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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Encenarte - O jogo como atividade dramática 5



Na proposta aqui apresentada o jogo só tem validade para o ator e o grupo enquanto exercício e reflexão. Sem reflexão essa atividade não subsiste como re-aprendizagem para o ator. Reaprendizagem porque, originalmente na nossa tenra infância, eramos integralmente aptos a tudo.


Os jogos tem poder de friccionar, de agitar, num breve espaço de tempo, os órgãos da expressão. Num primeiro momento, os assim chamamos jogos livres valem como treinos da dinâmica geral: aceleram a motricidade das baterias corporais, vocais, emocionais e intelectuais, e, na segunda etapa, os denominados jogos dirigidos canalizam e assessoram o ato criativo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

EncenArte - O jogo como atividade dramática 4


"Exercício e reflexão"

Na proposta aqui apresentada o jogo só tem validade para o autor e o grupo enquanto exercício de reflexão. Sem reflexão essa atividade não subsiste como re-aprendizagem para o ator. Re-aprendizagem porque, originalmente na nossa tenra infância, eramos integralmente aptos a tudo.


Os jogos tem poder de friccionar, de agitar, num breve espaço de tempo, os órgãos da expressão. Num primeiro momento, os assim chamamos jogos livres valem como treino da dinâmica geral: aceleram a motricidade das baterias corporais, vocais, emocionais e intelectuais; e, na segunda etapa, os denominados jogos dirigidos canalizam e assessoram o ato criativo.


O primeiro passo nesse processo é o levantamento de todos os jogos conhecidos, começando pelas brincadeiras das crianças, principalmente essas, sua estrutura, objetivos e possibilidades desencadeamento num método de aprendizagem e desenvolvimento da expressão cênica.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Encenarte - O jogo como atividade dramática 3


"Suas dádivas"

Os jogos são atividades que envolvem ação global: corporal, mental, emotiva... Como exigem muita concentração num foco de atenção e a maioria deles prescinde de um treinamento aprofundado como pré-requisito, eles tornam uma das atividades coletivas onde, em prazo de segundos, inconscientemente, a autocensura é automaticamente eliminada da ação. E aí está a sagrada virtude: no decorrer da atividade, o jogador atua na sua maior plenitude, sem amarras.
         
Com a retomada do jogo como conteúdo básico de autodesenvolvimento individual e grupal, os objetivos são:

  • Ajudar o ator, através de uma atividade programada desse conteúdo, a flagrar seu potencial latente;
  • Orientá-lo na dinamização e canalização desse potencial;
  • Levá-lo a desenvolver uma atividade reflexiva após cada prática visando a localizar os entraves do corpo, da mente, dos relacionamentos e de tudo que for possível ser abordado;
  • Guiar o grupo na criação de um arsenal de atividades abertas que leva cada um de seus elementos sempre a um comportamento dinâmico e criativo frente aos problemas emergentes.
Para a criança, o jogo não é uma atividade qualquer, mas a principal forma de estruturar todos os planos de sua vida. Suas brincadeiras não são simples lazer, mas aprendizagem de convivência, construção de espaços, de certificação da sua identidade e da sua satisfação existencial.