terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Sinais" é apresentada em Campo Novo do Parecis

No último dia 28 de janeiro, no Plenário do Fórum, a comunidade camponovense teve a oportunidade de prestigiar o espetáculo “Sinais” com a Cia Cena Onze de Cuiabá.

Cena do espetáculo "Sinais" da Cia Cena Onze, de Cuiabá

O texto de Graciele Girardello, dirigido por Flávio Ferreira e encenado pela companhia, aborda a vida de uma família de classe média com enfrentamento às seduções do mundo externo na vida dos filhos adolescentes.

As drogas e os efeitos provocados por ela como doenças, violência e criminalidade fazem parte da trama. Além das drogas ilícitas, também insere a questão do alcoolismo e o bullying.

A peça Sinais integra o Programa "De Cara Limpa Contra as Drogas" da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, desenvolvido com apoio da Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

O programa, que nasceu em 2007 em Campo Novo do Parecis é executado pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) de Cuiabá, sob o comando da delegada Drª Elaine Fernandes.

O Programa "De Cara Limpa Contra as Drogas" busca sensibilizar e conscientizar a sociedade de que a prevenção ao uso e a repressão ao tráfico de drogas não é apenas dever da polícia, mas responsabilidade de todo cidadão que deseja um mundo de paz.

Segundo a delegada Drª Elaine Fernandes "foi um imenso prazer poder viabilizar em parceria com o Governo Municipal a vinda deste espetáculo ao berço onde nasceu o Programa que aos poucos ganha proporções gigantescas em âmbito estadual".

Sílvia Schneiders
Chefe de Eventos do Departamento de Cultura

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cena Onze apresenta "Sinais" na noite de hoje no Plenário do Fórum

Espetáculo mostra como perceber os sinais em um adolescente usuário de drogas


Divulgação de "Sinais"

A Cia Cena Onze de Cuiabá apresenta nesta sexta-feira, 28, no Plenário do Fórum de Campo Novo do Parecis, a peça teatral “Sinais”, que faz parte do Programa “De Cara Limpa Contra as Drogas”, surgido em Campo Novo do Parecis em 2007 e que hoje atinge várias regiões de Mato Grosso, sob o comando da delegada Elaine Fernandes.

O espetáculo, destinado especialmente às famílias, mostra como perceber os sinais em um adolescente que está começando a usar algum tipo de droga e como o vício e o tráfico pode desestruturar um lar.
De acordo com Sílvia Schneiders, chefe de eventos culturais, a entrada será gratuita e a apresentação será as 19h.

O foco do “De Cara Limpa Contra as Drogas” é a sensibilização e conscientização da sociedade sobre o fato de que a prevenção ao uso e a repressão ao tráfico de drogas não é apenas dever da polícia, mas responsabilidade de todo cidadão que deseja um mundo de paz.

O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e em Campo Novo do Parecis conta com o apoio do Governo Municipal, através do Departamento de Cultura.

O Pífano: antigo instrumento de sopro brasileiro

Zabé na Loca - importante nome da música folclórica nordestina que se utiliza do pífano.

Pífano, pífaro e pife são a mesma coisa. Um instrumento de influência indígena feito de taboca, uma espécie de bambu, com sete orifícios, um para soprar e seis para dedilhar. Às vezes também são feitos de canos de PVC ou de canos de metal, mas não têm a mesma sonoridade nem a mesma beleza.

Existem duas maneiras tradicionais de tocar esse instrumento: em dueto (dois pífanos), acompanhado do ritmo da zabumba, pratos, caixa e contra-surdo, que são as famosas "Bandas de Pífanos"; e com o pífano solo acompanhado de sanfona, cavaquinho, violão de sete cordas, pandeiro e ganzá. No caso das bandinhas, os dois pífanos tocam em intervalos de terças, às vezes de quartas e em algumas passagens provocam dissonâncias incríveis.

Às vezes é difícil acreditar como um instrumento tão simples é capaz de produzir uma música tão rica e bela, animar festas, procissões e ainda ser o sustento de muitos músicos no nordeste. Geralmente, os tocadores fazem seus próprios instrumentos, e uma quantidade maior para vender em feiras e apresentações.

Indígenas Nhambikwara, de Sapezal, tocando flauta de bambú.

O som desses instrumentos influenciou muitos compositores e arranjadores brasileiros. Está marcado na música de Lenine, Quinteto Violado, Hermeto Pascoal, Xangai, Egberto Gismonte, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, Cascabulho, Orquestra Armorial, Antúlio Madureira, e recentemente na música de Carlos Malta.

Zé da Flauta (músico e produtor)
Fonte: www.terra.com.br/...01/.../ctudo-ze-pifano.html

Bandas de Pífano na cultura popular

A Banda de Pífano é um conjunto instrumental de percussão e sopro, dos mais antigos, característicos e importantes da música folclórica brasileira.

Banda de pífanos se apresentando na Feira de Caruaru

Historicamente o pífano remonta à época dos primeiros cristãos, que tinham no pífano, pifes ou pífora, uma maneira de saudar a Virgem Maria nas festas natalinas. Na feição nordestina a banda de pífanos é uma criação do mestiço brasileiro, que com sua criatividade e intuição musical adaptou o instrumental, dando-lhe a forma típica pela qual é conhecida no folclore brasileiro.

Por toda a região Nordeste do Brasil e nos estados de Minas Gerais e Goiás são usados várias termos para denominar o conjunto: Banda de Pífanos, Banda de Pife, Música de Pife, Zabumba, Cabaçal, Esquenta-Mulher, Banda de Negro, Terno, Banda de Couro (Goiás), Musga do Mato, Pipiruí ( Minas Gerais).

Assim como a sua denominação varia, a sua composição também tem sensíveis diferenças, mas seus instrumentos básicos são dois pífanos, um surdo, um tarol e um bombo ou zabumba.

Zé do Pife e as Juvelinas - importante grupo folclórico que utiliza o pífano

O pífano é o comandante da banda. É um instrumento semelhante à flauta, feito de taquara, uma madeira muito comum nas matas do sul de Pernambuco. É encontrado em três tamanhos: 65cm a 70cm, chamado Régua Inteiro, 50cm, oTrês Quartos e o de 40cm, Régua Pequena. O som do pífano muda de acordo com o tamanho. Cada pífano tem sete orifícios, sendo seis para os dedos e um para os lábios (sopro). O segredo, tanto da confecção quanto da execução do pífano, é passado de pai para filho.

Os componentes das bandas são, na sua maioria, trabalhadores rurais que se ocupam da agricultura de subsistência, trabalhando no "alugado", ou cultivando sua pequena roça. Reúnem-se antes de cada apresentação e repassam o repertório. Não têm formação musical e tudo o que tocam é de ouvido.

Entre as músicas mais executadas estão Asa Branca, Valsa, Mulher Rendeira, A Briga do Cachorro com a Onça, Sabiá, Guriatã de Coqueiro, A Ema Gemeu no Pé do Juremá, entre outras. Há várias bandas de pífanos pelo Nordeste, mas uma das mais conhecidas é a de Caruaru, fundada pelos irmãos Biano, Sebastião e Benedito, em 1924, que já tocou até para Lampião em Tacaratu, quando o cangaceiro foi pagar uma promessa.

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: pesquisaescolar@fundaj.gov.br

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Teatro Ogan e Ninho do Sol definem eventos 2011

Na manhã desta quinta-feira, 27 de janeiro, o Teatro Ogan participou da elaboração do Calendário de Eventos 2011, organizado pelo Departamento de Turismo.

Eventos culturais promovidos pelo Teatro Ogan atravé do Ponto de Cultura Ninho do Sol

O Calendário de Eventos visa organizar e divulgar os principais eventos turísticos e culturais de Campo Novo do Parecis promovidos por organismos públicos, entidades sociais e promoters. Ainda traz informações acerca das entidades promotoras e formas de entrar em contato com as mesmas.

O Teatro Ogan, Instituto Parecis Cultural e Ponto de Cultura Ninho do Sol estiveram participando da elaboração do mesmo afim de divulgar os eventos que serão promovidos neste ano de 2011. Confira a seguir os principais eventos e as datas dos mesmos:

Na semana de 19 a 24 de abril será promovida a Semana da Cultura Indígena, com oficinas e exibição de filmes voltados para a temática de vida dos povos indígenas do Brasil.

De 29 de abril a 13 de agosto será promovido o FEsCanção - Festival Estudantil da Canção, evento que envolverá todas as escolas da rede pública e particular do município. Esse projeto pretende resgatar o antigo festival que acontecia nas escolas na década de 1990.

Eventos culturais 2010 - Ponto de Cultura Ninho do Sol

O Festival EncenArte será realizado nos dias 13 e 14 de maio em comemoração aos 16 anos de fundação do Teatro Ogan. Será um festival de performances e cenas curtas de no máximo 10 minutos.

No dia 28 de maio será comemorado o Dia Internacional do Brincar, promoção da Biblioteca Comunitária Ninho do Sol e parceiros.

Em junho, no dia 07, será aberta a Exposição Arte do Parecis, focando registros históricos da arte e cultura campo-pareciense nestes 23 anos de emancipação.

No dia 26 de agosto será realizado o V FEsTeatro - Festival Estudantil de Teatro, promovido pelo Teatro Ogan em parceria com a Apae. Esse festival é direcionado à inclusão do deficiente na família, escola e comunidade.

Em setembro acontece a segunda edição do Festival Ninho do Sol, um festival de integração cultural que visa mostrar a produção das oficinas de arte do Ponto de Cultura Ninho do Sol e parceiros.

De 16 a 19 de novembro acontece o X Femute - Festival Municipal de Teatro de Campo Novo do Parecis com participação de grupos e cias de todo o município.

Uirapuru: o flautista da floresta

Na quinta postagem sobre a flauta doce, temos no folclore brasileiro a Lenda do Uirapuru, pássaro que canta maravilhosamente, e seu canto é semelhante ao som da flauta.

Uirapuru, pássaro mágico cujo canto é semelhante à flauta

Certo jovem, não muito belo, era admirado e desejado por todas as moças de sua tribo por tocar flauta maravilhosamente bem. Deram-lhe então o nome de Catuboré, (flauta encantada).

Entre elas, a bela Mainá conseguiu o seu amor; casar-se-iam durante a primavera. Certo dia, já próximo do grande dia, Catuboré foi à pesca e de lá não mais voltou. Saindo a tribo inteira à sua procura, encontraram-no sem vida à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa.

Sepultaram-no no próprio local. Mainá, desconsolada, passava várias horas a chorar sua grande perda.

A alma de Catuboré, sentindo o sofrimento de sua noiva, lamentava-se profundamente pelo seu infortúnio. Não podendo encontrar paz pediu ajuda ao Deus Tupã. Este então transformou a alma do jovem no pássaro Irapuru, que mesmo com escassa beleza possui um canto maravilhoso, semelhante ao som da flauta, para alegrar a alma de Mainá.

O cantar do Irapuru ainda hoje contagia com seu amor os outros pássaros e todos os seres da Natureza.



Fontes: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2010/05/17/folclore-indigena-irapuru-o-flautista

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Flauta Mágica: ária da Rainha da Noite

A Flauta Mágica: iniciação na filosofia iluminista

A Rainha da Noite - ária da ópera "A Flauta Mágica", de Mozart

Die Zauberflöte (A Flauta Mágica, em alemão) é uma ópera em dois atos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto alemão de Emanuel Schikaneder. Estreou no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de setembro de 1791.

Emanuel Schikaneder era companheiro de loja maçônica de Mozart. À época, por influência da Revolução Francesa, a maçonaria adquiria simpatizantes ao mesmo tempo que era perseguida. A ópera mostra a filosofia do Iluminismo pregada pela maçonaria. Algumas de suas árias tornaram-se muito conhecidas, como o dueto de Papageno e Papagena, e as duas árias da Rainha da Noite.

Os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa transparecem em vários momentos na ópera, por exemplo quando o valor de Tamino, protagonista da história, é questionado por ser um príncipe, e que por tal motivo talvez não conseguisse suportar as duras provas exigidas para entrar no templo. Em sua defesa, Sarastro responde: "mais que um príncipe, é uma pessoa".

Ilustração moderna do conto "A Flauta Mágica", de Wolfgang Amadeus Mozart

Contexto histórico

A Flauta Mágica foi produzida no séc. XVIII, período histórico em que a linha de pensamento do homem sofria uma mudança radical através do Iluminismo, ideologia que defendia o fim das superstições medievais cultivadas pela Igreja durante a Idade Média e a valorização de uma visão de mundo racional, em que a sabedoria aparece como única possibilidade de justiça e igualdade entre os homens, o que imediatamente coloca em xeque as relações de poder e subordinação da sociedade da época e a legitimidade dos aristocratas e das tiranias.

Nesse contexto, A Flauta Mágica se apresenta como uma ópera de formação e como uma alegoria para as provações pelas quais o homem precisa passar para sair das trevas do pensamento medieval em direção da luz iluminista. Assim, as principais personagens Tamino e Pamina enfrentam os obstáculos impostos pelos membros do Templo da Sabedoria para juntos, ao final da ópera, encontrarem a realização plena e a união ideal.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Die_Zauberfl%C3%B6te

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Flautista de Hamelin: a flauta doce no folclore

Na segunda postagem sobre a flauta doce, vamos descrever uma das histórias infantis em que a flauta aparece como instrumento mágico.

Ilustração antiga para "O Flautista de Hamelin"

É do inglês Robert Browning a mais famosa recriação da história do Flautista de Hamelin, um conto que cedo ou tarde aparece em nossa infância. O poema de Browning é brilhante; melhor ainda é o acontecimento misterioso que jaz por trás dele, talvez um episódio histórico, talvez uma “lenda urbana” da Idade Média. Teria acontecido no século 13 ou 14: o relato colhido pelos Irmãos Grimm fala em 26 de junho de 1284, mas o poema de Browning situa o fato em 22 de julho de 1376.

A cidade de Hamelin foi vítima de uma praga de ratos. As autoridades não sabiam mais o que fazer. Surgiu na cidade um sujeito que se apresentou como pegador-de-ratos (“Rattenfänger”), que era uma profissão informal muito comum na época. Tocando numa flauta, ele atraiu os ratos da cidade até o rio, onde todos se afogaram. Ao tentar receber o pagamento combinado, o prefeito recusou-se a pagar.

Ele pegou a flauta, tocou outra música e atraiu todas as crianças da cidade, levando-as até uma montanha próxima, onde uma caverna misteriosa se abriu para que todas entrassem. E nunca mais ninguém teve notícias do Flautista ou das crianças.

Ilustração moderna para o conto "O Flautista de Hamelin"

Origens do Conto

As crônicas históricas dizem que o episódio original envolveu apenas as crianças, e o extermínio dos ratos só foi anexado ao enredo alguns séculos depois. A lenda é uma dessas que crescem por justaposição de novos episódios a um episódio inicial.

A cidade de Hamelin vive ainda hoje dessa lenda; durante o verão, uma peça de teatro é montada ao ar livre para os turistas, todos os domingos. A cidade é cheia de estátuas, vitrais e monumentos recordando o Flautista.

Mas Hamelin não é a única. Brandenburgo conta a história de um tocador de realejo que levou as crianças da cidade para dentro de uma montanha; parece ser uma mera transposição de local, e não uma nova lenda. Outra lenda diz que na cidade de Erfurt, em 1257, cerca de mil crianças se agruparam no centro da cidade, cantando e dançando, e partiram assim estrada afora, até chegarem em Arnstadt, onde foram recolhidas até que seus pais as trouxessem de volta.

História parecida com a de Hamelin é contada em Korneuburg, na Áustria, onde as crianças foram levadas num navio e vendidas como escravos em Constantinopla. Algumas versões dizem que a montanha onde as crianças sumiram (o monte Poppenberg) tinha um túnel que ia dar na Transilvânia, e elas passaram o resto da vida lá.

Episódios reais (pragas de ratos, a “Cruzada das Crianças”) podem ter servido de origem para a lenda, mas sua longevidade se deve sem dúvida a sua lição moral nítida (castigo pelo não-pagamento de um acordo), ao cruel nivelamento entre ratos e crianças, ao poder mágico da música, à figura arlequinal e enigmática do Flautista (que geralmente é descrito como vestindo uma roupa de faixas vermelhas e amarelas).

O final em suspenso, com uma pergunta que não é respondida ao longo dos séculos (para onde foram as crianças?) garante à lenda um mistério inesgotável.

http://universofantastico.wordpress.com/2008/10/11/o-flautista-de-hamelin/– por Bráulio Tavares

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ninho do Sol oferece Oficina de Flauta Doce

Não se sabe exatamente quando foi inventada a Flauta Doce, mas sabe-se que ela é um dos instrumentos musicais mais antigos criados pelo Homem.

Uma das ilustrações mais antigas em que aparece a flauta doce

Procurando dinamizar as ações do Ponto de Cultura Ninho do Sol e potencializar os "saberes e fazeres" do Teatro Ogan e seus integrantes, será oferecida neste ano de 2011 a Oficina de Flauta Doce, com o oficineiro voluntário Eduh Gevizier, integrante do grupo.

Iniciamos agora uma sequência de postagens sobre a flauta doce para que se conheça melhor esse instrumento musical que é considerado um dos mais antigos do mundo. Também porque o Ponto de Cultura Ninho do Sol tem em suas diretrizes o trabalho com a cultura indígena Paresí-Haliti, que possui em suas tradições e história relação direta com o instrumento musical na Tradição das Flautas Sagradas.

Músico da Idade Média tocando flauta

Origens

A flauta doce é um instrumento de sopro direto, onde o som é produzido por um bocal contendo um apito, e um tubo cônico ou cilíndrico contendo diversos furos.
A origem deste instrumento está nos antigos instrumentos folclóricos que ainda podem ser encontrados em diversas partes da Europa hoje. No seu princípio, em tempos mais remotos, ela era feita de bambu, de madeira (torneado), mas só na Idade Média é que ela aparece em velhas pinturas, murais, mosaicos, e etc.

A história da flauta doce está ligada à origem do seu nome em inglês: RECORDER, que vem do latim RECORDARI que significa lembrar, recordar, trazer à memória. Em italiano a palavra RICORDO também significa lembrança, memento; e daí, talvez a primeira referência à flauta doce num livro de contas do Rei Henrique IV em 1388 por pagar uma "fístula nomine ricordo" (uma flauta chamada ricordo).

Na Renascença, ela pouco foi modificada. No período que compreende entre o final do séc. XVII e o começo do séc. XVIII é o momento em que a flauta doce atinge o seu apogeu. Muitos compositores escreviam para o instrumento e muitos construtores se especializavam na sua fabricação, o inventário do Rei Henrique VIII (1547), mostra-nos que ele possuía diversos instrumentos em seus palácios, entre eles 72 flautas transversais e 76 flautas doces, a maioria, conjuntos em caixas, que incluía, por exemplo, uma grande baixo de madeira e várias flautas de marfim.

Durante um século e meio a flauta doce constou somente na história dos instrumentos musicais. Por volta do final do séc. XIX alguns músicos, através de suas pesquisas em música antiga e instrumentos, voltaram a ter contato com a família das flautas doces. Coube a um inglês chamado Arnold Dolmetsch (1858-1940) esse renascimento. Como resultado de muita pesquisa ele conseguiu construir um quarteto de flautas doces e tocá-las com sua família num concerto histórico no Festival Haslemere em 1926. Seu filho Carl se tornou um virtuoso no instrumento e elevou-o a um nível de alta interpretação.

Foi, entretanto no período Barroco, que grandes músicos passaram a compor obras especialmente para serem executadas na Flauta Doce. Compositores como: Johann Mattheson (1684-1764), Georg Phillip Telemann (1681-1767), Antonio Vivaldi (1678-1741), Alessandro Scarlatti (1659-1725), Johann Sebastian Bach (1685-1750), e outros.

Alguns modelos de Flauta Doce:
Sopranino em Fá ( F )
Soprano em DO ( C ) a mais conhecida.
Contralto em FA ( F )
Tenor em DO ( C )
Baixo em FA ( F )


Como diferenciar a Flauta Doce Soprano GERMÂNICA da BARROCA

Na Germânica o 5º furo é menor, sendo que na Barroca o menor é o 4º furo (normalmente a Barroca tem um B gravado atrás). Existem flautas Germânicas e Barrocas de 08 e de 10 furos, sendo que as flautas com 10 furos tem o 6º e o 7º furos duplos (os furos são contados a partir do bocal).

Pesquisa: Ailton Rios (Agosto/2008)
Fonte: http://www.ailtonrios.com.br/flauta.php

Ninho do Sol abre inscrições para Oficinas de Arte

Flores do Amanhã - baby class do Ponto de Cultura Ninho do Sol

O Teatro Ogan está definindo os projetos e ações para o Ponto de Cultura Ninho do Sol neste ano de 2011 e apresentará diversas mudanças em sua grade de trabalho.

Dentre elas a contratação de um novo agente cultural para a Biblioteca Comunitária e de um oficineiro para a Oficina de Cultura afro-brasileira. Outra proposta é oferecer uma Oficina de Artes Cênicas abrangendo teatro e danças. Na área da música, a Oficina de Flauta Doce focará principalmente na iniciação musical.

As inscrições para as oficinas de arte iniciarão no dia 09 de fevereiro, às 7h, na sede do ponto, junto ao Centro Cultural, situada à Rua Severino Euflasino de Lima, 1206 NE - Nossa Senhora Aparecida.

Confira a seguir as Oficinas que serão oferecidas:

Oficinas de Artesanato

Oficinas de Artes Cênicas - teatro, balé e danças folclóricas

Oficina de Cultura afro-brasileira - capoeira, dança de rua e hip-hop

Oficinas de Música - flauta doce, teclado e violão avançado

Outras oficinas ainda serão definidas e o Plano de Trabalho será divulgado até o dia 09 de fevereiro.