Parabéns à todos os povos indígenas pelo Dia do Índio!
Que o Grande Espírito abençoe a todos hoje e em todos os dias de nossas vidas!
Por José Leandro Paresi Bravin
Sabedoria da Terra
Terra, ensina-me a quietude, como a relva é silenciosa pela luz.
Terra, ensina-me a sofrer, como as velhas pedras sofrem com a lembrança.
Terra, ensina-me a humildade, como as flores são humildes em seus primórdios.
Terra, ensina-me a acarinhar, como a mãe que envolve seu bebê.
Terra, ensina-me a coragem, como a árvore que se eleva solitária.
Terra, ensina-me a limitação, como a formiga que rasteja no solo.
Terra, ensina-me a liberdade, como a águia que paira no céu.
Terra, ensina-me a resignação, como as folhas que morrem no outono.
Terra, ensina-me a regeneração, como a semente que brota na primavera.
Terra, ensina-me a esquecer de mim mesmo, como a neve que derrete esquece sua vida.
Terra, ensina-me a lembrar da bondade, como os campos áridos choram com a chuva.
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sábado, 19 de abril de 2014
domingo, 21 de julho de 2013
MPF pede anulação de licença para hidrelétrica Paiaguá
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à 1ª Vara da Justiça Federal que anule o processo de licenciamento ambiental para a usina hidrelétrica Paiaguá, a ser construída no Rio do Sangue (região noroeste do estado). Em ação civil pública, o MPF argumenta que o empreendimento tem potencial para afetar comunidades de quatro terras indígenas localizadas no entorno e, por isso, seu licenciamento ambiental deveria ser conduzido pelo órgão federal competente - no caso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
A usina teria 28 MW de potência. Para esta produção de energia, utilizaria-se das águas da bacia do Rio do Sangue, que se estende entre as áreas dos municípios de Juara, Brasnorte, Nova Maringá e Campo Novo do Parecis, alagando uma área de 2,2 mil hectares ao longo de 19 km. Entre os municípios, localizam-se as terras indígenas Japuíra, Ponte de Pedra, Erikpatsa e Manoki - ocupadas por pouco mais de mil pessoas das etnias rikbaktsa, pareci e irantxe.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já expediu licença prévia para o empreendimento, a qual é considerada irregular pelo MPF, com base na competência do Ibama sobre este tipo de avaliação.
Além disso, o MPF aponta como irregularidade a dispensa, por parte da Sema, para que o órgão ouvisse a comunidade indígena das terras do entorno e realizasse levantamento denominado estudo de componente indígena (ECI).
Este tipo de pesquisa é requisito para licenciamento socioambiental de empreendimentos neste tipo de circunstâncias, além de integrar estudos de impacto ambiental (EIA) e relatórios de impacto ambiental (Rima), segundo a legislação.
A reportagem do G1 tentou contato com a empresa Global Energia Elétrica S/A, responsável pelo empreendimento, para comentar a ação civil pública movida pelo MPF com pedido de liminar, mas sem sucesso. Já a assessoria de imprensa da Sema informou que o titular da pasta encontrava-se em reunião ao longo da tarde até o fechamento desta reportagem.
Fonte: G1 MT
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo
Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo, segundo o Unicef no Brasil:
01 - Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
02 - Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
03 - Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
04 - Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
05 - Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!
06 - Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
07 - Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
08 - Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
09 - Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10 - As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
01 - Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
02 - Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
03 - Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
04 - Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
05 - Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!
06 - Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
07 - Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
08 - Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
09 - Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10 - As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Jardim Botânico será sede dos jogos dos Povos Indígenas em Cuiabá
Adriane Rangel
Os membros do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena, que organiza a celebração, relataram todas as diretrizes que envolvem o caderno de encargos e os procedimentos detalhados das ações que envolvem os preparativos que antecedem o evento e ainda discutiu sobre as competências de cada equipe que vão fazer compor a comissão de trabalho.
Para o coordenador de Cultura e Esporte Tradicional Indígena, Carlos Terena, a estrutura escolhida é muito adequada e define como a parte primordial da realização de um grande evento no Estado. “Mato Grosso é um celeiro de diversidades culturais indígenas que tem que ser aproveitado, aqui é propicio para os Jogos, pois pouca gente conhece essa diversidade e esse evento vai mostrar a essência da cultura indígena', ressaltou Terena, lembrando que o objetivo é a integração das diferentes tribos, assim como o resgate e a celebração dessas culturas tradicionais”, completou.
Terena explicou que a ideia é realizar a competição envolvendo cerca de 40 etnias indígenas presentes em todo o Brasil, com jogos que fazem parte do cotidiano das aldeias. Com a iniciativa, o desenvolvimento e a preservação das atividades esportivas praticadas pelos povos indígenas na região seriam favorecidos. “Essa tradição não tem sentido de coisa passada e sim na busca da memória, que é transmitida e atualizada de geração a geração, respeitando-se assim esses valores, adquirindo o dom da partilha em comemorar uns com os outros, vivendo a gratuidade do festejar”, finalizou.
Os Jogos dos Povos Indígenas serão organizados pelo Comitê Intertribal Indígena e Ministério dos Esportes com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel) em parceria com demais Secretarias do Estado, Prefeitura Municipal de Cuiabá e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Fonte: Esportes\Seel-MT
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Justiça determina suspensão das obras da usina de Belo Monte
Decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
MP argumenta que índios tinham de ser ouvidos antes do início da obra.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a suspensão imediata das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (13) pela 5ª Turma do tribunal como resposta a um recurso do Ministério Público Federal (MPF).
O consórcio Norte Energia, responsável pela obra da usina de Belo Monte, informou que ainda não foi notificado da decisão do TRF e que só vai se manifestar sobre o assunto na Justiça. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O consórcio responsável pela obra deve ser notificado da decisão de paralisação das obras até quinta (16), segundo o TRF.
Em novembro do ano passado, o tribunal havia negado pedido do Ministério Público Federal para anular o decreto legislativo 788, que autorizou a instalação da usina em 2005. O Ministério Público alegava que os índios que vivem no local deveriam ter sido ouvidos pelo Congresso antes da aprovação do decreto.
Diante da negativa da Justiça, o MPF recorreu, usando como base a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção trata do direito de consulta dos povos indígenas e tribais a medidas legislativas que possam afetar seus direitos.
"O poder público deve exigir na forma da lei, para instalação de obra, estudo prévio de impacto ambiental. Não é estudo póstumo. O Congresso determinou estudo póstumo e não prévio. Essa é a primeira premissa equivocada desse decreto legislativo", explicou o desembargador Souza Prudente, do TRF, em entrevista nesta terça (14).
O Congresso precisou autorizar a obra de Belo Monte por meio de decreto legislativo porque se tratava de obra em terra indígena - isso, segundo o desembargador, é uma exigência prevista na Constituição.
Para ele, o Congresso determinou uma "oitiva precária, imprestável através do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], só pra comunicar, no estilo da obra de James Cameron, 'Avatar'. O Congresso utilizou um instrumento autoritário".
Além da convenção da OIT, a decisão judicial tomou por base artigo da Constituição que diz que a pesquisa e a lavra das terras indígenas só pode ser feita mediante consulta aos povos.
Segundo o desembargador, as obras de Belo Monte só poderão ser retomadas depois que o Congresso consultar as comunidades. Ele esclareceu que as opiniões dos indígenas - quaisquer que sejam - terão validade legal e deverão ser levadas em consideração para a continuidade das obras.
"O Congresso tem que levar em conta as decisões da comunidade indígena. O legislador não pode tomar decisão sem conhecer os efeitos dessa decisão. O Congresso só pode autorizar se as comunidades indígenas autorizarem", disse. Não há, no entanto, definição sobre a forma de se realizar a consulta - por exemplo, quantos indígenas deverão ser ouvidos, como e quando.
Entenda o caso
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará, com um custo previsto de R$ 19 bilhões.
O projeto tem grande oposição de ambientalistas, que consideram que os impactos para o meio ambiente e para as comunidades tradicionais da região, como indígenas e ribeirinhos, serão irreversíveis.
A obra também enfrenta críticas do Ministério Público Federal do Pará, que alega que as compensações ofertadas para os afetados pela obra não estão sendo feitas de forma devida, o que poderia gerar um problema social na região do Xingu.
MP argumenta que índios tinham de ser ouvidos antes do início da obra.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a suspensão imediata das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (13) pela 5ª Turma do tribunal como resposta a um recurso do Ministério Público Federal (MPF).
O consórcio Norte Energia, responsável pela obra da usina de Belo Monte, informou que ainda não foi notificado da decisão do TRF e que só vai se manifestar sobre o assunto na Justiça. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O consórcio responsável pela obra deve ser notificado da decisão de paralisação das obras até quinta (16), segundo o TRF.
Em novembro do ano passado, o tribunal havia negado pedido do Ministério Público Federal para anular o decreto legislativo 788, que autorizou a instalação da usina em 2005. O Ministério Público alegava que os índios que vivem no local deveriam ter sido ouvidos pelo Congresso antes da aprovação do decreto.
Diante da negativa da Justiça, o MPF recorreu, usando como base a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção trata do direito de consulta dos povos indígenas e tribais a medidas legislativas que possam afetar seus direitos.
"O poder público deve exigir na forma da lei, para instalação de obra, estudo prévio de impacto ambiental. Não é estudo póstumo. O Congresso determinou estudo póstumo e não prévio. Essa é a primeira premissa equivocada desse decreto legislativo", explicou o desembargador Souza Prudente, do TRF, em entrevista nesta terça (14).
O Congresso precisou autorizar a obra de Belo Monte por meio de decreto legislativo porque se tratava de obra em terra indígena - isso, segundo o desembargador, é uma exigência prevista na Constituição.
Para ele, o Congresso determinou uma "oitiva precária, imprestável através do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], só pra comunicar, no estilo da obra de James Cameron, 'Avatar'. O Congresso utilizou um instrumento autoritário".
Além da convenção da OIT, a decisão judicial tomou por base artigo da Constituição que diz que a pesquisa e a lavra das terras indígenas só pode ser feita mediante consulta aos povos.
Segundo o desembargador, as obras de Belo Monte só poderão ser retomadas depois que o Congresso consultar as comunidades. Ele esclareceu que as opiniões dos indígenas - quaisquer que sejam - terão validade legal e deverão ser levadas em consideração para a continuidade das obras.
"O Congresso tem que levar em conta as decisões da comunidade indígena. O legislador não pode tomar decisão sem conhecer os efeitos dessa decisão. O Congresso só pode autorizar se as comunidades indígenas autorizarem", disse. Não há, no entanto, definição sobre a forma de se realizar a consulta - por exemplo, quantos indígenas deverão ser ouvidos, como e quando.
Entenda o caso
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte está sendo construída no rio Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará, com um custo previsto de R$ 19 bilhões.
O projeto tem grande oposição de ambientalistas, que consideram que os impactos para o meio ambiente e para as comunidades tradicionais da região, como indígenas e ribeirinhos, serão irreversíveis.
A obra também enfrenta críticas do Ministério Público Federal do Pará, que alega que as compensações ofertadas para os afetados pela obra não estão sendo feitas de forma devida, o que poderia gerar um problema social na região do Xingu.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Campo Novo terá o "Carnaval da Jararaca na Terra dos Parecis!"
Inspirado na cultura dos indígenas Paresi-Haliti, que povoam essa região desde tempos imemoriais e têm em Ponte de Pedra seu Mito de Origem, o Governo Municipal de Campo Novo do Parecis através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, se apoderou desta rica simbologia para organizar o X Parê Folia - o "Carnaval da Jararaca na Terra dos Parecis!" neste ano de 2012.
Segundo estes indígenas que falam uma língua do tronco Aruak, katimalalo é uma serpente espírito que mora na Casa da Jararaca, local proibido para mulheres, e onde são guardadas as Yámaka, as flautas sagradas que orientam mitos e celebrações desta curiosa cultura. Os símbolos ligados à jararaca ainda podem ser apreciados nas cestarias e nas pinturas corporais desta etnia que povoa a Terra Indígena Utiariti.
O carnaval temático acontecerá de 18 a 21 de fevereiro, com início às 21h, na Praça de Eventos, e será animado pela Banda Zatter, do Paraná, nas quatro noites e nas matinés de domingo e terça-feira. Os shows contam com grande estrutura de som e iluminação, e a segurança do evento será promovida por seguranças particulares e pela Polícia Militar, parceira do evento. A Secretaria Municipal de Saúde fornecerá ambulância e equipe de apoio, e campanhas educativas para o uso de preservativos e contra o uso de drogas também serão ações no evento.
O temático Bloco da Rainha Louca entrará novamente em desfile, onde a Corte da Rainha da Folia estará acompanhada de uma jararaca de 23 metros de comprimento, homenageando a idade da cidade.
Barracas com bebidas e alimentação serão montadas para animar os foliões, que também poderão se organizar e concorrer no Concurso de Blocos, à premiação oferecida. As crianças poderão concorrer no Concurso de Fantasias Infantis masculinas e femininas, que ocorrem nas matinés de domingo e terça-feira a partir das 15h.
A promoção é do Governo Municipal em parceria com o Lions e Rotary Club, e conta com o patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso através da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).
Arte: Betho Nonenmacher
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Ninho do Sol prestigia 2ª FLIMT
Representante do Ponto de Cultura Ninho do Sol prestigiou, durante os dias 24 e 25, da 2ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, ocorrida no Palácio da Instrução, em Cuiabá, entre os dias 23 e 26 de novembro de 2011.
Com o tema "Literatura Indígena e as Novas Tecnologias da Memória" a programação contou com a participação de escritores e lideranças indígenas, editoras, estudantes e educadores, que prestigiaram as palestras, debates e apresentações culturais promovidas pela Feira.
Parte da programação prestigiada na Feira pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol foi a palestra cm o Cacique Raoni, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil, que em seu discurso comentou sobre a importância de se debater as questões indígenas na sociedade brasileira.
Ainda durante a palestra, o escritor Yaguarê Yamã comentou sobre a questão da construção da Usina de Belo Monte e toda a problemática que envolve a referida obra. As lideranças indígenas solicitaram a participação da sociedade brasileira para que esta Usina não seja construída.
Ninho do Sol na 2ª FLIMT
O ponto de cultura registrou a Exposição Fotográfica e a Exposição Etnográfica, que enfatizaram a cultura indígena em diferentes pontos do Estado de Mato Grosso. Ainda durante a Feira, o Ninho do Sol adquiriu um acervo de 29 livros de escritores indígenas para compor o acervo indígena da Biblioteca Comunitária Mãe Branca. Os mesmos estarão disponíveis já no início do próximo ano.
Enawenê-Nawê – Contatos Imediatos
Quando líamos ou ouvíamos falar em aproximação com grupos indígenas isolados ou arredios logo nos vinha o pensamento de selvagens portando bordunas, tacapes, zarabatanas e arcos e flechas. Tínhamos a ideia preconcebida de que eles deveriam ser "domados" para que a Marcha para o Oeste se concretizasse.
De um lado, diversas etnias que lutavam pela sobrevivência nas terras ancestralmente suas. De outro, o Governo Federal que temia a invasão de grande parte do território nacional caso não se procedesse a sua imediata ocupação. Somado a isso vinha a propalada necessidade de produzir alimentos, fato gerador dos mais escabrosos casos de genocídio dos tempos modernos da história brasileira.
Thomaz de Aquino Lisbôa, o Jaúka, em seu Enawenê-Nawê - primeiros contatos, com linguajar simples, acessível a qualquer de nós, relata o primeiro encontro com os Salumã. Na verdade Salumã era o nome de um índio e não o nome que aquele povo se autodenominava. Somente tempos depois foi que conseguiram desvendar o mistério e descobrir que aquele grupo de índios era Enawenê-Nawê.
A atração não foi simples, apesar de amistosos, o Enawenê-Nawê era um povo desconfiado. Os membros daquela etnia adoravam os objetos do homem branco e não faziam cerimônia. Quando a equipe de Thomaz de Aquino aportava em local que permitisse o pernoite, logo surgiam alguns indígenas, que imediatamente vasculhavam o barco e apanhava tudo que lhes parecesse interessante. Levavam facas, facões, anzóis, machados, chapéus e até roupas.
Thomaz de Aquino Lisbôa soube, com perseverança e habilidade esperar o momento exato para mostrar àquele povo que, ele e seus companheiros eram de paz. E foram muitas idas e vindas até que se estabelecesse um elo de confiança entre as partes. Parece-me que esse elo jamais foi quebrado.
O livro Enawenê-Nawê, primeiros contatos, ou relato de campo vem nos mostrar que aproximação do homem branco com os diversos grupos étnicos poderia ter sido menos traumática.
Aquino teve a sensibilidade de não deixar nenhum companheiro com sintomas de gripe manter contato com os indígenas, recolhendo as vasilhas que bebiam água, chicha e comiam, evitando uma contaminação, que por certo, dizimaria toda a etnia.
A exemplo do que já ocorrera no Paraná, em Mato Grosso, as frentes pioneiras assassinaram quase todos os Beiço-de-Pau, misturando arsênico com açúcar, deixando como presente, em locais frequentados pelos índios. Assim foram tratados pelo branco colonizador os verdadeiros donos das terras brasilis.
Aos poucos os povos indígenas foram sendo expulsos do habitat natural. E, "tirar-lhes o espaço é destruí-los como povos."
Por incrível que pareça o contato se deu quase que pacificamente, exceção feita quando, em quatro de setembro de 1984, mataram o topógrafo João Batista dos Santos e seu auxiliar Osvaldo Vargas e feriram gravemente Nerino Rodrigues de Camargo e Manoel Oliveira Costa e Silva.
Enawenê-Nawê, primeiros contatos, publicado pela Carlini & Caniato Editorial, é um livro que deve ser lido, discutido. Longe de ser polêmico, é antes de tudo um texto que nos leva à reflexão sobre como seria diferente o processo de aculturamento dos povos indígenas brasileiros, se os homens certos estivessem nos lugares certos.
Romulo Nétto é jornalista e escritor, autor de onze livros, editados pela Carlini & Caniato Editorial
domingo, 27 de novembro de 2011
Índios lançam livros em Cuiabá e mostram mundo por ótica diferente
Olivio Jekupe, autor de livros que tratam das questões indígenas
Um eclipse nada mais é que um acontecimento natural, o alinhamento entre sol e lua durante a dança do sistema solar. Pelo menos, é o que acredita a nossa vã filosofia. Mas, certamente entre o céu e a terra existem mais coisas que nem sonhamos. Para o povo Maraguá, por exemplo, este fenômeno acontece quando um casal apaixonado que se separou se reencontra. Esta e muitas outras histórias, contadas pela ótica dos índios, pode ser conhecida na segunda edição da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso.
Durante a abertura do evento, ocorrida na noite desta quarta-feira (24), o índio Roni Wasiry Guará contou um pouco sobre seu 5º livro, Çaicú Ìndé, que narra a história do primeiro grande amor que teve de ser separado e do reencontro destes seres apaixonados. “Muitos povos enxergam o eclipse como uma coisa ruim, para a gente não, é uma coisa boa”, diz o índio.
Este é o grande alcance da feira, que permite o conhecimento do mundo por meio de outros olhares. O olhar de uma cultura pautada na oralidade e que, agora, com o advento de uma geração de escritores, está registrando sua tradição em português a fim de que ela não se perca no tempo.
“Sempre foi o homem branco que falou sobre nós. Mas agora, somos nós que estamos falando. É muito diferente”, diz Olívio Jekupe, índio Guarani que está lançando dois livros de uma só vez, seus 11º e 12º trabalhos.
Em um de seus lançamentos, Jekupe conta a história de uma ave cujo canto é semelhante a um choro. A explicação para o pranto do animal não vem da biologia. É que ela era uma linda índia que se apaixonou e fazia juras de amor à lua. Para testar essa paixão, a lua se travestiu de um homem velho desceu à terra.
Com a aparência velha e feia, a lua começou a tentar flertar com a índia, que não dava a mínima, sem saber que aquele era seu amado sob disfarce. Vendo o desprezo da moça com o idoso, a irmã daquela índia resolveu se oferecer para casar com ele, que aceitou de prontidão e assumiu sua forma mais bela. Após o casamento, ambos subiram ao céu, ela como Estrela Dalva.
Já a índia que o desprezou pela má aparência, coitada, foi transformada na tal ave chorona. Toda noite ela aparece nas proximidades da aldeia cantando seu pesar. “Não vemos essa ave durante o dia”, revela o índio escritor.
Fonte: Olhar Direto
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Flimt tem programação para todos os públicos
Na noite de ontem (23/11) teve a abertura da única Feira do Livro indígena existente no país e a única do Estado presente no Circuito de Feiras da Biblioteca Nacional.
A solenidade de abertura espiritual aconteceu a partir das 19h30 com a presença de autoridades, escritores e artistas indígenas e não indígenas, e com um grande público.Shaneihu Yawanawa, do Acre, cantou algumas canções pertencentes ao seu povo.
Hoje, dia 24, acontece a partir das 9h a reunião sobre o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso - PELL/ MT, que pretende debater o fomento e difusão da leitura no estado; durante os três dias, acontecem sempre das 10h as 11h as oficinas voltadas para educadores, estudantes, pesquisadores e o público em geral; às 11h acontece também o Encontro com o Escritor, momento em que autores como Daniel Mundurku, Olívio Jekupé, Roni Wassiri, Carlos Tiago e Elias Yaguakã apresentam suas obras para o público. No dia 26 às 9h, o Cacique Raoni marca presença com suas ‘sábias palavras’.
Convidado especial do Evento, o Cacique vem até Cuiabá, dar voz aos povos do Xingu. No período da tarde, iniciam as atividades como bate-papo, mesas e palestras. A partir das 17h o Instituto INCA realiza a Mostra Audiovisual “Olhares sobre os Povos da Mata” e as 19h30, acontece a ‘Festa no pátio’, momento de música e literatura. No dia 24, a Festa no Patio realiza ainda a entrega do prêmio do Concurso da Logomarca dos 100 anos da Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça.
Além da programação o público poderá encontrar a ‘Livraria da Feira do Livro indígena’ e o ‘Espaço da editora’. Na Livraria, as editoras estarão comercializando as obras; já no Espaço da Editora, cada uma levará um autor e sua obra para confraternizar com o público presente. O Público poderá visitar exposições de artefatos e fotos, além de conhecer um pouco mais do Palácio da Instrução, Patrimônio histórico do Estado.
A FLIMT integra ainda os Projetos Encontro da literatura indígena e Projeto Conversando sobre literatura e cultura indígena com o intuito de fortalecer os escritores indígenas, que nos últimos anos vem ganhando espaço no setor literário. Com relação a publicação de obras de autores indígenas, existe um número considerável de produção no país, considerando a característica oral dessas comunidades. Só no Catalogo do Núcleo de Escritores indígenas existem mais de 60 obras e Daniel Munduruku, é um dos autores com mais publicações, chegando a 42 livros em sua trajetória.
Nessa mapeamento não constam as obras publicadas de forma independente, através de Projetos e Instituições governamentais.
A FLIMT é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura de MT, com patrocínio da Petrobrás e Governo Federal. Mais informações pelo blog WWW.flimt.blogspot.com , flimt@cultura.mt.gov.br e (65) 3613-0222
terça-feira, 22 de novembro de 2011
SEC realiza 2ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Comissão aprova proposta que promove culturas tradicionais
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou na quarta-feira (5) o Projeto de Lei 759/11, do deputado Padre Ton (PT-RO), que visa a promover a cultura das comunidades indígenas, afro-brasileiras, de outras minorias, além das manifestações folclóricas tradicionais.
A proposta tem o objetivo também de apoiar, de maneira equilibrada, a distribuição de recursos entre as distintas manifestações culturais, priorizando as de origem local, reconhecidamente tradicionais e consideradas raízes do folclore nacional.
O projeto altera a Lei Rouanet de Incentivo à Cultura (8.313/91), que criou o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com os mecanismos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) do mecenato e do Fundo de Incentivo Cultural e Artístico (Ficart). A lei tem justamente a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a promover diversas manifestações culturais brasileiras.
O autor lembra que a proposição foi apresentada na legislatura passada pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), falecido neste ano, e que seu objetivo é priorizar a atenção para manifestações culturais tradicionais, especialmente para aquelas que se encontram sob ameaça de desaparecimento e são constantemente discriminadas.
Pluralidade da produção cultural
Em seu parecer, o relator, deputado Edson Santos (PT-RJ), acatou o projeto na íntegra. “É evidente que a cultura de comunidades tradicionais não tem tido condições efetivas para preservação e desenvolvimento. Ao falar diretamente das comunidades tradicionais indígenas e afro-brasileiras e do apoio à distribuição equilibrada de recursos entre as distintas manifestações culturais, a proposição supre uma lacuna na política cultural brasileira e ajuda a dar condições efetivas para garantir a diversidade e pluralidade dessa produção cultural”, afirmou Edson Santos.
Tramitação
Sujeita à análise conclusiva nas comissões, o projeto segue para as comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Mariana Monteiro
Edição – Regina Céli Assumpção
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
A proposta tem o objetivo também de apoiar, de maneira equilibrada, a distribuição de recursos entre as distintas manifestações culturais, priorizando as de origem local, reconhecidamente tradicionais e consideradas raízes do folclore nacional.
O projeto altera a Lei Rouanet de Incentivo à Cultura (8.313/91), que criou o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com os mecanismos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) do mecenato e do Fundo de Incentivo Cultural e Artístico (Ficart). A lei tem justamente a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a promover diversas manifestações culturais brasileiras.
O autor lembra que a proposição foi apresentada na legislatura passada pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), falecido neste ano, e que seu objetivo é priorizar a atenção para manifestações culturais tradicionais, especialmente para aquelas que se encontram sob ameaça de desaparecimento e são constantemente discriminadas.
Pluralidade da produção cultural
Em seu parecer, o relator, deputado Edson Santos (PT-RJ), acatou o projeto na íntegra. “É evidente que a cultura de comunidades tradicionais não tem tido condições efetivas para preservação e desenvolvimento. Ao falar diretamente das comunidades tradicionais indígenas e afro-brasileiras e do apoio à distribuição equilibrada de recursos entre as distintas manifestações culturais, a proposição supre uma lacuna na política cultural brasileira e ajuda a dar condições efetivas para garantir a diversidade e pluralidade dessa produção cultural”, afirmou Edson Santos.
Tramitação
Sujeita à análise conclusiva nas comissões, o projeto segue para as comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Mariana Monteiro
Edição – Regina Céli Assumpção
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Teatro Ogan apresenta "Amure" em Nova Olímpia
"Amure" no 14 Fetesg, em Cuiabá.
Premiado com quatro troféus na 14ª edição do Fetesg, o Teatro Ogan apresentará o espetáculo "Amure" na noite de hoje (18 de setembro), às 20h, no Cine Teatro de Nova Olímpia.
O espetáculo "Amure", de autoria e direção de Van César e produção de Sílvia Schneiders, foi um dos projetos selecionados pelo Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal, junto ao Governo Federal - Ministério da Cultura, e recebeu apoio para sua montagem.
"Amure" já foi apresentado no 13º Fringe, evento que faz parte do 20º Festival de Curitiba, neste ano de 2011, juntamente com o espetáculo "Plié", representando Campo Novo do Parecis. Também foi apresentado no pátio do Museu Histórico do Parecis, durante a Exposição Etnográfica "Cultura e Tradição Paresí-Haliti".
Além de Nova Olímpia, outras apresentações já estão agendadas: dia 07 de outubro no Auditório da Prefeitura, em Sapezal; e no dia 16 de outubro no Anfiteatro do Centro Cultural, em Tangará da Serra.
Sobre o Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal
Ação do Programa Mais Cultura, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.
Fotografia de Roberto Nonenmacher
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
"Amure" participa do 14º Festival Estadual de Teatro São Gonçalo
O Teatro Ogan se prepara para apresentar o espetáculo "Amure" no 14º Fetesg - Festival Estadual de Teatro São Gonçalo, em Cuiabá. O espetáculo, de autoria e direção de Van César e produção de Sílvia Schneiders, será apresentado na noite de sexta-feira, 16 de setembro, às 20h, no Auditório Dom Malan. "Amure" foi um dos projetos selecionados pelo Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal, junto ao Governo Federal - Ministério da Cultura, e recebeu apoio para sua montagem.
"Amure" representou Campo Novo do Parecis neste ano de 2011 no 13º Fringe, evento que faz parte do 20º Festival de Curitiba, considerado o maior festival de teatro da América Latina e o segundo maior do mundo.
Juntamente com o Teatro Ogan, o Grupo de Teatro Revelação levará o espetáculo "Parangolé", de autoria da Cia Emcantar e direção de Fran Almeida. Este se apresenta no sábado de manhã, dia 17 de setembro, às 10h, no mesmo local.
Sobre "Amure"
O espetáculo narra a trajetória de Kamayose, um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti, que, após ser chamado pelo mundo espiritual, adentra nos mistérios de sua própria cultura rumo ao seu passado imemorial, na região de Ponte de Pedra.
Com o apoio de sua mãe (a velha cacique) e guiado por personagens como o Pai-do-Mato, Katimalalo - a serpente espírito, Katiyatiyaonero - o espírito das águas, e Soetete - o pássaro espírito, Kamayose faz uma viagem mágica dentro de sua própria cultura e na memória coletiva de seu povo.
O espetáculo é uma aula de história sobre a ocupação humana no Chapadão do Parecis, mostrando as relações que o povo Haliti travou com os colonizadores, as missões jesuíticas, a marcha de Marechal Rondon e os bandeirantes, o que ocasionou um rápido processo de aculturação, de perda de cultura, por parte dos indígenas.
Um espetáculo para apreciar e questionar!
Sobre o Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal
Ação do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura através da Secretaria de Articulação Institucional e Funarte, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.
Fotografias de Sílvia Schneiders
"Amure" representou Campo Novo do Parecis neste ano de 2011 no 13º Fringe, evento que faz parte do 20º Festival de Curitiba, considerado o maior festival de teatro da América Latina e o segundo maior do mundo.
Juntamente com o Teatro Ogan, o Grupo de Teatro Revelação levará o espetáculo "Parangolé", de autoria da Cia Emcantar e direção de Fran Almeida. Este se apresenta no sábado de manhã, dia 17 de setembro, às 10h, no mesmo local.
Sobre "Amure"
O espetáculo narra a trajetória de Kamayose, um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti, que, após ser chamado pelo mundo espiritual, adentra nos mistérios de sua própria cultura rumo ao seu passado imemorial, na região de Ponte de Pedra.
Com o apoio de sua mãe (a velha cacique) e guiado por personagens como o Pai-do-Mato, Katimalalo - a serpente espírito, Katiyatiyaonero - o espírito das águas, e Soetete - o pássaro espírito, Kamayose faz uma viagem mágica dentro de sua própria cultura e na memória coletiva de seu povo.
O espetáculo é uma aula de história sobre a ocupação humana no Chapadão do Parecis, mostrando as relações que o povo Haliti travou com os colonizadores, as missões jesuíticas, a marcha de Marechal Rondon e os bandeirantes, o que ocasionou um rápido processo de aculturação, de perda de cultura, por parte dos indígenas.
Um espetáculo para apreciar e questionar!
Sobre o Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal
Ação do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura através da Secretaria de Articulação Institucional e Funarte, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.
Fotografias de Sílvia Schneiders
sábado, 3 de setembro de 2011
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