sábado, 19 de fevereiro de 2011

Seis camponovenses estão aptos ao Conselho Estadual de Cultura

Imagem Ilustrativa
Fotografia de Sílvia Schneiders

Campo Novo do Parecis teve seis cadastros deferidos para o processo eleitoral de 2011 do Conselho Estadual de Cultura (CEC), o que significa 100% de deferimento, pois apenas estes enviaram a documentação exigida pelo CEC no prazo determinado.

De acordo com a Resolução 003/2011 a lista definitiva traz a aprovação dos seguintes artistas: Nilse Zamignan Guollo (Artesanato), Sílvia Regina Schneiders (Fotografia e Organização de Eventos), Marcos Silva (Música), Carlito Ferreira do Nascimento (Capoeira), Vanderlei Guollo (Teatro e Artes Plásticas) e Alexandre Rolim de Morais (Teatro).

Apenas estes seis artistas camponovenses poderão participar do processo eleitoral de escolha dos novos conselheiros estaduais de cultura, que deve acontecer no próximo mês de abril em Cuiabá. Antes porém, uma reunião em Campo Novo deve escolher os três delegados que participarão da eleição.

A resolução vem assinada pelo secretário de Cultura e novo presidente do CEC, João Antônio Cuiabano Malheiros.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Reunião com blocos carnavalescos acontece sexta

IX Parê Folia ocorre na Praça de Eventos

O Centro Cultural convida todos os dirigentes de Blocos carnavalescos para uma reunião sobre o IX Parêfolia "na Terra dos Parecis", evento que promete ser o início de uma nova época dos carnavais camponovenses.

A reunião será na próxima sexta-feira, dia 18 de fevereiro, às 15h, nas dependências do Centro Cultural, na rua Severino Euflasino de Lima, 1206-NE, Bairro Nossa Senhora Aparecida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tela Digital abre inscrições para a Temporada de 2011

Já pensou em exibir seu vídeo na TV?


Inscrições abertas para vídeos de 03 a 12 minutos

No dia 1º de fevereiro começaram as inscrições para o Festival de Vídeo Tela Digital, uma parceria entre a TV Brasil e a Kinoforum com o objetivo de promover o audiovisual brasileiro. Os vídeos, de 03 a 12 minutos, podem ser feitos com câmeras profissionais, câmeras fotográficas digitais, celulares ou animações feitas em computador, e devem ser enviados para o site www.teladigital.org.br.

A partir de abril, a TV Brasil irá exibir uma série semanal de 26 episódios, apresentada por Naruna Costa e Samuel Assis, com os curtas de todas as regiões do Brasil selecionados por uma comissão. Os dois últimos programas serão dedicados ao anúncio dos finalistas e à premiação. Os prêmios totalizam R$60 mil.

Saiba mais, acesse: www.florestaemalta.blogspot.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Malheiros troca conselheiros de Cultura

Secretário João Malheiros se preocupa com análise de projetos para não cair em escândalo com verbas carimbadas


Deputado João Malheiros, atual Secretário de Cultura de Mato Grosso

O novo secretário de Estado de Cultura, deputado licenciado João Malheiros (PR), decidiu substituir alguns membros do Conselho Estadual de Cultura e todos, como de praxe, são indicados pelo Palácio Paiaguás.

Mesmo sem afinidade com o setor e com atuação mais política do que técnica, Malheiros está preocupado com o risco de "estourar" algum escândalo em sua gestão. É que o processo de análise, aprovação e liberação de recursos sempre suscitou polêmicas e denúncias de "cartas marcadas" para beneficiar determinados proponentes. Há reclamação sobre existência de um grupo dentro do Conselho que "maquia" projetos para contemplar artistas e priorizar algumas regiões em detrimento de outras.

Malheiros conta para este ano com um orçamento de R$ 21 milhões, 32% a mais se comparado aos R$ 15,9 milhões do exercício de 2010, período em que a pasta esteve sob Paulo Pitaluga e Oscemário Daltro, que agora responde como adjunto. Os recursos para projetos culturas vêm do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura via ProAC.

Com as mudanças, passam para assentos de titulares do Conselho o próprio Malheiros, os secretários Nico Baracat (Cidades) e Teté Bezerra (Desenvolvimento do Turismo), Edival Falcão Pereira, o humorista Justino Astrevo de Aguiar, a ex-secretária de Turismo Vanice Marques e Tânia Mara Arantes Figueira. Como suplentes entram Edilene Lima Gomes, Juliana Fiúza Ferrari, Maria José Couto Vale, Anibal Alencastro, Oscemário Daltro, Rômulo Steffano Wanderley Fraga e Vannessa Christyne Jacarandá.

Há projetos que conseguem "arrancar" dos cofres do Estado mais de R$ 200 mil, enquanto outros sofrem para conseguir R$ 8 mil. Os maiores problemas detectados na Cultura pelo TCE são inadimplência na prestação de contas ou justificativas em instrumentos de termos de concessão de auxílio e contratos de fomento à cultura e convênios.

Entre os artistas há uma guerra por verbas públicas. Em muitos casos, segundo denúncias, leva vantagem quem usufrui de maior influência política. A consistência, qualidade e importância das propostas acabam ficando em segundo plano.

Por Romilson Dourado e Fernando Ordakowski

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Livro do Ipea avalia os pontos de cultura

O livro é expressão do acúmulo de conhecimentos do Ipea no acompanhamento e na avaliação de políticas públicas, resultando em um olhar simultaneamente compreensivo e crítico do programa.

Livro traz dados do Ipea sobre pontos de cultura no Brasil

As discussões a respeito das políticas culturais se ampliaram e ganharam em profundidade no Brasil dos últimos anos. No livro "Cultura Viva - Avaliação do 'Programa Arte Cultura e Cidadania - Cultura Viva" é possível conhecer um exercício de efetivo exame de um dos programas centrais do Ministério da Cultura, conduzido pela Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/ MINC).

Apesar dos inúmeros pontos positivos do programa, o leitor poderá encontrar na reflexão ali presente uma cesta de desafios que pode muito bem ser estendida a outras políticas com desenhos similares.

A avaliação constatou que o Estado brasileiro ainda não tem instrumentos adequados para suportar, de maneira efetiva, políticas com o desenho e forma de execução do "Programa Arte Cultura e Cidadania- Cultura Viva" e que, portanto, é necessário capacitá-lo, dotando-o de instrumentos jurídicos e de gestão adequados para que o programa persiga objetivos da cidadania cultural.

Dessa maneira, a avaliação do "Programa Arte Cultura e Cidadania" manteve a referência aos objetivos do programa que tratam de objetivos situacionais, ou seja, que se referem a mudanças de valores, crenças, disposições e formas com as quais os atores sociais percebem sua atuação política, social e cultural, e também se referiu aos resultados do programa, ou seja, se referiu às capacidades do programa em manter uma linha clara de atuação na obtenção de certos efeitos na vida cultural do seu público-alvo.

Ponto de Cultura sãocarlense, o Independência ou Marte - Conexões Solidárias.

Por outro lado, em contraste com esse primeiro conjunto, a avaliação indagou sobre as qualidades da ação pública e de sua capacidade de coordenar e obter cooperação entre os atores envolvidos no programa.

Conforme o relatório final, "o Programa Arte Cultura e Cidadania - Cultura Viva contribui para o enfrentamento de problemas relativos às carências de instrumentos e estímulos para a produção e circulação da expressão da cultura local, e também pode contornar o problema do isolamento das comunidades em relação às novas tecnologias e aos instrumentos de produção e educação artístico-culturais disponíveis em outros meios". Assim ficaram sintetizados o problema e objetivos do programa:

Problema: desvalorização da produção cultural dos grupos e comunidades e sua exclusão dos meios de produção, fruição e difusão cultural.

Objetivos: fortalecer o protagonismo cultural da sociedade brasileira, valorizando as iniciativas culturais de grupos e comunidades excluídas e ampliando o acesso aos bens culturais.

A partir dessas definições foi possível construir alguns indicadores para o acompanhamento do programa. Em geral os indicadores são substitutos de conceitos mais abstratos e pouco mensuráveis. Alguns indicadores são tangíveis (idade, sexo, escolaridade, remuneração, etc.) e outros intangíveis (protagonismo, auto-estima, cidadania, etc.), mas sempre devem procurar refletir com clareza os objetivos do programa ou da avaliação, condensando a complexidade das situações a medidas simplificadas.

O Ponto de Cultura Pau e Lata atua em nove núcleos diferentes em Natal

A partir daí, seguiram-se viagens para levantamento de dados em mais de 500 Pontos de Cultura distribuídos em aproximadamente 250 municípios brasileiros. Dentre os indicadores construídos para o acompanhamento da realização dos objetivos estão:

Indicador de esforço: Traduz em medida quantitativa o esforço operacional para a alocação de recursos humanos, físicos e financeiros
Indicador de infra-estrutura: Espécie no gênero dos indicadores de esforço enfatiza a disponibilidade e adequabilidade de instalações para a realização de certas atividades
Indicador de acessibilidade: Afere a capacidade potencial de oferecer condições de acesso a bens, serviços e espaços culturais
Indicador de sustentabilidade: Afere os graus de estruturação das instituições, grupos e movimentos sociais para gerenciamento de atividades, recursos humanos ou financeiros
Indicador de participação: Afere o grau de envolvimento das pessoas em relação aos processos decisórios de política e programas;
Indicador de inclusão econômica: Afere a capacidade potencial de oferecer a pessoas o acesso a recursos econômicos

Esse conjunto de indicadores selecionados para o programa oferece um quadro quantitativo que descreve de forma aproximada as ações do programa em termos de recursos e resultados.

Ninho do Sol: ponto de cultura da Terra dos Parecis

Avaliação dos pontos de cultura

Esse conjunto de indicadores diz respeito não às atividades da SCC, mas dos resultados indiretos referidos à sua atuação. Dessa maneira, pode-se dizer que o programa possibilitou acesso a recursos para que 526 pontos (conveniados até dezembro de 2007) desenvolvessem atividades durante três anos, sendo que 16% estavam com atividades suspensas, não haviam iniciado atividades ou estavam desativados.

O programa foi responsável direto pela ampliação das atividades culturais realizadas pelos pontos. Embora 63% dos espaços físicos já existissem antes disto, entre bibliotecas, discotecas, brinquedotecas, salas de aulas etc., 37% derivaram do processo de conveniamento e, portanto, de indução por parte do poder público.

Os indicadores de esforço mostraram que o programa ampliou muito o número de pessoas envolvidas com os processos relacionados a políticas públicas culturais, pois o número de pessoas que trabalhava nos pontos de cultura ultrapassava a cifra de quatro mil pessoas ou a média de 11 pessoas por ponto, sendo que 1.507 eram voluntários e 2.574 eram remunerados. Esse número supera em muito, mesmo que se deva considerar a natureza diferencial dos objetivos e limites das instituições, o esforço feito por várias das instituições federais de cultura no que se refere á mobilização de recursos humanos. E ainda se deve considerar o baixo valor relativo da iniciativa que desembolsa para cada ponto de cultura em torno de R$ 180 mil reais em três anos.

Ponto de Cultura Pixaim, de Cuiabá: cultura negra é o foco principal

Quanto ao número de freqüentadores deve-se dizer que, embora não seja exata e tradicionalmente um indicador de esforço, dadas as características do programa, que procura envolver as comunidades nas atividades culturais, agrupou-se esse indicador de freqüência como espécie do gênero indicador de esforço. Também aqui se vê os impactos do programa no dia-a-dia da vida cultural: os freqüentadores habituais dos pontos ultrapassam o número de 124 mil pessoas. Os esporádicos ultrapassam a casa de 1 milhão de pessoas.

O indicador de infra-estrutura indica a necessidade de reformas para 32% dos pontos de cultura, ou seja, aponta a inadequação de muitos dos pontos ou de seus espaços.

O mesmo vale para os indicadores de acessibilidade que revelaram problemas na acessibilidade aos pontos por razões da situação do entorno (percepção da violência) ou por razões de infra-estrutura urbana (transportes caros ou insuficientes). Também é revelador que os pontos de cultura não tenham desenvolvido sensibilidade à acessibilidade do portador de necessidades especiais, fato indicado pelos problemas de acesso em 35% dos pontos. Aqui deve ser enfatizado que esse problema foi sub-registrado, pois a resposta partiu da percepção subjetiva dos entrevistados, que nem sempre consideraram com a propriedade necessária a questão da acessibilidade.

Ação Cultural: um pontão de cultura de Mato Grosso

Os indicadores de sustentabilidade, por sua vez, revelaram que a fonte principal dos pontos de cultura é o próprio programa (74%), mas que os pontos mantêm relações com outras fontes de financiamento (83%) e mantêm relações estáveis com outras instituições (97%). Considerando que a cultura é um direito fundamental e que a proteção, incentivo e o desenvolvimento são deveres do Estado, parece que não há dificuldade em admitir que a sustentabilidade deva ser vista nesse contexto, isto é, da manutenção de políticas públicas como garantia de direitos, embora a mecânica de repasses e os critérios de escolha e alocação possam ser aperfeiçoados. No entanto, a sustentabilidade pode ser comprometida em razão dos atrasos dos repasses e da descontinuidade do fluxo de recursos. Essas questões foram exaustivamente levantadas e discutidas ao longo da pesquisa avaliativa.

As insuficiências dos processos participativos explicitam-se no fato de que a gestão compartilhada, mesmo sendo princípio e parte da democracia cultural, ainda enfrenta dificuldades em ser completamente realizada. Este argumento é reforçado pelos dados de participação das comunidades nos processos de planejamento quando se vislumbra que apenas 17% dos pontos incluem pessoas da comunidade no planejamento. De qualquer maneira deve-se enfatizar que 95% dos pontos têm mecanismo de planejamento do quais tomam parte a própria equipe.
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CULTURA VIVA: Avaliação do Programa Arte Educação e Cidadania
Ipea: 148 p.
Frederico A. Barbosa da Silva, Herton Ellery Araújo - Organizadores
Diretoria: DISOC

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Flauta Mágica recebe Prêmio Anu 2011

Projetos sociais são homenageados no Theatro Municipal no Rio, e Mato Grosso foi representado pelo Projeto Flauta Mágica.

Maestro Gilberto Mendes, do Projeto Flauta Mágica, recebendo o prêmio Anu 2011

O pássaro anu preto, no passado, por sua cor, era associado ao mau agouro, ao cativo, ao excluído numa sociedade em que prevalecia o domínio senhorial, mas na noite do dia 07 de fevereiro, tornou-se objeto de desejo, o prêmio mais especial da noite.

O esplendoroso “Theatro Municipal” do Rio de Janeiro abriu suas portas para o “povo” da favela que lotou seus belíssimos camarotes e galerias para assistir a entrega do PRÊMIO ANU 2011 aos projetos sociais vencedores de cada estado, na primeira etapa do prêmio.

A CUFA – Central Única das Favelas conseguiu esse feito inédito e ainda por cima, levou para o teatro, vários artistas globais, cantores e cantoras famosos e o cineasta Cacá Diegues para a entrega dos troféus aos representantes de cada projeto vencedor. Os depoimentos foram unânimes quanto à grandeza do feito inédito.

O povo da favela que compareceu ao teatro para assistir um belíssimo show com Alcione, Fernanda Abreu, Sandra de Sá, Dudu Nobre e outros, se emocionou com as homenagens prestadas aos projetos sociais. O acontecimento deu provas mais do que concretas de que algo muito profundo está acontecendo no Brasil.

Em seu depoimento, o ator Lázaro Ramos emocionou a todos com uma bela referência ao fato do povo simples estar naquele momento como foco principal no “Theatro Municipal” do Rio. Lázaro disse ainda que durante sua infância ouviu muitas vezes as pessoas lhe dizerem para “procurar seu lugar”. Já adulto lhe ocorreu uma reflexão sobre onde é o nosso lugar e concluiu brilhantemente que nosso lugar não é “onde as pessoas querem que fiquemos” pois “nosso lugar é onde queremos estar”.

O maestro Gilberto Mendes do projeto matogrossense Flauta Mágica estava lá entre os vinte e sete representantes dos 26 Estados brasileiros e também do Distrito Federal. Ele subiu ao palco para receber o Anu Dourado das mãos do ator global Edson Celulari em reconhecimento ao trabalho desenvolvido a mais de 10 anos com crianças e adolescentes oriundas de exclusão social.

O Projeto

O Projeto Flauta Mágica tem por finalidade promover ações de arte, educação e cultura como instrumentos eficazes contra a pobreza e a exclusão social, bem como estabelecer parcerias com instituições e empresas privadas que desenvolvam programas de qualificação profissional para jovens aprendizes.

Todas as crianças e adolescentes assistidas pelo Projeto Flauta Mágica são oriundas de famílias de baixa renda, onde o rendimento mensal familiar em média não ultrapassa a dois salários mínimos.

Para maiores informações acessem: http://flautamagica.org.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Didgeridoo: a flauta mais antiga do mundo

Didgeridoo: flauta ancestral dos aborígenes da Austrália

Origem

Uma das lendas sobre a origem do Didgeridoo conta que, em um tempo em que não havia estrelas no céu, para evidenciar nossa pequenez frente a este Universo, e em que não havia música, para aflorar nossa sensibilidade, um grupo de aborígines, no norte da Austrália, se reuniu à volta de uma fogueira simplesmente para apreciá-la.

O mais atento deles percebeu que, de um pedaço de madeira em chamas, estavam saindo pequenos insetos. Sentindo compaixão por eles, rapidamente tirou aquele pedaço de madeira da fogueira e, vendo que era oco, assoprou-o para o alto, para retirar os insetos da quente madeira. Ao assoprar, o som do Didgeridoo ecoou pela noite e, ao irem para o alto os pequenos insetos, as estrelas se formaram.

Originalmente era considerado sagrado, e ainda o é, pelos aborígines do norte da Austrália, sendo tocado em seus rituais místico-religiosos. Segundo alguns historiadores, é o instrumento musical mais antigo do mundo. Considerando pinturas rupestres encontradas naquele país, estima-se que exista há aproximadamente 40.000 anos.

Aborígene tocando flauta: instrumento pode ser o mais antigo do mundo

A palavra "Didgeridoo"

A maioria dos estudiosos do assunto considera que a palavra "Didgeridoo" é onomatopeica (palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada), inventada por ocidentais. Mas alguns consideram possível ser ela uma derivação de duas palavras irlandesas: dúdaire ou dúidire, que tem vários significados, como "corneteiro", "fumante inveterado", "soprador", "pescoçudo", "abelhudo", "aquele que cantarola", "cantor de canções populares com voz macia e aveludada", e a palavra dubh, que significa "negro", ou duth, que significa "nativo".

Na Austrália, há pelo menos 45 sinônimos para o nome Didgeridoo, dependendo da tribo ou da região. Estão entre esses sinônimos: bambu, bombo, kambu e pampuu, todos diretamente se referindo a bambu, o que indica, entre outros estudos, que os primeiros Didgeridoos eram feitos de bambu.

Há outros sinônimos que, na linguagem dos aborígines, também têm alguma relação com bambu: garnbak, illpirra, martba, jiragi, yiraki e yidaki, sendo esses dois últimos os nomes mais usados para Didgeridoo pelos aborígines australianos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A fábula "O rouxinol e a flauta de Pã"

Dizem que o Rouxinol era um pássaro comum como todos os outros, cinzento e sem graça. Piava, voava, fazia seu ninho, comia frutos e sementes.

As Fábulas de Esopo, literatura muito explorada na atualidade

Segundo velha lenda nórdica ele ganhou as penas róseas e a voz maravilhosa por ter uma grande paixão e resolveu morrer pela sua amada. Segundo Esopo ele foi tomar aulas de canto e criação artística com o gênio da Flauta divina das florestas, o famoso sátiro Pã.

Rouxinol, o pássaro flautista das fábulas de Esopo

O semideus emitia uma melodia e o Rouxinol a repetia. Depois a flauta produzia outros acordes e melodias e o Rouxinol modelava tudo em sua garganta, qualquer que fosse a dificuldade das combinações, com igual ou maior perfeição do que a flauta mágica. Os pássaros, os bichos, as borboletas, os elementais e todos os seres da mata se reuniam para ouvir os dois artistas experimentando as maravilhas dos sons.

Cansado e esgotado em sua inventividade, Pã assentou na relva e o Rouxinol ampliou um pouco a última melodia, depois ampliou mais, improvisou sons ainda não produzidos, soltou nos trinados de harmonia surpresas para si próprio. Tentou mais uma criação além de todas as lições... Dizem que Pã saiu de mansinho, com todos os ouvintes embevecidos e se afundou pelas selvas e até hoje não voltou a se mostrar.

REVISÃO. Alguns recontadores se aventuram a pensar que Pã fugiu triste. Outros concluem que ele ficou muito feliz por ter tido um aluno tão brilhante. Outros emitem a moral de que “o discípulo deve subir além do Mestre”.

Esopo, famoso fabulista na antiga Grécia

O que é uma Fábula?

Fábula é uma narrativa figurada, na qual as são animais que ganham caracteristicas humanas. Sempre contém um moral por sustentação, constatada no final da história. É um gênero muito versátil, pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. É muito interessante para crianças, pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam.

A fábula surgiu no Oriente, mas já era cultivada entre assírios e babilônios. No entanto foi o escravo grego Esopo, que viveu no século VI a.C. quem consagrou o gênero. La Fontaine foi outro grande fabulista, imprimindo à fábula grande refinamento.

http://pt.shvoong.com/books/mythology-ancient-literature

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A flauta de Pã pelo mundo

Nessa postagem mostramos alguns dos tipos de flauta de Pã ou flauta pastoril encontradas em diversas culturas no mundo.

Flauta de Pã estilo romeno, instrumento folclórico muito utilizado

Flauta de Pã ou Flauta de Amolador é um instrumento com grandes tradições em Portugal. O amolador fazia-se anunciar ao som da sua flauta, correndo a escala musical, do grave para o agudo e vice-versa, com uns floreados pelo meio. Era a publicidade da época. Porque além de amolar facas, "tisoiras" e consertar panelas, ele também arranjava guarda-chuvas. O povo da aldeia, quando ouvia ao longe o som da sua flauta de Pã, dizia: vai chover!

Na Birmânia é um dos instrumentos populares mais importantes, onde é conhecido por "naúre". Na Romênia, a flauta Pã é disposta em curvatura (função ergométrica) e sua base (sapata) é feita em madeira de lei. Na Oceania a flauta é conhecida por didgeridoo.

Nos países andinos a flauta de pã é conhecida como "siku" pela comunidade Aymará, de "antara" pelos Quechuas e "zampoña" pelos espanhóis. Existem vários tipos, tamanhos, notas, tipos de canas, dependendo da localidade onde é construída a flauta de Pã: no Peru existem flautas com até 2 metros de altura.

Flauta de Pã andina: conhecida por "siku", "antara" ou "zampoña"

Os "sikus" mais originais ou "puros" são tocados em escala pentatônica. Existem uma característica comum de tocar o "siku" em par, isto é, tocando uma parte e alternando a escala com a outra parte sempre juntas. Essa partes são denominadas masculino e feminino, uma parte se chama "ira" que guia e a outra se chama "arka" que acompanha.

O termo "sikuri" é usado nas comunidades bolivianas para o tocador de "siku", e o termo "sikuriadas" ou "sikuriados", são temas melódicos tocados somente com os "sikus". Nos povoados andinos é comum encontrar essas "tropas" musicais que variam de cinco ou dez "sikuris" ou até mais.

No Equador, nas comunidades índigenas existe um parente próximo ao "siku" ou "zampoña", é o "rondador", flauta construída com canas bem finas enfileiradas, de 20 a 40 canas. Também tocado em escala pentatônica, muito utilizado em danças como "sanjuanito", "albazo", "longuita", "pasacalle", e outras.

Pã e Syrinx: surge a flauta de pã

Na sétima postagem sobre a flauta doce, narramos o mito de criação da flauta de Pã na antiga Grécia, um dos instrumentos de sopro utilizado pelo povo Paresí-Haliti ainda nos dias de hoje.

Pã, senhor dos bosques, segundo a mitologia greco-romana

Segundo a mitologia greco-romana, Pã é uma antiquíssima divindade pelágica especial à Arcádia, o guarda dos rebanhos que ele tem por missão fazer multiplicar. Deus dos bosques e dos pastos, protetor dos pastores, veio ao mundo com chifres e pernas de bode. Pã é filho de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.

Cartas de tarô - Pã é representado como a figura do Diabo

A imagem mais conhecida de Pã é disseminada pelo cristianismo que, na Idade Média, o associou ao Diabo, muito popular ainda nos dias de hoje: o "pé-de-bode", o "chifrudo", o "capeta", "o cabeça-de-bode", o "tinhoso".

Mito de criação da flauta de Pã

Um dia percorria Pã o monte Liceu, segundo o seu hábito, e encontrou a ninfa Syrinx que jamais quisera receber as homenagens das divindades e que só tinha uma paixão: a caça. Aproximou-se dela, e como nos costumes campestres se vai imediatamente ao objetivo, sem nenhum artifício, sem nenhum desvio, disse-lhe: "Cedei, formosa ninfa, aos desejos de um deus que pretende tornar-se vosso esposo." (Ovídio).

Pã e Syrinx: mito que deu origem a flauta de Pã

Queria falar mais; mas Syrinx, pouco sensível àquelas palavras, deitou a correr, e já chegara perto do rio Ladon, seu pai, quando, vendo-a detida, rogou às ninfas, suas irmãs, que a acudissem. Pã, que lhe saíra no encalço, quis abraçá-la, mas em vez de uma ninfa, só abraçou caniços. Suspirou e os caniços agitados emitiram um som doce e queixoso.

O deus, comovido com o que acabava de ouvir, pegou alguns caniços de tamanho desigual e, unindo-os com cera, formou a espécie de instrumentos que se chama syrinx e que constitui a flauta de sete tubos, transformada em atributo de Pã.

A imagem de Pã utilizada pelo cinema: O Labirinto do Fauno

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Morre o "Velho do Saco" de Campo Novo

Personagem conhecido de Campo Novo do Parecis, o "seo Luiz", mais conhecido como o "velho do saco", faleceu na tarde desta terça-feira, 01 de fevereiro de 2011, no Centro Hospitalar Euclides Horst.

Imagem ilustrativa do "velho do saco", personagem das lendas urbanas

Morador antigo da cidade, vivendo de favores numa casa cedida pelo Centro Espírita Aprendizes do Evangelho, "seo Luiz" foi aposentado recentemente com ajuda da Defensoria Pública.

No registro de nascimento consta que Luiz Carbone nasceu em 06 de setembro de 1938, tinha portanto 72 anos, mas ninguém sabe ao certo sua idade. Moradores foram chamados como testemunhas e, juntamente com a Justiça, fizeram seus documentos e "calcularam" sua idade para fins de aposentadoria.

Algumas de suas histórias são conhecidas por Alverino Guollo, que sempre acompanhou e apoiou o "seo Luiz". Segundo o mesmo, o "velho do saco" já trabalhou em garimpo, chegando a ganhar muito dinheiro com dragas. Chegou mesmo a ter seis delas. O dinheiro ganho? Gasto todo com festas e mulheres, segundo "seo Luiz" narrou.

Atrevo-me a dizer que cada cidade tem seu "velho do saco" - Van César

Por que "velho do saco"?

Cada cidade tem seus loucos e seus bêbados, que juntamente com o "velho do saco", são figuras conhecidas de praticamente todos os moradores, principalmente das crianças.

Derivada dos mendigos que permeiam todas as cidades, narra essa lenda que um velho malvestido, e com um enorme saco de pano nas costas, anda pela cidade levando embora as crianças que fazem "arte".

Em algumas versões, o velho é retratado realmente como um mendigo, outras ainda o apresentam como um cigano, dependendo da região do país onde ela é contada. Há ainda versões mais detalhadas (entendam como cruéis) em que o velho (mendigo ou cigano) leva a criança para sua casa e lá faz sabonetes e botões com elas.

"Seo Luiz", antes da aposentadoria, vivia catando latinhas com um saco de ráfia, todo sujo, de chinelo de dedo nos pés e seu cigarro de palha na boca. Figura simpática, de andar característico, usada por mães para amendrontar crianças desobedientes: "não faça isso senão o 'velho do saco' te pega". Pudessem os perigos do mundo serem apenas do tamanho da simplicidade e simpatia de "seo Luiz".

"Seo Luiz", os poucos amigos e conhecidos sentem sua partida. E nós prestamos nossa homenagem a essa que é uma das "figuras folclóricas" de Campo Novo do Parecis.

Por Van César
Da série: Figuras folclóricas de Campo Novo do Parecis.