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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Campo Novo do Parecis participa de Formação de Gestores Culturais da Região Centro-Oeste

Durante este segundo semestre de 2014, dois gestores culturais de Campo Novo do Parecis participam do Curso de Formação de Gestores Culturais promovido pelo Ministério da Cultura e a Universidade de Brasília (UnB).


Selecionados através de Edital Público, o secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei César Guollo e a diretora de Cultura, Silvia Regina Schneiders, juntamente com outros 200 gestores culturais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Brasília participam deste Curso de Formação que possui como objetivos apresentar conteúdos teóricos e metodológicos para gestores, conselheiros e agentes culturais com vistas à implantação e consolidação do Sistema Nacional de Cultura. Ainda desenvolver competências e habilidades para gestão de políticas, programas e projetos que valorizem as culturas locais e regionais por meio de atividades de pesquisa, extensão e formação, contribuindo para o desenvolvimento cultural em bases sustentáveis.

Na Programação do 1º Encontro Presencial em Brasília, uma ampla discussão do Projeto e a organização do mesmo. O curso está organizado em 14 módulos alinhados em três eixos temáticos: Cultura, Diversidade e Desenvolvimento, Políticas Públicas de Cultura e Planejamento e Gestão Pública da Cultura.

Os módulos serão trabalhados em etapa virtual (educação à distância, através da plataforma moodle) e presencial com uma aula inaugural em Brasília e dois em cidades polos em cada estado do Centro-Oeste.

Abertura do Projeto “Desenvolvimento de Metodologia para a Formação de Gestores Culturais da Região Centro-Oeste”

Local: FINATEC - Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos
Universidade de Brasília - Campus Universitário Darcy Ribeiro – Asa Norte


Dia 11/08/14 (segunda-feira)
Local: Auditório da FINATEC

14h30 – Ato Institucional de abertura
Sr. Américo José Córdula Teixeira - Secretário de Políticas Culturais representando a Ministra da Cultura, Sra. Marta Suplicy
Sr. Bernardo Novais da Mata Machado - Secretário de Articulação Institucional Substituto do Ministério da Cultura
Prof.Dr. Ivan Camargo - Reitor Universidade de Brasília.
Profa.Dra. Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa - Decana de Extensão
Secretários do Ministério da Cultura, Secretários de Cultura do Estados de GO, MT , MS e DF.

15h às 15h30 – Apresentação sobre o Sistema Nacional de Cultura
Sr. Bernardo Novais da Mata Machado - Secretário de Articulação Institucional Substituto do Ministério da Cultura

15h30 às 16h - Apresentação do Curso
Profa. Dra. Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa - Decana de Extensão da UNB

16h30 - 18h - AULA INAUGURAL
Desafios para a formação de gestores culturais no contexto do SNC – Prof.Dr. José Marcio Barros - PUC Minas/UEMG


DIA 12/08/2014 (terça-feira)
Local: Auditório da FINATEC

08h30 às 10h30 – Roda de Conversa sobre CULTURA, DIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO
Coordenador de Mesa: Décio Tavares Coutinho
Professores Debatedores: Raquel Moreira, Selma Maria Santiago Lima, Luana Vilutis, Clarissa Semensato e Katiusse Florentino da Mota Domingos.

11h às 12h30 – Roda de Conversa sobre POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA
Coordenador de Mesa: Romulo Steffano Wanderley Fraga
Professores Debatedores: Deolinda Conceição Moreira, Lia Calabre de Azevedo, Cleide Mara Vilela do Carmo, Francisco Humberto Cunha Filho e Elaine Fátima Thomé Parizzi.

14h às 15h30 – Roda de Conversa sobre PLANEJAMENTO E GESTÃO PÚBLICA DA CULTURA
Coordenador de Mesa: Cláudia de Medeiros
Professores Debatedores: Felipe Jorge Pacheco, Solange Maria Cavalcante Medeiros Neves, Luana Fonteles Ribeiro, Deborah Rebello Lima e Carolina Menezes Palhares.

16h às 18h – Apresentação sobre o Trabalho de Conclusão de Curso, Metodologia e Orientação para a Intervenção Cultural
Prof. Dr.José Marcio Barros e Ariel Lucas Silva.


Dia 13/08/14 (quarta-feira)
Local: FINATEC

08h30 às 09h30 – Apresentação sobre os Desafios para a Educação à Distância, Inovação e Criatividade, Tecnologias da Informação e Produção de Conhecimento.
Profa. Dra. Cinara Barbosa de Sousa, Profa. Dra. Thérèse Hofmann e Fernanda Fagundes

10h às 12h30 - OFICINAS DIGITAIS: Apropriação e uso das tecnologias da informação, por meio da experimentação de ferramentas digitais de inclusão e interação como: Moodble, WordPress e Coopermine, hangout, Google Doc, Google Maps e Redes Sociais - Twiter, Facebook, Skype, e outras.

14h às 16h – OFICINAS DIGITAIS

17h - Encerramento: Apresentação dos resultados finais e debate sobre as atividades e orientações para os próximos encontros.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Teia Mato Grosso reúne pontos de cultura com o Minc

São atividades da Teia as apresentações artísticas, palestras, fórum de discussão e bate papo, e se encerra no sábado (23.11) à noite com apresentações artísticas dos Pontos de Cultura.


Por Beatriz Saturnino – Assessoria SEC-MT

Começou hoje (22.11), o grande encontro dos Pontos, Pontinhos e Pontões de Cultura de Mato Grosso, que reunirá 36 Pontos vinculados à Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), na Teia Mato Grosso, Fórum dos Pontos de Cultura. Com o tema “Nos Caminhos do Mato: Tecendo a Rede”, a abertura ocorreu nesta sexta-feira (22.11), às 19h30, no auditório da Feira do Livro de Mato Grosso 2013, que está acontecendo no estacionamento do Pantanal Shopping.

Participam do evento representantes dos Pontos de Cultura de Mato Grosso e convidados do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura de Goiás (Secult) na programação nos dias 22 e 23 de novembro, no estacionamento do Pantanal Shopping, com a Mostra Artística, onde os Pontos apresentam seus projetos.

Também no Pavilhão das Artes da SEC-MT, localizado no Palácio da Instrução, para discutir questões voltadas à consolidação da Rede Pontos do Mato, da relação entre Cultura e Governo, além de discutir a Teia Nacional que acontecerá no ano de 2014.

São atividades da Teia as apresentações artísticas, palestras, fórum de discussão e bate papo. A Teia se encerra no sábado(23.11) à noite com apresentações artísticas dos Pontos de Cultura.

Cinthia Mattos, coordenadora da Rede Pontos do Mato, ressalta que “com os representantes do governo, poderemos mostrar a realidade do projeto e os resultados alcançados com as verbas que chegam realmente onde precisa e, assim reforçar o programa Cultura Viva”.

O representante dos Pontos de Cultura de Mato Grosso e membro do Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF), Anderson Flores, ressalta a força do evento. “Este encontro é necessário para fortalecer a relação entre os pontos de cultura no Mato Grosso. Também para que possam ser pensados em conjunto, mecanismos de financiamento de atividades e o benefício das políticas públicas para além dos 35 municípios onde já existe Ponto de Cultura”.

Cultura Viva

O encontro permitirá a troca de saberes e fazeres, o fortalecimento dos marcos legais do Programa Cultura Viva e das políticas públicas de cultura. Ainda o fomento das redes de relacionamento e articulação institucional entre os Pontos, sociedade e governos.

A TEIA MT 2013 tem este desafio de mostrar para a sociedade o resultado dos projetos do Programa Cultura Viva da Diversidade Cultural e da Arte Transformadora realizados por meio das ações dos Pontos, Pontinhos e Pontões de cultura, e qual a sua importância de continuidade e expansão.

Pontos de Cultura

Os Pontos de Cultura são a principal ação do Programa Cultura Viva, proposto pelo Ministério da Cultura em parceria com os governos estaduais e municipais. Surgiram no ano de 2003, com o intuito de preservar memórias e histórias, além de estimular ações voltadas para a cultura de raiz e para o fortalecimento das manifestações populares dentro dos seus territórios de origem.

Pontos de Cultura de Mato Grosso cumprem sua missão proporcionando à população de 25 municípios o fomento à produção artística e cultura por meio de oficinas, palestras, cursos e eventos em geral. Mato Grosso conta com 36 Pontos de Cultura, que desde 2010 recebem investimentos vindos do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT) e do Governo Federal, via Ministério da Cultura.

Anualmente são investidos R$ 800 mil da SEC/MT e R$ 1,6 milhão do Governo Federal, repassados para as instituições conveniadas. Duas parcelas já foram quitadas e os Pontos aguardam o repasse final, para finalizarem as ações planejadas para 2013.

A Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso existe como mola propulsora para que os pontos estejam em contato para compartilhar conceitos, estimular a troca de experiências e tecer objetivos comuns com o intuito de ampliar o alcance do Programa.

Programação

*Dia 22/11*

*Palácio da Instrução*
13h - Credenciamento
14h30 às 16h30 - Balcão de atendimento SEPLAN/SAD e MinC
18h – *Feira do Livro – Shopping Pantanal*
18h30 - Cortejo Ponto de Cultura Leite de Pedras
19h30 - Abertura Oficial - Palco Central Feira do Livro
- Apresentação - Orquestra Jovem do Estado Ponto de Cultura Ciranda
- Apresentação - Os Bengalas – Ponto de Cultura ICEMAT – Cultura para ver

*Dia 23 /11*

*Palácio da Instrução*
8h30 – Apresentação "Passaarinho me contou..." do Ponto de Cultura Ninho do Sol - Campo Novo do Parecis
9h – Políticas Culturais - MinC e SEC
10h15 – Apresentação Teia Nacional 2014 - Antônia Rangel (MinC) e Membros
da Comissão Nacional
11h - Debate
Das 14h às 17h - Plenária do Fórum dos Pontos de Cultura de Mato Grosso
18h – Deslocamento do Palácio da Instrução para o Shopping Pantanal

*Feira do Livro – Shopping Pantanal*
19h30 - Apresentação Cultural
- Apresentação Cultural: Ponto de Cultura CTG Relembrando os Pagos - Juína
- Apresentação Cultural: “Histórias para Não Dar Certo” Ponto de Cultura - Ponto de Cultura Faces – Primavera do Leste
- Apresentação Cultural: Orquestra - Ponto de Cultura Música para todos - Cáceres

segunda-feira, 8 de julho de 2013

MinC anuncia Programa de Intercâmbio Cultural

O programa contempla os eixos de artes, diversidade cultural, formação e capacitação e economia criativa.


Por Beatriz Saturnino – Assessoria SEC

Artistas, técnicos, agentes culturais e estudiosos em atividades culturais de todo o Brasil podem se preparar para a retomada do programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, em instituições brasileiras ou estrangeiras. Ele prevê viagens em janeiro de 2014, pelo Ministério da Cultura (Minc), com recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC). O processo de seleção deve começar em meados de novembro.

O programa contempla quatro eixos: "Artes", "Diversidade Cultural", "Formação e Capacitação" e "Economia Criativa", cada um com características e cotas específicas.

O objetivo é estimular a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira em todas as áreas culturais: artes cênicas, artes visuais, música, audiovisual, memória, movimento social negro, patrimônio museológico, patrimônio cultural, novas mídias, design, serviços criativos, humanidades, diversidade cultural, dentre outras expressões.

Mais informações na Coordenação Geral de Projetos Apoiados pelo Fundo Nacional da Cultura pelo telefone: (61) 2024-2039.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mato Grosso sai na frente

Minutas dos Projetos de Lei já foram encaminhadas à Casa Civil.


Depois de mais de um ano promovendo reuniões, oficinas, vídeos-conferências, seminários, fóruns municipais e estaduais, a Coordenação de Elaboração do Plano Estadual de Cultura finaliza o trabalho de desenvolvimento do Sistema e do Plano Estadual de Cultura.

O trabalho começou no início de 2012, após assinatura do Termo de Cooperação Técnica celebrado entre a SEC-MT, o Ministério da Cultura e a Universidade Cultural de Santa Catarina, que teve por objeto dar suporte para a elaboração do Plano e do Sistema de Cultura em Mato Grosso.

Em um estado de dimensão continental como é Mato Grosso, foi oportuno estender os trabalhos e dar suporte também aos municípios. Desta forma, a equipe da Coordenação municiou de informações técnicas os gestores e agentes culturais municipais, encaminhando a necessidade real de adesão ao Sistema Nacional. Janete Riva, Secretária de Estado de Cultura, tem uma definição simples e pontual sobre a necessidade de alinhamento do Estado e dos municípios com o MINC: “a partir do próximo ano, o Ministério fará repasse aos municípios e estados da mesma forma que faz hoje, para a Saúde: fundo a fundo. Então, o município que se adequar, começará a receber subsídios do MINC para a realização do seu plano anual de eventos e ações culturais”.

O Sistema Estadual de Cultura será o principal articulador, em âmbito estadual, das políticas públicas de cultura, estabelecendo mecanismos de gestão compartilhada com a União, municípios e a sociedade civil. Já o Plano é um instrumento de gestão, pensado para ser executado em 10 anos, que juntamente com o Conselho Estadual de Política Cultural, Fundo Estadual de Fomento à Cultura, Comissão Intergestores Bipartite e Conferência Estadual de Cultura, constitui os componentes fundamentais do Sistema Estadual de Cultura.

No mesmo sentido que o Estado, os municípios devem ser organizar começando a dar corpo ao Sistema Municipal de Cultura, composto pelo órgão gestor da Cultura, Conselho Municipal de Política Cultural, Fundo Municipal de Cultura, Plano Municipal de Cultura e Conferência Municipal de Cultura. Há muito o que ser construído, e o debate democrático entre poder público e sociedade civil é o principal agente desta construção.

Na última semana, a Secretária Estadual de Cultura, Janete Riva, encaminhou à Casa Civil do Governo de Mato Grosso as minutas dos projetos de lei que criam o Sistema e o Plano Estadual de Cultura. Após essa primeira apreciação, ambos os projetos serão encaminhados à Assembléia Legislativa para aprovação.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sistema Nacional de Cultura em Mato Grosso



O Sistema Nacional de Cultura (SNC) é um modelo de gestão criado pelo Ministério da Cultura (MinC) para estimular e integrar as políticas públicas culturais dos governos federal, estadual e municipal, melhorando assim as ações de articulação, gestão e circulação de informação entre essas entidades e a sociedade civil.

A adesão dos estados e municípios ao SNC se dá pela assinatura com o Ministério da Cultura de um Acordo de Cooperação Federativa. Neste Acordo estados e municípios se comprometem a criar seus sistemas de cultura, fundo de cultura, plano de cultura e conselho de política cultural.

Um dos benefícios para estados e municípios é a transferência direta de recursos do Fundo Nacional de Cultura aos fundos estaduais e municipais. Mas para que haja o benefício, estados e municípios precisam aderir ao SNC e criar seus sistemas de cultura.

O Governo de Mato Grosso aderiu ao SNC no início do ano passado e até agora 71 municípios do Estado já assinaram o Acordo. Ainda este ano será criado o Sistema Estadual de Cultura e instituído o Plano Estadual de Cultura.

Por Rômulo Fraga - SEC-MT

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Campo Grande sedia evento sobre cultura e educação


Nos dias 18 e 19 de setembro, Campo Grande sediará o terceiro encontro do projeto Um Plano Articulado para Cultura e Educação, promovido pelo MinC, que terá ações nas cinco regiões brasileiras para a construção de uma nova política pública entre Cultura e Educação.

Quem pode participar dessa reunião? Professores, estudantes, educadores, lideranças sociais de comunidades, representantes de museus, centros culturais, pontos de cultura, bibliotecas e órgãos do governo da região
Centro-Oeste.

Conheça mais sobre a pesquisa acessando:
http://www.artedeeducar.org.br/promovendo-a-integracao-entre-cultura-e-educacao

A Experiência Artística na Educação

A produção artística é uma experiência de transformação do real (Brito, 2005). Aí reside sua potência revolucionária. Ao dançar, tocar ou produzir imagens estamos alterando a ordem estabelecida, ou seja, criando outra realidade. Por meio da experiência artística, o sujeito modifica sua condição no mundo, pois se transforma e transforma seu entorno simultaneamente. Quando entramos no mundo da arte, vivenciamos uma experiência com o outro que nos estimula, pois passamos a enxergar diferentes pontos de vista e ampliamos o vocabulário, enriquecendo nossas possibilidades. No campo da arte, podemos experimentar o outro não como adversário, mas como agente de instigação enriquecedora.

As experiências estéticas valorizam as possibilidades de influência mútua, de troca, são espaços onde nossos contornos culturais, formas e conceitos estão em constante ebulição, inacabados e inquietos. Para isso, não é preciso ser artista, mas é fundamental possuir uma formação em arte; é preciso usar os métodos artísticos, ou seja, investigar sob princípios distintos do científico, descobrir sempre, inquietar-se, não render-se ao estabelecido.

Um sistema educacional para além da escola buscará contaminar a educação de uma relação viva e dinâmica com o mundo. Buscará pensar em resultados para além dos acadêmicos ou alargar a própria noção de acadêmico. É tarefa das práticas artísticas a incorporação da dimensão subjetiva às práticas pedagógicas, bem como à suas metas e sistemas avaliativos.

A pesquisa-ação é um evento gratuito. Inscrições abertas até 03 de setembro.
Acesse o link para inscrição:
http://www.artedeeducar.org.br/blog/2012/06/08/campo-grandems/

Curta nossa página no Facebook e conheça nossas ações:
https://www.facebook.com/pages/Arte-de-Educar/398741706845426

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ministério lança em Florianópolis Sistema Nacional de Indicadores Culturais

Projeto piloto do SNIC foi lançado na UFSC em caráter nacional. Cadastro unificado de informações sobre cultura entrará em funcionamento ainda este mês.

Evaristo: "o sistema vai gerar conhecimento, possibilidades de interpretação e de leitura para os gestores culturais” - Foto: Henrique Almeida/Agecom

Órgãos públicos, empresas, artistas e entidades que trabalham com cultura no país terão ainda este mês uma base de dados nacional unificada que poderá ser um poderoso instrumento para a profissionalização e propulsão da cultura. O projeto piloto do Sistema Nacional de Indicadores Culturais do Ministério da Cultura, o SNIC, foi lançado em Florianópolis para todo Brasil no final da semana, durante o encerramento do II Seminário de Planos Estaduais de Cultura, ocorrido no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Trará o mapeamento de produtores culturais, grupos, pesquisadores e artistas em suas diferentes habilidades e expressões artísticas.


Rafael (em pé): “O plano é feito de metas quantitativas e de diagnósticos que só se sustentam em cima de dados e indicadores até então inexistentes nessa área” - Foto: Raquel Wandelli

Depois de oito anos de gestação, o SNIC vai finalmente entrar em funcionamento ainda este mês, segundo Evaristo Nunes, coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais do Minc e responsável pela finalização do sistema. Embora deva ser alimentado pelo próprio usuário na ponta, em regime de rede colaborativa, como a plataforma Lattes, o SNIC já oferece de saída um cadastro de 70 mil usuários registrados pelo Ministério que já passaram pelo sistema de acompanhamento da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de cultura. Disponibiliza para consulta informações sobre a cultura brasileira dentro e fora do país, de forma a subsidiar pesquisas sobre sua penetração no exterior. “Já houve outras tentativas, mas é a primeira vez que o Brasil consegue criar um cadastro com informações de todos os estados e municípios”, afirma Evaristo.

Apresentado pela primeira vez em público durante o seminário em Florianópolis, na presença de articuladores e técnicos culturais de 17 estados brasileiros, os indicadores deverão ser usados pelos governos estaduais e municipais para estabelecerem suas metas e diretrizes dentro dos planos de cultura. Assim como os conselhos, os fundos e as conferências, os planos de são instrumentos obrigatórios do Sistema Nacional de Cultura. Buscam estabelecer uma política democrática, criteriosa e planejada para a distribuição de recursos, explica o coordenador do Plano Nacional de Cultura do MinC, Rafael Pereira Oliveira, que também participou do evento. É aí que o SNIC entra com a matéria-prima: “O plano é feito de metas quantitativas e de diagnósticos que só se sustentam em cima de dados e indicadores até então inexistentes nessa área”, explica Oliveira.

O SNIC já nasce com a possibilidade de gerar pesquisa a partir do cruzamento comparativo dos indicadores culturais com outras bases de dados, como o Siape, o Salic (Sistemas de Apoio às Leis de Incentivo), para obter dados sobre financiamento cultural. Assim, apresenta duas funcionalidades: o cadastro e a extração dos dados estatísticos. Com o desenvolvimento do sistema, tende a crescer muito mais com a integração a outras plataformas das secretarias de cultura dos estados e municípios e a se tornar uma referência para qualquer gerenciamento, negócio ou projeto na área de cultura. “Vai gerar conhecimento, possibilidades de interpretação e de leitura para os gestores culturais”, destaca Nunes.

Seu princípio multiplicador é o mesmo do Lattes, no qual o usuário, na base, é responsável pela alimentação de suas informações. “Anteriormente, utilizávamos dados obtidos através de organismos intermediários, como o IBGE, que não tinham a especificidade e a regularidade que a cultura exige: agora estamos gerando nossos próprios dados”, diferencia Nunes. Até então, os dirigentes podiam saber pelo IBGE a quantidade de livros que as pessoas leem. Mas não podiam saber onde estão os artistas, quem são, com quais elementos da cultura grupos e equipamentos atuam, enfim, demandas de informação necessárias à elaboração de planejamentos e diagnósticos na área que o SNIC deverá suprir.

Embora o cadastro seja unificado, sua alimentação é pulverizada e descentralizada, a exemplo do recém-criado Sistema de Informações Culturais do Mercosul. Segundo ele, poucos países no mundo dispõem de um sistema de dados culturais dentro dos princípios de rede colaborativa e dos novos paradigmas de governo na era da informação, que são gerenciamento eletrônico, transparência e responsabilidade do cidadão na autogestão da vida social.

A ideia é que em pouco tempo o SNIC possa expandir-se a ponto de tornar-se não só um banco de dados, mas uma plataforma de serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, quais as pesquisas mais abordadas em sua área. Produtores poderão localizar outros produtores em sua cadeia produtiva e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais. “É uma forma de empoderamento do indivíduo que trabalha com arte, pois dá ferramental para que ele não precise ser intermediado por um agente público para gerenciar a sua área”, conclui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Tá no Ponto!" - Blog ultrapassa 100 mil acessos

O "Tá no Ponto!" é um blog cultural desenvolvido pelo Teatro Ogan que divulga as ações do Ponto de Cultura Ninho do Sol e da cultura local, do Estado e Brasil, especialmente as ações do Programa Mais Cultura e Pontos de Cultura.


Abril de 2012 - 10.277 acessos

Criado em 2007, o "Tá no Ponto!" tem sido dinamizado e atualizado frequentemente, mantendo um público fiel nos acessos diários ao mesmo. Neste ano de 2012, o Teatro Ogan comemora os mais de 100 mil acessos, num trabalho conjunto desenvolvido pelos 6 autores do blog: Van César, Eduh Gevizier, Sílvia Schneiders, Karla Cristina Santana, Alexandre Rolim e Fábio Lima.

O blog tem em sua estrutura uma sequencia de séries como o "Para refletir!" que traz uma reflexão diária de autores conhecidos ou anônimos. O "Democracia: para refletir!" aborda aspectos de nossa democracia que são passíveis de questionamentos e reflexões. No "As Possibilidades da Arte", o blog traz postagens interessantes sobre a arte e suas possibilidades, fomentando um novo olhar para a mesma.

Sempre antenado e fazendo uma interface com o Meio Ambiente, o "Tá no Ponto!" aborda notícias interessantes e sugestões de um "viver sustentável". A interface com a Educação também é realizada pelo blog.

As notícias da área cultural de Campo Novo do Parecis somam a maioria das postagens do blog, assim como notícias da cultura de Mato Grosso e do Brasil, especialmente do Ministério da Cultura.



Nosso público maior está no Brasil, mas o "Tá no Ponto!" é acessado por muitos outros países: Estados Unidos, Portugal, Rússia e Alemanha são os quatro países que mais acessos realizaram ao blog.

O blog mantém uma fanpage no Facebook desde maio de 2011, sendo que, com o recurso desta mídia social, o alcance das postagens torna-se muito maior. Acesse e curta! https://www.facebook.com/pages/Teatro-Ogan/213088352046915

Essas características fazem do "Tá no Ponto!" um dos blogs culturais mais acessados e atualizados do estado de Mato Grosso. Motivo de orgulho para toda a trupe do Teatro Ogan!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CNIC ouve demanda dos produtores culturais de Mato Grosso e interagem sobre o segmento durante encontro


Por Dani Cunha

Inserido na programação da 198ª Reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) o encontro ocorrido na tarde dessa quarta-feira (16.05) entre produtores culturais, membros da CNIC, juntamente com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes e do secretário de Estado de Cultura, João Malheiros, teve como objetivo principal aproximar a comissão com o segmento cultural mato-grossense, ouvir as demandas locais, esclarecer, dialogar e verificar com a Secretaria de Cultura do Estado as ações que podem ser desenvolvidas para o fomento cultural local. Uma outra prerrogativa da Comissão é a interação para que se tenha atributos para analisar os cerca de 500 projetos em pauta. A CNIC avalia pareceres de projetos culturais de todas as regiões do Brasil que pleiteiam autorização para captação de recursos com apoio na Lei Rouanet.

A visita é no sentido de esclarecer, dialogar e verificar com a Secretaria de Cultura que ações podem ser desenvolvidas. “Além das questões técnicas, quanto a análise dos projetos culturais, a reunião tende a fazer com que o segmento cultural incentive e estimule a maior participação de Mato Grosso quanto à apresentação desses projetos”, complementou Menezes.

O secretário de Cultura de Mato Grosso, João Malheiros falou da importância da participação da iniciativa privada quanto ao incentivo cultural e destacou a visita da CNIC a Cuiabá. “Esperamos que essa visita surta grandes efeitos, principalmente para os produtores culturais e empresários entenderem a importância da cultura, ela é a nossa identidade. É assim que se faz cultura, indo ao local daqueles que precisam do apoio da Lei Rouanet”, disse Malheiros. Ele falou ainda da adesão feito pelo Estado ao Sistema Nacional de Cultura, o que coloca Mato Grosso inserido no contexto cultural e em grandes discussões sobre o segmento.

TRABALHOS

Henilton explicou que a CNIC viaja pelo Brasil realizando essas Reuniões, que ao total são 11, sendo seis em Brasília e cinco nos Estados das regiões do país. A Comissão é paritária, formada por 14 cadeiras, sendo sete do governo (instituições vinculadas ao Minc) e sete da sociedade (associações civis organizada que representam o segmento).

Por meio dessa comissão passa todo o orçamento da Lei Rouanet e que tem a prerrogativa de analisar os projetos culturais encaminhados ao Ministério da Cultura e indicar à ministra da pasta os passíveis para receberem o recurso.

De acordo com o secretário do MinC, há uma grande dificuldade de alguns Estados –aqueles localizados geograficamente longe dos grandes centros- quanto ao acesso desses recursos, daí a necessidade do apoio da iniciativa privada em alguns projetos.

Para a Copa do Mundo de 2014 Henilton Menezes adiantou que existem algumas novidades relacionadas a ações culturais que vão ser desenvolvidas nas cidades-sede do Mundial.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Governo federal elabora plano para baratear preço dos livros e tornar a leitura mais acessível



Pesquisa do Instituto Pró-Livro revela que, no Brasil, lê-se em média quatro livros, por ano. Em 2011, apenas 7% dos brasileiros frequentaram uma biblioteca. Outro dado apontado pela pesquisa é que um adulto não se torna leitor. Por isso, esse hábito deve ser incentivado na infância. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, antecipou um programa federal ainda em elaboração que pretende reduzir o preço dos livros, para torná-lo mais acessível à população.

NBR NOTÍCIAS

terça-feira, 27 de março de 2012

A Eterna Peleja entre o Capital e aquilo que é Capital



Prezado Secretário de Estado, Prezado Diretor Geral,
Prezada Superintendente, Excelentíssima Ministra,
Prezados e prezadas de todo o País, escutai-nos!

Se soarmos, assim, repetitivos,
Perdoai-nos, oh, senhores e senhoras!
É que assim, obstinados, o fazemos:
Ensaiamos todo dia, toda hora!

Não nos furtamos, pois, nesta missiva,
De ecoar o nosso coro tão antigo:
Já há dez anos pleiteamos nosso Prêmio:
O do Teatro, o do Brasil, o da Alforria.

Da liberdade do “Senhor do Capital”
Que só navega o mar dourado do incentivo.
Pelo fomento ao que, de fato, é brasileiro!
Do que é contínuo, permanente e inventivo!

E em uníssono, também reivindicamos,
Que paguem aquilo que nos devem, há tanto tempo:
Myriam Muniz, Procultura e outros tantos.
Pois já vivemos entre “trancos e barrancos”.

Se “fim de ano” não é dezembro,
E “mês que vem” não é janeiro,
“Primeiro trimestre” passa março
Então, “abril” é o terceiro?

Porque não podem organizar a casa toda?
Um cronograma anual caía bem.
Mas bem sabemos, há eleição e coisa tal,
Também tem Copa e coisas mais, que não convém...

Nosso recado “espistolovisual”
Segue nas redes, por aí, Brasil afora,
Pra Fundações, Secretarias e Conselhos,
Para quem curtir, compartilhar, mandar na hora!

Redemoinho é de vento e é de água
Enxuga e molha, é espiral, nunca tem fim.
Em todo canto canta sua toada
Reverberando sua voz pelos Brasis.


O Teatro Ogan e Campo Novo do Parecis apóia esta causa!

http://movimentoredemoinho.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de março de 2012

Roubalheira no Ecad, diretores serão indiciados por formação de quadrilha, cartel e apropriação indébita

No fim de abril, a CPI do Senado que investiga a atuação do Escritório Central de Direitos Autorais (Ecad) concluirá seus trabalhos, com acusações pesadas contra o órgão privado responsável por arrecadar recursos que deveriam ser repassados aos artistas. Em quase 100 páginas, o esboço do relatório obtido por ISTOÉ aponta irregularidades graves na conduta do Ecad e pedirá o indiciamento de pelo menos quatro dos seus diretores por formação de quadrilha, cartel e apropriação indébita


Além disso, os senadores vão sugerir a criação de um ente público com autonomia para fiscalizar e punir o Ecad, que atualmente dispõe de ampla soberania para agir. Entre os fatos encontrados pela CPI estão excessos cometidos por fiscais – que chegaram a interromper casamentos para cobrar as taxas –, a não distribuição de cerca de R$ 90 milhões aos compositores em 2010 e o pagamento de pró-labores milionários para seus diretores.

Para o presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a principal constatação dos parlamentares é o acúmulo de prejuízos aos artistas ao longo dos anos. Livre para decidir preços cobrados para cada execução e os percentuais repassados aos compositores, a diretoria do Ecad passou os últimos anos nadando num mar de impunidade e independência, diz a CPI. “Foi uma brecha aberta pelo País e que propiciou a formação dessa caixa-preta que é o Escritório Central. Ele não conta com nenhum órgão que o fiscalize”, avalia Rodrigues.

O preço da liberdade do Ecad foi pago pelos artistas, como ficou demonstrado no processo movido no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), no qual o órgão já foi condenado em primeira instância.

As associações que compõem o órgão de arrecadação estariam combinando os preços cobrados para a execução das obras musicais e de fonogramas, o que configura formação de cartel. Além disso, pesa contra o Ecad a acusação de descumprimento da lei segundo a qual o órgão não teria finalidade de obtenção de lucro. Contrariando a lei, em 2010, o Ecad arrecadou R$ 430 milhões e distribuiu apenas R$ 340 milhões. O restante foi parar em sua conta.

Além disso, os documentos da CPI mostram que a diretoria do Ecad utiliza créditos retidos arrecadados de autores desconhecidos. Em tese, o dinheiro deveria ficar numa conta separada à espera da manifestação dos respectivos artistas. As conclusões dos trabalhos da CPI certamente vão exigir mudanças profundas no atual modelo de arrecadação de direitos autorais. O fim da CPI do Senado marcará o início de uma ofensiva a um órgão privado que abusa de suas prerrogativas e faz o que bem entende com o dinheiro que deveria chegar às mãos dos artistas do País.

domingo, 18 de março de 2012

Marta Porto: “A Cultura ainda não é prioridade”

Em silêncio desde que saiu do Ministério da Cultura, Marta Porto fala de problemas de gestão na gestão do Projeto dos Pontos de Cultura.


RIO - Desde que saiu do Ministério da Cultura (MinC), Marta Porto vinha se mantendo em silêncio. Chegou-se a se especular que a ex-secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, no cargo entre maio e setembro do ano passado, poderia substituir Ana de Hollanda na pasta e que teria sido essa a razão dos desentendimentos entre ela e a ministra. Mas, em entrevista exclusiva ao GLOBO, Marta diz que faltou compatibilidade e confiança na atual gestão do MinC. Atualmente preparando um livro sobre política cultural — inclusive tratando de sua experiência no governo —, a ser lançado este ano, Marta trata ainda da crise nos Pontos de Cultura e do que chama de "vazio político" na cultura brasileira.

O GLOBO: Por que você deixou o MinC após poucos meses de gestão?

MARTA PORTO: Por falta de compatibilidade política e de confiança mútua. Assumi ao longo da vida profissional posições e compromissos públicos sobre vários dos temas que tensionaram o debate cultural desde o início dessa gestão e estar numa posição de liderança no Ministério da Cultura exigia naturalmente um alinhamento impossível. Por outro lado, assumi o comando de duas secretarias complexas e com maior relação com os movimentos culturais, a de Cidadania e a da Diversidade com um quadro administrativo e de gestão caótico. Desde o princípio tinha a firme convicção que era possível atravessar esse primeiro momento atuando em duas frentes: mobilizando a capacidade técnica instalada no MinC para identificar e apresentar soluções rápidas, imprimindo mais transparência aos processos, e em paralelo ampliar o debate político, dentro e fora do governo, da necessidade de estabelecermos um novo marco para a política de cidadania e diversidade cultural, a partir de macro programas com maior inserção no debate feito do Estado e na sociedade brasileira, juventude, infância, direitos culturais. Foi uma tese derrotada e isso faz parte do jogo.

O GLOBO: Na época, falou-se que havia um movimento de articulação para que você substituísse Ana de Hollanda. E se falou que isso poderia ter sido a razão para o rompimento entre você e a ministra. Isso é verdade?

MARTA PORTO: Houve boatos e não articulação. Sem dúvida isso não ajudou para estabelecer uma relação de confiança entre pessoas que não se conheciam, mas não foi o motivo.

O GLOBO: Desde sua saída, há boatos de que seu nome é cotado para o ministério. Alguma vez você foi consultada?

MARTA PORTO: Nunca fui consultada.

O GLOBO: Quando você deixou o MinC, você publicou um comentário em sua página no Facebook, que indicava que os projetos da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural não foram priorizados. Isso aconteceu? Os Pontos de Cultura, por exemplo, deixaram de ser prioridade?

MARTA PORTO: Tenho que reconhecer que houve um grande esforço de agir para colocar todas as dívidas com os Pontos de Cultura um dia, para compreender as complexidades do programa e buscar soluções. Mas desde o princípio a prioridade política foi estruturar a Secretaria de Economia Criativa e apostar politicamente nesse caminho. Perdemos a chance de propor uma política de cultura sintonizada com os principais desafios da sociedade brasileira para além da economia: a democracia e todos os valores culturais que ela exige para ser mais do que um regime político. Criar as condições de participar da elaboração de uma nova agenda de direitos e cidadania onde o acesso a cultura - como oportunidade de criar e ser reconhecido, mas também de conhecer o desconhecido - se estabelece como um direito do cidadão, discutido não mais como discurso, mas como plataforma de Estado com os recursos necessários para engajar municípios, estados e redes culturais para superar as condições de desigualdade que se mantém há séculos nesse país. Estávamos desenvolvendo as condições técnicas e políticas para que isso fosse possível em pouco tempo, estimulando o debate intergovernamental e com as redes de produção cultural, mergulhando nas pesquisas, debatendo internamente. Como esse é caminho que vem sendo discutido amplamente nos últimos anos no país, não foi difícil encontrar as condições na sociedade para rapidamente colocar algumas propostas objetivas, mas aí faltou a prioridade política que cito no texto que publiquei. A equipe foi sentindo que estava no lugar certo, mas no momento errado.

O GLOBO: Há alguma má vontade política com o programa dos Pontos de Cultura? Ao que você atribui os cortes orçamentários e as dívidas do Cultura Viva?

MARTA PORTO: Não acho que há má vontade, mas se criou em torno do programa uma visão quase messiânica o que não ajuda o debate político. Para se estabelecer como política pública e não como política pessoal ou privada que faz uso de recursos públicos, é necessário que o programa seja visto com racionalidade e a luz das informações e resultados que vem produzindo. Há problemas evidentes de gestão, de transparência no processo decisório, de relação Estado-Sociedade. Há também uma falta de clareza institucional para lidar com a diversidade dos próprios pontos de cultura e as condições de desigualdade que se instalaram dentro do próprio programa. O Cultura Viva é uma grande ideia, que permitiu ao Estado reconhecer e impulsionar um sem número de instituições culturais que antes não tinham acesso ao Estado, e isso em si já é uma grande vitória. Mas por outro lado, em 7 anos não criou as condições objetivas para preparar o Ministério da Cultura, e portanto o governo como um todo, para compreender e gerenciar as pecularidades dessa produção e dessas organizações. As dívidas são reflexo desse descontrole, do desejo de expandir cada vez mais as redes e da incapacidade do Estado de dar resposta efetiva para isso. Muitos dos recursos não são repassados por inadimplência das organizações ou por atrasos nas prestações de conta pelo próprio MinC.

O GLOBO: Três dos editais do programa foram cancelados pelo MinC no ano passado. Um deles foi o Agente Escola Viva. Em abril de 2011, um parecer da Consultoria Jurídica da AGU no MinC dizia que o prazo do programa Agente Escola Viva deveria ser prorrogado. Mas, 15 dias depois, um novo parecer assinado pela mesma advogada da AGU substituiu o primeiro, com uma conclusão contrária à prorrogação. O que aconteceu?

MARTA PORTO: É preciso dizer que fui nomeada formalmente pelo Diário Oficial em 5 de maio 2011 e que antes dessa data não tinha acesso aos processos, acompanhava e orientava as decisões a partir das discussões feitas com a equipe técnica. Nesse caso o que ocorreu, é que em março 2011 foram feitas consultas formais à Conjur do Ministério da Cultura sobre a validade de dois editais - Agente Escola Viva, publicado em 14 de julho 2009 e Agente Cultura Viva, este publicado em 15 de setembro de 2009 -, solicitando um pronunciamento formal sobre a vigência dos editais para proceder aos trâmites de validação dos processos. Os pareceres que nos chegaram, emitidos com um dia de diferença, tinham posições contraditórias o que causou estranhamento na área técnica. Fizemos uma reunião com o coordenador da Conjur, Dr. Claudio Peret, solicitando uma posição consolidada que orientasse a decisão final e

ela nos foi entregue através de parecer assinado pela Conjur em 20 de abril. Isso consta nos autos do processo e com base nisso em junho já nomeada, tomei as medidas de cancelamento dos editais. A carta onde divulgo aos selecionados a posição do Ministério da Cultura, foi um cuidado ético, proposto em reunião com a Comissão Nacional de Pontos de Cultura realizada em Brasília em maio. Naquele momento, nos pareceu que diante das consequências para todos os envolvidos, era a única atitude esperada de um gestor, que se dirigisse a cada um explicando as razões do cancelamento, se solidarizando com as consequências e propondo soluções. Lamento que hoje, essa postura de cuidado seja usada com o propósito contrário.

O GLOBO: A atual gestão do MinC costuma dizer que as contas a pagar e dívidas deixadas pela gestão anterior para os Pontos de Cultura foram muito altas. Você concorda?

MARTA PORTO: Sim, eu concordo. Não se trata apenas de dívidas, mas de desorientação administrativa, de pilhas de processos sem resolução, de prestações de contas sem retorno desde 2008. Como lidar com tudo isso de forma respeitosa com as pessoas e cuidadosa com as exigências de ser governo e estado, sem provocar atrasos? É impossível.

O GLOBO: Como você avalia o trabalho de Ana de Hollanda? E como você avalia a forma com que a Cultura é tratada no governo Dilma?

MARTA PORTO: Vou lançar um livro ainda esse ano onde faço essa avaliação de forma mais cuidadosa e consistente. Acho que a cultura ainda não se tornou uma prioridade para o Estado e mesmo para a sociedade brasileira. Isso não acontece apenas no Brasil, recentemente o governo conservador espanhol tomou a medida de acabar com seu Ministério da Cultura, integrando suas atividades em outro Ministério. Tenho visto isto em todos os momentos da minha vida profissional, e creio que em boa parte a responsabilidade é nossa, dos pensadores, artistas, produtores e gestores de cultura que fomos incapazes de assumirmos um protagonismo nos grandes temas e desafios que o país e o mundo enfrentam. Silenciamos sobre as condições da democracia, os direitos humanos, a desigualdade social e mesmo, sobre a formação do cidadão, crianças e jovens e nos últimos anos deixamos de pensar também sobre temas que nenhuma outra esfera pública irá se dedicar: as artes, os direitos culturais, a crítica, o pensamento. Entendo que para qualquer governante seja difícil entender como se relacionar com esse vazio político. E a gestão da Ana de Hollanda, é um reflexo desse vazio e não a sua causa. Ainda assim, temos que lutar para que nossa contribuição possa se estabelecer de uma forma mais consistente, nossos programas articulem propostas com e para a sociedade, considerem as mudanças culturais em curso no mundo todo e a coloquem para que os governos possam refletir sobre as suas decisões. Creio nesse caminho construtivo e continuo ativamente trabalhando para isso.

O GLOBO: Você se arrepende de ter participado do MinC?

MARTA PORTO: Não, aprendi muito e acho que dei minha contribuição também. Nada pode ser lido com visão imediatista. Estar no MinC, no governo, levantou reflexões adormecidas que vieram a tona com muita intensidade.

O GLOBO: Você enxerga num futuro próximo a Cultura como uma política relevante para as instituições e governos brasileiros?

MARTA PORTO: Se não acreditasse, não estaria trabalhando, debatendo, propondo. Acredito e vou lutar sempre para que isso ocorra, simplesmente porque a democracia brasileira vai ser mais forte se contar com a diversidade cultural do seu povo e com a inovação que em das artes. Um país sem alma, não tem destino e a cultura pode contribuir muito para estabelecer outras e novas condições sociais.

Fonte: O GLOBO

sábado, 10 de março de 2012

Projeto Pontos de Cultura, criado pelo governo, sofre esvaziamento e deve ir à Justiça


Dívidas, cancelamentos, corte de verbas, sumiço de um documento e uma rede de desinformações vêm tomando conta do principal programa cultural do governo. Projeto criado em 2004 pela gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura (MinC), os Pontos de Cultura tiveram seu orçamento reduzido para menos da metade do último ano do governo Lula para agora. Três dos editais destinados às entidades foram cancelados, inclusive seguindo determinação contrária à da Advocacia Geral da União (AGU), o que deixou dúzias de grupos culturais do país sem investimentos. Tudo isso no projeto que, durante a campanha de Dilma Rousseff, foi chamado de prioritário.

Os Pontos de Cultura são entidades de atuação comunitária no setor e que recebem investimentos do governo federal, em algumas situações em parceria com os estados e os municípios. Em setembro de 2010, o grupo Dilma na Rede, responsável pela campanha oficial da então candidata nas redes sociais, publicou um vídeo em que a atual presidente disse: "Eu tenho certeza de que os Pontos de Cultura, esta rede deve ser ampliada. (...) Considero que são uma das formas mais eficazes de inclusão digital, cultural e social".

Seu primeiro edital foi lançado em julho de 2004, com cerca de 800 projetos inscritos e 210 selecionados. O programa passou a ser o carro-chefe na área cultural do governo Lula. Seu orçamento, que em 2004 era de R$ 4 milhões, chegou a R$ 216 milhões em 2010, o último ano de Lula na presidência.

Governo não respeita parecer da AGU

Mas, a partir daí, com a mudança de gestão, começaram quedas e cortes. Em 2011, primeiro ano de Dilma, o programa teve disponíveis apenas R$ 80 milhões. Além disso, três editais foram cancelados, o do Agente Cultura Viva, o do Agente Escola Viva e o do Areté. Os contemplados chegaram a ser anunciados e reclamam hoje junto ao MinC que houve gastos na confiança de que o compromisso acordado seria mantido.

No caso do Escola Viva, um edital lançado em 2009 que daria bolsas no valor de R$ 300 mensais para mil jovens atuantes nos Pontos de Cultura, o argumento utilizado pelo MinC para o cancelamento do repasse de recursos foi que seus prazos de regulamentação e execução caducaram. Em 30 de junho de 2011, a então secretária da Cidadania Cultural do MinC, Marta Porto, enviou uma carta às entidades selecionadas pelo Agente Cultura Viva e pelo Agente Escola Viva afirmando que "as análises jurídicas dos instrumentos (...) revelaram a inexistência de alternativa legal para a convalidação dos atos referentes aos dois editais, tendo em vista que ambos encontram-se expirados". A carta diz ainda que uma solução foi buscada "junto à Advocacia Geral da União" e que instalaria uma sindicância administrativa "para apurar responsabilidades internas nos procedimentos administrativos que resultaram na perda de vigência desses editais".

Porém, em 5 de abril de 2011, quase três meses antes do cancelamento dos editais, a mesma AGU citada pelo MinC para justificar o cancelamento do Agente Escola Viva enviou um parecer ao ministério sobre o assunto. Assinado por Daniela Guimarães Goulart, coordenadora-geral de Convênios e Editais de Seleção Pública, o parecer ao qual O GLOBO teve acesso diz que "o edital é válido até 20/12/2011, cabendo, ainda, a sua prorrogação". O texto da AGU concluiu: "O empenho correspondente ao Edital Bolsa Agente Escola Viva 2009 continua em vigor e o apoio previsto no edital pode ser concedido aos selecionados".

O parecer da AGU, porém, não foi levado em conta pelo ministério. De acordo com fontes de dentro do MinC, o documento teria sido retirado do processo à revelia para não impedir o cancelamento do edital.

Outro problema diz respeito ao edital dos Pontões de Cultura. Trata-se de uma nova categoria criada em 2010, destinada a instituições com capacidade de articulação em rede com outros centros menores. No edital, foram selecionados 129 Pontões de Cultura, que receberiam cerca de R$ 250 mil cada num ano. Mas, segundo informações do próprio MinC, apenas 42 desses tiveram o valor depositado, totalizando R$ 10,34 milhões. No ano passado, contudo, o ministério anunciou que suspenderia os pagamentos para investigar possíveis erros no procedimento do edital.

— Nós fomos selecionados pelos Pontões de Cultura, mas nunca recebemos. Temos trabalhos com vários estados brasileiros e com outros países. É essa a ideia do programa: poder integrar atividades diferentes em torno da economia da cultura — diz o sociólogo Geo Britto, que coordena o Ponto de Cultura do Centro de Teatro do Oprimido, do Rio. — Hoje, os Pontos de Cultura estão sendo implantados na Argentina e na Colômbia. Foi uma política brasileira que serviu de exemplo para o exterior.

MinC deve R$ 163,6 milhões

Para este ano, há uma dúvida não esclarecida pelo MinC sobre o orçamento dos Pontos. Num primeiro momento, foi anunciado pela pasta que o valor seria de R$ 114 milhões, mas, após os cortes, ele teria caído para R$ 79 milhões. O problema é que, para 2012, foi retirada do orçamento do MinC a rubrica Cultura Viva, exatamente aquela que garantia a verba para o programa. O ministério vem afirmando que a alteração se deve a uma reformulação de programas e planilhas, feita a pedido do Ministério do Planejamento. Teme-se que, sem uma rubrica para dar guarita ao projeto, fique mais fácil esvaziar os Pontos de Cultura.

Hoje, para que o MinC honre os compromissos firmados com os quase 3.500 Pontos de Cultura em atividade, seriam necessários pelo menos R$ 200 milhões. De resíduos a pagar dos anos anteriores, o MinC deve R$ 107,8 milhões, mais os R$ 55,8 milhões dos três editais que foram cancelados e dos Pontões.

— Até agora, existe uma distância imensa do projeto para a cultura praticado pelo governo Dilma em relação ao que se fazia no governo Lula — diz Marcelo das Histórias, responsável pelo Pontão de Cultura Nina Griô, de Campinas. — Foi criado um número de quebra-molas "técnico" feito a grosso modo para limitar os movimentos sociais que foram o grande protagonista do governo Lula para a área da cultura.

O movimento dos Pontos de Cultura, agora, se articula para entrar na Justiça contra o governo. O MinC foi procurado pelo GLOBO na segunda-feira, com o pedido de esclarecimentos até as 11h de ontem. A pasta não respondeu sobre o documento da AGU, não tratou do orçamento de 2012 e nem explicou como fará para pagar os Pontos com a verba disponível. Por e-mail, o MinC apenas respondeu que os Pontos continuam sendo prioridade e que, "em 2011, foram pagos R$ 47,53 milhões dos compromissos assumidos". Afirmou, ainda, sobre os Pontões de Cultura, que "o compromisso orçamentário firmado foi muito maior do que o orçamento disponível".

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/projeto-pontos-de-cultura-criado-pelo-governo-sofre-esvaziamento-deve-ir-justica-4249609#ixzz1oXDKEu3p

quinta-feira, 1 de março de 2012

MinC lança programa de apoio à implementação de Sistemas de Cultura em estados e municípios

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, lança na próxima sexta-feira, 2 de março, o Programa de Fortalecimento Institucional pela Implementação do Sistema de Cultura. O evento faz parte da programação do 1º Seminário Planos de Cultura, organizado pela Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), em Brasília, entre os dias 29 de fevereiro e 2 de março.


O programa prevê o apoio a estados e municípios na elaboração de seus Planos de Cultura, além de auxiliar as Representações Regionais do MinC na constituição dos sistemas estaduais e Municipais de Cultura (em parceria com a Unesco) e também apoiar a formação de gestores culturais do Nordeste, contando com a colaboração de equipes técnicas da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). As duas últimas ações serão lançadas posteriormente, até o final de março.

O lançamento será realizado no Complexo Cultural da Fundação Nacional de Arte (Funarte/MinC), a partir das 9h do dia 2, encerrando as atividades do seminário. Além da ministra Ana de Hollanda, estarão presentes os principais dirigentes do Sistema MinC, entre eles, o secretário de Articulação Institucional, João Roberto Peixe, secretários estaduais e municipais de Cultura e assessores técnicos que irão trabalhar no projeto.

Parceria com as Universidades

Para auxiliar na elaboração dos Planos de Cultura, o MinC contará com a parceria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Durante o lançamento do programa, a ministra Ana de Hollanda irá assinar Portaria criando os Conselhos Gestores Nacionais dos projetos e o secretário João Roberto Peixe firmará os Termos de Cooperação entre o ministério, as universidades e os estados e municípios.

A UFSC será a responsável pelo apoio técnico à elaboração dos Planos de Cultura de 17 estados e a UFBA irá auxiliar na elaboração dos planos de Cultura de 20 municípios, sendo 12 capitais e 8 cidades de regiões metropolitanas. Todos os entes federados envolvidos estão integrados ao Sistema Nacional de Cultura.

O tripé de apoio à elaboração das políticas públicas que vão compor os planos regionais, conforme informou a coordenadora da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), Ângela de Andrade, são a participação dos entes federados e da sociedade civil; a setorialidade das ações e a consideração da territorialidade, aspectos que valorizam a diversidade regional das políticas.

Os planos regionais de cultura serão construídos com a contribuição da sociedade a partir dos subsídios colhidos durante as Conferências Estaduais e Municipais de Cultura e dos debates realizados dentro dos Conselhos de Política Cultural. Apoiar estados e municípios na implantação de políticas públicas faz parte das atribuições do MinC, determinadas pela Lei 12.343/2010 que instituiu o Plano Nacional de Cultura (PNC).

O Seminário

O 1º Seminário Planos de Cultura terá início nesta quarta-feira, 29/2, a partir das 9h, no Centro de Convenções da ELO Consultoria, Edifício Corporate Financial Center, SCN, Qd. 2, Bl. A 1º andar,. O telefone para contatos é (61) 3327-1142. Serão realizados, entre o dia 29/2 e 1º/3, dois encontros distintos, um para debater os Planos Estaduais e outro para os Planos Municipais. No encerramento do seminário haverá a solenidade de lançamento do Programa de Fortalecimento Institucional pela Implementação do Sistema de Cultura. O seminário contará com a participação de assessores do MinC e das Secretarias de Cultura dos estados e dos municípios, além de consultores técnicos e representantes das universidades.

Por: Patrícia Saldanha, Ascom/MinC

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escola de capoeira ganha apoio para expansão em Sinop


O Projeto Aruandê, de Sinop, acaba de receber o investimento da ordem de R$ 150.000 para pagamento de despesas com serviços de professores de capoeira, uniformes para os alunos e equipamentos e instrumentos musicais. Por meio do Convênio nº 026/2009 o projeto Aruandê Mato Grosso conta com recurso da Secretaria de Estado de Cultura (SEC/MT) – Governo de Mato Grosso e Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura – Ponto de Cultura. Em nível local conta com apoio e parceria da Prefeitura de Sinop, por meio das Secretarias Municipais de Cultura, Assistência Social, Educação e Esporte e Lazer. 

Para o secretário municipal de Educação, professor Antonio Tadeu, “essa proposta de levar capoeira para a rede municipal vem ao encontro do interesse que temos de tornar as escolas locais não apenas de formação educacional, mas também de cultura, entretenimento e lazer. Vamos tornar as escolas inclusivas e as aulas de capoeira, somadas a outras atividades que pretendemos promover, contribuirá para que isto aconteça”. “Agora a capoeira de Sinop deu uma grande demonstração de maturidade e profissionalismo. Pela primeira vez vemos aqui todos os grupos unidos pelo mesmo ideal. As diferenças e bandeiras foram postas de lado e pelo engrandecimento desta arte se uniram em torno deste projeto fantástico. Por isso todos estão de parabéns e podem contar com nosso apoio e parceria nesta caminhada”, declarou otimista o secretário Municipal de Diversidade Cultural, Oseas Veras. 

Segundo a secretária de Assistência Social, Ivone Costa, “as aulas de capoeira levam muito mais que cultura aos alunos. Contribui na inclusão social e para tirar muitas crianças e adolescentes das ruas, do risco da violência. É uma iniciativa que precisa ser incentivada. Por isso somos parceiros deste projeto”. Pela proposta a Prefeitura de Sinop entrará com incentivo financeiro no valor de R$ 450 reais por mês para cada professor, além de equipamentos, uniformes e apoio logístico para eventos culturais e as aulas.

O projeto fará a coordenação técnica e pedagógica da escola, os professores e a certificação dos alunos ao final de cada ciclo. Apenas neste ano de 2012 o investimento da Prefeitura de Sinop, apenas na expansão da Escola de Capoeira do projeto, será da ordem de R$ 150.000. Também foi solicitado que a Prefeitura a disponibilização de uma área de 1.500 m² para a construção do Centro Regional de Cultura do Norte de Mato Grosso, um espaço que servirá de base para atividades culturais em diversas áreas, sobretudo, a capoeira em Sinop e região.

O prefeito Juarez Costa também garantiu o terreno e solicitou o projeto para que seja feita a cessão da área. O projeto já está sendo elaborado e a previsão é que a obra custe cerca de R$ 1,2 milhão e inicie ainda este ano. O local servirá de sede definitiva do Ponto de Cultura. “Peço que nos envie o projeto o mais rápido possível para que possamos providenciar o terreno para a construção”, declarou o prefeito destacando a importância da capoeira, que além de uma pratica cultural é também esportiva, lazer e recreativa. O Projeto Aruandê Mato Grosso é um Ponto de Cultura voltado basicamente para promover, difundir e valorizar as manifestações culturais afrobrasileira. A capoeira, música, teatro, literatura e biblioteca e cultura digital, capoeira são as principais áreas temáticas de atuação.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lab Cultura Viva lança novo edital para a produção de vídeos autorais


Ascom MinC NE - Jornal iTeia

O Laboratório Cultura Viva, projeto da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério da Cultura, acaba de lançar um edital para a produção de vídeos autorais que farão parte da Revista Eletrônica Cultura Viva, a ser lançada em 2012. Podem participar Pontos e Pontões de Cultura de todo o país, que deverão produzir vídeos com temáticas e gêneros livres, com duração entre quatro e seis minutos.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 23 de janeiro de 2012. Para informações e inscrições, os interessados devem acessar o endereço http://labculturaviva.org.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fundação Cultural Palmares realiza mapeamento cultural

Mapeamento destaca que quatro mil terreiros localizam-se em quatro das 26 capitais do país.


Nemésia Antunes, Ascom/MinC

O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foram parceiros do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no trabalho de Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiro, realizado nas capitais e regiões metropolitanas dos estados de Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os resultados da pesquisa apontaram que 4.045 terreiros de religiões de matriz africana estão situados nas quatro capitais (Porto Alegre, Recife, Belém e Belo Horizonte) dos estados pesquisados.

O objetivo do mapeamento foi o de conhecer a realidade dos terreiros. Saber, por exemplo, quem são, onde estão situados, quais são as principais atividades, como se encontra a situação fundiária, a infraestrutura e os demais aspectos socioculturais e demográficos. A ênfase da pesquisa foi a dimensão comunitária e o caráter étnico, considerando a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido.

O projeto Mapeando o Axé foi executado pela Associação Filmes de Quintal, instituição selecionada por meio de edital público. Sua realização aconteceu em virtude da luta dos povos de terreiro por reconhecimento e respeito às suas tradições. As informações farão parte de um banco de dados que servirá de base para as políticas públicas junto a estas comunidades.

Acesso às políticas públicas

Segundo Eloi Ferreira, presidente da Fundação Palmares, a pesquisa resulta de uma intensa articulação mantida anteriormente para conhecer a memória dos povos de terreiro, visando a conquista do direito que eles possuem perante as demais religiões.

“O povo de terreiro não pode continuar na atual situação de vulnerabilidade. Precisamos estabelecer meios de acesso às políticas públicas”, disse Eloi Ferreira. Ele acrescentou, ainda, que o Estado brasileiro precisa cruzar os mapeamentos com o Estatuto da Igualdade Racial e pensar políticas públicas direcionadas às comunidades específicas.

O presidente da Palmares afirmou que essa pesquisa não é conclusiva, mas que será complementada com diversas ações do governo que já foram realizadas e outras que serão desenvolvidas a partir deste ano, apoiadas pela FCP. Em Pernambuco, por exemplo, a Secretaria de Igualdade Racial vai realizar um novo mapeamento em outras cidades do estado.

“Estamos iniciando de forma centralizada o acesso dos povos de terreiro aos bens culturais e econômicos, criando condições de aproximar essa comunidade e realizar a inclusão social porque não é justo que esse povo não tenha sequer o direito de registrar-se junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica”, concluiu o presidente.

Segundo a Fundação Palmares, Salvador não foi incluída nesse projeto porque, entre 2006 e 2008, numa parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Afro-Orientais (SEAO), e a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), foi realizado um levantamento na capital baiana, onde foram cadastrados mais de 1.100 terreiros.

A partir de fevereiro deste ano, a FCP apoiará novos mapeamentos que serão realizados nos estados brasileiros com o objetivo de identificar todas as comunidades existentes e conhecer as necessidades peculiares de cada uma para que o acesso às políticas públicas aconteça com transparência e igualdade, independentemente do credo religioso.

Confira os dados da pesquisa: http://www.mds.gov.br/sesan/terreiros/paginas/institucional.htm