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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Árvore de Natal: história e simbolismo


A tradição de iluminar o Natal ao celebrá-lo ao redor de árvores surgiu entre povos pagãos escandinavos e germânicos, mas é um costume adotado pelos cristãos há vários séculos. Foram primeiros os germânicos e depois os escandinavos que criaram a tradição de celebrar as festas de final de ano colocando uma árvore de folhas duradouras como símbolo da fertilidade e vida eterna e para afastar os demônios durante todo o ano.

Mas nos tempos antigos as árvores também foram associadas a deuses pagãos. Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.

Os povos pagãos enfeitavam as árvores de forma muito semelhante as atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos e a primeira árvore de Natal teria sido decorada em Riga, na Letónia, em 1510.


Mas a árvore de Natal tal como a conhecemos hoje, provém de uma tradição medieval da Alemanha cristã, que representava a árvore do paraíso, na qual Adão e Eva comeram desobedecendo a ordem divina. A tradição apresentava a árvore com frutos pendurados, representando o fruto proibido e evoluiu para enfeites.

Com os luteranos alemães a árvore adotou a forma da pirâmide, representando a Santíssima Trindade. E no século 19 a árvore de Natal passou a ser considerada uma tradição. Quando isso aconteceu, o antigo costume já havia chegado aos Estados Unidos, levado por colonos alemães, em época de grandes migrações estimuladas pela vigorosa expansão do capitalismo americano.

A tradição chegou a China no início do século 20, quando missionários cristãos europeus chegaram ao país.

(Com informações Folha.com e Wikipédia)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pã e Syrinx: surge a flauta de pã

Na sétima postagem sobre a flauta doce, narramos o mito de criação da flauta de Pã na antiga Grécia, um dos instrumentos de sopro utilizado pelo povo Paresí-Haliti ainda nos dias de hoje.

Pã, senhor dos bosques, segundo a mitologia greco-romana

Segundo a mitologia greco-romana, Pã é uma antiquíssima divindade pelágica especial à Arcádia, o guarda dos rebanhos que ele tem por missão fazer multiplicar. Deus dos bosques e dos pastos, protetor dos pastores, veio ao mundo com chifres e pernas de bode. Pã é filho de Mercúrio, o mensageiro dos deuses.

Cartas de tarô - Pã é representado como a figura do Diabo

A imagem mais conhecida de Pã é disseminada pelo cristianismo que, na Idade Média, o associou ao Diabo, muito popular ainda nos dias de hoje: o "pé-de-bode", o "chifrudo", o "capeta", "o cabeça-de-bode", o "tinhoso".

Mito de criação da flauta de Pã

Um dia percorria Pã o monte Liceu, segundo o seu hábito, e encontrou a ninfa Syrinx que jamais quisera receber as homenagens das divindades e que só tinha uma paixão: a caça. Aproximou-se dela, e como nos costumes campestres se vai imediatamente ao objetivo, sem nenhum artifício, sem nenhum desvio, disse-lhe: "Cedei, formosa ninfa, aos desejos de um deus que pretende tornar-se vosso esposo." (Ovídio).

Pã e Syrinx: mito que deu origem a flauta de Pã

Queria falar mais; mas Syrinx, pouco sensível àquelas palavras, deitou a correr, e já chegara perto do rio Ladon, seu pai, quando, vendo-a detida, rogou às ninfas, suas irmãs, que a acudissem. Pã, que lhe saíra no encalço, quis abraçá-la, mas em vez de uma ninfa, só abraçou caniços. Suspirou e os caniços agitados emitiram um som doce e queixoso.

O deus, comovido com o que acabava de ouvir, pegou alguns caniços de tamanho desigual e, unindo-os com cera, formou a espécie de instrumentos que se chama syrinx e que constitui a flauta de sete tubos, transformada em atributo de Pã.

A imagem de Pã utilizada pelo cinema: O Labirinto do Fauno