúmeras palavras na língua mãe dos Paresí-Haliti como forma de valorização de todos os aspectos culturais. Será apresentado em Campo Novo do Parecis e nos municípios de Tangará da Serra, Sapezal e Cuiabá.

Os figurinos e adereços confeccionados por indígenas dessa etnia serão anexados ao Projeto Memória do Ponto de Cultura Ninho do Sol, após as apresentações do espetáculo, assim como os registros resultantes das entrevistas, constituindo-se acervo do projeto.

Se não for pra me fazer voar...

O roteiro de “AMURE” está estruturado em 09 cenas, e a primeira delas narra o Chamado do Pajé, onde um jovem indígena descreve sua primeira visão do mundo espiritual e a missão que começa a se delinear.

Palco escuro, apenas um feixe de luz ilumina um jovem indígena vestido normalmente, com jeans e camiseta. Ele está ajoelhado, com o olhar parado, olhando o vazio.

Toni – Acordo em luz!
Acordo em cor!
Estou suspenso no nada, flutuando no vazio...

Eu poderia ter seguido minha vida normal de um jovem indígena desta terra, um jovem haliti que deixou sua wenakalaty, sua aldeia muito cedo para estudar em escola de imóti, de não-índio, de quem absorvi a língua, os costumes, o modo de vestir, de ser, de sentir.
Sentir...
Já não sinto o meu povo Haliti como meu.
Já não tenho o amor pelos rios, pela mata, pelo cerrado, pelos campos onde a seriema canta triste o seu cantar.
Já não sentia...
Agora sinto!
Sinto profundamente meus pés tocarem o chão... Sinto com cada fibra, com cada nervo, com cada fagulha de meu ser. Sinto cada folha seca que se despedaça a cada passo que dou rumo àquela árvore que se agiganta no meio da floresta.
Paro... Olho...
A árvore se parte em quatro, apontando direções – norte e sul, nascer e por do sol. Direções que devo seguir?
Sinto meus pés deixarem o chão...

Toni (grita) – Se não for pra me fazer voar, não tire meus pés do chão!

Estou envolto em luz... estou envolto em cor!
Estou suspenso no nada, flutuando no vazio...

No meio da árvore partida vejo um ninho. Nele um ovo – um grande ovo e junto, um pequeno pássaro cor de terra, cor de casca, cor de folha seca que olha para o ovo que se parte. De dentro dele sai um bebe que olha pra mim... Ele tem a idade de uma criança no olhar... Ele tem a idade do mundo na alma... Olho profundamente – ele é eu!

Ela chega suavemente e toca o rosto dele.

Miriã – Você foi chamado!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Programação - Mostra Nacional Vídeo Índio Brasil 2010

Vídeo Índio Brasil 2010 - Campo Novo do Parecis e mais 111 cidades brasileiras

O Instituto Parecis Cultural e o Ponto de Cultura Ninho do Sol promovem no dia 31 de Julho o Lançamento do Vídeo Índio Brasil no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Campo Novo do Parecis, à partir das 19h30. Dos dias 01 a 07 de agosto as exibições serão feitas no Plenário do Fórum e salas de vídeo das escolas municipais, estaduais e particulares do município.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Oficina de Artesanato Paresi-Haliti
Palestra: “Modos de Vida Haliti” com Cacique Dejanira da Aldeia Chapada Azul

Local: Câmara Municipal de Vereadores de Campo Novo do Parecis
Endereço: Rua Porto Velho, 365-NE - Centro

* Maiores informações diretamente com a coordenação local
Coordenadora: Silvia Regina Schneiders
Contato: pareciscultural@hotmail.com
Fone: (65) 9613-9548


31 DE JULHO SÁBADO

SOLENIDADE DE ABERTURA

I JOGOS INTERCULTURAIS INDÍGENAS DE MATO GROSSO
Ano: 2007 / Gênero: Documentário / Duração: 38 min. / Produção: Sol Produções / MT - Paresí (Haliti) / Classificação: Livre

JÁ ME TRANSFORMEI EM IMAGEM
Direção: Zezinho Yube / Ano: 2008 / Gênero: Documentário / Duração: 32 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / AC - Hunikui (Kaxinawá) / Classificação: Livre

DE VOLTA À TERRA BOA
Direção: Vincent Carelli / Ano: 2008 / Gênero: Documentário / Duração: 21 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / MT - Panará / Classificação: Livre

1º DE AGOSTO DOMINGO

CORUMBIARA
Direção: Vincent Carelli / Ano: 2009 / Gênero: Documentário / Duração: 117 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / RO - Akuntsu e Kanoê / Classificação: Livre
Prêmios:
- Menção Honrosa no Festival É tudo verdade - 14º Festival Internacional de Documentário;
- Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no IV Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo;
- Prêmio de Melhor Documentário no 19º Festival Présence Autochtone - Muestra de Cine y Video Indígena de Montréal;
- Grande Prêmio Cora Coralina no XI FICA - Festiva Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental;
- Prêmio de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Filme do Júri popular, Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema no 37º Festival de Cinema de Gramado;
- Prêmio Manuel Diegues Jr. pela importância do tema; Prêmio Aquisição de Longa-Metragem - da TV Brasil e o Prêmio OCIC (Office Catholique International du Cinéma), na 14ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico);
- Prêmio Anaconda 2010, categoria Documental.


2 DE AGOSTO SEGUNDA-FEIRA

KUHI IKUGÜ, OS KUIKURO SE APRESENTAM
Direção: Coletivo Kuikuro de Cinema / Ano: 2007 / Gênero: Documentário/ Duração: 7 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / MT - Kuikuro / Classificação: Livre

PI’ÕNHITSI, MULHERES XAVANTE SEM NOME
Direção: Divino Tserewahú / Ano: 2009 / Gênero: Documentário/ Duração: 56 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / MT - Xavante / Classificação: Livre
Prêmios:
- Prêmio Especial do Juri, Forumdoc, Belo Horizonte, 2009.


3 DE AGOSTO TERÇA-FEIRA

PAJERAMA
Direção: Leonardo Cadaval / Ano: 2008/ Gênero: Animação/ Duração: 09 min. / Produção: Paulo Boccato e Mayra Lucas / SP / Classificação: Livre
Prêmios:
- Melhor Curta-metragem para a juventude no Festival Internacional de Oberhausen 2008;
- Prêmio de Melhor Curta-metragem (Júri Oficial) no Festival Internacional de Curtas-metragens de Belo Horizonte 2008;
- Prêmio de Melhor Curta de Animação no Festival de Cinema de Cartagena 2009 (Júri Oficial); - Prêmio de Melhor Curta de Animação no Festival de Curtas de Sergipe – Cine SE;
- Prêmio de Melhor Curta-metragem de Animação e Melhor Trilha Sonora Original no Festival Audiovisual do Mercosul – FAM 2008;
- Prêmio de Melhor Curta-metragem de Animação no Festicine Amazônia 2008;
- Selecionado para a Mostra Paralela Jeune Public, do Festival de Curtas-metragens de Clermont-Ferrand;
- Melhor Trilha Sonora Original no Festival Guarnicê de Cinema (MA) 2008;
- Melhor Edição de Som no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2008;
- Melhor Trilha Original no Granimado 2008;
- Seleção Oficial do Festival de Cinema de Cartagena das Índias 2009 (Colômbia);
- Seleção Oficial do Festival de Animação Animadrid 2008.

PORAHEY
Direção: Alunos da Oficina do Projeto Ava Marandú / Ano: 2010 / Gênero: Documentário / Duração: 27 min. / Produção: Pontão de Cultura Guaicuru / MS - Guarani / Classificação: Livre

IMBÉ GIKEGÜ - CHEIRO DE PEQUI
Direção: Tarumã e Maricá Kuikuro / Ano: 2006 / Gênero: Documentário / Duração: 36 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / MT - Kuikuro / Classificação: Livre
Prêmios:
- Menção Honrosa da III MoVA Caparaó, Espírito Santo;
- Prêmio Manuel Diégues Júnior, Museo del Folclore, na concepção - realização, 10ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (RJ);
- Menção Honrosa Média, concedida pela ABDeC na 10ª Mostra Internacional del Filme Etnográfico (RJ);?
- Prêmio Especial do Júri, Festival Internacional de Curtas de Rio de Janeiro CURTA CINEMA, 2006;?
- Melhor Curta-metragem, Festival Présence Autochtone de Terres en Vue, Montréal, Canadá, 2007.


4 DE AGOSTO QUARTA-FEIRA

MOKOI TEKOÁ PETEI JEGUATÁ - DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA
Direção: Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites / Ano: 2008 / Gênero: Documentário / Duração: 63 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / RS - Guarani-Mbya / Classificação: Livre
Prêmios:
- Melhor filme do ForumDoc, Belo Horizonte, 2008.


5 DE AGOSTO QUINTA-FEIRA

KRÉ
Direção: Francele Cocco / Ano: 2009 / Gênero: Documentário / Duração: 08min. / Produção: Francele Cocco / RS – Kaingang / Classificação: Livre

KENE YUXI, AS VOLTAS DO KENE
Direção: Zezinho Yube / Ano: 2010 / Gênero: Documentário / Duração: 48min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / AC - HuniKui (Kaxinawá) / Classificação: Livre

6 DE AGOSTO SEXTA-FEIRA

INDÍGENAS DIGITAIS
Direção: Sebastian Gerlic / Ano: 2010 / Gênero: Documentário / Duração: 26 min. / Produção: Thydêwá – Índios On-Line / BA - Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT) / Classificação: Livre

A GENTE LUTA, MAS COME FRUTA
Direção: Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta / Ano: 2006 / Gênero: Documentário / Duração: 40 min. / Produção: Vídeo nas Aldeias / AC - Ashaninka / Classificação: Livre
Prêmios:
- Prêmio Panamazônia 2007 de Melhor Produção audiovisual da Action Aid Americas, 2007;
- Melhor Documentário no Cine Gaia, 2008.


7 DE AGOSTO SÁBADO

TERRA VERMELHA
Direção: Marcos Bechis / Ano: 2008 / Gênero: Ficção / Duração: 1h48min. / Produção: Gullane Filmes / MS / Classificação: 14 anos
Elenco: Matheus Nachtergaele, Leonardo Medeiros, Ambrósio Vilhalva, Abrisio da Silva Pedro, Cláudio Santamaría, Alicelia Baptista, Chiara Caselli, Ademilson Concianza Verga, Fabiane Pereira da Silva, Eliane Juca da Silva.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Teatro Ogan aprova projeto no CMC

Ponte de Pedra, um "Jardim do Éden" em pleno cerrado matogrossense

O Conselho Municipal de Cultura encaminhou o projeto cultural "AMURE", proposição do Teatro Ogan, ao CEC - Conselho Estadual de Cultura para análise e aprovação. O projeto cultural concorre na 2ª edição do PROAC 2010 - Programa de Apoio à Cultura do estado de Mato Grosso, no Edital de Artes Cênicas - modalidade montagem de espetáculos.

Com uma proposta interessante de montagem, o espetáculo teatral "AMURE", de autoria de Van César e Alexandre Rolim, narra a história de um indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.


A beleza e o colorido da atnia Paresí-Haliti

“Dizem os mais antigos que os pajés Haliti são capazes de voar...”

O espetáculo “AMURE” dará um panorama geral da situação atual dos indígenas da etnia Paresí-Haliti, que vivem na Terra Indígena Utiariti, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Sapezal. Também na Terra Indígena Ponte de Pedra, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Maringá.

Essa etnia milenar é conhecida desde os anos de 1700, considerada por muitos pesquisadores como um povo pacífico, que tem sofrido desde o seu contato com o não-índio um processo crescente de aculturação, de perda de seus valores míticos, sociais, culturais.

Apresentação durante os I Jogos Interculturais de Mato Grosso e passagem da Tocha Rio 2007

Este espetáculo tem como proposta principal questionar o contato entre culturas, e a perda de uma pela outra. Na história de um jovem indígena, será narrada a história de seu povo, desde o período atual até seu passado mítico. O espetáculo está sendo montado baseado em documentos e pesquisas das mais diversas fontes.

Ao todo serão 13 atores e equipe técnica que participarão do espetáculo. Durante o mesmo serão pronunciadas inúmeras palavras na língua mãe dos Peresí-Haliti e os figurinos e adereços também serão confeccionados por indígenas dessa etnia, como forma de valorização de todos os aspectos culturais.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Teatro Ogan envia projeto para o Proac 2010

Quatro projetos foram aprovados e selecionados pelo Conselho Municipal de Cultura de Campo Novo do Parecis e enviados para o Conselho Estadual de Cultura, onde irão concorrer ao Programa de Apoio a Cultura (Proac 2010). Os projetos foram analisados na tarde desta quinta-feira, 25.


De acordo com a presidente do Conselho, Sílvia Schneiders, os quatro projetos remetidos para a Secretaria de Estado de Cultura (Sec) são de áreas culturais distintas: Música; Artes Cênicas; Cultura Popular, Folclore e Artesanato e; Artes Integradas.

Na área da Música o projeto enviado é a VI Mostra Cerrado de Música, tendo como proponente o músico Walison Londero; nas Artes Cênicas o espetáculo teatral “Amure”, do Teatro Ogan; na Cultura Popular, Folclore e Artesanato o projeto PNEUART, proposto pelo artesão Revair de Matos e; Artes Integradas o projeto V Fest Folclore, proposto pela Prefeitura de Campo Novo.

Mostra Cerrado de Música
Em sua VI Edição, o evento é tradicional e agremia há vários anos artistas e bandas locais e regionais de renome estadual e nacional, promovendo uma troca de experiências entre eles. No evento são oferecidos cursos, workshops e oficinas.
Amure
O espetáculo teatral “Amure”, proposto pelo Teatro Ogan, tem como pano de fundo a cultura indígena da etnia Paresí-Haliti, habitantes milenares da nossa região. O grupo pretende sintetizar a história destes indígenas desde o seu surgimento até os dias atuais, mas de forma regressiva.

PNEUART
Este projeto tem como tema a reutilização de pneus, ou seja, o projeto tem tudo a ver com a preservação do meio ambiente e a relação do ser humano com o mesmo. Os proponentes pretendem viajar por várias cidades da região mostrando um trabalho de reciclagem desenvolvido aqui e ao mesmo tempo educar as pessoas para o assunto.

Fest Folclore
Evento realizado em anos anteriores, o Fest Folclore visa ser uma grande festa de integração entre as diversas áreas culturais manifestadas no município. A proposta é juntar em um único evento o VII Festival Parecis de Danças, IV Festival de Capoeira de Campo Novo do Parecis, a Feira Artesanal (com participantes de outros municípios da região), o Festival da Comida Típica; a Exposição de Artes, além de oferecer oficinas de Dança (Hip Hop, Siriri e Contemporânea) e Capoeira (Danças do Fogo e Maculelê), e shows regionais.