quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Fundação Cultural Palmares realiza mapeamento cultural
Nemésia Antunes, Ascom/MinC
O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foram parceiros do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no trabalho de Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiro, realizado nas capitais e regiões metropolitanas dos estados de Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os resultados da pesquisa apontaram que 4.045 terreiros de religiões de matriz africana estão situados nas quatro capitais (Porto Alegre, Recife, Belém e Belo Horizonte) dos estados pesquisados.
O objetivo do mapeamento foi o de conhecer a realidade dos terreiros. Saber, por exemplo, quem são, onde estão situados, quais são as principais atividades, como se encontra a situação fundiária, a infraestrutura e os demais aspectos socioculturais e demográficos. A ênfase da pesquisa foi a dimensão comunitária e o caráter étnico, considerando a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido.
O projeto Mapeando o Axé foi executado pela Associação Filmes de Quintal, instituição selecionada por meio de edital público. Sua realização aconteceu em virtude da luta dos povos de terreiro por reconhecimento e respeito às suas tradições. As informações farão parte de um banco de dados que servirá de base para as políticas públicas junto a estas comunidades.
Acesso às políticas públicas
Segundo Eloi Ferreira, presidente da Fundação Palmares, a pesquisa resulta de uma intensa articulação mantida anteriormente para conhecer a memória dos povos de terreiro, visando a conquista do direito que eles possuem perante as demais religiões.
“O povo de terreiro não pode continuar na atual situação de vulnerabilidade. Precisamos estabelecer meios de acesso às políticas públicas”, disse Eloi Ferreira. Ele acrescentou, ainda, que o Estado brasileiro precisa cruzar os mapeamentos com o Estatuto da Igualdade Racial e pensar políticas públicas direcionadas às comunidades específicas.
O presidente da Palmares afirmou que essa pesquisa não é conclusiva, mas que será complementada com diversas ações do governo que já foram realizadas e outras que serão desenvolvidas a partir deste ano, apoiadas pela FCP. Em Pernambuco, por exemplo, a Secretaria de Igualdade Racial vai realizar um novo mapeamento em outras cidades do estado.
“Estamos iniciando de forma centralizada o acesso dos povos de terreiro aos bens culturais e econômicos, criando condições de aproximar essa comunidade e realizar a inclusão social porque não é justo que esse povo não tenha sequer o direito de registrar-se junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica”, concluiu o presidente.
Segundo a Fundação Palmares, Salvador não foi incluída nesse projeto porque, entre 2006 e 2008, numa parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Afro-Orientais (SEAO), e a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), foi realizado um levantamento na capital baiana, onde foram cadastrados mais de 1.100 terreiros.
A partir de fevereiro deste ano, a FCP apoiará novos mapeamentos que serão realizados nos estados brasileiros com o objetivo de identificar todas as comunidades existentes e conhecer as necessidades peculiares de cada uma para que o acesso às políticas públicas aconteça com transparência e igualdade, independentemente do credo religioso.
Confira os dados da pesquisa: http://www.mds.gov.br/sesan/terreiros/paginas/institucional.htm
domingo, 20 de novembro de 2011
Como você encara a diversidade?
O Dia da Consciência Negra (20 de novembro), e o tema “diversidade nas empresas” levanta uma série de questões sobre o preconceito racial e a inclusão existente nos ambientes de trabalho. Segundo uma pesquisa do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, divulgada na primeira semana de novembro, somente 25,6% dos gerentes das 500 maiores empresas brasileiras são negros, o que revela a baixa taxa de diversidade racial nas companhias nacionais.
Mas essa variedade nos espaços profissionais refere-se apenas à inclusão de afrodescendentes? Antes de tudo, é fundamental acabar com a falsa ideia de diversidade, que geralmente associa o tema à distinção entre raças. O assunto é amplo e faz parte da vida em sociedade, já que existem diferenças de culturas, idades, religiões nas empresas, nas escolas ou em qualquer outro lugar.
Diante disso, fica a reflexão: como seria se fôssemos todos iguais? As diferenças, quaisquer que sejam, são importantes para intensificar a noção de indivíduo. Melhor ainda é entender que, quando integramos pessoas diferentes, também criamos um novo indivíduo, formado por ideias e pensamentos que se unem. Então, qual a importância da valorização da diferença nos ambientes profissionais? Como integrar pessoas distintas e formar uma equipe vitoriosa?
Podemos pensar em uma empresa diversificada exatamente como um indivíduo constituído de seres que se complementam. No ambiente profissional, cada funcionário desempenha seu papel e contribui para os resultados e o sucesso da empresa. Nesse caso, destacam-se os espaços de trabalho mais colaborativos e que permitem a troca de ideias e o debate das melhores soluções para o desenvolvimento da organização.
Mas tolerar a diversidade não é a forma mais adequada na integração entre as pessoas dentro das empresas. É essencial, sobretudo, valorizar as individualidades e reconhecer que elas poderão resultar em contribuições inestimáveis para o trabalho em equipe. Além disso, é fundamental eliminar o preconceito, que ainda permanece grande nos ambientes de trabalho. De acordo com um estudo recente feito em São Paulo, 60% dos casos de racismo acontecem nos espaços profissionais. Esse dado nos faz pensar seriamente sobre a variedade nas organizações e, diante disso, a diversidade não pode ser ignorada.
É válido destacar ainda que o incentivo à diferença dentro das empresas, por meio da contratação e valorização de grupos distintos da sociedade, melhora a imagem dessas organizações. Em um mundo no qual as informações são veiculadas rapidamente, os consumidores estão mais exigentes e preferem companhias que desenvolvam produtos e serviços inovadores e apliquem técnicas diversificadas.
Nesse sentido, a efetiva aplicação da diferença nos ambientes de trabalho tende a gerar bons resultados por meio de práticas não só inclusivas e integrativas, mas também entendam o profissional e suas necessidades individuais. Entram no conjunto dessas atitudes, somente para citar um exemplo, o acesso à empresa e ferramentas de trabalho adaptados para deficientes físicos.
E você, como está lidando com a diversidade na empresa em que atua? Como é a relação com as pessoas que têm pensamentos diferentes dos seus? Se ainda não pensou nestas questões, é importante começar, pois a integração é um dos passos essenciais para uma boa relação entre as pessoas. E dentro das empresas, o grande diferencial fica por conta da soma das riquezas individuais, sejam elas experiências, valores, crenças ou limitações.
Essa construção coletiva certamente resultará em bons projetos para a organização que caminha rumo ao sucesso. Além disso, é fundamental que haja medidas alternativas de modo a atender todos os profissionais, indistintamente. Portanto, não ignore a diversidade. Valorize o diferente como um complemento para sua própria personalidade.
Por Antonio Carlos Pereira - consultor, palestrante e sócio-diretor da Areté, empresa especializada em treinamento e desenvolvimento profissional.
Instituído o Dia Nacional da Consciência Negra
A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou ontem (10/11) a Lei 12.519, que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A resolução oficializa uma iniciativa bem-sucedida dos movimentos sociais negros, iniciada em meados dos anos mil novecentos e setenta.
Hoje, incorporado ao calendário das escolas e de muitas outras instituições públicas e privadas, o 20 de novembro destaca-se como um evento cívico vibrante e de grande participação popular.
"As justas homenagens que prestamos a Zumbi e seus companheiros e companheiras exprimem o reconhecimento da nação às lutas por liberdade e pela afirmação da dignidade humana de africanos e seus descendentes que remontam ao período colonial", declara a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros.
O Dia Nacional da Consciência Negra já é celebrado em 20 de novembro e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Apesar do ponto alto da celebração coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, a cada ano as atividades alusivas à data são expandidas ao longo do mês, ampliando os espaços dedicados à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade.
Um número cada vez mais significativo de entidades da sociedade civil, principalmente o movimento negro, tem se mobilizado em todo país, em torno de atividades relativas à participação da pessoa negra na sociedade em diferentes áreas: trabalho, educação, segurança, saúde, entre outros temas.
Neste Ano Internacional dos Afrodescendentes, instituído por Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Nacional da Consciência Negra ganha caráter internacional. No Brasil, o ápice desta celebração será o Afro XXI, Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodecendentes, que acontece em Salvador, de 16 a 19 de novembro. O evento reunirá representações de países sul-americanos, caribenhos, africanos e ibero-americanos, em torno de debates acerca da situação atual desses povos nas regiões participantes.
A comemoração do 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1997, Zumbi faz parte do Livro dos Herois da Pátria, no Panteão da Pátria e da Liberdade.
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Cultura Negra no Brasil - O racismo
Quarta de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.
O racismo
Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e argentinos vivem neste país que é hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.
Na sociedade brasileira do século XIX, havia um ambiente favorável ao preconceito racial, dificultando enormemente a integração do negro. De fato, no Brasil republicano predominava o ideal de uma sociedade civilizada, que tinha como modelo a cultura européia, onde não havia a participação senão da raça branca. Este ideal, portanto, contribuía para a existência de um sentimento contrário aos negros, pardos, mestiços ou crioulos, sentimento este que se manifestava de várias formas: pela repressão às suas atividades culturais, pela restrição de acesso a certas profissões, as "profissões de branco" (profissionais liberais, por exemplo), também pela restrição de acesso a logradouros públicos, à moradia em áreas de brancos, à participação política, e muitas outras formas de rejeição ao negro.
Contra o preconceito e em defesa dos direitos civis e políticos da população afrobrasileira surgiram jornais, como A Voz da Raça, O Clarim da Alvorada; clubes sociais negros e, em especial, a Frente Negra Brasileira, que tendo sido criada em 1931, foi fechada em 1937 pelo Estado Novo.
Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’ mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.
O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!
Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.
Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele, religião, opção sexual...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu tal atrocidade. Mas, neste país, a verdade é que ninguém encara isto seriamente e quando atitudes dessa natureza são tomadas, causam estranheza nas pessoas. Estão errados em exigir seus direitos? Certamente, não! Mas, na verdade fato assim devem servir de alento para que todos lutemos por vagas nas faculdades públicas, trabalho e, conseqüentemente, respeito!
Porém, sem ter de passar pela humilhante condição de “cotas para negros” ou programas de televisão sensacionalistas que exploram a distinção racial e social para ganhar audiência. A cota tem de estar disponível para quem não tem condições de cursar uma faculdade paga. Mas, para que isto ocorra é necessário que haja uma reforma no ensino, com o objetivo de se melhorar e valorizar as escolas estaduais e municipais, para que seus alunos possam “brigar” por vagas em universidade gratuitas, independente de sua cor de pele.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Marcha Nacional contra a Intolerância Religiosa
E para buscar uma ação concreta do estado, estamos lançamos em conjunto a Marcha Nacional Contra Discriminação para o dia 25/05/2011 - Dia Internacional das Vitimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico.
Manifesto Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa
Carta de Brasília
Nós, do Movimento Popular Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa, constituído por lideranças vinculadas às tradições de matrizes africanas, ativistas negros e colaboradores, vimos a público exigir que sejam garantidos os direitos invioláveis da população negra e das comunidades de terreiros ante aos ataques verbais manifestados por protagonistas que julgam estar acima da Constituição Federal e do Código Penal.
Desde a década de 1950 existem leis no Brasil para coibir a discriminação racial. A partir de então a legislação tem sido aprimorada para que atos de racismo sejam exemplarmente punidos, não importando quais sejam os agressores. O momento atual é propício para que o poder público iniba com o rigor necessário as práticas segregatórias contra o segmento afrobrasileiro. São recorrentes os gestos que desafiam o judiciário evidenciando um total menosprezo pelo aparato legal que procura salvaguardar a integridade física e moral da população negra.
Reiteramos também que há mais de meio século deixou de existir a obrigatoriedade de registro dos terreiros de candomblé e umbanda nas delegacias de polícia do país. Além do mais a "guerra santa" declarada por religiosos inescrupulosos que literalmente rasgam a Constituição, no que concerne aos direitos e garantias individuais, coloca em risco a construção da democracia no Brasil, apesar da afirmação constante de que lidamos muito bem com nossa diversidade cultural.
Ialorixá Berdadete Souza Ferreira, de Ilhéus - vítima da intolerância
Não abriremos mão de nosso propósito. Mais do que decisões imediatas que cortem pela raiz todas as formas de preconceito, exigimos do Estado Brasileiro e do Congresso Nacional a adoção de estratégias que façam valer a implementação de ações afirmativas, valorizativas e punitivas na defesa dos interesses do segmento negro.
Que a Lei Federal 10.639/03 seja imediatamente cumprida para que a longo prazo possamos ter cidadãs e cidadãos livres da contaminação do germe da ignorância que produz tantos estereótipos, os quais desqualificam os afrobrasileiros e as culturas afrobrasileiras, verdadeiros pilares na formação desta nação.
Brasília 03 de abril de 2011.
Racismo é crime !
Pelo fim da intolerância religiosa!
Punição para os racistas !
Pelo direito à liberdade de culto!
Rede Afrobrasileira Sociocultural, CETRAB, Pastoral Afro da CNBB, COJIRA-DF, NSB/PSB, MNU/DF, Comunidades de Terreiros no DF e Entorno, FENORIXÁ, ACBANTU, Movimento Negro de Pelotas, Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, Associação de Mulheres de Axé do Rio Grande do Norte, CARMAA, ASSOCIAÇÃO DO CULTO AFRO ITABUNENSE.
CONTATOS: "Rede Afrobrasileira Sociocultural"
Lula Dantas
Coordenador Ponto de Cultura/Associação do Culto Afro Itabunense
sábado, 30 de outubro de 2010
Kit pedagógico do Projeto Pixaim será distribuído a escolas públicas
Colocar em prática a Lei 10.639/03, que obriga as escolas a tratarem da História da África e da contribuição dos negros na formação da sociedade brasileira, ainda é um desafio para muitos educadores. Uma das dificuldades apontadas é a falta de materiais específicos e de uma linguagem que atraia o aluno.
Seis escolas de Cuiabá e Várzea Grande passarão por uma experiência diferenciada neste sentido. Trata-se da ação Pixaim nas Escolas, coordenada pela Central Única das Favelas de Mato Grosso (CUFA-MT), que levará para as escolas kits pedagógicos exclusivos, elaborados pela CUFA-MT com base no livro “Cabelo Ruim?”, contendo exemplares do livro e as três personagens da obra em forma de bonecas de pano, além de um mini cenário de teatro, uma camiseta do projeto e uma bolsa.
Envolvimento dos alunos nas atividades do PixaimEnvolvimento dos alunos nas atividades
A Cooperativa Dom e Arte, da cidade de Dom Aquino, assina a confecção das bonecas de pano, que estão sendo feitas com base nas características de Bia, Tatá e Ritinha, num trabalho artesanal que também contribui para gerar renda para as cooperadas. “Este material ajudará o professor no desenvolvimento de atividade lúdicas, não apenas no que se refere ao tema do projeto, que é o preconceito racial, mas também de outros que surgem em seu cotidiano escolar”, comentou a coordenadora de projetos da CUFA-MT, Karina Santiago.
Os kits serão utilizados nas atividades da Roda de Leitura. Também estão sendo oferecidas oficinas de Tranças e Bonecas Negras. A ação já está em andamento nas escolas Manoel Corrêa de Almeida, em Várzea Grande, e Bela Vista, em Cuiabá. Em 2011 vai atender a mais quatro escolas públicas, num total de seis escolas estaduais. A ação conta com o patrocínio do Ministério da Educação e da Secretaria de Estado de Educação.
Com informações da Assessoria do Ponto de Cultura Pixaim.
http://www.projetopixaim.blogspot.com/ http://www.cufamatogrosso.wordpress.com/






