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domingo, 30 de novembro de 2014
Concerto Natalino acontece hoje no Centro Cultural
Apresentação:
Orquestra Municipal do Parecis
Coral Municipal de Campo Novo do Parecis
1 – Hino de Campo Novo (Haroldo Antonio Nassar)
2 – Jubilosos te Adoramos
3 – Noite Feliz
4 – Novo Tempo (Ivan Lins)
5 – Cio da Terra (Milton Nascimento) – Com Orquestra
Apresentação:
Coral Gerações da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Campo Novo do Parecis
6 – Bem Aventurado (Lineu Soares)
7 – Meu Coração é Teu (Tarsis Iraides e Jader Santos)
8 – Abre Meus Olhos (Erely Prates)
9 – Aonde Estavam
Apresentação:
Instituto Musical Carlos Gomes de Tangará da Serra
10 – A Thousand Years
11 – Aleluia
12 – Tema da Bela em Crepúsculo
13 – Oh Happy Day
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Conheça a Carta de Natal, produzida pelo IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura na TEIA da Diversidade
Desde a sua primeira edição em 2007, o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPdC) vem se articulando em uma grande rede da sociedade civil. Rede essa, que tem garantido um diálogo franco e estruturado dos Pontos de Cultura, entre si, com a sociedade e com os poderes públicos.
Em sua 4° edição, na TEIA Nacional da Diversidade 2014, esse processo de debates e deliberações foi precedido e amplificado por fóruns regionais, realizados nos 27 estados da nação, que emprestaram para a pauta deste FNPdC uma legitimidade ainda maior. Além, da eleição dos 715 delegados para o encontro nacional.
Durante a TEIA de Natal, os Pontos de Cultura trabalharam bastante para estruturar suas demandas, por meio da realização de 29 Grupos de Trabalhos (GTs) Temáticos, cujo resultados foram encaminhados para a Plenárias Gerais. Os GTs que fizeram parte deste IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura foram:
Ação Griô
Audiovisual
Capoeira
Circo
Criança e Adolescentes
Cultura Digital
Cultura e Paz
Dança
Economia Solidária
Escola Viva
Estudantes
Gênero
Grupo Amazônico
Hip-hop
Juventude
LGBT
Livro, Leitura e Literatura
Matriz Africana
Música
Patrimônio Imaterial e Culturas Tradicionais
Patrimônio Material
Pontões e Articulação da Rede
Povos Indígenas
Rádios Comunitárias
Rede da Terra
Ribeirinhos
Sustentabilidade
Teatro
Aprovado por aclamação, o documento resultante do FNPdC foi lido na abertura oficial da TEIA da Diversidade, pela Ponteira Potiguar Cíntia Mathos, na presença da Ministra da Cultura Marta Suplicy e da Secretária da SCDC/MinC Márcia Rollemberg, além de diversas autoridades locais e nacionais presentes.
Rompendo paradigmas com a gestão compartilhada da sociedade civil e poder público, o Programa Cultura Viva se fortalece com o crescimento organizacional de seus protagonistas. A Carta de Natal vem corroborar esse momento.
Natal, 22 de Maio de 2014.
O IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (IV FNPC) realizado de 19 a 20 de Maio de 2014, como parte da programação da TEIA da Diversidade 2014, foi um marco no processo de mobilização, articulação e, sobretudo, de afirmação cultural e política dos Pontos de Cultura de todo o País.
O I Fórum Nacional dos Pontos de Cultura foi realizado durante a segunda edição da TEIA, em 2007,na cidade de Belo Horizonte. No ano seguinte realizamos o II Fórum em Brasília e em 31 de março de 2010 o III Fórum, em Fortaleza. Portanto, somente depois de mais de quatro anos é que finalmente conseguimos realizar este tão aguardado e necessário reencontro.
Nesse período o Movimento Nacional dos Pontos de Cultura e a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) não ficaram parados. Apesar da abrupta interrupção do Programa Cultura Viva e da alarmante incompreensão por parte do governo Dilma acerca da importância social, cultural, política e econômica dos Pontos de Cultura, em sentido oposto a ideia original do Programa que preconiza que não somos nós que precisamos do Estado, mas sim o Estado que precisa de todos e todas nós, não ficamos parados.
Realizamos a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura em 2011, ocupando a Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional com ponteiras e ponteiros de 16 estados brasileiros e do Distrito Federal; participamos ativamente da Cúpulas dos Povos em 2012; integramos o 1º Congresso Latino americamo Cultura Viva Comunitária em 2013; culminando em novembro de 2013 com a participação maciça de ponteiros e ponteiras de todo Brasil e com a aprovação por aclamação de 04 entre as 20 prioridades da III Conferência Nacional de Cultura, dentre elas a Lei Cultura Viva. Hoje integramos conselhos municipais, estaduais e regionais de cultura e formamos o maior colegiado de cultura que já existiu.
E para chegarmos até aqui, ao longo de 2013 e dos primeiros meses de 2014, foram realizados 27 fóruns estaduais, mobilizando cerca de 2000 participantes nestas etapas preparatórias, elegendo 715 delegados nos Fóruns Estaduais de Pontos de Cultura para o presente Fórum Nacional evidenciando a vivacidade dessa Rede que experimenta a confluência entre memória e invenção por meio da renovação trazida pelos novos Pontos e dos diálogos com aqueles que vivenciam essa jornada desde seu início.
Foram, enfim, inúmeras mobilizações, reuniões, encontros, audiências, diálogos e celebrações que somadas à nossa atuação cotidiana em nossos Pontos e comunidades são provas permanentes de que o processo de encantamento e engajamento fundamentado na autonomia, no protagonismo e no empoderamento – desencadeado há 10 anos atrás depois de séculos de opressão, violência e descaso – não tem retorno: avançar é o nosso inevitável e inadiável destino.
Os Pontos de Cultura representam a pluralidade, a riqueza e a diversidade do nosso povo e de nossa nação. Formamos um corpo robusto e íntegro, composto pelas diversas caras, cores, sotaques, saberes e fazeres que expressam a beleza de nossa gente. Por isso mesmo, possivelmente somos os agentes sociais que melhor conhecem as dificuldades e as potencialidades de nosso povo e do nosso País. Somente esse simples fato, em um contexto democrático, deveria ser suficiente para que o Estado tomasse medidas imediatas e efetivas não somente para derrubar os obstáculos que nos limitam, como também para ampliar os espaços e canais de diálogos e de participação dos Pontos de Cultura no planejamento, na implementação e na avaliação de políticas públicas das mais diversas áreas.
A crise sistêmica com a qual a humanidade se depara revela a urgência de uma completa revisão civilizatória e para ultrapassarmos essa crise as velhas fórmulas e padrões patriarcais, coloniais e capitalistas que nos trouxeram até aqui, não nos servem mais. Nesse contexto o Programa Cultura Viva pode ser considerado um campo profícuo para estas revisões e ultrapassagens. Poderia ainda ser compreendido como um complexo de ações que põe em cheque nossa cultura patriarcal, capitalista e colonial, configurandose ainda como uma experiência, que nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, rompe com as epistemologias do norte e cria a possibilidade de construção de epistemologias do sul com o devido reconhecimento e afirmação da alteridade e a
É nesse sentido que reafirmamos a necessidade tanto de continuidade, ampliação e avanço do Programa Cultura Viva, ressaltando e fortalecendo seus valores e princípios fundamentais, quanto da instituição definitiva de novas formas de relação entre Estado e sociedade libertos do paradigma paternalista e da visão impositiva que caracteriza boa parte das políticas públicas. Para tanto, é primordial uma concepção de Estado que, ao invés de impor, dispõe as condições e os meios para o pleno exercício da cidadania cultural, promovendo autonomia, protagonismo e empoderamento social.
Indo além, é necessário que o poder público, em todas suas instâncias, não só busque a garantia dos direitos culturais, como se empenhe em ampliar a interlocução com os agentes que constroem e mantém viva a cultura dessa nação.
Neste IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, instância legítima de organização e formulação dos Pontos de Cultura, foram eleitas e eleitos as/os representantes responsáveis pela nova gestão da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, composta por 34 Grupos de Trabalho e por 27 representações de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
Por fim, o IV FNPC, expressão máxima da integração dos saberes e fazeres dos Pontos de Cultura, reafirma suas convicções e faz públicas suas proposta prioritárias ao Ministério da Cultura e de modo mais amplo, ao Estado brasileiro.
• Reconhecer por meio de portaria governamental da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura como instância formal e legítima de representação dos Pontos de Cultura brasileiros, bem como, a garantia de realização, com aporte do Ministério da Cultura, de no mínimo, 03 encontros presenciais nacionais, de funcionamento de uma plataforma virtual permanente de discussão e de recursos para mobilização e articulação dos planos de trabalho dos GTs temáticos;
• Assegurar a permanência dos Pontos de Cultura como política de Estado, com dotação orçamentária prevista em dispositivo legal, mecanismos públicos de controle e gestão compartilhada com a sociedade civil, tendo como ponto fundamental para a consecução desse item a aprovação da Lei Cultura Viva e a destinação de percentuais das Leis Rouanet e do Audiovisual para o Fundo Nacional de Cultura vinculando esse recurso ao Programa Cultura Viva;
• Garantir a existência de Pontos de Cultura em todos os municípios do Brasil, bem como a consecução da meta de constituição de no mínimo 15000 pontos de cultura até 2020;
• Revisar a legislação que rege a relação entre pontos de cultura e Ministério da Cultura, desenvolvendo mecanismos administrativos e jurídicos de repasse financeiro, de acompanhamento e de prestação de contas mais simples, sem, no entanto, deixar de ser rigorosos, transparentes, funcionais e ágeis, conforme orientações da portaria 118 de 30 de dezembro de 2013;
• Reconhecer e fomentar política e financeiramente experiências que se desenvolvem tendo como foco os saberes e fazeres dos mestres e griôs de tradição oral e da cultura popular, com a criação de mecanismos permanentes de apoio e incentivo às redes de transmissão oral e seus vínculos com sistema educacional, bem como suas práticas nos diversos grupos étnicos culturais, que formam o povo brasileiro;
• Reconhecer e fomentar política e financeiramente ações permanentes e estruturantes de promoção da equidade de gênero; de afirmação das diversas identidades de gênero e orientação sexual; de valorização e afirmação de todos os recortes geracionais, étnico raciais e de crença religiosa; de afirmação e de criação de mecanismos que garantam acessibilidade a todas e todos à fruição e à produção de bens culturais; sempre se orientado por uma perspectiva política e econômica de ultrapassagem ou minimização das desigualdades classe;
• Viabilizar junto ao BNDES um programa de fomento para desapropriação de imóveis que não cumpram a função social da propriedade conforme previsto no Estatuto da Cidade, que também permita a construção, manutenção, adequação e reforma, para garantir o acesso às pessoas com deficiência, incapacidade temporária e/ou mobilidade reduzida, e necessidades visuais, sonoras e verbais em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2008) , além gerar portaria que indique a concessão de uso de imóveis ociosos públicos para pontos de cultura, pontos de memória, pontos de leitura, reconhecidos pelo Programa Cultura Viva e que não possuem sede própria pública de projeto de arquitetura e urbanismo.
Cordialmente,
Fórum Nacional dos Pontos de Cultura
Em sua 4° edição, na TEIA Nacional da Diversidade 2014, esse processo de debates e deliberações foi precedido e amplificado por fóruns regionais, realizados nos 27 estados da nação, que emprestaram para a pauta deste FNPdC uma legitimidade ainda maior. Além, da eleição dos 715 delegados para o encontro nacional.
Durante a TEIA de Natal, os Pontos de Cultura trabalharam bastante para estruturar suas demandas, por meio da realização de 29 Grupos de Trabalhos (GTs) Temáticos, cujo resultados foram encaminhados para a Plenárias Gerais. Os GTs que fizeram parte deste IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura foram:
Ação Griô
Audiovisual
Capoeira
Circo
Criança e Adolescentes
Cultura Digital
Cultura e Paz
Dança
Economia Solidária
Escola Viva
Estudantes
Gênero
Grupo Amazônico
Hip-hop
Juventude
LGBT
Livro, Leitura e Literatura
Matriz Africana
Música
Patrimônio Imaterial e Culturas Tradicionais
Patrimônio Material
Pontões e Articulação da Rede
Povos Indígenas
Rádios Comunitárias
Rede da Terra
Ribeirinhos
Sustentabilidade
Teatro
Aprovado por aclamação, o documento resultante do FNPdC foi lido na abertura oficial da TEIA da Diversidade, pela Ponteira Potiguar Cíntia Mathos, na presença da Ministra da Cultura Marta Suplicy e da Secretária da SCDC/MinC Márcia Rollemberg, além de diversas autoridades locais e nacionais presentes.
Rompendo paradigmas com a gestão compartilhada da sociedade civil e poder público, o Programa Cultura Viva se fortalece com o crescimento organizacional de seus protagonistas. A Carta de Natal vem corroborar esse momento.
Carta de Natal
Natal, 22 de Maio de 2014.
O IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (IV FNPC) realizado de 19 a 20 de Maio de 2014, como parte da programação da TEIA da Diversidade 2014, foi um marco no processo de mobilização, articulação e, sobretudo, de afirmação cultural e política dos Pontos de Cultura de todo o País.
O I Fórum Nacional dos Pontos de Cultura foi realizado durante a segunda edição da TEIA, em 2007,na cidade de Belo Horizonte. No ano seguinte realizamos o II Fórum em Brasília e em 31 de março de 2010 o III Fórum, em Fortaleza. Portanto, somente depois de mais de quatro anos é que finalmente conseguimos realizar este tão aguardado e necessário reencontro.
Nesse período o Movimento Nacional dos Pontos de Cultura e a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) não ficaram parados. Apesar da abrupta interrupção do Programa Cultura Viva e da alarmante incompreensão por parte do governo Dilma acerca da importância social, cultural, política e econômica dos Pontos de Cultura, em sentido oposto a ideia original do Programa que preconiza que não somos nós que precisamos do Estado, mas sim o Estado que precisa de todos e todas nós, não ficamos parados.
Realizamos a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura em 2011, ocupando a Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional com ponteiras e ponteiros de 16 estados brasileiros e do Distrito Federal; participamos ativamente da Cúpulas dos Povos em 2012; integramos o 1º Congresso Latino americamo Cultura Viva Comunitária em 2013; culminando em novembro de 2013 com a participação maciça de ponteiros e ponteiras de todo Brasil e com a aprovação por aclamação de 04 entre as 20 prioridades da III Conferência Nacional de Cultura, dentre elas a Lei Cultura Viva. Hoje integramos conselhos municipais, estaduais e regionais de cultura e formamos o maior colegiado de cultura que já existiu.
E para chegarmos até aqui, ao longo de 2013 e dos primeiros meses de 2014, foram realizados 27 fóruns estaduais, mobilizando cerca de 2000 participantes nestas etapas preparatórias, elegendo 715 delegados nos Fóruns Estaduais de Pontos de Cultura para o presente Fórum Nacional evidenciando a vivacidade dessa Rede que experimenta a confluência entre memória e invenção por meio da renovação trazida pelos novos Pontos e dos diálogos com aqueles que vivenciam essa jornada desde seu início.
Foram, enfim, inúmeras mobilizações, reuniões, encontros, audiências, diálogos e celebrações que somadas à nossa atuação cotidiana em nossos Pontos e comunidades são provas permanentes de que o processo de encantamento e engajamento fundamentado na autonomia, no protagonismo e no empoderamento – desencadeado há 10 anos atrás depois de séculos de opressão, violência e descaso – não tem retorno: avançar é o nosso inevitável e inadiável destino.
Os Pontos de Cultura representam a pluralidade, a riqueza e a diversidade do nosso povo e de nossa nação. Formamos um corpo robusto e íntegro, composto pelas diversas caras, cores, sotaques, saberes e fazeres que expressam a beleza de nossa gente. Por isso mesmo, possivelmente somos os agentes sociais que melhor conhecem as dificuldades e as potencialidades de nosso povo e do nosso País. Somente esse simples fato, em um contexto democrático, deveria ser suficiente para que o Estado tomasse medidas imediatas e efetivas não somente para derrubar os obstáculos que nos limitam, como também para ampliar os espaços e canais de diálogos e de participação dos Pontos de Cultura no planejamento, na implementação e na avaliação de políticas públicas das mais diversas áreas.
A crise sistêmica com a qual a humanidade se depara revela a urgência de uma completa revisão civilizatória e para ultrapassarmos essa crise as velhas fórmulas e padrões patriarcais, coloniais e capitalistas que nos trouxeram até aqui, não nos servem mais. Nesse contexto o Programa Cultura Viva pode ser considerado um campo profícuo para estas revisões e ultrapassagens. Poderia ainda ser compreendido como um complexo de ações que põe em cheque nossa cultura patriarcal, capitalista e colonial, configurandose ainda como uma experiência, que nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, rompe com as epistemologias do norte e cria a possibilidade de construção de epistemologias do sul com o devido reconhecimento e afirmação da alteridade e a
É nesse sentido que reafirmamos a necessidade tanto de continuidade, ampliação e avanço do Programa Cultura Viva, ressaltando e fortalecendo seus valores e princípios fundamentais, quanto da instituição definitiva de novas formas de relação entre Estado e sociedade libertos do paradigma paternalista e da visão impositiva que caracteriza boa parte das políticas públicas. Para tanto, é primordial uma concepção de Estado que, ao invés de impor, dispõe as condições e os meios para o pleno exercício da cidadania cultural, promovendo autonomia, protagonismo e empoderamento social.
Indo além, é necessário que o poder público, em todas suas instâncias, não só busque a garantia dos direitos culturais, como se empenhe em ampliar a interlocução com os agentes que constroem e mantém viva a cultura dessa nação.
Neste IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, instância legítima de organização e formulação dos Pontos de Cultura, foram eleitas e eleitos as/os representantes responsáveis pela nova gestão da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, composta por 34 Grupos de Trabalho e por 27 representações de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
Por fim, o IV FNPC, expressão máxima da integração dos saberes e fazeres dos Pontos de Cultura, reafirma suas convicções e faz públicas suas proposta prioritárias ao Ministério da Cultura e de modo mais amplo, ao Estado brasileiro.
• Reconhecer por meio de portaria governamental da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura como instância formal e legítima de representação dos Pontos de Cultura brasileiros, bem como, a garantia de realização, com aporte do Ministério da Cultura, de no mínimo, 03 encontros presenciais nacionais, de funcionamento de uma plataforma virtual permanente de discussão e de recursos para mobilização e articulação dos planos de trabalho dos GTs temáticos;
• Assegurar a permanência dos Pontos de Cultura como política de Estado, com dotação orçamentária prevista em dispositivo legal, mecanismos públicos de controle e gestão compartilhada com a sociedade civil, tendo como ponto fundamental para a consecução desse item a aprovação da Lei Cultura Viva e a destinação de percentuais das Leis Rouanet e do Audiovisual para o Fundo Nacional de Cultura vinculando esse recurso ao Programa Cultura Viva;
• Garantir a existência de Pontos de Cultura em todos os municípios do Brasil, bem como a consecução da meta de constituição de no mínimo 15000 pontos de cultura até 2020;
• Revisar a legislação que rege a relação entre pontos de cultura e Ministério da Cultura, desenvolvendo mecanismos administrativos e jurídicos de repasse financeiro, de acompanhamento e de prestação de contas mais simples, sem, no entanto, deixar de ser rigorosos, transparentes, funcionais e ágeis, conforme orientações da portaria 118 de 30 de dezembro de 2013;
• Reconhecer e fomentar política e financeiramente experiências que se desenvolvem tendo como foco os saberes e fazeres dos mestres e griôs de tradição oral e da cultura popular, com a criação de mecanismos permanentes de apoio e incentivo às redes de transmissão oral e seus vínculos com sistema educacional, bem como suas práticas nos diversos grupos étnicos culturais, que formam o povo brasileiro;
• Reconhecer e fomentar política e financeiramente ações permanentes e estruturantes de promoção da equidade de gênero; de afirmação das diversas identidades de gênero e orientação sexual; de valorização e afirmação de todos os recortes geracionais, étnico raciais e de crença religiosa; de afirmação e de criação de mecanismos que garantam acessibilidade a todas e todos à fruição e à produção de bens culturais; sempre se orientado por uma perspectiva política e econômica de ultrapassagem ou minimização das desigualdades classe;
• Viabilizar junto ao BNDES um programa de fomento para desapropriação de imóveis que não cumpram a função social da propriedade conforme previsto no Estatuto da Cidade, que também permita a construção, manutenção, adequação e reforma, para garantir o acesso às pessoas com deficiência, incapacidade temporária e/ou mobilidade reduzida, e necessidades visuais, sonoras e verbais em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2008) , além gerar portaria que indique a concessão de uso de imóveis ociosos públicos para pontos de cultura, pontos de memória, pontos de leitura, reconhecidos pelo Programa Cultura Viva e que não possuem sede própria pública de projeto de arquitetura e urbanismo.
Cordialmente,
Fórum Nacional dos Pontos de Cultura
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Confraternização do Ponto de Cultura Ninho do Sol 2013
Integrantes do Teatro Ogan - Ponto de Cultura Ninho do Sol, em confraternização com familiares e amigos, na sede do grupo.
Obrigado pelos momentos fantásticos juntos neste ano de 2013!
A arte e a cultura de nosso município agradecem.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Noite de Paz e Luz acontece hoje
Na noite de hoje será realizada a abertura das comemorações natalinas em Campo Novo do Parecis. A Noite de Paz e Luz acontece hoje, às 20h, na Praça da Cultura, ocasião em que ocorre a chegada do Papai Noel que distribuirá doces para as crianças até o dia 24 de dezembro, na Noite de Natal.
Acontecerão apresentações culturais de música e danças, com a participação especial do Coral da Semec acompanhada da banda de instrutores do Centro Cultural de Tangará da Serra.
Acontece ainda a Feira Artesanal Natalina, com participação de artesãos de nosso município.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Banda Sandokan animou a chegada de 2012 com queima de fogos e Show de Prêmios
Na oportunidade foi realizado o Show de Prêmios da ACIC e divulgação dos ganhadores da Decoração Natalina 2011, comércio e residência. Veja aqui os ganhadores.
A banda Sandokan animou a festa da virada do ano, no dia 31, em Campo Novo do Parecis. Uma grande queima de fogos também clareou o céu da cidade para festejar a entrada de 2012. A comemoração foi na Praça de Eventos, que recebeu mais de 3 mil pessoas.
“A passagem do ano é um motivo de festa em qualquer lugar do mundo, principalmente, se estivermos em um lugar gostoso, com festa e alegria e em companhia de amigos e familiares como estamos aqui em Campo Novo”, disse Miguel de Souza, morador de São José do Rio Claro que veio festejar a entrada de ano aqui no município.
A tradicional queima de fogos foi a atração que mais chamou a atenção de Luiz Claudio, de 12 anos que foi participar da festa com seus pais. O espetáculo pirotécnico pode ser visualizado em alguns pontos da cidade.
Na oportunidade, foi divulgado os ganhadores do Concurso Anual de Decoração Natalina 2011, residência e comércio, com a seguinte colocação:
Residência: 1º Lugar – Maria Aparecida Garcia
2º Lugar – Nelson Bogger
3º Lugar – Jane Toniasso
Comércio: 1º Lugar – Atuallis Moda Masculina
2º Lugar – Drogaria Parecis
3º Lugar – Luíza Modas
Na noite festiva, aconteceu ainda o tão esperado sorteio do Show de Prêmios, realizado pela ACIC em parceria com a prefeitura Municipal e os ganhadores foram:
1° PRÊMIO – 1 Carro Importado J3 TURIN: JOSÉ VAGNER C. FERREIRA
2°PRÊMIO – 1 Caminhão de prêmios: RODRIGO CARDOSO
3° PRÊMIO – 1 Viagem para 2 pessoas para o litoral nordestino: GISSELA FERRACINI
4° PRÊMIO – 1 TV LCD 32”: LUANA LEITE FEDRIGO
5° PRÊMIO – 1 Notebook: GORETI APARECIDA DA ROCHA
6° PRÊMIO – Netbook: VALDERI G. FAGUNDES
7° PRÊMIO – Moto elétrica infantil: BEATRIZ RIVAROLA JACINTO
8° PRÊMIO – 1 Filmadora: DAYANA F. PEREIRA SANTOS
9° PRÊMIO – 1 Câmara Digital: JUSSARA FERREIRA
10° PRÊMIO – 1 Câmara Digital: VERA BRUM
Fonte: Alessandra Costa Marques - Departamento de Comunicação com Informações da ACIC
A banda Sandokan animou a festa da virada do ano, no dia 31, em Campo Novo do Parecis. Uma grande queima de fogos também clareou o céu da cidade para festejar a entrada de 2012. A comemoração foi na Praça de Eventos, que recebeu mais de 3 mil pessoas.
“A passagem do ano é um motivo de festa em qualquer lugar do mundo, principalmente, se estivermos em um lugar gostoso, com festa e alegria e em companhia de amigos e familiares como estamos aqui em Campo Novo”, disse Miguel de Souza, morador de São José do Rio Claro que veio festejar a entrada de ano aqui no município.
A tradicional queima de fogos foi a atração que mais chamou a atenção de Luiz Claudio, de 12 anos que foi participar da festa com seus pais. O espetáculo pirotécnico pode ser visualizado em alguns pontos da cidade.
Na oportunidade, foi divulgado os ganhadores do Concurso Anual de Decoração Natalina 2011, residência e comércio, com a seguinte colocação:
Residência: 1º Lugar – Maria Aparecida Garcia
2º Lugar – Nelson Bogger
3º Lugar – Jane Toniasso
Comércio: 1º Lugar – Atuallis Moda Masculina
2º Lugar – Drogaria Parecis
3º Lugar – Luíza Modas
Na noite festiva, aconteceu ainda o tão esperado sorteio do Show de Prêmios, realizado pela ACIC em parceria com a prefeitura Municipal e os ganhadores foram:
1° PRÊMIO – 1 Carro Importado J3 TURIN: JOSÉ VAGNER C. FERREIRA
2°PRÊMIO – 1 Caminhão de prêmios: RODRIGO CARDOSO
3° PRÊMIO – 1 Viagem para 2 pessoas para o litoral nordestino: GISSELA FERRACINI
4° PRÊMIO – 1 TV LCD 32”: LUANA LEITE FEDRIGO
5° PRÊMIO – 1 Notebook: GORETI APARECIDA DA ROCHA
6° PRÊMIO – Netbook: VALDERI G. FAGUNDES
7° PRÊMIO – Moto elétrica infantil: BEATRIZ RIVAROLA JACINTO
8° PRÊMIO – 1 Filmadora: DAYANA F. PEREIRA SANTOS
9° PRÊMIO – 1 Câmara Digital: JUSSARA FERREIRA
10° PRÊMIO – 1 Câmara Digital: VERA BRUM
Fonte: Alessandra Costa Marques - Departamento de Comunicação com Informações da ACIC
domingo, 25 de dezembro de 2011
A verdadeira história do Natal
A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz.
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.
Por Texto Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Para saber mais
Religions of Rome - Mary Beard, John North; Cambridge, EUA, 1998
Santa Claus: A Biography - Gerry Bowler, McClelland & Stewart, EUA, 2005
www.candlegrove.com/solstice.html - Como várias culturas comemoram o solstício de inverno.
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.
Por Texto Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Para saber mais
Religions of Rome - Mary Beard, John North; Cambridge, EUA, 1998
Santa Claus: A Biography - Gerry Bowler, McClelland & Stewart, EUA, 2005
www.candlegrove.com/solstice.html - Como várias culturas comemoram o solstício de inverno.
O "Feliz Natal" no mundo
Brasil: Feliz Natal!
Bélgica: Zalige Kertfeest!
Bulgária: Tchestito Rojdestvo Hristovo, Tchestita Koleda!
Portugal: Boas Festas!
Dinamarca: Glaedelig Jul!
EUA: Merry Christmas!
Inglaterra: Happy Christmas!
Finlândia: Hauskaa Joulua!
França: Joyeux Noel!
Alemanha: Fröhliche Weihnachten!
Grécia: Eftihismena Christougenna!
Irlanda: Nodlig mhaith chugnat!
Romênia: Sarbatori vesele!
México: Feliz Navidad!
Holanda: Hartelijke Kerstroeten!
Polônia: Boze Narodzenie!
sábado, 24 de dezembro de 2011
Revelação apresenta Auto de Natal no Concurso de Presépio Vivo
Aconteceu na noite de ontem (23/12), a apresentação do único grupo inscrito no Concurso Anual de Decoração Natalina - modalidade Presépio Vivo. O Grupo de Teatro Revelaçao aceitou o desafio e montou o Auto de Natal, representando o momento da Natividade.
A apresentação se deu na Praça Municipal Odenir Ortolan e os poucos presentes puderam apreciar os quadros que representaram o nascimento de Jesus, momento máximo da cristandade.
Juntamente com o Concurso de Presépio Vivo seria entregue a premiação do Concurso de Decoração Natalina - modalidades comércio e residência, contudo, a pedido do prefeito municipal Mauro Valter Berft, o mesmo foi transferido para a Praça de Eventos, no Show da Virada (31/12).
Abaixo, os comércios e residências que serão premiados (por ordem alfabética), sendo que a colocação de cada um será conhecida no dia 31:
Modalidade comércio
Atuallis Moda Maculina;
Drogaria Parecis;
Luiza Modas.
Modalidade residência
Jane Toniasso;
Maria Aparecida Garcia;
Nelson Bogger.

A apresentação se deu na Praça Municipal Odenir Ortolan e os poucos presentes puderam apreciar os quadros que representaram o nascimento de Jesus, momento máximo da cristandade.
Juntamente com o Concurso de Presépio Vivo seria entregue a premiação do Concurso de Decoração Natalina - modalidades comércio e residência, contudo, a pedido do prefeito municipal Mauro Valter Berft, o mesmo foi transferido para a Praça de Eventos, no Show da Virada (31/12).
Abaixo, os comércios e residências que serão premiados (por ordem alfabética), sendo que a colocação de cada um será conhecida no dia 31:
Modalidade comércio
Atuallis Moda Maculina;
Drogaria Parecis;
Luiza Modas.
Modalidade residência
Jane Toniasso;
Maria Aparecida Garcia;
Nelson Bogger.
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Simbologia do Natal
Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.
Árvore
Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.
Presentes
Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebrava a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.
Velas
Representam a boa vontade. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos.
Estrela
No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.
Cartões
Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.
Comidas típicas
O simbolismo que o alimento tem na mesa vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.
Presépio
Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.
Para refletir!
"Por que o Natal é um pouco igual um dia no escritório?
Você faz todo o trabalho e o sujeito gordo com o terno adquire todo o crédito."
Autor desconhecido
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
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