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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Teatro Experimental completa 26 anos e fará apresentação no sábado

O TEAF - Teatro Experimental de Alta Floresta - completou 26 anos de atividade no dia 09 de julho. Para comemorar, colocou o Pé na Estrada para percorrer as trilhas do teatro em Mato Grosso. "Para um grupo de teatro, o melhor jeito de comemorar é fazendo teatro, encontrando o público", confessa o ator e produtor Ronaldo Adriano.


Para encerrar as atividades de comemoração e o projeto de Circulação do Teatro Experimental patrocinado pelo Banco da Amazônia o grupo apresentará em Alta Floresta no dia 09 de agosto às 19h30 no Espaço Cultural TEAF o espetáculo A Santa Joana dos Matadouros. Além disso, realizaremos a Tertúlia Teatral - oficina para compartilhamento de processos - no dia 10 de agosto no mesmo local às 14h, envolvendo o coletivo Rock na Floresta.

Todos estão convidados para todas as programações. O grupo é Ponto de Cultura Teatro Experimental e mantem curso de teatro que acontece em seu Espaço Cultural todos os sábados das 9h às 11h30 e também tem o Representante dos Pontos de Cultura de mato Grosso na CNdPC - Comissão Nacional de pontos de Cultura que é o ator Anderson Flores.

E tem mais, "nesta volta para casa, apresentaremos o espetáculo Dom Quixote no dia 08 de agosto, sexta feira, em duas sessões: uma às 15he uma às 19h30. A sessão das 15h já estão com os ingressos esgotados", revela o Ator e produtor Anderson Flores. Os ingressos custam R$10,00 (inteiro) e R$5,00 (meio). A oficina é gratuita.

A circulação do TEAF trilhou por Cuiabá nos dias 15 e 16/07, em Tangará da Serra nos dias 17 e 18/08, em Lucas do Rio Verde no dia 20/07 e em Guarantã do Norte nos dias 1º e 02/08. "Foi uma alegria muito grande poder comemorar os 26 anos do TEAF circulando, apresentando teatro e encontro e reencontrando amigos e parceiros", diz o ator e presidente do TEAF Gean Nunes. Para mais informações no fone (66) 8100 6111.

Confira mais informações sobre as atividades, abaixo:

DOM QUIXOTE

De tanto ler com muito prazer e entusiasmo descomunal uma grande quantidade de romances de cavalaria, o fidalgo Alonso Quijada cria para si um mundo fantasioso e sai pelo mundo em busca de aventuras. Auto define-se como um cavaleiro andante e escolhe para si o nome de Dom Quixote de La Mancha.
Para compor o seu universo imaginário transforma seu frágil cavalo num belo e corajoso animal capaz de enfrentar grandes desafios; prepara suas armas, vê numa camponesa a amada que todo cavaleiro andante precisa ter para dar razão às suas conquistas, convence um lavrador humilde para lhe servir de escudeiro e começa suas andanças em busca de aventuras, as quais nos parecem mais como maluquices, porém, trazem, embora desastradamente, lições de persistência pela justiça e pelo amor utópico de uma mulher inatingível.

Sancho, seu escudeiro, de certa forma aliciado por Dom Quixote para acompanhá-lo em suas empreitadas, é um homem simplório que aceita o sofrimento que lhe é impingido não somente como demonstração de companheirismo, mas também pela ambição de um dia ser governador de uma ilha que lhe fora prometida.
A direção é assinada pelo diretor e ator português Horácio Manoel, integrante de um dos principais grupos da Europa, o TeatroOBando. A montagem foi uma ousada forma que o TEAF encontrou para comemorar seus 20 anos de existência, em 2008. Na ocasião trouxe Horário ao Brasil especialmente para esta montagem, um espetáculo transversal a todas as idades tanto para adultos como para o público infanto-juvenil, com uma rica cenografia e elementos de cena que destaca os componentes do imaginário e do surpreendente.

Elenco:
Ronaldo Adriano
Angélica Müller
Gean Nunes
Cassiane Leite
Wellington Pereira
Iluminador/sonoplasta: Anderson Flores
Acontecerá no dia 08 de agosto no Espaço Cultural TEAF às 15h e às 19h30. Custa R$10,00 (inteira) e R$5,00(meia).

A SANTA JOANA DOS MATADOUROS

A encenação é feita com sete atores do grupo se revezando entre as mais de trinta personagens e permanecem em cena, todo o tempo da encenação. Os atores acompanham a narrativa realizando a ambientação sonora, tocando e cantando e operando a luz, sentados em sete cadeiras dispostas nas laterais do espaço cênico.

A peça mostra a História de uma jovem militante do movimento cristão que trabalha em prol dos pobres e oprimidos e, o seu envolvimento e da sua igreja com o universo de um empresário ambicioso que detém monopólio do gado e da carne. A História de Joana é contada em contra ponto a História da personagem Bocarra, empresário da carne que resolve sair do ramo, alegando ter sido tocado quando viu o sofrimento nos olhos de um animal sendo abatido. Ao propor para o seu sócio comprar sua parte nos negócios, esse diz aceitar, mas só compra quando ele acabar com a concorrência, o que acaba por provocar uma crise em todo o sistema de produção de carne, afetando a vida dos empresários e operários do setor, transformando a jovem em mártir da causa.

Bertolt Brecht, nesse texto, expõe de forma clara e didática como as grandes empresas determinam o funcionamento do mercado, liquidando com os concorrentes, criando seus impérios e monopolizando o mercado. Palavras e expressões como: corrupção, controle de mercado, formação de cartel, preço de mercado, crise de mercado, entre outras tão usadas na mídia atual, são demonstradas como são provocadas e utilizadas para enriquecer alguns e manter um sistema de exploração de mão de obra sempre ativo e produtivo para poucos.

O texto foi escrito entre 1928 e 1931, tendo a cidade de Chicago EUA, como cenário. Hoje, diante da crise da Europa e considerando a chegada de grandes empresas internacionais que comercializam alimentos e principalmente a carne, no estado do Mato Grosso e em vários estados brasileiros, o texto de Santa Joana ganha um cenário propício para uma montagem atualizada em um cenário mato-grossense.

FICHA TÉCNICA
Montagem: Teatro Experimental de Alta Floresta
Texto: Bertolt Brecht
Direção: José Regino
Assistente de Direção: Ronaldo Adriano
Figurinos e Adereços: José Regino e TEAF
Cenário: José Regino
Iluminação: Ronaldo Adriano, Angélica Müller e Gean Nunes
Material visual: Elenor Cecon Júnior
Trilha sonora: TEAF
Maquiagem: TEAF
Direção de Produção: Angélica Müller, Cassiane Leite e Elenor Cecon

ELENCO:
Anderson Flores
Angélica Müller
Cassiane Leite
Gean Nunes
Patrícia Pereira
Ronaldo Adriano
Fernando Nunes
Acontecerá no dia 09 de agosto às 19h30 no Espaço Cultural TEAF Custa R$10,00 (inteira) e R$5,00(meia).

OFICINA TERTÚLIA TEATRAL

É uma ação formativa de compartilhamento de processo, técnicas e formas de gestão entre o TEAF e os grupos, artistas e interessados.
Acontecerá no dia 10 de agosto no Espaço Cultural TEAF às 14h. Gratuita a entrada.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Teatro de Mato Grosso se apresenta no Festival em Manaus

Dom Quixote abre a programação da Mostra Comemorativa de uma década do Festival que movimenta as artes cênicas no Norte do país, como parte da retrospectiva.


Por Beatriz Saturnino – Assessoria SEC-MT

Em comemoração aos 10 anos do Festival de Teatro da Amazônia, o Ponto de Cultura Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF) apresentará o espetáculo “Dom Quixote”, neste sábado (15.02), às 20h, no Teatro Amazonas, em Manaus, no Estado do Amazonas, como convidado da Mostra Comemorativa. A peça que conta as peripécias da viagem do fidalgo segue dia 18 para Porto Velho, em Rondônia, no Espaço Tapiri, com apresentação também às 20h, numa programação fora da Mostra.

Dom Quixote abre a programação da Mostra Comemorativa de uma década do Festival que movimenta as artes cênicas no Norte do país, como parte da retrospectiva dos espetáculos que circularam por lá. O TEAF é um deles, com o registro em duas edições, sendo que em uma delas levaram aos palcos o clássico de Miguel de Cervantes.

O espetáculo Dom Quixote é baseado na obra adaptada para teatro de bonecos pelo brasileiro Antônio José da Silva, O Judeu, no século 18, e foi montado pelo Teatro Experimental de Alta Floresta em 2008, em comemoração a seus 20 anos. Conta com a direção do ator português, Horácio Manuel, e agora retorna com algumas novidades.

O romance tem como pano de fundo três viagens - por terras de La Mancha, de Aragão e de Catalunha - feitas por dom Quixote e por seu fiel amigo e companheiro Sancho Pança. A peça repassa a segunda viagem de Dom Quixote, por La Mancha, cujo protagonista é um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão pela leitura assídua dos romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis prediletos.

Envolve-se em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico, como não poderia deixar de ser. Dessas aventuras e desventuras, enfrentando leões, gigantes e outros seres que povoam o mundo do personagem, saltam o amor e a bravura para enfrentar os “monstros” do dia a dia.

É assim que o personagem vê gigantes em moinhos de vento e os enfrenta bravamente. É no espírito da busca de aventuras e de amor de Dulcinéia, que ao vencer uma das batalhas Quixote conclama: “Haveis de confessar que a minha namorada Dulcinéia é a menina mais linda do mundo”.

A mostra é promovida pela Federação de Teatro do Amazonas (FETAM), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, com programação gratuita.

FICHA TÉCNICA
Produção - Teatro Experimental de Alta Floresta
Projeto - Intercâmbio Alta Floresta/Portugal
Texto - José Antônio da Silva (O Judeu) a partir da obra de Miguel de Cervantes
Adaptação e Direção - Horácio Manuel
Produção - Elenor Cecon Júnior
Figurinos e Adereços - Valdir Garcia Júnior e Joezer Ponciano
Cenografia, sonoplastia e iluminação - Horácio Manuel
Direção Coreográfica - Cassiane Leite
Percussão - Valmir Teixeira
Operação de Sonoplastia e Iluminação - Anderson Flores

ELENCO - Ronaldo Adriano, Angélica Müller, Wellington Pereira, Gean Nunes e Cassiane Leite.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Medo é tema de novo trabalho do Ponto de Cultura Teatro Experimental


Quem um dia não teve medo de levar uma bronca da mãe ou até mesmo um castigo?

Quem nunca teve medo do confessionário, da professora flagrar aquela cola, do parto, do castigo de Deus, da máscara, do cemitério, do uivo do cachorro, da polícia, do ladrão, de não conseguir, de errar, de magoar, da morte, do silêncio, da fome, da solidão, do desemprego?

Sem a pretensão de esgotar o assunto ou criar uma obra de arte genuína, o Teatro Experimental de Alta Floresta, juntamente com os jovens e adolescentes do Ponto de Cultura Teatro Experimental, resolveu enfrentar o medo do fracasso de um trabalho cênico teatral e montar ‘O Medo Nosso de Cada Dia’ que estréia amanhã em Alta Floresta.

O trabalho que, embora se debruce, ainda que rasamente, sobre o tema medo, chega ao público sem o medo de não ser assertivo. Mistura as linguagens da poesia, do audiovisual, das artes visuais e do próprio teatro para dar vasão a um tempo recorrente durante os módulos de Autoconhecimento e Histórias em Cena.

O medo surgiu nas conversas sobre o bairro Vila Nova e nossas próprias vidas. E antes que alguém se apresse para dizer que os locais desprovidos de uma série de aparatos e políticas públicas produzem medo na sociedade, como a mídia propaga aos quatro ventos, nós do TEAF e os jovens e adolescentes do Ponto de Cultura Teatro Experimental, nos adiantamos a dizer que o medo tornou-se um subterfúgio para aqueles que preferem ignorar o cruel massacre do braço forte do capital financeiro sobre os mais pobres. Uma opressão e exploração geradora de riquezas originárias do suor e lágrimas de pessoas que sobrevivem com 50, 100, 200 e, na melhor das hipóteses, um salário mínimo.

O medo do desemprego tornou-se um instrumento extraordinariamente eficiente para alimentar os detentores das riquezas. E esta, por sua vez, utiliza a mídia para distrair a todos através da espetaculização da mais atroz realidade. Nada muito diferente do instrumento utilizado pela igreja na idade média e do ainda utilizado pelo sem número de igrejas da atualidade que usam o medo do não acolhimento de Deus num novo plano para nos fazer virar as costas para as atrocidades terrenas.

Ao todo serão realizadas quatro apresentações neste ano e marcam o encerramento das atividades do segundo ano do projeto Ponto de Cultura. A estréia acontece amanhã dia 1º de dezembro no Centro Cultural de Alta Floresta. Dia 2 será apresentado na Escola Ludovico da Riva Neto no bairro Vila Nova. A terceira apresentação será dia 7 de novamente no Centro Cultural e encerrando as apresentações, dia 09, na Escola Cecília Meireles na Comunidade Del Rei no município de Carlinda/MT. Todas as apresentações acontecem às 19h30 e são de livro acesso à população.

O Ponto de Cultura Teatro Experimental é mantido através de convênio entre Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso e Ministério da Cultura. Em Alta Floresta possui o apoio da Prefeitura Municipal de Alta Floresta, Hospital Geral e DK Escala Organização Contábil.

Fonte: Assessoria TEAF

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Teatro Experimental de Alta Floresta é contemplado pelo Myrian Muniz


O Teatro Experimental de Alta Floresta foi contemplado nesta semana pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011. O objetivo da FUNARTE com com o edital do prêmio, de abrangência nacional é fomentar, em âmbito nacional, projetos que visem o desenvolvimento de atividades artísticas de teatro, nas modalidades Circulação, Montagem de Espetáculos e/ou Manutenção de Atividades Teatrais de Grupos e Companhias.

O TEAF concorreu com o projeto de montagem do espetáculo teatral “Santa Joana dos Matadouros” de Bertolt Brecht. Brecht foi um dos mais importantes teatrólogos que deixou um legado extraordinário para o teatro mundial. Através de estudos e reflexões sobre a arte teatral e sua função social muito estudiosos o transformou numa espécie de divisor de águas na história do teatro. Santa Joana do Matadouros é um texto escrito na década de 1940, ainda na sua fase jovem, e aborda a crise econômica de década de 1920.

No processo de montagem o TEAF irá realizar um seminário através de dois (02) estudos dirigidos. O primeiro abordará a “Teoria do Teatro Épico” e o segundo se ocupará da obra de Bertolt Brecht, com ênfase no texto “Santa Joana dos Matadouros” e sua relação temática com a economia baseada na agropecuária da Amazônia mato-grossense, bem como os aspectos da recente história da região.

O espetáculo adotará uma estética popular e formato que permita apresentações em espaços alternativos e em teatro convencional (palco à italiana), possibilitando a circulação da peça em cidades e ou setores rurais que não disponham de um Teatro.

Para Gean Nunes, presidente do Teatro Experimental, o prêmio auxiliará na concretização da proposta. “Já havíamos definido que em 2012 montaríamos Santa Joana e já demos início a alguns estudos. Agora, com o prêmio conquistado nesta semana, é a certeza de que nosso objetivo será concretizado”, diz.

Os trabalhos terão início no mês de janeiro e a estreia está prevista para o mês de julho, mês de aniversário do grupo, com temporadas em Alta Floresta e Cuiabá/MT.

Esta é a terceira vez que o Teatro Experimental é contemplado pelo prêmio Myriam Muniz. O primeiro aconteceu em 2007 com o projeto “Batéia” que possibilitou a montagem do espetáculo de mesmo nome e circulou em 16 cidades Mato-grossenses, percorrendo um total de 2.800 km. Já em 2009, “Revelações” teve como foco a pesquisa sobre a estética no território Portal da Amazônia.

Fonte: Assessoria TEAF

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Floretas e Antas: Experiências Teatrais - Em busca de um Teatro possível" entra em sua fase final de execução


Um dos vários momentos vivenciados pelo TEAF no Celeiro das Antas

O Teatro Experimental de Alta Floresta e o Grupo Celeiro das Antas estão na fase final de execução do projeto ‘Florestas e Antas: experiências teatrais – em busca de um teatro possível’ aprovado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Teatro 2010.

O projeto tem como objeto definir o conceito de “Teatro Possível” por meio de estudos das experiências do Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF) e do Celeiro das Antas, com o intuído de elaborar estratégias de ação a partir da compreensão da produção artística e das formas de manutenção dos dois grupos. Para isso os grupos têm realizado estudos dirigidos, videoconferências e encontros presenciais.


Roda de discussões e troca de conhecimentos

Os grupos entendem que a compreensão das condições de produção para desenvolver qualquer ação é primordial. A partir disso, os sujeitos, grupos e outros podem definir a postura política diante dessas condições. Para tanto, o “Teatro Possível” pode ser uma abordagem que permite uma postura pró-ativa do que se apresenta como dificuldades.

Os trabalhos seguem num ritmo intenso. Na semana próxima passada, integrantes do TEAF estiveram em Brasília para acompanhamento do ritmo do grupo parceiro. De 22 a 26 deste mês é a vez do Celeiro das Antas virem à Alta Floresta para o último encontro presencial dos grupos. Na ocasião será feito o fechamento do artigo com os resultados do projeto de pesquisa desenvolvida. Acontece ainda na próxima segunda-feira a última videoconferência onde será discutido o ‘Teatro Pós-dramático’.

Os resultados do projeto serão apresentados em São Paulo/SP de 26 de agosto a 03 de setembro em evento organizado pelo Itaú Cultural, promotor do Programa Rumos Teatro 2010, juntamente com os outros vinte grupos selecionados pelo mesmo programa.

Fonte: Assessoria TEAF