segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Espetáculo "Amure" levará aos palcos cultura indígena

Ponte de Pedra - Um dos locais míticos mais importantes do povo Paresí-Haliti
e um dos assuntos que serão abordados no espetáculo Amure

Espetáculo tem como proposta principal questionar o contato entre culturas, e a perda de uma pela outra.

O Espetáculo "AMURE” narra a história de Toni, um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.

No processo de pesquisa (laboratório cênico) serão feitas entrevistas com pessoas de notório saber da etnia Paresí-Haliti acerca dos mitos, lendas e histórias de sua cultura. Também clippagem de matérias relacionadas à essa etnia em vários veículos de informação, a fim de constituir acervo para pesquisa a ser doado à Biblioteca Ninho do Sol.

O espetáculo “AMURE” dará um panorama geral da situação atual dos indígenas da etnia Paresí-Haliti, que vivem na Terra Indígena Utiariti, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Sapezal. Também na Terra Indígena Ponte de Pedra, entre os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Maringá.

Essa etnia milenar é conhecida desde os anos de 1700, considerada por muitos pesquisadores como um povo pacífico, que tem sofrido desde o seu contato com o não-índio um processo crescente de aculturação, de perda de seus valores míticos, sociais, culturais.

“Dizem os mais antigos que os pajés Haliti são capazes de voar...”

O espetáculo “AMURE”, de autoria de Van César e Alexandre Rolim, está sendo montado baseado em documentos e pesquisas das mais diversas fontes. Um grande elenco e equipe técnica participarão do espetáculo “AMURE”.

O espetáculo trará inúmeras palavras na língua mãe dos Paresí-Haliti como forma de valorização de todos os aspectos culturais. Será apresentado em Campo Novo do Parecis e nos municípios de Tangará da Serra, Sapezal e Cuiabá.

Os figurinos e adereços confeccionados por indígenas dessa etnia serão anexados ao Projeto Memória do Ponto de Cultura Ninho do Sol, após as apresentações do espetáculo, assim como os registros resultantes das entrevistas, constituindo-se acervo do projeto.

Se não for pra me fazer voar...

O roteiro de “AMURE” está estruturado em 09 cenas, e a primeira delas narra o Chamado do Pajé, onde um jovem indígena descreve sua primeira visão do mundo espiritual e a missão que começa a se delinear.

Palco escuro, apenas um feixe de luz ilumina um jovem indígena vestido normalmente, com jeans e camiseta. Ele está ajoelhado, com o olhar parado, olhando o vazio.

Toni – Acordo em luz!
Acordo em cor!
Estou suspenso no nada, flutuando no vazio...

Eu poderia ter seguido minha vida normal de um jovem indígena desta terra, um jovem haliti que deixou sua wenakalaty, sua aldeia muito cedo para estudar em escola de imóti, de não-índio, de quem absorvi a língua, os costumes, o modo de vestir, de ser, de sentir.
Sentir...
Já não sinto o meu povo Haliti como meu.
Já não tenho o amor pelos rios, pela mata, pelo cerrado, pelos campos onde a seriema canta triste o seu cantar.
Já não sentia...
Agora sinto!
Sinto profundamente meus pés tocarem o chão... Sinto com cada fibra, com cada nervo, com cada fagulha de meu ser. Sinto cada folha seca que se despedaça a cada passo que dou rumo àquela árvore que se agiganta no meio da floresta.
Paro... Olho...
A árvore se parte em quatro, apontando direções – norte e sul, nascer e por do sol. Direções que devo seguir?
Sinto meus pés deixarem o chão...

Toni (grita) – Se não for pra me fazer voar, não tire meus pés do chão!

Estou envolto em luz... estou envolto em cor!
Estou suspenso no nada, flutuando no vazio...

No meio da árvore partida vejo um ninho. Nele um ovo – um grande ovo e junto, um pequeno pássaro cor de terra, cor de casca, cor de folha seca que olha para o ovo que se parte. De dentro dele sai um bebe que olha pra mim... Ele tem a idade de uma criança no olhar... Ele tem a idade do mundo na alma... Olho profundamente – ele é eu!

Ela chega suavemente e toca o rosto dele.

Miriã – Você foi chamado!

domingo, 12 de setembro de 2010

Fetesg: Ogan e Revelação recebem prêmios em Cuiabá

Atores Van Cesar e Ciele Almeida em "Mundus Immundus"

A qualidade dos espetáculos apresentados já faz do Festival Estadual de Teatro São Gonçalo (Fetesg), um dos mais importantes e competitivos de Mato Grosso. Em sua 13ª Edição, o Fetesg levou ao palco do Anfiteatro Don Malan, em Cuiabá, 12 espetáculos, sendo 03 de Campo Novo do Parecis, 02 de Primavera do Leste, 05 de Cuiabá, 01 de Curvelândia e 01 de Campo Verde.

Para ver fotos da premiação clique aqui!

Os espetáculos camponovenses receberam 06 troféus, sendo 03 para o Teatro Ogan e 03 para o Grupo Revelação. “Estou muito orgulhosa pelo Grupo Revelação, que fez valer a pena, e quero deixar o meu agradecimento especial às Cias de Dança Almas e Lua Negra que completaram o espetáculo 'Os Saltimbancos'”, disse Fran Almeida, diretora do Revelação.

Para Vanderlei Guollo, diretor artístico do Ogan e Diretor de Cultura do município, esta participação no Fetesg comprova que o teatro local sempre tem representado muito bem Campo Novo do Parecis nos eventos em âmbito estadual.

“Que estas premiações sirvam de estímulo à crianças e adolescentes para participarem do teatro, da dança, da música, entre outras manifestações culturais, pois sabemos que estas atividades visam especialmente a formar personalidades e a construir cidadania”, disse.

Troféus Ogan:
"Mundus Immundus" - 3º Melhor Espetáculo Adulto e Melhor Cenário;
"Feiurinha para Crianças" – 3º Melhor Espetáculo Infantil.

Troféus Revelação:
“Os Saltimbancos”
Melhor Atriz Coadjuvante: Gabriele de Souza
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem

Indicações “Os Saltimbancos”:
Melhor Atriz Revelação: Larissa Pompermayer
Melhor Ator Coadjuvante: Cleiton Almeida

Indicações “Feiurinha para Crianças”:
Melhor Ator: Van Cesar
Melhor Atriz: Ciele Almeida
Melhor Cenário
Melhor Figurino
Melhor Iluminação: Isac Fortunato
Melhor Canção Original

Indicações “Mundus Immundus”:
Melhor Ator: Van Cesar
Melhor Atriz: Fran Almeida
Melhor Ator Revelação: Dill Gomes
Melhor Atriz Coadjuvante: Ciele Almeida
Melhor Ator Coadjuvante: Xandi Rolim
Melhor Figurino
Melhor Iluminação: Fábio Lima
Melhor Maquiagem
Melhor Direção: Van Cesar

Não temos a relação com todas as premiações, mas segue abaixo a relação dos primeiros colocados em cada categoria:

Infantil:
Melhor Espetáculo: “O Menino e o Céu” – Cia. Faces de Primavera do Leste;
2º Melhor Espetáculo: “A Canção da Revoada” – Grupo Raio de Luz de Campo Verde;
3º Melhor Espetáculo: “Feiurinha para Crianças” – Teatro Ogan de Campo Novo.

Adulto:
Melhor Espetáculo: “Flores de Plástico não Morrem” – Grupo Tibanaré de Cuiabá;
2º Melhor Espetáculo: “Arlequim – Servidor de Dois Patrões” – Cia. Faces de Primavera do Leste;
3º Melhor Espetáculo: “Mundus Immundus” – Teatro Ogan de Campo Novo.

"Amure" é selecionado no Amazônia Legal

"Amure" terá cenas que falam do dia-a-dia das comunidades indígenas.
Na foto, Dona Inês (esposa do cacique Narcizo) com seus netos

Foi publicada na quinta-feira, 09 de setembro, a relação de classificados do Programa Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal.

Foram selecionados 928 projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais da região amazônica, que receberão, no total, um investimento de R$ 13,7 milhões. O programa é uma parceria entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do Ministério da Cultura.

O Microprojetos na Amazônia Legal recebeu 2.706 propostas e superou as expectativas, devido ao grande número de projetos selecionados.

Crianças tomando banho. Cenas do dia-a-dia dos Paresí-Haliti serão tratados no Espetáculo "Amure"

A meta inicial era atender cerca de 770 iniciativas por meio de financiamento não-reembolsável. Porém, muitos projetos não atingiram o teto de 35 salários mínimos, valor máximo estabelecido no edital.

Assim, foi possível ampliar o número de beneficiados, selecionando projetos de todos os nove estados da região amazônica: 37 do Acre, 15 do Amapá, 91 do Amazonas, 198 do Maranhão, 166 do Mato Grosso, 175 do Pará, 58 de Rondônia, 29 de Roraima e 159 do Tocantins.

Jovem indígena com filmadora registrando um dos momentos da Festa da Colheita

"Amure" e "Olhares Índígenas" são selecionados

Campo Novo do Parecis concorreu com três projetos, sendo selecionados com o espetáculo "Amure", do Teatro Ogan e "Olhares Índígenas", de Enoch José Pereira. Ambos trabalharão com a temática indígena de nossa região, especialmente a etnia dos Paresí-Haliti.

O Espetáculo "Amure" narra a história de um jovem indígena da etnia Paresí-Haliti. Num processo de aculturação, o jovem indígena é chamado a questionar a situação atual de seu povo, numa viagem rumo ao seu passado imemorial.

Enoch José Pereira, um dos contemplados no Amazônia Legal, registrando a Festa da Colheita

O Projeto Cultural “Olhares Indígenas” pretende-se capacitar, preservar, promover e divulgar a cultura indígena Paresí-Haliti, de inestimável importância científica e cultural na região noroeste de Mato Grosso. Estas ações serão executadas por meio de oficinas de capacitações de jovens em fotografia e vídeo, organização de uma exposição fotográfica e exibição das produções em uma mostra de vídeo.

Mais cultura

Ação do Programa Mais Cultura, com o apoio dos governos estaduais da região amazônica, o edital Microprojetos para Amazônia Legal visa fortalecer e apoiar a diversidade cultural da região. As propostas contempladas têm como beneficiários ou proponentes jovens entre 17 e 29 anos que residem na área.

O resultado do Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal foi anunciado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, na quarta-feira, 1º de setembro, em Rio Branco (AC), em evento para assinatura de acordo entre o Ministério da Cultura e a Associação de Cultura e Meio Ambiente (ACMA). A parceria criou o Centro de Cultura da Floresta, que irá beneficiar os povoados da etnia Ashaninka na região e os da reserva da bacia do Alto Juruá.

Fotografias de Sílvia Schneiders

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ninho do Sol lança Edital de Processo Seletivo Nº03/2010

Oficina de artesanato indígena Paresí-Haliti

O DIRETOR PRESIDENTE DO GRUPO DE TEATRO OGAN, no uso de suas atribuições, torna público que, no período de 09.09.2010 a 15.09.2010 serão recebidas as inscrições para o PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA ADMISSÃO DE OFICINEIRO MULTIMÍDIA E OFICINEIRO DE ARTESANATO para o Ponto de Cultura Ninho do Sol, em atendimento ao Plano de Trabalho constante no Convênio Nº 054/2009, celebrado com o Governo do Estado de Mato Grosso através da Secretaria de Estado de Cultura/SEC-MT, que atenderá aprendizes no Ponto de Cultura.

O processo se destina à seleção de 02 (dois) profissionais para o cargo de “Oficineiro” do Ponto de Cultura Ninho do Sol, para contratação temporária de excepcional interesse público, pelo período determinado de 03 (três) meses, podendo ser estendido por 08 (oito) meses em 2011 e 08 (oito) meses em 2012, conforme Convênio Nº 054/2009. A remuneração será de R$ 600,00 por uma carga horária de 20h semanais.

Maiores informações entre em contato: teatrogan@hotmail.com ou pelos telefones (065) 9987 9326 e (065) 3904 2095.

Solicite o Edital por e-mail ou na sede do Ponto de Cultura Ninho do Sol, na Rua Severino Euflasino de Lima, 1206 NE, Bairro Nossa Senhora Aparecida.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nanna de Castro no Programa do Jô

São Gonçalo: Teatro, circo e dança

Espetáculos Feiurinha e Mundus Immundus do Teatro Ogan e
Os Saltimbancos do Grupo Revelação
Representantes de Campo Novo do Parecis no 13º Fetesg

Festival de teatro abre espaço para outras manifestações em sua 13ª edição e se firma reduto formador para as artes cênicas de Mato Grosso

São 13 anos de sucesso. Uma porta ou uma escada para tantos grupos de teatro que passaram por ali e hoje vem se firmando no cenário local e nacional. O FETESG, Festival Estadual de Teatro do São Gonçalo, começa nesta quarta-feira (08) a partir das 10h. O presidente da Federação Estadual de Teatro, Jefferson Jarcem, explica que ainda há certa resistência de grupos que não querem se apresentar em festivais competitivos como este realizado pelo São Gonçalo e com apoio da Federação.

A novidade deste ano é a abertura para as Cia.(s) de dança como convidadas do evento, sendo uma forma experimental para ampliar o evento no próximo ano para um Festival de Artes Cênicas, abrindo espaço também para o circo e a dança.

O evento é realizado no Anfiteatro Dom Malan, localizado na Avenida Dom Bosco – Centro, espaço com fácil acesso ao público, com ingressos a preços populares. Este ano o Festival acontece nos dias 08 a 11 de Setembro, mantendo seu princípio de promover o intercâmbio entre grupos profissionais, amadores e estudantis, manifestando uma igualdade nos critérios estabelecidos do evento a todos teatreiros e abrindo as portas para uma diversidade de realidades e estudos, um intercâmbio entre o novo e o experiente, assim, lançando novos grupos ao mercado.


O Grupo Tibanaré é um sucesso nascido dentro do FETESG. “Não nos envergonhamos de dizer que nascemos ou tivemos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho e ampliar o nosso estudo teatral em busca de uma identidade no FETESG”. Este ano o grupo apresenta o espetáculo Flores de plástico não morrem que trabalha de modo experimental a linguagem corporal com poucas falas e dramatização do corpo.

Além deles sobem ao palco: Raio de Luz, Teatro Ogan, Grupo Gavião Real, Grupo Revelação, Teatro Faces e o Grupo Tespis.


O grupo Raio de Luz é de Campo Verde apresenta a “Canção Revoada”, uma peça infantil. O Teatro Ogan, de Campo Novo do Parecis, traz dois espetáculos um deles, “Mundus Immundus” de critica social com catadores de papelão, onde diversos atores representam a mesma personagem dando múltiplos olhares a ela e o outro um teatro infantil, "Feiurinha para Crianças". O grupo Gavião Real de Curvelândia apresenta “ A aventura de um barquinho”. O grupo Revelação também de Campo Novo do Parecis mostra a sua versão de " Os Saltimbancos" com a introdução da dança.

O teatro Faces de Primavera do Leste já é freqüentador assíduo do FESTESG e este ano apresenta os espetáculos: “O menino e o Céu”, com o drama de um menino retirante e seu jumento em busca do rio S. Francisco e o “Arlequim servidor de dois patrões” que é uma Comédia Dell’Arte com espaço para o improviso.

O grupo Tespis, podemos dizer é o anfitrião, com inúmeros estudantes do colégio S. Gonçalo, apresentam quatro peças: “Eu quero voltar a brincar”, “Puft, o fantasminha” e “O velho Gigi e seus bonecos” e “Confissões de adolescente”.

Os horários são: às 10h, 14h e 20h durante a semana, no Sábado, serão mais espetáculos com apresentações às 9h, 11h, 14h, 16h e 19h30, sempre no anfiteatro Dom Malan, no colégio S. Gonçalo. A abertura solene está marcada para esta quarta-feira às 19h30, apesar das apresentações começarem já pela manhã.
Claudio de Oliveira
Diário de Cuiabá/DC Ilustrado

Holandesa fala do Brasil


Não sabemos citar a fonte, mas leia o que esta escritora holandesa falou do Brasil:

"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é 1º maior mercado de jatos e helicópteros executivos do mundo.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando..

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!"

Esta mensagem foi recebida por e-mail, não sei quem foi a holandesa que escreveu tal texto e nem sei se ele é verídico, no entanto, achamos o seu conteúdo plausível.

domingo, 5 de setembro de 2010

Ninho do Sol participa de Noite Cultural Ecológica

Grupo Jovens Passos na coreografia "Pra você guardei o amor"

As tradicionais Noites Culturais acontecem em Campo Novo do Parecis desde setembro de 1994 e são eventos que mostram a diversidade desenvolvida nas oficinas de arte do Centro Cultural, escolas e projetos.


Na quinta-feira, dia 03 de setembro, aconteceu a Noite Cultural Ecológica, que trouxe para o palco apresentações de violão, balé, dança do ventre, dança sênior, danças de rua, axé, rebolation e capoeira das oficinas do Centro Cultural, Ponto de Cultura Ninho do Sol, Projeto Aplauso e CRAS Gira Sol Boa Esperança.

Apresentação de aprendizes de violão avançado

Os aprendizes do Ponto de Cultura Ninho do Sol apresentaram as músicas "Azul da cor do mar" (Tim Maia) e "Baião Barroco" (Juarez Moreira) no violão avançado, coordenado pelo oficineiro Welder da Vitória Almeida.

A oficina de balé (baby class) com o Grupo Flores do Amanhã apresentou a coreografia "Abra suas asas". O grupo de balé (intermediário) Jovens Passos apresentou a coreografia "Pra você guardei o amor", e o Grupo Odaliscas do Sol de dança do ventre apresentou a coreografia "Hãd'i". Todos estes grupos são coordenados pela oficineira Karin Nina.

O grupo Renascer de dança sênior apresentou a coreografia "Valsa das Rosas", coordenado pela oficineira Nailor Gavilan (Lola).

A participação do público foi marcante, lotando o Plenário do Fórum, um espaço que está se tornando pequeno para suportar um público tão expressivo.


Crédito das fotografias: Silvia Schneiders

sábado, 4 de setembro de 2010

Mais de 200 pessoas assistem "Feiurinha" e "Os Saltimbancos"

Bruxa Malvada (à esq.), Bruxa Piorainda, Feiurinha, Bruxa Ruim e Belezinha

O público lotou as dependências do Plenário do Fórum de Campo Novo do Parecis na noite desta quinta-feira, 02, para assistir a dois espetáculos teatrais premiados em âmbito estadual, as peças “Feiurinha para Crianças” e “Os Saltimbancos”, dos grupos Ogan e Revelação.

De acordo com a organização cerca de 300 ingressos foram vendidos, o que comprova o sucesso do evento. Para Van Cesar, diretor artístico do Teatro Ogan: "uma das maiores satisfações para o artista é saber que o público comparece para prestigiar o espatáculo, ainda mais quando acredita e apóia os grupos e pessoas que fazem do teatro um estilo de vida".

Campo Novo não possui um anfiteatro, entretanto, o Plenário do Fórum, local mais adequado para apresentações culturais, possui capacidade para 250 pessoas sentadas e nesta quinta-feira esteve lotado.
"Os Saltimbancos" faz uma crítica ao período da ditadura militar

A primeira peça da noite, "Os Saltimbancos", escrita por Chico Buarque, é um dos musicais mais famosos do Brasil. O texto é uma crítica ao período da Ditadura Militar, que controlou o regime político brasileiro entre 1964 e 1985. A diretora Fran Almeida deu uma roupagem especial à peça e pôs em palco 25 atores e bailarinas.

O espetáculo possui coreografias de Ciele Almeida, com os grupos de danças “Almas” e “Lua Negra”, do Projeto Aplauso e Centro Cultural. A montagem conta com o patrocínio de Heloisa Helena Campos, grande apoiadora da cultura camponovense.


O Grupo Revelação faz parte das oficinas do Centro Cultural de Campo Novo do Parecis e existe desde 2002. A peça em epígrafe foi apresentada e premiada na 17ª Edição do Festival Matogrossense de Teatro (Melhor Maquiagem) e indicada a Melhor Figurino, que ocorreu em Rondonópolis, no ano de 2009.

Tal espetáculo concorrerá no próximo final de semana no 13º FETESG – Festival Estadual de Teatro São Gonçalo, em Cuiabá.


Feiurinha e o Príncipe Encantado

O segundo espetáculo, "Feiurinha para Crianças", de autoria de Pedro Bandeira, é um dos maiores clássicos da dramaturgia brasileira contemporânea. Na visão do diretor Van Cesar, a peça ganhou elementos da cultura popular, se desenvolvendo como uma imensa colcha de retalhos colorida.

Uma das peculiaridades da montagem é a utilização de músicas populares como: Se esta Rua Fosse Minha, Peixe Vivo e Mulé Rendera. O cenário e os figurinos são coloridos e incrementados com elementos artesanais.



Esta é a quarta montagem de Feiurinha com o Teatro Ogan. Em 2008, o espetáculo foi o mais premiado no 11º FETESG, recebendo as seguintes premiações: 1º Melhor espetáculo, Melhor Direção (Van Cesar), Melhor Atriz Coadjuvante (Ciele Almeida), Melhor Ator Coadjuvante (Van Cesar), Melhor Cenário, Melhor Figurino e Melhor Sonoplastia; e as seguintes indicações: Melhor Atriz Revelação (Jéssica Zawaski), Melhor Texto Adaptado e Melhor Maquiagem.

“Feiurinha para Crianças” também concorrerá neste 13º FETESG, que ocorre entre os dias 08 e 11 de setembro em Cuiabá.

Além de “Feiurinha para Crianças”, o Teatro Ogan participará com a peça “Mundus Immundus”, de autoria de Nanna de Castro e direção de Van César.

Crédito das fotografias: Sílvia Schneiders