terça-feira, 3 de junho de 2014

Barra do Bugres recebem organização dos Jogos Indígenas

De acordo com o cacique da Aldeia Umutina, Lucimar Calomezoré, uma delegação com 40 atletas irá representar Barra do Bugres nos jogos.


Um grupo de Campo Novo do Parecis, liderado pela chefe de Promoção e Eventos Turísticos, Iracema Rodrigues, e pelo diretor de Esportes, Cesar Luis Moraes, esteve em Barra do Bugres na última quinta-feira (29) especialmente para convidar o prefeito Júlio Florindo, secretariado e etnias do município a participar do VIII Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis, que será realizado entre os dias 5 e 8 de junho, no Estádio Ari Tomazelli.

A comitiva foi recebida no gabinete do prefeito Júlio Florindo (que participava de reunião fora do prédio), pelos secretários de Administração, Bernadete Gregolin, e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Jorge Piassa. O deputado estadual José Domingos acompanhou o grupo até a Prefeitura.

De acordo com o cacique da Aldeia Umutina, Lucimar Calomezoré, uma delegação com 40 atletas irá representar Barra do Bugres nos jogos. “Este é o segundo ano consecutivo que os umutinas participam do festival em Campo Novo”, comentou o cacique.

Entre as atrações do evento estão exposições de artesanato, apresentações culturais, palestras, jogos indígenas e campeonato de futebol masculino e feminino.

Fonte: Gazeta MT/Vanelirte Moretto

Umutina - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


No início do século XX os Umutina foram vítimas da violência do homem branco. Foram descritos e tidos pelos não índios como indígenas agressivos e violentos que impediam, pela força, a invasão de seu território tribal.

Apesar dos efeitos desagregadores advindos do contato, como a perda da língua nativa, de sua terra tradicional e das doenças que causaram um grave decréscimo populacional, esse povo possui um forte sentido de identidade étnica, reconhecendo-se como tradicionais moradores do alto-Paraguai, envolvidos atualmente na recuperação de suas manifestações sócio-culturais tradicionais.

Fonte: socioambiental.org

Enawenê - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


Os Enawenê-Nawê falam uma língua da família Aruák e vivem em uma única grande aldeia próxima ao rio Iquê, afluente do Juruena, no noroeste de Mato Grosso. A cada ano iniciam um longo ritual destinado aos seres subterrâneos e celestes iakayreti e enore nawe, respectivamente. Durante este período os Enawenê-Nawe cantam, dançam e lhes oferecem comida, numa complexa troca de sal, mel e alimentos – sobretudo peixe e mandioca. Dessa forma, organizam o trabalho com o intuito de produzir alimentos para o consumo cotidiano e para serem oferecidos nos rituais.

Desde o início dos anos 2000, contudo, suas formas de produção e reprodução da vida social encontram-se fortemente ameaçadas. O projeto de construção de onze PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) nos arredores da TI Enawenê-Nawê, se concretizado, poderá afetar por completo a dinâmica ecológica do seu meio aquático, comprometendo diretamente a realização das cerimônias rituais, que são de suma importância para a vida dos Enawenê-nawê. Aliado a isso, encontram-se cercados por outras ameaças de invasão e de poluição dos rios e de suas terras, proporcionadas pelas atividades agropecuária, mineradora e pelo cultivo de soja no entorno de seu território.

Fonte: socioambiental.org

Para refletir!


O maior desafio de uma mãe é ficar cada vez menor.

Clarice Lispector

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Xavante - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis

Os Xavante se autodenominam A'uwe

Os Xavante tornaram-se famosos no Brasil em fins da década de 1940, com a massiva campanha que o Estado Novo empreendeu para divulgar sua “Marcha para o Oeste”. A campanha promoveu a equipe do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) por seu trabalho de “pacificação dos Xavante.” No entanto, o grupo local que foi “pacificado” pelo SPI em 1946 constituía apenas um dentre os diversos grupos xavante que habitavam o leste do Mato Grosso, região que o Estado brasileiro então procurava franquear à colonização e à expansão capitalista. Na versão Xavante, é importante notar, foram os “brancos” os “pacificados”. De meados da década de 1940 a meados da de 60, grupos xavante específicos estabeleceram relações pacíficas diversificadas com representantes da sociedade envolvente – representantes diferenciados entre si, incluindo equipes do SPI, missionários católicos e protestantes.

Os agentes do contato e as maneiras como este se deu influenciaram os grupos xavante de distintos modos. Crenças e práticas religiosas, bem como algumas instituições sociais e práticas cerimoniais foram afetadas, em especial entre aqueles que travaram contato com missionários, sejam eles católicos ou evangélicos. Apesar desses impactos, a Cultura Xavante continua a se manifestar com extrema vitalidade, sendo retransmitida de geração em geração através da língua e de inúmeros mecanismos sociais, cosmológicos e cerimoniais. Para além de algumas diferenças notadas pelos etnógrafos entre os diversos grupos locais xavante por conta das referidas experiências distintas de contato, a língua comum, os padrões de organização social e instituições, as práticas cerimoniais e a cosmologia definem os Xavante como uma totalidade social. Suas comunidades, contudo, são politicamente autônomas, ainda que às vezes se unam para atingir objetivos comuns.

Fonte: socioambiental.org

Bakairi - Etnia convidada dos Jogos Indígena do Parecis

Os Bakairi se autodenominam Kurâ

Antes da abertura dos campos de pouso e rodovias, eram os Bakairi que controlavam o acesso das expedições científicas ao alto Xingu, onde parte deles morava. Hoje vivem todos a sudoeste dessa área, como pescadores e agricultores, sobretudo "mandioqueiros", como os demais Karib.

A arte Bakairi expressa em todos os artefatos temas que remetem ao mundo espiritual, sobretudo nos trançados, nas pás para virar beiju, nos banquinhos zoomorfos, através de pinturas feitas com jenipapo, urucum e tabatinga, um tipo de barro branco. Esta característica espiritualiza as coisas materiais e materializa as coisas espirituais.

Destacam-se aqui as máscaras, sobretudo as do ritual denominado Iakuigâde, que são de dois tipos: (1) Kwamby, ovais, que são líderes e xamãs e (2) Iakuigâde, retangulares e entalhadas em madeira, representando espíritos tutores relativos ao mundo aquático. Elaboradas pinturas corporais masculinas e femininas - no estilo alto-xinguano - feitas de jenipapo, urucum, tabatinga e resinas vegetais estão associadas aos rituais.

Em termos de cultura material, sobressaem também as redes de dormir, de algodão e de fibras de buriti, confeccionadas em teares verticais.

Quanto aos jogos, destaca-se o futebol, com torneios internos e interétnicos.

Fonte: socioambiental.org

Teatro Ogan Parabeniza! - Fábio Lima


Fábio Lima é ator, técnico, oficineiro voluntário de danças - balé clássico no Ponto de Cultura Ninho do Sol e servidor da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, onde atua como coreógrafo.

Integrou-se ao Teatro Ogan em maio de 2010, sendo que sua paixão principal é a dança.

Como coreógrafo da Cia de Arte Flor de Menina e outros grupos de base, o mesmo desenvolveu inúmeros trabalhos nestes cinco anos de atuação na área da dança, sendo premiado em vários destes trabalhos.

O Teatro Ogan parabeniza você Fábio Lima, nosso melhor fruto dentro do Ponto de Cultura!

Para refletir!


Encontra ânimo na dor e no desafio. Nesta vida só nos são colocados à frente os obstáculos que somos capazes de ultrapassar.

Augusto Branco



domingo, 1 de junho de 2014

Cinta larga - Etnia convidada dos Jogos Indígenas do Parecis


Os Cinta larga se autodenominam Matetamãe

Com a denominação "Cinta Larga" ou "Cinturão Largo", confundiam-se, de início, diversos grupos que habitavam a região próxima à fronteira entre Rondônia e Mato Grosso, uma vez que todos usavam algum tipo de cinto e construíam malocas grandes e compridas.

Esse grupo Tupi tem na caça sua atividade central, e as festas, onde ela é consumida após complexo ritual, equacionam simbolicamente caça e guerra, revelando, em muito, aspectos da sociedade Cinta Larga e garantindo o equilíbrio do grupo. Equilíbrio este que nos últimos anos vem sendo profundamente abalado pela incidência de garimpeiros em suas terras.

Fonte: socioambiental.org

3º Salão do Livro de Tangará da Serra inicia amanhã

Participação ativa das crianças durante o 2º Salão do Livro

Com o objetivo de incentivar a leitura, divulgar a literatura e promover o encontro entre autores e leitores, o 3º Salão do Livro de Tangará da Serra oferecerá aos visitantes um banquete cultural durante os cinco dias de evento com direito a participar de momentos de autógrafos, bate-papos com autores, palestras, contação de histórias, apresentações de peças teatrais e musicais, lançamentos de livros, oficinas, exposições temáticas, fazer caricaturas, além ter acesso a livros promocionais de várias editoras.