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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

5º Festival de Capoeira de Campo Novo do Parecis‏

O 5º Festival de Capoeira de Campo Novo do Parecis foi realizado no último fim de semana com uma ampla programação envolvendo oficinas, batizado, troca de cordas e apresentações culturais. Participaram do evento alunos do Centro Cultural, Projeto Aplauso, da APAE - Associação de Amigos e Pais dos Excepcionais, além de capoeiristas das cidades de Tangará da Serra, Juara, Rosário Oeste e Brasnorte.


O Festival teve seu início na sexta, 07 de dezembro, com roda de capoeira na Praça Odenir Ortolan. No domingo pela manhã, oficinas e atividades de integração foram realizadas no Ginásio Delnir Gonçalves da Rosa (Tôto), no bairro Jardim das Palmeiras. No período da tarde a programação iniciou com a apresentação cultural "Iatundê" com a Cia Revelação de teatro sob a Direção de Francislaine Almeida e encenação de Van César e também maculelê das oficinas de capoeira do Departamento de Cultura sob a coordenação do Instrutor Carlito Ferreira do Nascimento.


O momento mais esperado do evento foi o batizado e a troca de cordas quando os alunos, após adquirirem certos conhecimentos, recebem sua primeira corda ou outra de maior graduação, dependendo da experiência e da técnica adquirida durante as aulas no decorrer do ano. Neste evento, cerca de 28 alunos receberam sua 1ª corda, dentre esses os alunos da APAE que emocionaram os presentes demonstrando a alegria de suas conquistas num exemplo de superação, mostrando dessa forma que a capoeira também trabalha a inclusão.


O evento foi uma realização do Governo Municipal, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo através do Departamento de Cultura em parceria com o Centro Cultural Aruandê Capoeira, tendo como principal objetivo fortalecer a prática da capoeira no município, arte esta que foi reconhecida como patrimônio cultural brasileiro desde 15 de julho de 2008, sendo que a Roda de Capoeira foi incluída no Livro das Formas de Expressão e o Ofício dos Mestres no Livro dos Saberes.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Secultur promove Roda de Capoeira na Praça da Cultura que encantou presentes

Participaram capoeiristas de várias regiões.


Uma bela Roda de Capoeira aconteceu no último sábado (31.03) na Praça da Cultura, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio do Departamento de Cultura. A Roda de Capoeira divertiu e encantou os presentes.

A Roda contou com a participação de vários capoeiristas do Centro Cultural Aruandê Capoeira, sendo de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Nova Mutum, Barra do Bugres e Cuiabá.

De acordo com o Secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei Guolo, “eventos como este ajudam na integração entre grupos e capoeiristas de nosso município e Estado e ainda, divulgam esta que é uma das mais autênticas manifestações culturais do Brasil. A capoeira é símbolo de resistência da cultura afrodescendente e considerada hoje como patrimônio cultural brasileiro”, destacou o secretário.

E enfatizou ainda: “A Secultur faz questão de apoiar as oficinas de capoeira e divulgar o trabalho desenvolvido por estas associações no município,” finalizou.

Fonte: Alessandra Costa Marques – ASCOM Prefeitura Municipal de Campo Novo do Parecis com Secultur
Foto: Silvia Schneiders

domingo, 20 de novembro de 2011

Instituído o Dia Nacional da Consciência Negra

Em todo o país a data é comemorada com marchas e outras atividades.


A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou ontem (10/11) a Lei 12.519, que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A resolução oficializa uma iniciativa bem-sucedida dos movimentos sociais negros, iniciada em meados dos anos mil novecentos e setenta.

Hoje, incorporado ao calendário das escolas e de muitas outras instituições públicas e privadas, o 20 de novembro destaca-se como um evento cívico vibrante e de grande participação popular.

"As justas homenagens que prestamos a Zumbi e seus companheiros e companheiras exprimem o reconhecimento da nação às lutas por liberdade e pela afirmação da dignidade humana de africanos e seus descendentes que remontam ao período colonial", declara a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros.

O Dia Nacional da Consciência Negra já é celebrado em 20 de novembro e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Apesar do ponto alto da celebração coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, a cada ano as atividades alusivas à data são expandidas ao longo do mês, ampliando os espaços dedicados à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade.

Um número cada vez mais significativo de entidades da sociedade civil, principalmente o movimento negro, tem se mobilizado em todo país, em torno de atividades relativas à participação da pessoa negra na sociedade em diferentes áreas: trabalho, educação, segurança, saúde, entre outros temas.

Neste Ano Internacional dos Afrodescendentes, instituído por Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Nacional da Consciência Negra ganha caráter internacional. No Brasil, o ápice desta celebração será o Afro XXI, Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodecendentes, que acontece em Salvador, de 16 a 19 de novembro. O evento reunirá representações de países sul-americanos, caribenhos, africanos e ibero-americanos, em torno de debates acerca da situação atual desses povos nas regiões participantes.

A comemoração do 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1997, Zumbi faz parte do Livro dos Herois da Pátria, no Panteão da Pátria e da Liberdade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cultura Negra no Brasil - Diálogos contra o racismo 2

Cultura Negra no Brasil - O racismo

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Quarta de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.

O racismo


Benetton - publicidade contra o racismo

Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e argentinos vivem neste país que é hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.

Na sociedade brasileira do século XIX, havia um ambiente favorável ao preconceito racial, dificultando enormemente a integração do negro. De fato, no Brasil republicano predominava o ideal de uma sociedade civilizada, que tinha como modelo a cultura européia, onde não havia a participação senão da raça branca. Este ideal, portanto, contribuía para a existência de um sentimento contrário aos negros, pardos, mestiços ou crioulos, sentimento este que se manifestava de várias formas: pela repressão às suas atividades culturais, pela restrição de acesso a certas profissões, as "profissões de branco" (profissionais liberais, por exemplo), também pela restrição de acesso a logradouros públicos, à moradia em áreas de brancos, à participação política, e muitas outras formas de rejeição ao negro.

Contra o preconceito e em defesa dos direitos civis e políticos da população afrobrasileira surgiram jornais, como A Voz da Raça, O Clarim da Alvorada; clubes sociais negros e, em especial, a Frente Negra Brasileira, que tendo sido criada em 1931, foi fechada em 1937 pelo Estado Novo.


Qual o conceito de raças?

Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’ mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.

O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!

Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.

Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele, religião, opção sexual...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu tal atrocidade. Mas, neste país, a verdade é que ninguém encara isto seriamente e quando atitudes dessa natureza são tomadas, causam estranheza nas pessoas. Estão errados em exigir seus direitos? Certamente, não! Mas, na verdade fato assim devem servir de alento para que todos lutemos por vagas nas faculdades públicas, trabalho e, conseqüentemente, respeito!

Porém, sem ter de passar pela humilhante condição de “cotas para negros” ou programas de televisão sensacionalistas que exploram a distinção racial e social para ganhar audiência. A cota tem de estar disponível para quem não tem condições de cursar uma faculdade paga. Mas, para que isto ocorra é necessário que haja uma reforma no ensino, com o objetivo de se melhorar e valorizar as escolas estaduais e municipais, para que seus alunos possam “brigar” por vagas em universidade gratuitas, independente de sua cor de pele.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cultura Negra no Brasil - Diálogos contra o racismo

Cultura Negra no Brasil - O samba

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Terceira de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.

Além da religião, outras manifestações culturais negras também foram alvo da repressão, como o samba.

O samba


O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga. Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres.

Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.

Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.

Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.

Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo


Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.

Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros. Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.

No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.


Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.

Principais tipos de samba

Samba-enredo
Samba de partido alto
Pagode
Samba-canção
Samba carnavalesco
Samba-exaltação
Samba de breque
Samba de gafieira
Sambalanço

Dia Nacional do Samba

Comemora-se em 02 de dezembro o Dia Nacional do Samba.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cultura Negra no Brasil - A capoeira

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Segunda de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.

Além da religião, outras manifestações culturais negras também foram alvo da repressão. Estão neste caso o samba, revira, entrudo, lundú negros e a capoeira.

A Capoeira


Roda de capoeira na Praça da Cultura, com o Centro Cultural Aruandê Capoeira

No rastro do samba, a capoeira e as religiões afrobrasileiras também ganharam terreno. Antes considerada atividade de marginais, a capoeira seria alçada a autêntico esporte nacional, para o que muito contribuiu a atuação do baiano Mestre Bimba, criador da chamada capoeira regional. Tal como os sambistas alojaram o samba em "escolas", Bimba abrigaria a capoeira em "academias", que aos poucos passaram a ser freqüentadas pelos filhos da classe média baiana, inclusive muitos estudantes universitários.

Raízes africanas

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

No Brasil

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Três estilos da capoeira

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia.

O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

Em Campo Novo do Parecis


Dança do Fogo, apresentada no Festival de Capoeira de Campo Novo do Parecis

Em nosso município a capoeira também têm sua história de lutas e aceitação. Hoje a mesma é praticada nas oficinas de Arte do Centro Cultural, Projeto Aplauso, Pojeto Cras Gira Sol Boa Esperança e já foi oferecida pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol no ano de 2010.

Hoje (14/11), logo mais às 19h30, o Centro Cultural Aruandê Capoeira, coordenado por Carlito "Sabiá", estará apresentando a Dança do Fogo, na inauguração da Praça Municipal Odenir Ortolan.

domingo, 13 de novembro de 2011

Cultura Negra no Brasil - Influência religiosa

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Primeira de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.


Dentre os negros que vieram escravizados para o Brasil, grande parte eram provenientes dos sudaneses e bantos. Os sudaneses eram os iorubas, os gêges, os minas e os fanti; os bantos eram os angolas, os benguelas, os congos e os moçambiques.

Os sudaneses foram levados para a Bahia, e os bantos para o Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Amazonas. Os africanos trazidos para o Brasil possuíam uma religião politeísta que logo impregnou-se de cristianismo.

Influência religiosa


Cerimônia de iniciação no Candomblé

No campo religioso, a contribuição negra é inestimável, principalmente porque os africanos, ao invés de se isolarem, aprenderam a conviver com outros setores da sociedade.

Favoreceu esta convivência, a mentalidade comum a ambos os grupos étnicos - brancos e negros -, de que a prática religiosa estava voltada para a satisfação de algum desejo material ou ideal. As promessas a santos, pagas com o sacrifício da missa, apresentavam semelhanças com os pedidos feitos aos deuses e espíritos africanos em troca de oferendas de diversos tipos.


"Omulu", um dos 16 principais orixás venerados no Brasil

A mistura de devoção gerou o sincretismo religioso, quando uma imagem de santos católicos representava os santos africanos. Africanos de origem islâmica como os fulas e os mandes também foram trazidos para o Brasil e apresentavam uma religiosidade em Alá e Mariama.

Mas, nos primeiros séculos de sua existência no Brasil, os africanos não tiveram liberdade para praticar os seus cultos religiosos. No período colonial, a religião negra era vista como arte do Diabo; no Brasil-Império, como desordem pública e atentado contra a civilização.


Mãe Beata, líder religiosa negra nos terreiros do Brasil

Assim, autoridades coloniais, imperiais e provinciais, senhores, padres e policiais se dividiram entre tolerar e reprimir a prática de seus cultos religiosos.

A tolerância com os batuques religiosos, entretanto, devia-se à conveniência política: era mantida mais como um antídoto à ameaça que a sua proibição representava, do que por aceitação das diferenças culturais.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Comissão aprova proposta que promove culturas tradicionais

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou na quarta-feira (5) o Projeto de Lei 759/11, do deputado Padre Ton (PT-RO), que visa a promover a cultura das comunidades indígenas, afro-brasileiras, de outras minorias, além das manifestações folclóricas tradicionais.

A proposta tem o objetivo também de apoiar, de maneira equilibrada, a distribuição de recursos entre as distintas manifestações culturais, priorizando as de origem local, reconhecidamente tradicionais e consideradas raízes do folclore nacional.

O projeto altera a Lei Rouanet de Incentivo à Cultura (8.313/91), que criou o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com os mecanismos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) do mecenato e do Fundo de Incentivo Cultural e Artístico (Ficart). A lei tem justamente a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a promover diversas manifestações culturais brasileiras.

O autor lembra que a proposição foi apresentada na legislatura passada pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), falecido neste ano, e que seu objetivo é priorizar a atenção para manifestações culturais tradicionais, especialmente para aquelas que se encontram sob ameaça de desaparecimento e são constantemente discriminadas.

Pluralidade da produção cultural

Em seu parecer, o relator, deputado Edson Santos (PT-RJ), acatou o projeto na íntegra. “É evidente que a cultura de comunidades tradicionais não tem tido condições efetivas para preservação e desenvolvimento. Ao falar diretamente das comunidades tradicionais indígenas e afro-brasileiras e do apoio à distribuição equilibrada de recursos entre as distintas manifestações culturais, a proposição supre uma lacuna na política cultural brasileira e ajuda a dar condições efetivas para garantir a diversidade e pluralidade dessa produção cultural”, afirmou Edson Santos.

Tramitação

Sujeita à análise conclusiva nas comissões, o projeto segue para as comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem - Mariana Monteiro
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Marcha Nacional contra a Intolerância Religiosa

Estamos colocando a disposição dos irmãos a "Carta de Brasília", para adesão das entidades e assinatura por parte da população, aonde esperamos buscar um caminho aonde o Estado cumpra e faça cumprir o que a Legislação Brasileira determina, "um país igual para todos e todas".

E para buscar uma ação concreta do estado, estamos lançamos em conjunto a Marcha Nacional Contra Discriminação para o dia 25/05/2011 - Dia Internacional das Vitimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico.

Manifesto Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa
Carta de Brasília


Nós, do Movimento Popular Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa, constituído por lideranças vinculadas às tradições de matrizes africanas, ativistas negros e colaboradores, vimos a público exigir que sejam garantidos os direitos invioláveis da população negra e das comunidades de terreiros ante aos ataques verbais manifestados por protagonistas que julgam estar acima da Constituição Federal e do Código Penal.

Desde a década de 1950 existem leis no Brasil para coibir a discriminação racial. A partir de então a legislação tem sido aprimorada para que atos de racismo sejam exemplarmente punidos, não importando quais sejam os agressores. O momento atual é propício para que o poder público iniba com o rigor necessário as práticas segregatórias contra o segmento afrobrasileiro. São recorrentes os gestos que desafiam o judiciário evidenciando um total menosprezo pelo aparato legal que procura salvaguardar a integridade física e moral da população negra.

Reiteramos também que há mais de meio século deixou de existir a obrigatoriedade de registro dos terreiros de candomblé e umbanda nas delegacias de polícia do país. Além do mais a "guerra santa" declarada por religiosos inescrupulosos que literalmente rasgam a Constituição, no que concerne aos direitos e garantias individuais, coloca em risco a construção da democracia no Brasil, apesar da afirmação constante de que lidamos muito bem com nossa diversidade cultural.

Ialorixá Berdadete Souza Ferreira, de Ilhéus - vítima da intolerância

Reivindicamos que as instâncias responsáveis por estabelecer medidas coercitivas cabíveis nesses casos não se omitam e tampouco sejam coniventes com as manifestações reacionárias que permitem confundir liberdade de expressão com violação dos direitos humanos. A imunidade parlamentar não pode ser pretexto para o silenciamento do debate e a inexistência de sanções àqueles que faltam com decoro parlamentar, ao praticarem abuso de poder.

Não abriremos mão de nosso propósito. Mais do que decisões imediatas que cortem pela raiz todas as formas de preconceito, exigimos do Estado Brasileiro e do Congresso Nacional a adoção de estratégias que façam valer a implementação de ações afirmativas, valorizativas e punitivas na defesa dos interesses do segmento negro.

Que a Lei Federal 10.639/03 seja imediatamente cumprida para que a longo prazo possamos ter cidadãs e cidadãos livres da contaminação do germe da ignorância que produz tantos estereótipos, os quais desqualificam os afrobrasileiros e as culturas afrobrasileiras, verdadeiros pilares na formação desta nação.

Brasília 03 de abril de 2011.

Racismo é crime !
Pelo fim da intolerância religiosa!
Punição para os racistas !
Pelo direito à liberdade de culto!

Rede Afrobrasileira Sociocultural, CETRAB, Pastoral Afro da CNBB, COJIRA-DF, NSB/PSB, MNU/DF, Comunidades de Terreiros no DF e Entorno, FENORIXÁ, ACBANTU, Movimento Negro de Pelotas, Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, Associação de Mulheres de Axé do Rio Grande do Norte, CARMAA, ASSOCIAÇÃO DO CULTO AFRO ITABUNENSE.

CONTATOS: "Rede Afrobrasileira Sociocultural"

Lula Dantas
Coordenador Ponto de Cultura/Associação do Culto Afro Itabunense

sábado, 16 de abril de 2011

A Cor da Cultura lança segundo pacote pedagógico



Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lançou no dia 11 de abril a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberam o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.

O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei nº 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.

A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.

Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3.000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.

METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.


2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

terça-feira, 22 de março de 2011

Movimento Negro discute Plano para a Promoção da Igualdade Racial

Nos dias 21, 23 e 24 de março, organizações do movimento negro brasileiro e estadunidense se encontrarão para discutir o Plano de Ação Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Étnica e Racial (JAPER).


Brasil, um país multiétnico - Imagem ilustrativa

O acordo diplomático, assinado pelos dois países em 2008, visa realizar ações governamentais nas áreas de educação, saúde, cultura, comunicação, justiça ambiental e segurança pública. Espera-se que o Plano JAPER, que ainda segue a passos lentos, seja impulsionado esse ano com a declaração da ONU de que 2011 é o Ano Mundial dos Afrodescendentes, e a visita do presidente Barack Obama, que aconteceu nos dias 19 e 20 em Brasília e no Rio de Janeiro.

Na pauta das reuniões, informes sobre a atuação da sociedade civil frente às ações governamentais do Plano e apresentação da versão inicial do portal JAPER, um espaço virtual colaborativo criado para monitoramento do Plano por organizações sociais e que visa também facilitar o diálogo entre projetos sobre a questão racial dos dois países.

O primeiro encontro deve ocorreu ontem, 21 de março, na cidade do Rio de Janeiro, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio, às 13h. No dia 23, em Salvador, as organizações se encontrarão na Casa do Benin, Pelourinho, às 17h. Já no dia 24/03, será a vez da cidade de São Paulo, quando as organizações se reunirão no Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, no Centro da cidade, às 17h. As reuniões são abertas ao público em geral.

JAPER - acordo diplomático entre Brasil e EUA assinado em 2008

Convidados para os encontros

Para essas reuniões, foram convidados os professores e ativistas Kimberle Crenshawn e Clarence Lusane, pontos focais para a sociedade civil do JAPER nos Estados Unidos, além de serem reconhecidos pesquisadores da questão racial nos Estados Unidos.

Kimberle é professora da Columbia University e um dos nomes mais importantes da “Teoria Crítica de Raça” nos EUA. É também fundadora do African American Policy Forum, um instituto dedicado a questão racial, justiça, gênero e direitos humanos sediado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Já Clarence Lusane é Phd em Ciências Políticas pela Howard University e há mais de trinta anos escreve sobre direitos humanos, raça e relações internacionais. Clarence é autor do recém publicado livro “The Black History of The White House”, sobre as relações raciais na política estadunidense.

Também foram convidados para os encontros os órgãos governamentais envolvidos com o Plano para falarem sobre seus planejamentos para o JAPER em 2011, como a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Embaixada dos EUA.

Para Altair Lira, coordenador geral da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (FENAFAL) e um dos pontos focais da sociedade civil brasileira, este encontro será um importante momento para articular o movimento negro em várias partes do país em torno do JAPER, “não somente para o conhecimento sobre o Plano Brasil-EUA, mas para ampliar a base de discussão do mesmo na sociedade. Este é o momento da análise e discussão das propostas e uma ótima oportunidade de articulação social entre grupos com interesses tão afins quanto a comunidade afro-brasileira e a afro-americana”.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Teatro Ogan divulga resultado de Processo Seletivo

O DIRETOR PRESIDENTE DO GRUPO DE TEATRO OGAN, no uso de suas atribuições, torna público o RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA ADMISSÃO DE OFICINEIROS DE ARTE E AGENTE CULTURAL para o Ponto de Cultura Ninho do Sol, objeto do Edital Nº 01/2011, de 25 de fevereiro de 2011:

Candidatos Aprovados

Oficineiro de Artes Cênicas - Fábio Lima da Silva
Oficineiro de Cultura Afro - Não houve inscritos
Agente Cultural - Karla Cristina dos Santos Ferreira Santana

1. Os candidatos aprovados no limite das vagas deverão comparecer à sede do Ponto de Cultura Ninho do Sol no dia 11 de março de 2011, em horário comercial, sito à Rua Severino Euflasino de Lima, 1.206 NE, Bairro Nossa Senhora Aparecida, munidos de cópia legível da documentação a seguir:
Apresentação de atestado laboral;
Apresentação de Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS;
Apresentação do cartão do PIS/PASEP.

2. A contratação e o exercício da função dependerão da comprovação dos seguintes requisitos básicos:
Estar quite com as obrigações militares, para os candidatos do sexo masculino;
Estar quite com as obrigações eleitorais;
Não ser servidor da Administração Pública Direta ou Indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios;
Ter idade mínima de 18 (dezoito) anos.

3. Caso seja detectada, comprovadamente, alguma irregularidade na documentação apresentada pelo candidato aprovado exigida no Item 1, o Grupo de Teatro Ogan reserva-se ao direito de não efetivar a contratação do mesmo.

Campo Novo do Parecis/MT, 09 de março de 2011.

ALEXANDRE MARCOS ROLIM DE MORAIS
Diretor Presidente do Teatro Ogan