Mostrando postagens com marcador criatividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criatividade. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de setembro de 2019

Criatividade será 3ª habilidade mais importante para o futuro

Em 2015, a criatividade era considerada como a 10ª habilidade mais importante para o mercado de trabalho. Desde então, ela galgou posições e hoje é considerada o terceiro skill principal para quem busca se tornar um profissional bem-sucedido.


Esta mudança foi um dos temas abordados durante o Fórum Econômico de Davos de 2018. Durante o encontro global, ficou claro que as artes se tornaram hoje parte fundamental da chamada quarta revolução industrial. A criatividade foi indicada como uma das três principais habilidades necessárias para o profissional do futuro, ao lado da capacidade de resolver problemas complexos e do pensamento crítico.

Isso é essencialmente importante hoje, quando o Brasil discute sua Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio. Embora o documento tenha sido apresentado pelo Ministério da Educação, o Instituto Arte na Escola lembra que ele não detalha conteúdos de diversas áreas do conhecimento. Estão incluídas nesse leque as manifestações artísticas, como teatro, música, dança e artes visuais.

O Instituto defende que estes processos criativos sejam um componente curricular obrigatório nas escolas. Isso requer professores especialistas nestas áreas que possam conduzir os alunos na descoberta dos campos artísticos.

“Temos como premissa que a arte, enquanto objeto do saber, desenvolve nos alunos habilidades perceptivas, capacidade reflexiva e incentiva a formação de uma consciência crítica, não se limitando à autoexpressão e à criatividade”, diz Claudio Anjos, diretor-executivo da Fundação Iochpe e do Instituto Arte na Escola.

De olho na necessidade de desenvolver habilidades criativas e artísticas, outros países já estão adaptando seus currículos escolares. É o caso da Argentina, em que o cinema passou a ser ensinado nas escolas. No Brasil, projetos realizados na Bahia e em São Paulo já aplicam o ensino de arte ou criatividade ao dia a dia dos estudantes.

Quando estruturados no currículo escolar, o ensino de artes e humanidades auxilia o desenvolvimento de outras habilidades, incluindo aquelas relacionadas à tecnologia, como detalha uma pesquisa divulgada pelo ScienceMag.

De acordo com o pesquisador Robert Root-Bernstein, autor do artigo, um estudo conduzido com 225 cientistas e engenheiros indicou que mais de 60% deles reconhecia o impacto direto das disciplinas artísticas em sua atuação profissional. Além disso, mais de 80% deles acreditavam que o ensino destas matérias deveria ser parte fundamental no estudo de áreas relacionadas à tecnologia.

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/09/criatividade-sera-3a-habilidade-mais-importante-para-o-mercado-de-trabalho-futuro/?utm_source=social&fbclid=IwAR2hvxkpbrqFqy1J4Xh2vsl6jrDUngQjSUDW3z81JW_yfsnGndH-zaCWUt4

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Korowai e suas casas na árvore



As casas na árvore que costumamos ver já são fantásticas, mas as que a tribo Korowai criam são mais ainda. As moradias têm aquela aparência rustica e completamente natural, sem qualquer resquício de tecnologia. São verdadeiras casas na árvore!

Tudo começou porque eles não sabiam que existiam outras pessoas que não fossem índios, não existiam casas de cimento, dentre outras tecnologias.

Os Korowai começaram a criar suas casas em árvores, mas era algo bem diferente do que estamos acostumados a ver. Isso porque as moradias eram construídas a mais de trinta metros do chão. Você deve estar se perguntando, como eles entram nas residências?

Pois bem, os índios usam cipós e escadas feitas com troncos. O mais interessante de tudo é que eles constroem todas as casas sem as nossas ferramentas convencionais. É muita criatividade!

Como para todas as pessoas a moradia é um ambiente sagrado e muito importante para a família, por isso, quando alguém da tribo se casa, todos os membros se unem para construir um lar e dar de presente aos noivos. Uma bela iniciativa, não é? Pois desse jeito, todas as pessoas têm onde morar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encenarte - O Jogo como Atividade Dramática 2


"Unidades de Descoberta"

Definindo uma ideia de criatividade, dizemos que ela surge quando brincamos, imaginamos ou sonhamos, e que para lidar com a arte é imprescindível preservar o espírito da criança que cada um tem dentro de si.

Todos os artistas tem um prazer infantil quando trabalham. Por mais terrível, cruel ou amargo que seja o que criamos, tudo que tem origem no prazer infantil da brincadeira.

O Jogo tem sua raiz no brincar da criança e a mudança das suas regras como fonte de novas atividades, é das contribuições sugeridas como conteúdo eficaz no processo de preparação do ator. Defendemos a necessidade de se estudar o brincar como um tema em si e não esquecendo de algumas propostas teatrais que abarcam o jogo no seu processo, propomos, baseado nas experiências efetuadas, a investigação mais acentuada e ampla desse material e sua aplicação no trabalho do ator, pois se trata de uma prática que conserva qualidades insuspeitadas na abertura de espaços para o fazer criativo de qualquer pessoa verdadeiramente interessada em atuação cênica.

Como atividade livre, voluntária, espontânea, desligada de interesses materiais, o brincar implica confiança e concentração, envolve o corpo todo e a mente, e é acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria capaz de absorver o ator de maneira intensa e total. O jogo faz de uma zona neutra e os impulsos criativos, motores e sensórios (que não são mediados pelo consciente), sua matéria prima, permitindo desenvolver em toda plenitude as necessidades de ritmo, harmonia, mudança, alternância, contraste, clímax, etc, que são requisitos fundamentais para a criação no teatro.

sábado, 23 de outubro de 2010

O que é preciso para se fazer arte!?


Fomos feitos para criar! A arte é um ato da alma e não do intelecto.

Um dom especial que privilegia alguns poucos seres viventes? Ser brilhantemente criativo? Talento? Tempo? Dinheiro?

Quando crianças, uma caixa de lápis de cor era o nosso tesouro mais fascinante! Pintar um desenho, escrever um verso, cantar uma cantiga, eram brincadeiras agradáveis que aos poucos nos ensinaram não serem bastante úteis. Foi o início do conflito: útil ou agradável? Estas atividades, que nos proporcionavam momentos de verdadeira alegria, ficaram confinadas então aos dias de lazer, férias e feriados.

Será que a arte, na vida do homem atual, não poderia ser algo mais simples, mais presente e também mais constante do que poucos momentos de lazer?

E se lembrarmos que a arte é um fenômeno presente em todas as culturas e que quase tudo que sabemos das civilizações passadas nos foi legado pela arte que sobreviveu aos tempos, e note-se bem, na maioria das vezes, apenas ela sobreviveu!

Infelizmente a arte hoje geralmente é encarada como mero lazer, cercada por falsos conceitos de que artistas ou não podem se sustentar, ou são promíscuos ou possuem uma conduta inadequada... enfim, arte não é profissão! Na escola o professor de artes só é lembrado quando é preciso "decorar a escola" para algum evento ou produzir lembranças para "dia das mães", "dia dos pais" e tantos outros dias inventados pelo comércio.

Jovens com determinante característica artística são induzidos pelos pais e educadores para profissões mais sensatas. Serão médicos, advogados, administradores e pintores de final de semana. São estimulados a pensar de uma maneira mais mercantilista e passam então a consumir arte em seus feriados: vão ao teatro ver atores, que encenam peças de autores que cantam músicas de compositores que decoram suas casas com telas de pintores.

Todos esses, profissionais trabalhando cada um em sua área, movimentando uma economia que emprega outros tantos nos serviços de apoio como produção do som, vestuários, maquiadores, indústrias de tintas e materiais artísticos, acomodados em museus, galerias, teatros, cinemas projetados por arquitetos (artistas do espaço físico), decorados por decoradores (artistas do ambiente ), clicados por fotógrafos (artistas apressados), projetados na mídia por publicitários e jornalistas (também artistas).Ficam então olhando tudo isto com um gostinho assim:-" Nem todo o mundo pode ser artista..."

Mas não é bem assim. Para fazer arte apenas é necessária a simples vontade de fazê-la. Fomos feitos para criar! A arte é um ato da alma e não do intelecto.

Quando lidamos com o nosso dia-a-dia estamos ao mesmo tempo lidando com questões ligadas à composição artística, à combinação das cores, das palavras, dos sons, das idéias. Tudo esperando se manifestar.

Neste mundo da manifestação artística, seja ela qual for, não cabem a inveja, a deslealdade, a crítica. Só o ato artístico poderá preencher os vazios cavados durante o amadurecimento forçado pelo intelecto. Todos nós temos um tema da mesma maneira que todas as flores tem a sua beleza única e insubstituível. Resta-nos buscar uma maneira de expressá-lo com a mesma singeleza daquele desenho de criança que tanto nos satisfez um dia. Entendendo isto parta para a prática e então você poderá dizer:

- " Eu também posso ser artista!"

Maria de Fátima Seehagen é facilitadora em Criatividade
Aplicada e Orientadora em Cuiabá - Mato Grosso