sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fórum Nacional de Secretários de Cultura

As políticas públicas do Ministério da Cultura (MinC) e a participação da Pasta como cogestora das ações do Fórum de Direito e Cidadania, organizado pela Presidência da República, para definir as prioridades do governo da presidenta Dilma Rousseff, foram os temas abordados pelo secretário Executivo do MinC, Vitor Ortiz, durante sua participação na 2ª reunião ordinária, de 2011, do Fórum Nacional dos Secretários de Cultura, realizada na cidade de Gramado (RS), na manhã desta sexta-feira (10).

Vitor Ortiz falou aos secretários sobre a necessidade de fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura (SNC) não apenas institucionalmente, mas também, com relação ao conteúdo das políticas públicas para o setor, para que possam ser desenvolvidas conjuntamente com estados e municípios.

O Fórum Nacional dos Secretários de Cultura é uma articulação política entre as três esferas do Poder Executivo, criada em 1982, com o objetivo de debater nacionalmente políticas setoriais, meta que mais tarde veio a ser institucionalmente incorporada pelo governo federal, com a implantação do SNC. O fórum realiza reuniões periódicas em diferentes regiões do país.

A 2ª reunião ordinária do fórum , em 2011, foi realizada entre os dias 9 e 10 de junho, no estado do Rio Grande do Sul, nas cidades de Porto Alegre (9) e Gramado (10). O encontro reuniu representantes da área cultural de 20 estados brasileiro. A secretária de Cidadania Cultural do MinC (SCC/MinC), Marta Porto, também esteve presente nos debates do fórum. Ela participou da reunião em Porto Alegre, no primeiro dia, e falou sobre a estrutura de funcionamento da nova Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), que está em processo de criação dentro da nova estrutura do MinC e da qual ela será titular.

São Leopoldo

No período da tarde, o secretário Vitor Ortiz deslocou-se para o município de São Leopoldo (RS), para participar da cerimônia de finalização do projeto de resgate do Memorial Jesuíta da Região Sul do Brasil, implantado na Biblioteca do Campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O projeto que teve o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, realizou a digitalização de mais de 60 mil volumes de livros e manuscritos do acervo dos padres jesuítas no Brasil, com obras reunidas entre os séculos XV e XIX. Segundo Ortiz, este é um dos mais antigos acervos bibliográficos do país com a presença de várias obras raras, tais como, a coleção completa da Enciclopédia Francesa do século XIX.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2011/06/10/forum-nacional-de-secretarios-de-cultura/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Programa Aglomerado é novidade na TV brasileira

O Programa está sendo exibido pela TV Brasil e é uma iniciativa da emissora e da Cufa (Central Única das Favelas).


O Aglomerado é apresentado pelo rapper MV Bill e Nega Gizza, dois ícones da música brasileira do momento, e as gravações estão sendo realizadas no viaduto de Madureira, sede da Cufa-RJ.

Saiba mais sobre o programa:



Aglomerado é o resultado de uma mistura apropriada ao gosto de quem está sintonizado com a cultura que surge nas ruas! Das metrópoles do Brasil e do mundo, o programa Aglomerado traz entretenimento, conteúdo e informação, deste universo urbano para todos.

E o centro de convergência desse movimento começa no viaduto de Madureira, sede da Central Única de Favelas (Cufa- RJ). O espaço, onde usualmente acontecem atividades como o skate, basquete e dança de rua, será o cenário deste programa.

O Programa Aglomerado é veiculado nacionalmente às 18h30 (horário de Brasília). Em Cuiabá é só ligar sua televisão no Canal 2 e conferir todas as atrações. Não perca!!!

Quer saber mais acesse:
programaaglomerado.blogspot.com
tvbrasil.org.br/aglomerado

Por Ederson Fernandes de Souza

Alma de Gato realiza show na UFMT

domingo, 5 de junho de 2011

"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra"

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo. Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo. Mas hoje nosso povo está triste.
Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio. O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá. Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.
Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes. Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre.
Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento. Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento. Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós. Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza.
Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo. É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada. Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar. Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu. Com um grito agudo perguntou: Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu? Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens. O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia. A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores. Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo. Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor. As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra. Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou. O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam. Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer. Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido. O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo. O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza. Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto! Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer! Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer. Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver."

Cacique Mutua

Por: Cristina Terra Sotto Mayor

Democracia e Prática da Educação Ambiental para uma sociedade sustentável


A globalização ambiental tem resultado em três conseqüências para a sociedade, que nos levam a pensar na responsabilidade em termos nacionais e internacionais: poluição sem fronteiras; degradação dos ecossistemas que transcendem fronteiras geopolíticas; e interdependêcia no uso dos recursos naturais disponíveis.

Educação ambiental não é neutra. E nós também não devemos ser neutros diante da crise ambiental que estamos vivenciando.

Nesse contexto, as instituições governamentais e não governamentais ainda não alcançaram status para impor ou favorecer medidas executivas que respeitem compromissos de defesa ambiente global. Na presente década, observamos alguns casos onde a pressão de governos e organismos transnacionais, articulados com a mídia e as organizações ambientalistas locais, geram um efeito de sensibilização da opinião pública, que passa a fazer pressão sobre o governo, obrigando-o a tomar medidas urgentes no combate a catástrofes ecológicas.

Há ainda situações de projetos (questionáveis sob o ponto de vista ambiental) que pleiteavam financiamento de organismos europeus, mas tiveram seus objetivos frustrados devido à pressão e de ONGs ambientalistas locais e transnacionais, apoiadas por lideranças políticas e pela opinião pública.

Contudo,essas ocorrêcias são isoladas e se deve a determinados contextos de pressão e de conquistas de simpatia da população, o que é difícil de ser sedimentado e estabilizado em um quadro de democracia frágil como esse em que vivemos.

Contemplando a realidade, verificamos que na sociedade atual as interações se processam desiguais, permeadas por visões e interesse de classes, por pressões de grupos econômicos e de elites. Logo, o pressuposto da democracia deliberativa é falho, em termos de viabilidade de aplicações e práticas para uma sociedade sustentável.

Por Tatiana Navarro

Dia Mundial do Meio Ambiente!

Para Refletir!

sábado, 4 de junho de 2011

Festival de Dança e Cultura de Mato Grosso acontece em junho

Acontece nos dias 18 e de 19 de junho no lago municipal Ernani José Machado, o 8º Festival da Dança e Cultura Mato-grossense.

Cartaz divulgação do festival

O evento, que segundo os organizadores, terá muitas atrações, deve romper as barreiras culturais e trazer para Lucas do Rio Verde apresentações de dança, teatro, feira gastronômica e artesanal.

Dentro da programação deve acontecer o 1º Seminário de Dança do Cerrado com a temática ‘Fomentos dos Grupos Tradicionais em Mato Grosso’.

Confira a programação:

Sábado (18), às 9h, inicia o Festival de Dança do Cerrado - Oficina de preparação corporal, ministrado por Paulo Medina, de Cuiabá, com vagas limitadas a 30 pessoas, participantes receberão certificado.

Às 14h acontecerá o 1º Seminário de Dança do Cerrado com a temática ‘Fomentos dos Grupos tradicionais em Mato Grosso’ e que terá como convidados Joeli Siqueira (Vice-Presidente da Federação Mato-grossense de Cururu e Siriri) Tangará da Serra; Carlos Antunes (Sec. Municipal de Cultura); Gleibson Barbosa (coordenador do grupo de tradição nordestina); Michele Venson (Presidente Associação Cultural Griiner Wald); Jocélio Parecis (Grupo Indígena Parecis); em evento a acontecer no auditório da Câmara municipal de Lucas.

Às 17h30: Abertura da Feira Gastronomia e Artesanal, no lago Ernani José Machado.

19h30: Abertura oficial do Festival de Dança e Cultura Tradicional Mato-grossense com a presença do Sr. Marino José Franz Prefeito de Lucas e autoridades locais;

20h: Siriri e Cururu - Grupo “Os Pássaros Tangará”;

20h30 Dança Indígena - Os Parecis - MT;

21h: Dança Gaúcha - Grupo Sentinela da Tradição;

21h30 Dança Alemã - Associação Cultural Grunner Wald;

22h: Grupo de Tradição Nordestina;

22h30 Concurso de Lambadão e sorteio de brindes;

23h30 Show de Lambadão - Banda “Os Inocentes”, de Cuiabá.

No domingo (19) às ações também começam cedo, logo às 7h com o ‘Chá-co-bolo’;

9h: Espetáculo de Teatro Infantil “Uma maneira simples de voar” Grupo Metamorfose;

15h Encontro na Flor do Cerrado para saída da procissão com os Santos Padroeiros São Benedito da Festa Cuiabana e Nossa Senhora de Fátima da Cidade de Lucas do Rio Verde;

17h: Ladainhas, após o término da reza do Rosário será recitadas diversas invocações em honra ao padroeiro e a Nossa Senhora do Rosário de Fátima;

17h30: Abertura de Feira Gastronomia e Artesanal e Festival de Dança do Cerrado;

18h: Cia de Dança Flor do Cerrado;

18h30: Grupo Pixé - Nova Mutum;

19h: Grupo Esperança – Nobres;

19h30: Grupo Vertente das Palmeiras - Rosário Oeste;

20h: Grupo Os Novos Jangadeiros – Jangada e Festa Cuiabana;

21h Show de encerramento com Nico e Lau e Queima de Fogos.

Fonte: ExpressoMT/João Ricardo

Gaia, a Mãe Terra: ecologia profunda

Gaia é um conceito filosófico cujo nome vem de Gaia, deusa grega da Terra. É um termo inclusivo para conceitos relativos à natureza da Terra, que é constantemente agredida pela ação humana.

Gaia, Géia ou Gê era a deusa da Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora quase absurda. Segundo Hesíodo, ela é a segunda divindade primordial, nascendo após Caos.

A hipótese Gaia, também denominada como hipótese biogeoquímica, é hipótese controversa em ecologia profunda que propõe que a biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagente que mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase. Originalmente proposta pelo investigador britânico James E. Lovelock como hipótese de resposta da Terra, ela foi renomeada conforme sugestão de seu colega, William Golding, como Hipótese de Gaia, em referência a Deusa grega suprema da Terra – Gaia.

James Lovelock, pai da "Teoria Gaia"

A hipótese é frequentemente descrita como a Terra como um único organismo vivo. Lovelock e outros pesquisadores que apoiam a ideia atualmente consideram-a como uma teoria científica, não apenas uma hipótese, uma vez que ela passou pelos testes de previsão.

O cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem.

Relação do ser humano com o planeta

As reações do planeta às ações humanas podem ser entendidas como uma resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente. A emissão de gás carbônico, de clorofluorcarbonetos (CFCs), de desmatamentos dos biomas importantes como a floresta amazônica, a concentração de renda, o consumismo e a má distribuição de terra podem causar sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano.

Por conta disso, há aumento do efeito-estufa, a intensificação de fenômenos climáticos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, a chuva ácida, a miséria e a exclusão humana.


Apesar das dificuldades de definição do que é a vida no mundo científico, essa teoria é uma nova forma de se entender o meio ambiente, pois se sabe que o ser humano faz parte do todo e que o planeta é um ser que se auto-regula.

A Terra é uma interação entre o vivo e o não-vivo. Precisamos perceber que fazemos parte de um organismo vivo que se auto-regula e interage com os outros seres. A analogia da Sequóia esclarece muito: é uma espécie de árvores que chega até 115 metros de altura, e é composta por 97% de material não-vivo.

Comparando-a com o planeta Terra, pode-se perceber que o planeta é composto por uma grande quantidade de material não-vivo e possui uma fina camada de vida (seres vivos). O grande corpo do planeta tem a capacidade de auto-regulação, fruto da interação dos seres vivos e não-vivos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Gaia - Teoria da Terra Viva

Poderiamos chamar o planeta Terra de um organismo vivo?

Gaia, deusa da Terra, adorada pelos antigos gregos

Nós, seres vivos, somos formados por um amontoado de outros seres vivos menores, as células. No final das contas, nós somos apenas uma enorme colônica de células e outros seres vivos como bactérias e vírus. Tal conceito, talvez, pudesse ser extendido ao nosso planeta, que também seria um organismo maior composto por inúmeros outros menores, incluindo animais e plantas.

A biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagente que mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase.

O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde. O que demonstra uma ligação poderosa entre as partes que compoem o planeta Terra.

As reações do planeta às ações humanas podem ser entendidas como uma resposta autoreguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente. A emissão de gás carbônico, de clorofluorcarbonetos (CFCs), de desmatamentos dos biomas importantes como a floresta amazônica, a concentração de renda, o consumismo e a má distribuição de terra podem causar sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano.

Por conta disso, há aumento do efeito-estufa, a intensificação de fenômenos climáticos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, a chuva ácida, a miséria e a exclusão humana.

Sendo assim, uma maior frequencia de catástrofes naturais de grandes proporções, incluindo também terremotos, maremotos, nevascas e chuvas muito intensas, seja o "sistema imunológico" terrestre respondendo a um agressor interno, assim como nosso organismo reage combatendo ou se adaptando a um vírus ou bactéria agressivos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Campo Novo do Parecis realiza I Conferência Municipal de Cultura

Convocada pelo Decreto Executivo Nº 049, de 01 de junho de 2011, a I Conferência Municipal de Cultura de Campo Novo do Parecis – Mato Grosso será promovida e realizada pelo Conselho Municipal de Política Cultural, com o apoio do Departamento Municipal de Cultura e supervisão da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Plano Nacional de Cultura, aprovado pela Lei Nº 12.343, de 02 de dezembro de 2010

Com o tema “Cultura na Terra dos Parecis”, a I Conferência Municipal de Cultura tem por objetivos discutir a cultura do município nos seus aspectos de memória, de produção simbólica, de gestão, de participação social e da plena cidadania cultural, propondo estratégias para o fortalecimento da cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável.

Ainda, promover o debate entre artistas, produtores, gestores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões com o objetivo maior de elaborar o Plano Municipal de Cultura para o decênio 2011/2021.

A I Conferência Municipal de Cultura de Campo Novo do Parecis será realizada no dia 02 de setembro deste, sendo antes precedida pela Pré-Conferência e por diversos Fóruns Setoriais:
Pré-Conferência Municipal de Cultura - 08 de junho;
Fórum Setorial de Música - 15 de junho;
Fórum Setorial de Artes Cênicas - 22 de junho;
Fórum Setorial de Cultura Popular a Artesanato - 28 de junho;
Fórum Setorial de Artes Plásticas e Visuais - 08 de julho;
Fórum Setorial de Patrimônio e Memória - 14 de julho;
Fórum Setorial de Literatura, Livro e Leitura - 04 de agosto;
Fórum Setorial de Audiovisual e Cultura Digital - 11 de agosto;
Fórum Setorial de Gestão e Economia da Cultura - 17 de agosto;
I Conferência Municipal de Cultura - 02 de setembro de 2011.

A Pré-Conferência, os Fóruns Setoriais e a Conferência Municipal de Cultura acontecerão na Câmara Municipal de Vereadores, sempre as 19h.

"Cirandando", de Vera Capilé, será lançado

“Cirandando” é o mais recente trabalho da cantora matogrossense Vera Capilé. Com músicas autorais, Vera retorna à suas raízes e expõe seu amor a terra e à natureza, extraindo poesia da rotina do cerrado e brincando de cirandar.


O grande ciclo do cerrado está ali, impresso em seus sons, lembrando que todo ano a seca e a cheia definem o significado de tempo. E para reafirmar a união com a terra, a artista plástica Vitória Basaia empresta sua visão feita a dedo e pigmentos naturais para a capa do CD, oferecendo imagem àquilo que é som.

Além de músicas de sua própria autoria, Vera Capilé convidou alguns compositores que a despertaram e que contribuem para uma reflexão sobre o cerrado, entre eles está a grande amiga Simone Guimarães, que em parceria com a compositora Anna de Hollanda, ofereceu a música Botucuxi para fazer parte desta ciranda.

Também os músicos, Luth Peixoto, Estela Cerigatti, André Balbino e Maurício Detoni marcam presença nesta festa. Tudo, arranjado e dirigido pelo grande Ebinho Cardoso, músico excepcional que tudo que toca vira arte.

O lançamento será no dia 03 de junho, no Teatro da UFMT, às 20h.