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domingo, 19 de agosto de 2012
Encontro Nacional de Contadores de Histórias
De 03 a 06 de Setembro de 2012, acontecerá em Cuiabá, o "Encontro Nacional de Contadores de Histórias", evento que integra o projeto "Feira Literária de Contadores de Histórias", onde a Arte de Contar Histórias será o tema principal.
Projeto idealizado e Coordenado pela Cia Alicce Oliveira, com produção de Mazé Oliveira (Pequenos Negócios Criativos) e equipe. O evento é patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, através do PROAC-MT (Programa de Apoio a Cultura).
A programação do encontro reunirá artistas, arte-educadores e escritores de várias regiões do País, cada grupo com suas histórias e experiências que serão compartilhadas com adultos, jovens e crianças, por meio de espetáculos de contação de histórias e oficinas.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Encerramento da segunda etapa do Projeto Fuzuê acontece sexta-feira
O Espaço Cultural Silva Freire receberá uma “chuva” de contação de história.
Foram dois meses de muita dedicação e empenho por parte dos alunos da oficina “O Teatro na Escola Através da Contação de História”, ofertadas para profissionais das creches municipais da região sul de Cuiabá. A oficina foi realizada aos sábados pelo Projeto Fuzuê no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA), bairro São João Del Rei.
E para coroar estes meses de dedicação a oficina será finalizada nesta sexta-feira (18/11) no Espaço Cultural Silva Freire, Jardim Vista Alegre na região do Coxipó, a partir das 8h da manhã.
Como acontecerá
Os alunos da oficina “O Teatro na Escola Através da Contação de História”, do Projeto Fuzuê, foram divididos em 5 grupos,cada qual irá apresentar uma narrativa oral diferente.
Serão apresentações itinerantes, ou seja, o público transitará de sala em sala, onde estará cada grupo, para assistir a contação das histórias. Esta é uma tática para que todos possam assistir as cinco “historinhas” que foram preparadas desde a reconstrução da narrativa até o figurino, tudo isso feito pelos próprios alunos da oficina, que além de aprender técnicas de contação de história, aprenderam também a confeccionar fantoches e o próprio cenário que irão utilizar nas suas apresentações.
Narrativas orais que serão apresentadas
A Formiguinha e a Neve
O Lobobão e os Três Cabritinhos
O Lobo e os Sete Cabritinhos
A Arca de Noé
O Casamento da Dona Baratinha
Impressões
“Na oficina do Projeto Fuzuê pude perceber, ainda mais, que a contação de história não é algo inocente ou serve apenas para passar o tempo. Estou na expectativa de como será nossa apresentação na próxima sexta, quero que chegue logo”, disse Marcilene Rodrigues, acadêmica de Pedagogia.
Segundo Mazé Oliveira nesta segunda etapa do Projeto Fuzuê reforçou o poder e potencial da contação de histórias nos estabelecimentos de ensino. Outro dado positivo foi o crescimento pessoal e profissional dos participantes.
“A maioria dos participantes da oficina chegaram aqui tímidos, hoje estão diferentes, mais confiantes, ativos e interagem muito bem com o público”, disse Mazé.
Projeto Fuzuê
O Projeto Fuzuê foi apreciado e aprovado pelo Edital do Programa Mais Cultura de Apoio a Micropojetos voltado para municípios integrantes da Amazônia Legal e é executado em conjunto pela Secretaria de Articulação Institucional (Sai/MinC) e a Fundação Nacional das Artes (Funarte/MinC), com parceria do Banco da Amazônia (Basa) e Governo Estadual de Mato Grosso, que beneficiará jovens entre 17 e 29 anos,conta também com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME).
Mais fotos: http://www.flickr.com/photos/fuzuecufa2/
Mais informações : 9236 9763
Por Ederson Déka
Serviço
O quê: Encerramento do Projeto Fuzuê fase 2
Onde: Espaço Cultural Silva Freira – saída da Av.Fernando Corrêa para o Parque Cuiabá/ Santo Antonio de Leverger, logo à direita.
Quando: dia 18 de novembro (sexta-feira) com início às 8h da manhã.
Foram dois meses de muita dedicação e empenho por parte dos alunos da oficina “O Teatro na Escola Através da Contação de História”, ofertadas para profissionais das creches municipais da região sul de Cuiabá. A oficina foi realizada aos sábados pelo Projeto Fuzuê no CECC (Centro Esportivo e Cultural CUFA), bairro São João Del Rei.
Ensaio da Narrativa - O casamento da Dona Baratinha
E para coroar estes meses de dedicação a oficina será finalizada nesta sexta-feira (18/11) no Espaço Cultural Silva Freire, Jardim Vista Alegre na região do Coxipó, a partir das 8h da manhã.
Como acontecerá
Os alunos da oficina “O Teatro na Escola Através da Contação de História”, do Projeto Fuzuê, foram divididos em 5 grupos,cada qual irá apresentar uma narrativa oral diferente.
Serão apresentações itinerantes, ou seja, o público transitará de sala em sala, onde estará cada grupo, para assistir a contação das histórias. Esta é uma tática para que todos possam assistir as cinco “historinhas” que foram preparadas desde a reconstrução da narrativa até o figurino, tudo isso feito pelos próprios alunos da oficina, que além de aprender técnicas de contação de história, aprenderam também a confeccionar fantoches e o próprio cenário que irão utilizar nas suas apresentações.
Narrativas orais que serão apresentadas
A Formiguinha e a Neve
O Lobobão e os Três Cabritinhos
O Lobo e os Sete Cabritinhos
A Arca de Noé
O Casamento da Dona Baratinha
Impressões
“Na oficina do Projeto Fuzuê pude perceber, ainda mais, que a contação de história não é algo inocente ou serve apenas para passar o tempo. Estou na expectativa de como será nossa apresentação na próxima sexta, quero que chegue logo”, disse Marcilene Rodrigues, acadêmica de Pedagogia.
Segundo Mazé Oliveira nesta segunda etapa do Projeto Fuzuê reforçou o poder e potencial da contação de histórias nos estabelecimentos de ensino. Outro dado positivo foi o crescimento pessoal e profissional dos participantes.
“A maioria dos participantes da oficina chegaram aqui tímidos, hoje estão diferentes, mais confiantes, ativos e interagem muito bem com o público”, disse Mazé.
Projeto Fuzuê
O Projeto Fuzuê foi apreciado e aprovado pelo Edital do Programa Mais Cultura de Apoio a Micropojetos voltado para municípios integrantes da Amazônia Legal e é executado em conjunto pela Secretaria de Articulação Institucional (Sai/MinC) e a Fundação Nacional das Artes (Funarte/MinC), com parceria do Banco da Amazônia (Basa) e Governo Estadual de Mato Grosso, que beneficiará jovens entre 17 e 29 anos,conta também com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME).
Mais fotos: http://www.flickr.com/photos/fuzuecufa2/
Mais informações : 9236 9763
Por Ederson Déka
Serviço
O quê: Encerramento do Projeto Fuzuê fase 2
Onde: Espaço Cultural Silva Freira – saída da Av.Fernando Corrêa para o Parque Cuiabá/ Santo Antonio de Leverger, logo à direita.
Quando: dia 18 de novembro (sexta-feira) com início às 8h da manhã.
sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 8 de junho de 2010
Era uma vez, a muitos e muitos anos...
Nestes 15 anos de Teatro Ogan, muitas histórias temos para contar. É nesse clima de comemoração que se junta à trupe Adriana Machado da Silva Marquetto, 18 anos, iniciada no "fazer teatral" pela professora Silvana, em Palmas-PR.
Adri Marquetto será a nova contadora de histórias de "Feiurinha para Crianças", espetáculo de Pedro Bandeira, selecionado pelo Intercâmbio Cultural da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso.
Abre-se o "Baú das Histórias"
Peregrinando pelo tempo e pelo espaço, guiado pelas suas faculdades de pensar, sentir, querer e agir, o ser humano seguiu exercitando seu potencial e extraindo dele seus fazeres, suas técnicas e artes, assimilando os hábitos de outros e formando um amplo conhecimento transmitido de geração a geração, preservado na memória das sociedades humanas – seu patrimônio cultural.
De geração em geração esses bens e valores foram conservados, aprimorados, dinamizados, enriquecidos e transmitidos principalmente pela palavra, veículo de perpetuação da tradição cultural.
As impressões e experiências de vida, os fatos e fenômenos da natureza e os feitos de deuses e heróis enaltecidos e explicados de forma fantástica através dos mitos, lendas e histórias, a intervenção de seres mágicos temidos e embelezados pela fantasia e imaginação, criou inúmeras formas literárias de inegável valor. Dentre essas se sobressai o conto.
Era uma vez...
Com esta fórmula tão simples e tão mágica, adentramos no universo dos contos de histórias, dos contos maravilhosos, dos contos de fadas, dos causos, das fábulas, e inúmeras outras formas narrativas desenvolvidas pelo homem ao longo de sua história.
É de consenso coletivo que o ato de contar histórias parece ser inato em todo ser humano, embora os primeiros registros deste ato datem da pré-história, quando o homem primitivo colocou suas marcas nas paredes das cavernas que lhe serviam de abrigo. Estas primeiras pistas servem para sabermos um pouco do que foi o dia-a-dia destes povos contado através dos desenhos de seus feitos heróicos.
Um fato marcante na história deste homem primitivo foi o domínio da língua falada, o que permitiu a este homem seguir contando seus atos e feitos, possivelmente cantados na primeira pessoa de forma simples e ininterrupta, ritmados por alguma ocupação tribal necessária à sua sobrevivência.
Esta forma de transmissão dos contos focada na oralidade é outra característica importante que deve ser mencionada. Gislaine Matos e Inno Sorsy assim descrevem essa característica:
“Passados oralmente, eles atravessam fronteiras. Como aves migratórias, e de tanto viajar na ‘palavra’ dos contadores de histórias, os contos populares vão construindo seus ninhos também no imaginário das gentes de terras distantes. Variam os nomes dos personagens, o espaço geográfico, aparecem referências sobre os costumes e as particularidades da cultura em questão, mas a estrutura de base, ou trama principal, se mantém, evidenciando que se trata do mesmo conto narrado de outro ‘jeito’”. (MATOS e SORSY, 2005. p.60)
Essa necessidade inata de relatar os acontecimentos desencadeou um processo onde a imaginação começou a ganhar força e os relatos pouco a pouco foram se transformando, sendo recriados para impressionar ou destacar algum ponto de interesse do ouvinte.
Alguns autores acreditam que esse ato de contar histórias tornou-se de tal forma exagerada que, por modéstia, passaram a ser feitos na terceira pessoa, surgindo daí a figura do herói.
Os Contadores de Histórias
A figura desse “contador-herói” adentrou no universo mítico e trouxe à tona os contos preservados nesse baú, assumindo para si a missão de preservar através dos tempos a memória coletiva de seu povo e conseqüentemente, da humanidade.
Segundo Maria Clara Cavalcante de Albuquerque “inicialmente todos eram contadores” (2005), pois podemos considerar essa modalidade como uma primeira manifestação artística desenvolvida pela humanidade e demonstrada através da dança, da pintura, do canto; enfim, o homem primitivo encontrou em cada uma dessas artes formas diferentes de contar as mesmas histórias.
Com a estruturação e o desenvolvimento das sociedades, as artes se especializaram ocasionando o surgimento do teatro, da dança e da música. Assim, houve a separação entre o cantar e o contar, e dentre as pessoas que tinham uma melhor memória, maior domínio da linguagem e um senso mais aguçado de narrativa foram escolhidos os contadores de histórias.
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