segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Para refletir!


"A única beleza, a beleza eterna, é da alma que se manifesta, através do rosto, concretizada em uma admirável cólera ou num sorriso de amizade e amor."

Anônimo

domingo, 2 de setembro de 2012

Descrição dos Halítis por Rondon


PARECÍS / ARÍTIS

Os Parecís encontravam-se nas zonas da Serra do Norte, Aldeia Queimada, Utiariti, Salto do Timalatiá e dos rios Paraguai, Juruena e Guaporé.


Morfologicamente eram baixos, a pele era amarela, mais ou menos escura conforme o grupo, lisa ou pouco enrugada. Tinham mãos e pés pequenos, assim como os olhos, castanho-escuros. Eram comuns as tatuagens nos braços e nas coxas. Verificou-se uma queda prematura dos incisivos medianos. Eram tipicamente delicados e o seu aspecto era simpático.
Não havia um chefe geral dos Parecís. Havia em cada aldeia um chefe temporal (Amúri), sempre obedecido, e outro espiritual (Utiaríti), sempre respeitado e que exercia funções de sacerdote e médico, guardando na memória as lendas do povo. Acontecia por vezes serem representados pela mesma pessoa. 

A língua possuía um léxico abundante, enriquecido por Rondon, pessoa influente no meio parecí, tendo construído duas escolas no território. Entre o material etnográfico recolhido encontravam-se: escudos, vasos, cestos, redes de dormir, faixas em tecido para atar à cintura ou à cabeça, sacos de palha, abanos, peneiras, instrumentos musicais, instrumentos sagrados, arcos e flechas. Devido aos mais de duzentos anos de contacto com os brancos, quase todos os filhos falavam ou percebiam o português.

Não foi encontrada qualquer informação de degeneração física ou psíquica, nem nenhuma doença nervosa. Eram, no entanto, frequentes paludismo crónico, bronquites e inflamações das vias aéreas superiores, ao que se pensava devido à poeira. Foram poucos os idosos encontrados, sendo na sua maioria do sexo feminino.


Existia poligamia. Casavam-se jovens. Alguns criavam meninas para desposar quando atingissem a puberdade. Tratavam as mulheres com desprezo. Só consentiam que comessem depois de completamente saciados. Segregavam-nas das cerimónias, escondiam delas os objectos sagrados, não lhes permitiam dançar e cantar na sua companhia. Eram elas que socavam o milho, plantavam, fiam, lavavam a roupa, cozinhavam e tratavam dos filhos. Por ocasião do nascimento de uma criança, ambos os progenitores jejuavam até à queda do cordão umbilical. A amamentação prolongava-se por bastante tempo. Aos três anos era baptizado recebendo o nome de um dos avós. Os mortos inumavam-se dentro de casa. Os parentes jejuavam nos seis dias seguintes. Acreditavam que se nesse período o morto não ressuscitasse era porque tinha conseguido entrar no céu.

Normalmente andavam vestidos, mas nas horas de maior calor era frequente despirem a roupa. Usavam as armas dos brancos. Utilizavam-nas para caçar. Os animais superiores mais comuns eram emas, araras, corujas, lobos, lagartos, serpentes, perdizes, narcejos (ave pernalta) e inhambus (ave sem cauda). As casas parecís eram grandes com tecto diedro coberto de palmas e portas pequenas. Ao centro um esteio alto e forte, à volta do qual se armavam redes e se acendem fogueiras. Mais de trinta pessoas moravam numa palhoça.

Em tempo de lazer, atavam guizos aos tornozelos para dançar, feitos de frutos secos de “piqui”. Fabricam, com borracha da mangabeira, bolas com que jogavam “Mataná-Arití” ou Head-ball como lhe chamou Roosevelt. Neste jogo duas equipas em dois campos passavam a bola de um lado para o outro com a cabeça.

Os índios apreciavam muito presentes, nomeadamente fósforos e principalmente machados de ferro. Por machado trocavam tudo. O ferro é o ouro da Serra do Norte. As índias também apreciavam pentes e cosméticos. Assim se conquistava a simpatia dos índios.


Cuiabá sedia Encontro Nacional de Contadores


O Encontro Nacional de Contadores de Histórias é uma ação de fomento a cultura literária oral e escrita no Estado de Mato Grosso, cujo objetivo maior é o incentivo a difusão, produção e qualificação dos agentes culturais do Estado. Ele será o carro chefe do evento e integra diversas atividades que faem parte da programação de comemoração do centenário da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça.

O objetivo deste projeto é contribuir para um crescente interesse pela arte de contar histórias e literatura de modo geral. Levar ao público uma alternativa de entretenimento de qualidade, através de um projeto cultural educativo, que buscará atingir a comunidade escolar em suas diversas faixas etárias.

O projeto atenderá, por meio de agendamento, a rede educacional de ensino e suas respectivas comunidades. Estima-se atender 2.070 espectadores entre crianças, jovens e adultos, que terão a oportunidade de assistir suas apresentações e participar das oficinas. Ao todo serão 12 sessões de contação de histórias e 9 oficinas ministradas, ao longo dos quatro dias de evento, com acesso gratuito aos espetáculos.

Campo Novo do Parecis no Encontro Nacional

Nosso município estará presente com a Trupe de Contadores do Teatro Ogan: Van César, Silvinha e Eduh Gevizier. Participam ainda do evento a instrutora de Teatro do Centro Cultural, Francislaine Almeida e a coordenadora do Projeto Aplauso, Karla Santana.

Espera-se com isso trazer inúmeros conhecimentos na área para Campo Novo do Parecis, para aprimorar as sessões de contação de histórias oferecidas pela Biblioteca Pública Municipal e Biblioteca Comunitária Mãe Branca, do Ponto de Cultura Ninho do Sol e estimular a literatura oral entre crianças e jovens.

Projeto Pequeno Artista - Juína

Para refletir!


"Se a sua couraça não tiver brecha nenhuma, é porque você está ferido mortalmente."

Anônimo

sábado, 1 de setembro de 2012

As Possibilidades da Arte! - Eu gosto...


Gosto de ler em papéis amarelados pelo tempo, respirando ácaros que vivem das letras escritas em máquinas de escrever.

Gosto de achar buraquinhos entre as folhas de um livro. Lugarzinhos onde passaram traças gulosas de sabedoria, pois comem sempre a parte em branco, vazia da folha.

Gosto mesmo de achar umas páginas rabiscadas com garranchos de alguém que também passou por ali e deixou suas anotações pelos cantos.

Gosto de ler em voz alta todas as linhas por onde gritam as palavras escritas já há muito tempo.

Gosto de comer um bom livro (no café da manhã, da tarde, no almoço e na janta) e beber o tempo entre uma página e outra.

Gosto de mergulhar entre as linhas e nadar pelas frases, acompanhado pelas letras que formam um cardume de pensamentos, no mar das idéias.

Gosto de procurar agulhas pontudas, também conhecidas como ‘argumentos’ entre as folhas de palhas de coqueiro.

Gosto de gargalhar com um livro aberto de sorrisos e ironias refinadas, escritas por penas afiadas e tintas gozadas.

Gosto de provar o gosto amargo das idéias controversas, desenhadas por artistas e poetas revestidos de doces filosofias e tristes alegrias, em pequenos livros de grande volume.

Gosto de aumentar o volume da leitura que faço de meus livros prediletos, alcançando a estratosfera e causando a ruptura de conceitos antigos e desgastados, que aguardavam ansiosos sua renovação.

Gosto da inovação que me traz um antigo livro, das idéias novas escritas há muito tempo.

Gosto do gozo que me faz uma boa escrita orgásmica (como a de Manoel de Barros).

Gosto de repetir incessantemente e repetidamente que gosto das coisas que gosto!

Gosto da luz do conhecimento que paira sobre a cabeça quem observa/absorve um bom livro.

Gosto de ter nas mãos as idéias vivas de alguém que não sou eu (mas poderia ser), e passar a pensar com uma cabeça que não é minha (mas pode se tornar) gosto tanto de filosofia...

Gosto de retrucar, reler e lutar para contestar e/ou refutar teorias que encontro nos caminhos da leitura.

Gosto do exercício da mente, do peso que levanto na estante e que se assenta em minha cabeça quando leio.

Não gosto de saber que poucos gostam de ler.

Obs: Se chegou até aqui, já gosto de você!

Vinícius H. Masutti - é natural de Pato Branco, Paraná, Brasil. Mas é uma espécie de nômade, pois já viveu no Mato Grosso do Sul e hoje faz seus versos em Cuiabá, Mato Grosso. Lá faz um trabalho de garimpo poético, redescobrindo os poetas daquela terra. Escreve artigos para o jornal "Diário de Cuiabá", o mais antigo do estado. Estuda Filosofia na Universidade Federal do Mato Grosso, porque como gosta de afirmar, "Filosofia é poesia porque poesia é reflexão". Vinícius pratica poesia e filosofia.

Para refletir!


"Todos aqueles que encontramos profundamente, nos formam, nos modificam, nos constróem."

Anônimo

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

29 de Agosto - Dia de Combate ao Fumo

Mato Grosso discute criação do Plano Estadual de Cultura

As discussões com o setor público e diversos segmentos culturais do Estado elencaram as necessidades e diretrizes que vão integrar o Plano Estadual.


Após 16 reuniões técnicas com segmentos culturais de todo Mato Grosso, o Governo do Estado iniciou na sexta-feira (24.08) a elaboração do Plano Estadual de Cultura. Durante todo o dia, foi discutido com o setor público e diversos segmentos culturais do Estado as necessidades e diretrizes que vão integrar o Plano Estadual. A reunião foi realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, das 9h às 18h.

O representante do Ministério da Cultura, Bernardo Machado, destacou as potencialidades culturais de Mato Grosso e explicou que o plano vai reunir as demandas da sociedade e do setor artístico de modo a reivindicar orçamentos mais justos. “Mato Grosso tem muito a mostrar e possui uma diversidade de expressões culturais que o Brasil precisa conhecer. Neste fórum vamos discutir e estabelecer metas para propor os orçamentos. O Governo Federal está oferecendo todo apoio para a construção dos Planos Estaduais”, afirmou.

O Plano de Cultura é um instrumento no qual o Poder Público assume a responsabilidade de implantar políticas culturais. Após o Fórum será possível conhecer os elementos culturais do Estado e depois verificar as prioridades e estabelecer desafios, segundo o secretário de Estado de Cultura, João Laino. “Buscamos trazer um sistema eficiente e transparente para atender a classe artística de Mato Grosso, porque é preciso ter amor pela arte. O Patrimônio cultural é o modo de viver do povo, e está ligado à economia, a educação e ao social. O Fórum de hoje nos mostra qual o melhor caminho a trilhar”, afirmou o secretário.

De acordo com o Coordenador do Núcleo Executivo do Plano Estadual de Cultura, Rômulo Fraga, este fórum traçou diretrizes para a construção do plano com um olhar regional e também buscou avançar na legislação cultural. “Durante o dia foi apresentado o diagnóstico do setor cultural de Mato Grosso e a partir daí busca-se construir um plano Estadual que atenda as demandas existentes”.

O I Fórum Estadual de Planejamento da Cultura foi antecedido por 16 Fóruns Regionais de Planejamento da Cultura, realizados nas 12 Regiões de Planejamento do Estado. Foram municípios sedes das etapas regionais Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Matupá, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Tangara da Serra e Várzea Grande.

Por Sinara Alvares