sábado, 7 de junho de 2014

Jogos indígenas iniciam com desfile das Etnias

Cada povo entrou fazendo festa, contagiando cada vez mais o público presente com seus cantos e suas vestes coloridas.


VIII Festival de Cultura e Jogos indígenas iniciam com desfile das Etnias participantes
A 8ª Edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis iniciou na noite de quinta-feira, 05/06, no Estádio Ari Tomazeli em Campo Novo do Parecis com a participação de várias etnias.

O VIII Festival é uma realização da Prefeitura Municipal através da Secretaria de Cultura e Turismo e Secretaria de Esportes e Lazer com apoio de todas as secretarias do Governo Municipal.

Criado pela Lei Municipal n.º 1070 de 14/06/2015, o Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis conta nesta edição com mais de 450 atletas e cerca de 1200 participantes.

Com um belo público, e uma lua onde os deuses pareciam conspirar em favor de uma linda e brilhante festa, sendo esta a maior edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas – que acontece em Campo Novo do Parecis.


O ritual começou com a entrada do Cacique da Aldeia Quatro Cachoeiras e anfitrião do festival – Narciso Kazoizaice, o presidente da Associação Waymaré e Cacique da Aldeia Sacre II – Tarcilo Zomoizokae, o coordenador do segmento indígena no VIII Festival e Cacique da Aldeia Roni Azoinaice, caciques das demais aldeias presentes, representantes da Superintendência indígena de Mato Grosso, representante da Funai.

Entre as autoridades presentes à cerimônia, estavam o Prefeito Mauro Valter Berft, Vice Prefeita Edlamá Batista Marques, Vereador Dionardo Mendes - representando a câmara Municipal, Secretários municipais e demais vereadores, Marcelo Acosta, Gilberto Vieira de Melo e Waldiclei Silva dos Reis.

Os povos foram chamados, um a um, para ocupar a área central do estádio. Cada povo entrou fazendo festa, contagiando cada vez mais o público presente com seus cantos e suas vestes coloridas.

Vestidos e pintados para a festa, os indígenas realizaram dança tradicional paresi-haliti, para receber os “parentes índios” que vieram para participar. Após o acendimento da pira, representando o “Fogo ancestral” e a pajelança realizada para “purificar” e “abençoar” a chegada dos jogos, na imensidão do lindo céu com uma linda lua que sinalizava receber o ritual sagrado, encerrado com um jogo “Jikunahati”, o conhecido cabeça-bol. Segundo o cacique Narciso, o ritual de “pajelança” garante que nada de ruim acontecerá durante os Jogos.



Na fala das autoridades o prefeito Mauro declarou aberto, Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis, que trazem a paz entre os povos e a alegria do colorido, da amizade, e de confraternização “Agradeço a presença da comunidade indígena, ficamos felizes em poder realizar e de celebrar nossa amizade sem conflitos, sem atrito, com uma boa convivência, com união realizamos juntos os jogos nesta nossa terra que é de muito progresso e de valorização da cultura”, disse o prefeito Mauro.

Para os caciques foi unânime a alegria de poder realizar mais uma edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis, seja na valorização e apresentação dos jogos, como na preservação da cultura indígena.

Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura
Foto: Juliano Olejas/Prefeitura

Para refletir!


Os verbos podem ter tantos significados, ou até apenas um. Mas ainda desafio alguém a dizer a significado de amar, pois são demais os significados e nenhum o correto.

Rafael Silveira

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Manoki - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


Manoki é como se autodenominam os índios mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não tem proximidade com outras famílias lingüísticas. Sua história, contudo, não é muito diferente da maioria dos índios no Brasil: foram praticamente dizimados em decorrência de massacres e doenças advindas do contato com os brancos.

Em meados do século XX, a maior parte dos sobreviventes não viu alternativa senão viver em uma missão jesuítica, responsável por profunda desestruturação sócio-cultural do grupo. Em 1968, os Manoki receberam do governo federal uma terra fora de sua área de ocupação histórica, cujas características ambientais inviabilizaram o uso tradicional dos recursos.

Destino um pouco diverso teve os Myky, grupo manoki que se manteve isolado da sociedade nacional até 1971. Desde então, passaram a sofrer igualmente as conseqüências do cerco da especulação imobiliária em seu território. Atualmente ambos grupos estão reivindicando a ampliação de suas terras.

Fonte: socioambiental.org

Para refletir!


O homem superior distingue-se do homem inferior pela intrepidez e desafio à infelicidade.

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Teatro Ogan Parabeniza! - Kevin Müller


Kevin Müller é integrante do Teatro Ogan desde julho de 2013. O mais instável dos integrantes só poderia ser geminiano, e o mesmo se destaca na área da informática.

Como ator, participou do espetáculo "Passarinho me contou..." como o cancioneiro e o mesmo é músico instrumentista da Banda Municipal de Percussão.

Parabéns, Kevin... O Teatro Ogan parabeniza você pela passagem de seu aniversário!

Rikbaktsa - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


Os Rikbaktsa, conhecidos como "Orelhas de Pau" ou "Canoeiros", tidos como guerreiros ferozes na década de 1960, enfrentaram um processo de depopulação que resultou na morte de 75% de seu povo. Recuperados, ainda hoje impõem respeito à população regional por sua persistência na defesa de seus direitos, território e modo de vida.

Fonte: socioambiental.org

Nambikwara - Etnia convidada do VIII Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis


Famosos na história da etnologia brasileira por terem sido contatados “oficialmente” pelo Marechal Rondon e por terem sido estudados pelo renomado antropólogo Claude Lévi-Strauss, os Nambiquara vivem hoje em pequenas aldeias, nas altas cabeceiras dos rios Juruena, Guaporé e (antigamente) do Madeira.

Habitam tanto o cerrado, quanto a floresta amazônica e as áreas de transição entre estes dois ecossistemas. Os Nambiquara ocuparam uma extensa região no passado e se caracterizaram pela mobilidade espacial. Dotados de uma cultura material aparentemente simples e de uma cosmologia e um universo cultural extremamente complexos, os Nambiquara têm preservado sua identidade através de um misto de altivez e abertura ao mundo.

Fonte: socioambiental.org

Para refletir!


Que desafio, hein?... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la...

Clarice Lispector

terça-feira, 3 de junho de 2014

Barra do Bugres recebem organização dos Jogos Indígenas

De acordo com o cacique da Aldeia Umutina, Lucimar Calomezoré, uma delegação com 40 atletas irá representar Barra do Bugres nos jogos.


Um grupo de Campo Novo do Parecis, liderado pela chefe de Promoção e Eventos Turísticos, Iracema Rodrigues, e pelo diretor de Esportes, Cesar Luis Moraes, esteve em Barra do Bugres na última quinta-feira (29) especialmente para convidar o prefeito Júlio Florindo, secretariado e etnias do município a participar do VIII Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis, que será realizado entre os dias 5 e 8 de junho, no Estádio Ari Tomazelli.

A comitiva foi recebida no gabinete do prefeito Júlio Florindo (que participava de reunião fora do prédio), pelos secretários de Administração, Bernadete Gregolin, e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Jorge Piassa. O deputado estadual José Domingos acompanhou o grupo até a Prefeitura.

De acordo com o cacique da Aldeia Umutina, Lucimar Calomezoré, uma delegação com 40 atletas irá representar Barra do Bugres nos jogos. “Este é o segundo ano consecutivo que os umutinas participam do festival em Campo Novo”, comentou o cacique.

Entre as atrações do evento estão exposições de artesanato, apresentações culturais, palestras, jogos indígenas e campeonato de futebol masculino e feminino.

Fonte: Gazeta MT/Vanelirte Moretto

Umutina - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


No início do século XX os Umutina foram vítimas da violência do homem branco. Foram descritos e tidos pelos não índios como indígenas agressivos e violentos que impediam, pela força, a invasão de seu território tribal.

Apesar dos efeitos desagregadores advindos do contato, como a perda da língua nativa, de sua terra tradicional e das doenças que causaram um grave decréscimo populacional, esse povo possui um forte sentido de identidade étnica, reconhecendo-se como tradicionais moradores do alto-Paraguai, envolvidos atualmente na recuperação de suas manifestações sócio-culturais tradicionais.

Fonte: socioambiental.org