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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Patrocinada pela Prefeitura, Mangueira desfila hoje à noite

Lislaine dos Santos
Da Redação do Midia News

Com o enredo “Cuiabá: Um Paraíso no Centro da América!”, a Estação Primeira de Mangueira inicia seu desfile, nesta segunda-feira (11), a partir das 21h (horário local), sob o comando do carnavalesco Cid Carvalho.

A escola, que é patrocinada pela Prefeitura da Capital mato-grossense, a um custo de R$ 3,6 milhões, será a segunda agremiação a passar pela Marquês de Sapucaí, no segundo dia de desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

A escola promete conduzir o público em uma grande viagem de trem, transporte esperado por 150 anos pela Capital para promover a integração de Cuiabá com o resto do país.

A história será contada em sete estações: Mangueira, Eldorado, Mitos e Lendas, Arte e Sabor, Festas de Santos, Portal do Paraíso e Mandem Lembranças ao Futuro.

Os números da escola impressionam: serão quatro mil componentes desfilando pela avenida, distribuídos em 49 alas e sete alegorias.

Além disso, sempre inovando, a tradicional bateria da escola, conhecida como Surdo Um, promete fazer um espetáculo à parte, com 500 componentes divididos em duas partes, mas dialogando entre si, durante o desfile.

Apesar de não conquistar um título desde 2002 – ficou em sétimo lugar, no desfile do ano passado –, a Mangueira promete fazer uma grande homenagem à cidade, na tentativa de conquistar a primeira posição no ranking geral deste ano.


Gracyanne Barbosa, rainha da Bateria Surdo Um da Estação Primeira de Mangueira

ESTAÇÕES

A escola será “puxada” por figuras tradicionais da agremiação na primeira estação do desfile, “Mangueira”: Cartola, Dona Zica, Xangô da Mangueira, Carlos Cachaça, entre outros.

A segunda parada do público será na “Estação Eldorado”, onde a escola irá contar um pouco sobre a fundação de Cuiabá, em 8 de abril de 1719 (294 anos atrás), passando pelo garimpo, a chegada dos negros, brancos, índios e bandeirantes, bem como a mistura das raças que deu origem à população cuiabana.

Na terceira estação, “Mitos e Lendas”, o público vai conhecer um pouco sobre o folclore e as lendas da capital de Mato Grosso.

Já na “Estação Arte e Sabor”, o artesanato cuiabano e a culinária local serão destaques.

A escola irá passar pela cerâmica e as pinturas regionais, bem como promete fazer os espectadores sentirem o gosto da farofa de banana, da carne seca, do arroz de pequi e do caju.

A quinta estação da escola, “Festas de Santos”, fala da religiosidade e da fé dos cuiabanos, com suas tradicionais procissões e danças.

A estação seguinte, “Portal do Paraíso”, dará destaque às belezas naturais que a Cidade Verde oferece, com destaque para a biodiversidade encontrada em Chapada dos Guimarães.

A escola irá fechar o desfile com a estação “Mandem Lembranças ao Futuro”, destacando a escolha de Cuiabá como uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cultura Negra no Brasil - O samba

A contribuição cultural de escravos-negros é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas.

Terceira de uma série de postagens sobre as influências da África Negra na formação da cultura brasileira.

Além da religião, outras manifestações culturais negras também foram alvo da repressão, como o samba.

O samba


O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga. Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres.

Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.

Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.

Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.

Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo


Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.

Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros. Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.

No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.


Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.

Principais tipos de samba

Samba-enredo
Samba de partido alto
Pagode
Samba-canção
Samba carnavalesco
Samba-exaltação
Samba de breque
Samba de gafieira
Sambalanço

Dia Nacional do Samba

Comemora-se em 02 de dezembro o Dia Nacional do Samba.