sábado, 19 de março de 2011

Vanderlei Guollo e Ogan são partes do livro "O Teatro Mato-grossense – História, Crítica e Textos” de Agnaldo Rodrigues

Van Cesar com o livro de Agnaldo Rodrigues

O fundador do Grupo de Teatro Ogan de Campo Novo do Parecis teve seu trabalho reconhecido pelo escritor Agnaldo Rodrigues da Silva, que acabara de lançar o livro “O Teatro Mato-grossense – História, Crítica e Textos” (Editora Unemat - 2010). Vanderlei Guollo teve um de seus textos, montado pelo Grupo Estilo de Teatro, publicado na obra, considerada referência para estudos teatrais do estado.

No livro que trata não apenas de aspectos atuais, mas de toda a história das artes cênicas matogrossenses, Agnaldo Rodrigues, que já escreveu vários outros livros, esmiúça a história do teatro desde o século XVIII até o final da primeira década do século XXI.

Vanderlei é citado na parte do livro que fala sobre os autores e dramaturgos matogrossenses. O texto do espetáculo “A Princesa e o Pastor”, escrito por ele e encenado pelo Grupo Estilo de Teatro também faz parte da publicação (Pág. 213). "Me sinto honrado por estar ao lado de grandes autores do teatro matogrossense, como Amaury Tangará, Agostinho Bizinotto, Flávio Ferreira e Wanderson Lana", disse.

Van Cesar é diretor de Cultura da Secretaria de Educação de Campo Novo e atua no teatro local desde 1994. Atualmente é diretor artístico do Teatro Ogan. Suas peças já foram premiadas em todo o estado de Mato Grosso. Em 2009 ele recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival Matogrossense de Teatro ocorrido em Rondonópolis.

Hoje, Van Cesar trabalha o texto de seu novo espetáculo: "Amure"; proposta nova de contação de histórias que será apresentada nos dias 09 e 10 de abril em Curitiba, Paraná, no Fringe 2011.

Teatro Ogan
O Teatro Ogan, fundado em maio de 1995, também é citado no livro na parte dedicada aos grupos teatrais de Mato Grosso. Na citação o autor do livro faz um relato sobre a história do grupo, destacando os espetáculos montados ao longo de quase 16 anos e a parte sociocultural que ele desenvolve na cidade de Campo Novo e região (Pág. 155).

O autor
Agnaldo Rodrigues da Silva é de Cáceres, MT. Pós-doutor em Letras, professor da Universidade do Estado de Mato Grosso, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres e membro acadêmico do Núcleo Internacional de Letras e Artes da Academia Brasileira de Literatura. É autor de vários outros livros, com destaque a “O futurismo e o teatro” (2002) e “Mente Insana” (2008).

Nota
Como diretor-presidente do Teatro Ogan não poderia deixar de parabenizar o Vanderlei Guollo (meu mestre) pela grande performance que faz há quase duas décadas junto, não apenas ao teatro, mas à cultura de Campo Novo do Parecis; e também ao pós-doutor Agnaldo Rodrigues pela grande obra (livro de cabeceira dos teatreiros matogrossenses).

Em nome do Teatro Ogan agradeço a este mestre (Van Cesar) pela sabedoria a nós repassada sem cobrar nada em troca e parabenizá-lo pelo trabalho em prol à Arte, sem a busca do reconhecimento e dizê-lo, que este, vem automaticamente em consequência do resultado alcançado ao longo dos anos. E lembrá-lo: o estágio é outro, mas a luta continua. Parabéns Mestre!

Juína realizará encontro de Hip Hop em abril

Imagem Ilustrativa

O “4º Encontro Juinense de Hip Hop” acontecerá no espaço da Casa da Cultura Juinense no dia 03 de Abril de 2011.

Com batalha de Break, exposição de desenhos, workshop, momento de fé, apresentações artísticas de teatro, dança e música gospel.

O objetivo do encontro é difundir a cultura Hip Hop no Município, possibilitar o surgimento do fazer artístico através do Break, contribuir para o processo de aprendizagem instigando os participantes e a comunidade em geral a refletir sobre a arte Hip Hop e a partir disso desenvolver-se dentro de um determinado grupo social de maneira responsável.

O hip hop visa contribuir para a diversidade cultural, criando alternativas de entretenimento como forma de valorização da obra de arte e promover novas possibilidades de conhecimento e técnicas através de workshop.

As informações sobre inscrições dos grupos e artistas interessados em participar do evento deverão ser solicitadas com os coordenadores do grupo MUNDIAL BREAK pelo email encontrohiphopjuina@gmail.com. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo: com Lucas ou Fernando.

Programação
8h as 10h - Workshop de Break
14h as 14h30 - Momento de Fé
16h as 18 h - Batalhas de B-boys

Fonte: TV Record de Juína

O Contador de Histórias e a importância da leitura em sua vida

Roberto Carlo Ramos é Pedagogo, Mestre em Educação pela Unicamp, Pós-Graduado em Literatura Infantil pela PUC-MG, membro da Associação Internacional dos Contadores de Histórias e Valorizadores da Expressão Oral Mundial, sediada em Marselha (França). Em 2001 foi eleito como um dos dez maiores contadores de histórias da atualidade em Seattle, nos Estados Unidos.

Ilan Brenman e a "Arte de contar histórias"

sexta-feira, 18 de março de 2011

"Com sua voz de mulher" - Contadores de Histórias

Marina Colasanti cria, neste texto, uma contadora de histórias, um deus que enuncia algo, mas que assim o faz com sua voz feminina, com sua voz de mulher...

Marina Colasanti, premiada autora de livros infantis no Brasil

Com sua Voz de Mulher

Aquele deus era dono daquela cidade como um mortal seria dono de fazenda ou sítio. Não era grande a cidade. O templo, casas, e campo ao redor. Mas porque era dono daquela cidade, o deus era também responsável pela felicidade dos seus habitantes.

E um dia, pelas preces, percebeu que os habitantes não eram felizes.

- Nada lhes falta, disse o deus, em voz alta. Cuido para que as estações se sigam em boa ordem. Garanto-lhes colheita no campo e comida na mesa. Nenhum grão apodrece nas espigas. Nenhum ovo gora nos ninhos. E seus filhos crescem. Por que então não são felizes?

Porém os homens desconhecem as perguntas dos deuses. E embora tivesse falado em voz tão alta que poderia ser ouvida de uma estrela a outra, ninguém lhe respondeu.

A cidade estava na palma da mão do deus. E ainda assim tão longe que ele não via os sentimentos daquelas pessoas.

- Irei até lá, disse a alta voz. Entre eles, verei melhor que se passa.

E tendo decidido, abriu seus imensos guarda-roupas à procura de uma identidade com a qual apresentar-se no mundo dos mortais. Havia ali peles e couros de todos os animais, da lisa pele da gazela à áspera couraça do rinoceronte. O pescoço da girafa pendia de um cabide, plumas coloridas despontavam na prateleira e numa gavetinha enfileiravam-se as preciosas carapaças dos insetos. Mas dessa vez não seria como animal que desceria à terra. Remexeu entre as peles dos humanos, suspendeu uma escura, bronzeada de sol, hesitou por um instante. Depois escolheu a mais lisa e macia, fechou-se bem dentro dela, cobriu-se com uma túnica. E desceu.

E eis que aquela mulher de longos cabelos apareceu na cidade dizendo que era deus, e ninguém acreditou. Fosse deus, teria vindo como guerreiro, herói, ou homem poderoso. Fosse deus, apareceria como leão, touro bravio ou águia lançando-se das nuvens. Até o crocodilo e a serpente poderiam abrigar deus em seu corpo.

Mas uma mulher vinda das ruas estreitas nada mais podia ser que uma mulher.

E assim o deus prendeu seus longos cabelos sobre a nuca e foi procurar um trabalho. Mas a uma mulher não se dá trabalho de ferreiro, nem se põe na carroça a conduzir cavalos. Uma mulher não é aquela que comanda soldados. Uma mulher não é sequer aquela que conduz o arado. E depois de muita procura, o deus-mulher só conseguiu empregar-se em uma casa para ajudar nas tarefas domésticas.

Era uma boa casa a que a acolheu. A esposa diligente, o marido trabalhador. Poeira não se juntava nos cantos, embora a trouxessem em suas sandálias. E os filhos cresciam como crescem filhos que não tem doenças. Porém, pouco sorriam. Cumpriam suas tarefas de dia. À noite juntavam-se no estábulo para aproveitar o calor dos animais. As mulheres fiavam. Os homens consertavam ferramentas ou faziam cestos. Ninguém falava. As noites eram longas depois de longos dias. Os humanos se entediavam.

Até mesmo o deus, de fuso na mão, se entediava. E uma noite, não suportando a mesmice dos gestos e do silêncio, abriu a boca e começou a contar.

Contou uma história que se havia passado no seu mundo, aquele mundo onde tudo era possível e onde viver não obedecia regras pequenas como as dos homens. Era uma longa história, uma história como ninguém nunca havia contado naquela cidade onde não se contavam histórias. E as mulheres ouviram de olhos bem abertos, enquanto o fio saía fino e delicado entre seus dedos. E os homens ouviram esquecidos de suas ferramentas. E o menino que chorava adormeceu no colo da mãe. E as outras crianças vieram sentar-se aos pés do deus. E ninguém falou nada enquanto ele contava, embora em seus corações todos estivessem contando com ele.

A noite foi curta aquela noite.

Na noite seguinte, reunidos todos no estábulo, como todas as noites, o deus não falou. As mulheres olhavam para ele de vez em quando, por cima do fuso. Os homens evitavam fazer barulho, deixando o silêncio livre para ele.

Todos esperavam. Mas as crianças, que brincavam com o deus-mulher durante o dia, vieram juntar-se ao seu redor.

Uma puxou de leve a saia do deus-mulher e pediu:

- Conta!

E com sua voz de mulher o deus contou.

Assim, noite após noite, o deus entregou suas histórias à família como até então lhes havia entregado as frutas maduras cheias de sementes. E não apenas àquela família, porque logo o vizinho da frente soube, e à noite apresentou-se com os seus no estábulo também para ouvir. E depois foi a vez do vizinho do lado. E em pouco tempo o estábulo estava cheio, e as pessoas amontoavam-se nas janelas e porta.

Agora, durante o dia, enquanto aravam, martelavam, enquanto erguiam o machado, os homens lembravam-se das histórias que tinham ouvido à noite, e tinham a impressão de também navegar, voar, cavalgando trovões e nuvens como aquelas personagens. E as mulheres estendiam lençóis como se armassem tendas, repreendiam o cão como se domassem leões, e atiçando o figo chuçavam dragões. Até o pastor com suas ovelhas não estava mais só, e as ovelhas eram sua legião.

Os homens sorriam debruçados sobre suas tarefas, as mulheres cantavam e tinham gestos amplos nos braços, e as crianças se enrodilhavam estremecidos de medo e prazer. O tédio havia desaparecido.

Foi quando uma mulher que havia estado no estábulo passou a repetir as histórias do deus para outros habitantes da cidade. Repetir exatamente, não. Aqui e ali acrescentava coisas, tirava outras e cada história, sendo a mesa, era outra. Mais do que contar, recontava. Depois houve um rapaz, que também. E, o tempo passando, ninguém mais podia dizer com certeza de onde tinha vindo esta ou aquela história, e quem a havia contado primeiro.

Ninguém podia dizer, tampouco, qual o paradeiro daquela mulher de longos cabelos presos sobre a nuca, que um dia havia aparecido na cidade vinda não se sabe de onde. E que em outro dia havia partido com seu carregamento de histórias.

Marina Colasanti
Longe como o meu querer
Editora Ática – 1992
Brasil

quinta-feira, 17 de março de 2011

Semana do Teatro inicia em 19 de março

Ciclo de palestras e apresentações teatrais para celebrar os dias 20 (Dia Nacional e Mundial do Teatro para a Infância e Juventude) e dia 27 (Dia Mundial do Teatro).


Tekoha - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno

Dia 19 de março de 2011
Sábado – 10h
Praça da República

Apresentação do espetáculo Nacional “Tekoha”
Teatro Imaginário Maracangalha de MS – Circulação FUNARTE

Dia 20 de março de 2011 – (Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude)
Domingo – 16h30
Praça Santos Dummont

Apresentação do espetáculo do Grupo Aqueles Dois – “Umas e Outras”

Apresentação do espetáculo de bonecos “Bons Companheiros”, de Carlão dos Bonecos.

Mesa de Debates

Dia 22 de março de 2011
Terça-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre

História Recente do Teatro de Mato Grosso – Séc. XX
Convidados: Luiz Carlos Ribeiro, Djalma Jabuti, Carlos Gatass
Mediação: Ivan Belém

Dia 23 de março de 2011
Quarta-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre

O Teatro e a Educação
Convidados: Carlos Roberto Ferreira, Yandra Firmo, Maria Thereza Azevedo.
Mediação: Eduardo Espíndola

Dia 24 de março de 2011
Quinta-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre

O Teatro Hoje em MT: Estéticas e Fronteiras.
Convidados: Tatiana Horevicht, Benone Lopes, Tibanaré, Maurício Ricardo
Mediação: Luiz Marchetti

Dia 25 de março de 2011
Sexta-feira – 20h
Cine Theatro Cuiabá

Apresentação do espetáculo “Anjo Negro”, de Sandro Lucose
Aberto à classe teatral mediante cortesia

Dia 27 de março de 2011 (Dia Mundial do Teatro)
Domingo – 16h30
Parque Mãe Bonifácia

Cortejo Cênico com Escola-Circo Leite de Pedras

20 de março - Dia do Contador de Histórias

O dia 20 de março é o dia do Contador de Histórias. Esta data foi criada em 1991 na Suécia para valorizar os contadores de histórias e hoje é comemorada em diversos países, inclusive no Brasil.

Contadora de histórias em "Brincando de Faz-de-Conta"

Credo do Narrador Oral

Creio no contador, como memória viva do amor e creio em seu filho, e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes.

Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias...

Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé.

Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é.

Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha, e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca.

Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho;

— Não te desvies do teu caminho.
— Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã.

Creio no direito da criança escutar contos; e mais, creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância; e mais, creio nos direitos dos adultos desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos.

Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho.

Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso...

Por que creio, narro oralmente.

Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação.

Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza.

Creio que contar É AMOR.

Garzón Céspedes

quarta-feira, 16 de março de 2011

Orquestra de Mato Grosso abre temporada 2011

Curso Livre de Teatro

O Pavilhão das Artes abre inscrição para o primeiro módulo do Curso Livre de Teatro, que terá início no dia 04 de abril e encerra-se no dia 15 de dezembro. As aulas serão nas terças e quintas-feiras, das 18h às 21h.


PROGRAMAÇÃO

Dramaturgia e Roteiro

Ementa: Oportunizar a criação da escrita, instrumentalizando e disponibilizando um espaço de produção textual permanente, gerando novos autores – dramaturgos e roteiristas.

Com Maira Jeannyse (diretora teatral com formação na UNIRIO-RJ, pós graduação em cinema e mestranda em Estudos de Cultura Contemporânea)

Inscrições abertas no Pavilhão das Artes
3613 9230 ou dialogocontemporaneo@gmail.com
Juliana Capilé
http://ciapessoaldeteatro.blogspot.com
(65)3631 2955 / (65) 8111 2597

Galpão promove 12º Festival de Cenas Curtas

Flyer de divulgação do Festival de Cenas Curtas

Faça sua inscrição para a 12ª edição do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. O edital, a ficha de inscrição e as informações completas podem ser encontrados no site: http://www.galpaocinehorto.com.br/

As inscrições estão abertas para artistas de todo o Brasil!

Maiores esclarecimentos:
TIAGO PENNA
Assessor de Comunicação
(31) 3481- 5580 / 9308-8359
www.galpaocinehorto.com.br