quarta-feira, 29 de julho de 2009

Campanha Cidade Limpa

O Governo Municipal de Campo Novo do Parecis, preocupado com o embelezamento de nossa cidade, lançou a "Campanha Cidade Limpa" com a proposta de questionar os valores sociais e tratar de temas como lixo, reciclagem e valorização do ser humano.

No lançamento da campanha ocorrido no dia 27 de julho, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, o Teatro Ogan apresentou o espetáculo Feiurinha para Crianças para um público que lotou o espaço. Após, os presentes assitiram uma palestra que trata dos temas relativos à campanha.

A mensagem que o Teatro Ogan deixou foi a de responsabilidade para com o meio ambiente, num texto de Nicolas Hulot, Presidente da Fundação Nicolas Hulot para a Natureza e o Homem.

“A Terra vai mal. O Homem exerce uma influencia crescente sobre as condições de vida e sobre a própria evolução. O futuro da humanidade poderia ser comprometido. É urgente que a tomada de consciência se traduza em atos, individuais e coletivos. Precisamos, juntos construir uma sociedade que concilie os imperativos de hoje e as necessidades de amanhã. Trata-se de um desafio sem precedentes, de uma ocasião única de dar novo sentido ao progresso, desenvolvendo novas formas de solidariedade com as gerações futuras e o conjunto dos seres vivos”.

Montado no estilo teatro de rua, o espetáculo abusa de cenário e figurinos coloridos, confeccionados a partir de técnicas do “fazer artesanal” e utilizando-se de material reciclado. É a mensagem de sustentabilidade deixada pelo Teatro Ogan.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dioniso - o Deus da transformação

Conhecer os mitos é aprender o segredo das origens dos fenômenos; e conhecer as origens dos fenômenos equivale a adquirir sobre as mesmas um poder mágico, graças ao qual é possível dominá-las, multiplicá-las ou reproduzi-las à vontade.
Neste caso, a mitologia que nos interessa é a grega, porque é dela que surgirá o Teatro, enquanto atividade estruturada e institucionalizada. Mas este processo é de longuíssima duração e se inicia em períodos arcaicos quando o homem grego acreditava que Zeus, a divindade suprema, deus da luz, era o rei dos deuses e dos homens.
Os deuses gregos eram antropomórficos, isto é, além da imortalidade e de poderes extraordinários, também possuíam a forma e o temperamento dos seres humanos, incluindo-se aí todos as nossas fraquezas e defeitos. Portanto, Zeus, o deus supremo, além de sua "esposa oficial" chamada Hera, apaixonou por muitas outras deusas, semideusas ou simples mortais, tendo com elas vários "filhos ilegítimos".
É a história de Dioniso, um destes filhos ilegítimos de Zeus, que nos interessa:
Dos amores de Zeus e Perséfone nasce o primeiro Dioniso, o preferido do pai e destinado a sucedê-lo no governo do mundo. Para proteger o filho dos ciúmes de sua esposa Hera, Zeus o entrega aos cuidados de Apolo, que o esconde.
Hera, mesmo assim, descobre o paradeiro do jovem Deus e encarrega os Titãs de matá-lo. Os Titãs esquartejam Dioniso, cozinham seus pedaços e os comem. Zeus, muito aborrecido, fulmina os Titãs e de suas cinzas nascem os homens. Fato que explica os dois lados existentes nos seres humanos - o bem e o mal. A nossa parte titânica é a matriz do mal, mas como os Titãs haviam comido os pedaços de Dioniso, possuímos também algo de bom.
Porém, os deuses são imortais e Dioniso não morre - ele renasce transformado. Como? Uma outra namorada de Zeus, a deusa Sêmele, salva-lhe o coração que ainda palpitava e engole-o tornando-se grávida do 2º Dioniso.
Hera, no entanto, continua vigilante e ao ter conhecimento das relações amorosas de Sêmele com o esposo, resolve eliminá-la. Hera se transforma em ama de Sêmele e a aconselha a pedir ao amante que se apresente em todo o seu esplendor. Zeus se apresenta com seus raios e trovões. O palácio de Sêmele se incendeia e ela morre carbonizada.
O feto, o futuro Dioniso 2, é salvo por Zeus que o retira do ventre da amante e o guarda em sua coxa até que se complete a gestação normal. Após o nascimento, temendo nova vingança de Hera, Zeus transforma o filho em bode e ele é levado para o monte Nisa, onde fica aos cuidados das ninfas e dos sátiros. Lá, no monte Nisa havia uma vasta vegetação de videiras. Quando Dioniso, já adolescente, espreme as frutinhas da uva e bebe seu suco em companhia dos sátiros (metade homem-metade animal) e das ninfas (princípio feminino) é criado o vinho. Embriagados começam a dançar e cantar.
Toda esta história além de fantástica é simbólica, isto é, ela guarda dentro de si inúmeros significados. Exemplificando:
1. Dioniso - Deus da vegetação - morre violentamente, mas, retorna à vida. Assim como toda semente que passa uma parte do ano embaixo da terra, Dioniso morre, renasce, frutifica, torna a morrer e retorna ciclicamente. A sua história reproduz as estações do ano: a época de semear, de esperar a semente germinar e finalmente a colheita.
2. O fato de Dioniso ser visto sob forma animal, como touro ou bode, representa a sua capacidade de transformação, assim como a da natureza.

Por Elza de Andrade

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dioniso - do mito ao teatro

Dioniso, deus da vegetação e do vinho, era homenageado pelos primitivos habitantes da Grécia, através de procissões que procuram relembrar toda a sua vida. Estes cortejos reuniam toda a população e eram realizados na época da colheita da uva, como uma forma de agradecimento pela abundância da vegetação. O homem primitivo acreditava que esta homenagem ao deus garantiria sempre uma colheita abundante.
Nestas procissões dionisíacas contava-se a história de Dioniso, de uma forma análoga às procissões da Semana Santa cristã, onde a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo é relembrada.
Estas procissões fazem parte de uma tradição muito antiga dos povos primitivos gregos, e aos poucos, ao longo de centenas de anos, vão se organizando melhor, e adquirindo contornos mais definidos. Então, o que inicialmente era um bando de gente cantando e dançando, com o passar do tempo vai se transformando em grandiosas representações da vida do deus, que reunia toda a comunidade, em diferentes coros cantados, com os participantes vestidos de bodes (Dioniso transformado), ninfas (ou bacantes) e sátiros (metade homem/metade animal). O coro se divide em semi-coros que passam a dialogar entre si. Estes semi-coros passam a ter um líder - o corifeu.
Porém, mesmo com todas estas inovações, a história do deus continuava sendo narrada, sempre na terceira pessoa, com muito respeito e distanciamento. Até que em 534 a.C., um corifeu chamado Téspis, resolve encarnar o personagem Dioniso, e transforma a narração, em um discurso proferido na primeira pessoa:
- Eu sou Dioniso. - diz Téspis, considerado historicamente como o primeiro ator.
Conta-se que Sólon, famoso legislador grego, assistindo à nova proposta de Téspis, perguntou-lhe se ele não se envergonhava de mentir, fingindo ser alguém que de fato não era. Ao que Téspis respondeu dizendo:
- Mas eu estou apenas brincando.
Sólon, muito preocupado, argumentou dizendo:
- Mas a partir de agora as pessoas também poderão mentir/brincar nos contratos.
Neste curto diálogo entre Téspis e Sólon podemos perceber o caráter de jogo e de brincadeira (que Sólon chama de mentira) sempre inerente ao trabalho do ator. No início de sua história o ator foi chamado de hypocrités (hipócrita) ou aquele que finge ser alguém que não é.

Por Elza de Andrade

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Teatro Ocidental

Quase todos nós, quando éramos crianças, acreditávamos na existência de Papai Noel. E aos poucos, à medida que fomos crescendo e nos tornando mais racionais, fomos descobrindo a real identidade do "bom velhinho". Outra história também muito comum entre as crianças está relacionada à chuva e aos trovões, que seriam os sinais de que Deus está fazendo uma grande faxina no céu, arrastando os móveis (trovões) e lavando a casa (chuva).
Podemos comparar o homem primitivo a esta criança que acredita em diversas histórias que tentam explicar o mundo e seus fenômenos naturais. Até hoje, quando vivemos um espantoso avanço tecnológico e científico, que nos permite um extraordinário conhecimento e controle da natureza, não conseguimos explicar muitos dos mistérios da natureza. Imaginem há milhões de anos atrás!
O homem primitivo, completamente ignorante, perdido e assustado, começa, então, a criar histórias que vão tentar explicar o mundo e a vida. É através destas histórias que ele tenta compreender e controlar a natureza, a vida, a morte, o nascimento, a fertilidade do solo, a origem do universo, que para ele eram obra dos deuses. Ao conjunto destas histórias damos o nome de mitologia.
Uma das mitologias mais conhecidas de todo o mundo é a cristã que conta no seu famoso livro, a Bíblia, a história da criação do mundo, do nascimento, vida, paixão, morte e ressurreição de um de seus principais mitos, Jesus Cristo, além de muitas outras histórias paralelas.
Nesste caso, que estamos começando a contar a História do Teatro Ocidental, a mitologia que nos interessa é a grega, porque é daí que vai surgir o Teatro, enquanto atividade estruturada e institucionalizada.
Para os gregos, a história da origem do universo e da vida começa com o Caos, a personificação do vazio primordial, anterior à criação, quando os elementos do mundo ainda não haviam sido organizados. Do Caos grego surge Géia (ou Gaia) que é a Terra de onde nascem todos os seres. A própria Géia gerou Urano que é o Céu. Como podemos observar na natureza, o Céu cobre a Terra, numa posição que para os gregos era indicativa de uma relação sexual. Este primeiro casamento divino deu origem a Tártato e Eros e foi imitado pelos deuses, homens e animais. Tártaro representa a outra vida, o mundo subterrâneo, o local mais profundo, nas entranhas da terra, e também o local dos suplícios e torturas, onde eram lançadas as almas rebeldes. Eros é o desejo em todos os seus sentidos e quando personificado é o deus do amor.
Da terceira geração divina, descendente de Géia e Urano, vai nascer Zeus, que é a divindade suprema, o deus da Luz. Zeus é o rei dos deuses e dos homens. Ele tinha poderes extraordinários, não só provocava a chuva, o raio e os trovões, mas também mantinha a ordem e a justiça no mundo. Zeus, apesar de ser um deus imortal, de poder absoluto, também possuía uma personalidade humana, apaixonada e vingativa. Casado oficialmente com Hera, teve, no entanto, numerosas amantes e filhos "ilegítimos". Um destes filhos, o mais querido, era Dioniso também chamado de Baco, que vem a ser o deus da vegetação, da vinha, do vinho, da transformação e do teatro.
Por Elza de Andrade

domingo, 28 de junho de 2009

Das procissões dionisíacas ao palco das tragédias

As procissões dionisíacas contavam a história da vida do deus Dioniso, de um modo análogo às procissões da Semana Santa cristã, em que a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo é relembrada.
Na vida de Dioniso, há dois momentos bastante diferentes: quando ele é destruído pelos Titãs (morte, tensão) e quando ele renasce (alegria, extroversão). Já sabemos que estes dois momentos têm significados relacionados ao ciclo da natureza, no qual a semente fica enterrada por alguns meses, para enfim, surgir, germinada. No momento da morte de Dioniso eram entoados cantos, tristes e solenes, chamados ditirambos. A tragédia é uma forma dramática surgida na Grécia, no século V a.C., originada do ditirambro (canto em louvor a Dioniso). Etimologia (origem) da palavra tragédia: tragos (bode) + oide (canto) = canto do bode, animal que relembra um dos "disfarces" usados por Dioniso.
O desenvolvimento do pensamento grego apresenta dois momentos fundamentais: século XVI a.C. até o século IX a.C., quando a sociedade e o pensamento apoiavam-se no mito para encontrar explicações para os fenômenos na natureza e para a vida em geral. E a partir do século VIII a.C. quando surge a pólis, o pensamento filosófico e a valorização do racional, que vão recusar a visão de mundo anterior (baseada no pensamento mítico).
O teatro surge como novidade artística, na Grécia do século V a.C., trazendo normas estéticas, temas e convenções próprias. Pode-se dizer que o teatro explica o contexto histórico de século V, da mesma forma que o contexto daquele momento se apreende melhor através das peças então produzidas, demonstrando a profunda interrelação entre sociedade e teatro.
Festival de Teatro
O teatro grego nasceu da religião e mesmo após todas as transformações pelas quais passou não perdeu de vista as suas origens. As representações dramáticas em Atenas realizavam-se três vezes por ano, por ocasião das festas dionisíacas:
Dionísias Urbanas ou Grandes Dionísias - eram celebradas na primavera (fins de março) e freqüentadas por toda a população grega, além de embaixadores estrangeiros. A festa durava seis dias. O primeiro era consagrado a uma solene procissão, em que toda a cidade tomava parte. Nesta procissão se levava a estátua do Deus Dioniso que era finalmente colocada na orquestra do Teatro de Dioniso. Nos dois dias seguintes celebravam-se os concursos de dez coros ditirâmbicos. Os concursos dramáticos ocupavam os três últimos dias. Eram escolhidos três poetas trágicos, que representavam, cada um deles, sua obra inteira, num mesmo dia. Ou seja, três tragédias e um drama satírico (tetralogia).
Leneanas - tinham um caráter mais local. Celebravam-se no inverno, fins de janeiro e duravam de três a quatro dias. Uma procissão, de cunho extremamente licencioso e um duplo concurso e comédias e tragédias, eram as atrações da festa.
Dionísias Rurais - celebravam-se apenas nos "demos" (povoados) nos fins de dezembro e eram as mais antigas festas de Dioniso, dependendo o brilho de tais festejos dos recursos do demos.
A preparação das "Grandes Dionísias" ficava sob a responsabilidade de um funcionário do governo que recrutava os coregos (cidadãos ricos que patrocinavam os coros) e com isso, garantia a produção do espetáculo. A coregia era um dos serviços públicos impostos pelo Estado ateniense aos cidadãos ricos. Com financiamento garantido, tanto para os ensaios quanto para as representações teatrais, que se realizavam obrigatoriamente três vezes ao ano, o corego recrutava atores, profissionalizava-os, selecionava os poetas competidores, encarregava-se da parte organizacional do espetáculo, garantia o acesso de todos os cidadãos aos espetáculos, com direito a uma ajuda de custo para o pagamento dos ingressos e das refeições nos dias de festivais, para os mais pobres.
A especialização das atividades teatrais atinge tal nível na Atenas clássica que o Estado estabelece uma legislação sobre o fazer teatral, estipulando critérios de seleção dos atores para os principais papéis e seus substitutos, distribuição dos personagens e recrutamento dos coreutas (integrantes do coro que contracenavam com os atores).
No final dos concursos dramáticos realizava-se um julgamento, de onde resultava a classificação final dos concorrentes. Eram três categorias premiadas: poetas, coregos e protagonistas. Essa classificação era votada por um júri, que dava seu veredicto sob forma de voto secreto.
As representações em Atenas começavam pela manhã. E se assistia ao espetáculo com uma coroa na cabeça, como nas cerimônias religiosas. As mulheres atenienses, embora não pudessem participar da cena, podiam assistí-la como espectadoras, pelo menos da tragédia. Quanto à comédia, devido a certas liberdades inerentes ao gênero, não era freqüentada pelas atenienses mais "sérias".
Por Elza de Andrade

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Origem do Teatro

É comum ouvirmos dizer que o teatro começou na Grécia, há muitos séculos atrás. No entanto, existem outros exemplos de manifestações teatrais anteriores aos gregos. Por exemplo, na China antiga, o budismo usava o teatro como forma de expressão religiosa. No Egito, um grande espetáculo popular contava a história da ressurreição de Osíris e da morte de Hórus. Na Índia, se acredita que o teatro tenha surgido com Brama. E nos tempos pré-helênicos, os cretenses homenageavam seus deuses em teatros, provavelmente construídos no século dezenove antes de Cristo. É fácil perceber através destes poucos exemplos, uma origem religiosa para as manifestações teatrais.
No entanto, podemos olhar ainda mais para trás quando lembramos que o teatro é a imitação de uma ação e que o ato de imitar está presente na essência dos mais primitivos rituais que conhecemos. É através da imitação que a criança se desenvolve aprendendo a falar e a agir. Comparando este homem primitivo com uma criança, podemos observar que ambos são completamente ignorantes em relação ao universo que os cerca. E muito provavelmente, este homem, ansioso por encontrar respostas para as suas perguntas, tenha começado a construir um acervo de mitologias, religiões e rituais, numa tentativa de explicação do mundo, dos fenômenos naturais, da vida, do nascimento, da morte.
Na história do pensamento humano o mito surge como uma tentativa de explicação, compreensão e controle do mundo. É através do mito que o homem primitivo tenta compreender os fenômenos da natureza, atribuindo-lhes uma origem divina. A palavra mitologia está ligada a um conjunto de narrativas da vida, das aventuras, viagens, afetos e desafetos dos mitos, dos deuses, dos heróis. Existem diversas mitologias: cristã, egípcia, hindu, grega etc... A palavra religião, do verbo latino religare (ato de ligar) pode ser definida como o conjunto de atitudes pelos quais o homem se liga ao divino. Através da realização dos ritos/rituais o homem relembra os mitos. Por exemplo: no ritual da missa cristã, uma série de procedimentos relembram a vida, morte e ressurreição de seu principal mito, Jesus Cristo.
O famoso antropólogo Malinowski propõe que "o mito não é uma explicação destinada a satisfazer uma curiosidade científica, mas uma narrativa que faz reviver uma realidade arcaica, que satisfaz a profundas necessidades religiosas, aspirações morais, a pressões e imperativos de ordem social e mesmo a exigências práticas. Nas civilizações primitivas, o mito desempenha uma função indispensável: ele exprime, exalta e codifica a crença; protege e impõe os princípios morais; garante a eficácia do ritual e oferece regras práticas para a orientação do homem. O mito é um ingrediente vital da civilização humana; ele é uma realidade viva, à qual se recorre incessantemente; não é, absolutamente, uma teoria abstrata ou uma fantasia artística, mas uma verdadeira codificação da religião primitiva e da sabedoria popular".
Mas e o teatro?
A origem do teatro ocidental está ligada aos mitos gregos arcaicos e à religião grega. A mitologia grega é formada por numerosos deuses imortais e antropomórficos, isto é, que têm a forma e o temperamento humano; os deuses antropomorfizados amam, odeiam, perseguem, discutem, sentem ciúme, são vingativos, traem, mentem como as pessoas comuns. Existem várias gerações e famílias divinas na mitologia grega.
Por Elza de Andrade

terça-feira, 12 de maio de 2009

Teatro Ogan - 14 Anos

No último dia 10 de maio de 2009 o Teatro Ogan completou 14 anos de "fazer teatral" com a apresentação do espetáculo Feiurinha no calçadão da Praça da Cultura.

Um pequeno relato das atividades desses 14 anos de atuação:

Projeto EncenArte – Oficinas de Teatro direcionadas a aprendizes cênicos a partir dos 6 anos de idade; professores e contadores de histórias; atores de outros grupos da região:
• Iniciação ao Teatro;
• Fundamentos de Interpretação e Direção;
• Montagem Visual de espetáculos;
• Magia da Contação de Histórias.
Atualmente estão sendo atendidos cerca de 120 arte-educandos nas oficinas de teatro oferecidas pelo Governo municipal ministradas por uma integrante do grupo.

Montagem de Espetáculos – Com mais de 20 espetáculos e performances montados, o Teatro Ogan já participou de inúmeros eventos: Mostras de Teatro do Pólo Médio Norte, Festivais Mato-grossense de Teatro, Festivais de Teatro do São Gonçalo e outras mostras e festivais regionais. Participou ainda do XVII Festiminas - Festival Mineiro Nacional de Teatro, em Belo Horizonte - MG.

Participação em outros eventos:
12ª e 14ª Festa Internacional do Pantanal;
Aberturas de duas edições dos JOREMs - Jogos Estudantis Regionais Mato-grossenses;
Abertura do JEMs - Jogos Estudantis Mato-grossenses;
Apresentação cultural na abertura dos I Jogos Interculturais Indígenas do Estado de Mato Grosso, nas comemorações do Revezamento da Tocha Pan-americana Rio 2007.

Noites Culturais – Desde sua fundação até o ano de 2000, o Teatro Ogan promoveu as Noites Culturais do município. De 2001 a 2008, apoiou o Governo Municipal nestes eventos organizando a parte técnica de palco e luz.

FEsTeatro – O Festival Estudantil de Teatro é promovido pela APAE do município juntamente com o Setor Auditivo e o Teatro Ogan. O FEsTeatro é um festival temático voltado para a inclusão do deficiente na família, escola e comunidade, envolve grupos de todas as escolas do município e já está em sua 3ª edição.

FEMUTE CNP – O maior evento promovido pelo Teatro Ogan, o Festival Municipal de Teatro de Campo Novo do Parecis tem o objetivo de estimular e difundir o fazer teatral em nosso município e região, fortalecendo esta produção no Estado.
Participaram das edições do FEMUTE grupos e cias das cidades de nosso Estado como: Tangará da Serra, Sapezal, Brasnorte, Nova Olímpia, Barra do Bugres, Juina, Cuiabá, Várzea Grande e Jauru; e um grupo da cidade de Concórdia-SC.
No FEMUTE CNP, já em sua 8ª edição, os espetáculos premiados recebem o Troféu Paresí de Teatro que traz em sua constituição as tradições da cultura indígena de nosso município.


Parabéns a todos os integrantes do Teatro Ogan!

sábado, 9 de maio de 2009

Feiurinha na III Semana da Cultura Mato-grossense


A Semana de Mato Grosso foi instituida para fomentar e divulgar os aspectos históricos e culturais de nosso Estado, sendo trabalhada por todas as escolas da rede pública de Mato Grosso. A data escolhida foi devido ao histórico 09 de maio de 1748, quando D. João VI criou a Capitania de Mato grosso.
A Escola Municipal 04 de Julho, atenta à importância dessa data, promove a Semana da Cultura Mato-grossense, já em sua terceira edição, com trabalhos e pesquisas escolares sobre aspectos como: lendas, símbolos, autores mato-grossenses, entre outros. O evento promovido no ultimo dia 07 de maio de 2009, no Plenário do Fórum, contou com a participação de toda a comunidade escolar da referida escola que lotou o espaço, onde alunos mostraram o resultado dessa produção para apreciação de todos.

Ainda na III Semana da Cultura Mato-grossense houve o sorteio de brindes para as mães presentes, comemorando o Dia das Mães, e o Teatro Ogan foi convidado a apresentar o espetáculo Feiurinha para Crianças, autoria de Pedro Bandeira, Direção Van César e Fran Almeida, para a apreciação de todo o público presente.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Membros Atuais

Van Cézar Função: Diretor Presidente, ator, diretor artístico, técnico Integrou-se ao grupo em março de 1995 Cursos e Oficinas: Oficina de Iniciação ao Teatro, com João Batista Pérez Oficina de Mímica, com Jiddhu Saldanha Oficina de Interpretação, com Teatro Juventude – RJ Oficina de Dramaturguia, com Calixto de Inhamuns Oficina de Engenharia Cultural, UFOP – Ouro Preto-MG Oficina de Direção, com Renato Icarahy Oficina de Cenografia, com André Sanches Contato: (065) 3382 2662 ou 9987 9326 E-mail: elfodearkalua@hotmail.com Eduh Silva Função: Ator Integrou-se ao grupo em junho de 2008 Cursos e Oficinas: Oficina de Iniciação ao Teatro, com Claudia Martins Oficina Teatro com Genival(Nova Olímpia-MT) Contato: (065) 3382 2662 ou 9919 2536 E-mail: edward_cnp@hotmail.com 

domingo, 22 de março de 2009

Dia da Criança


As postagens em série sobre a história do Teatro Ogan não poderiam deixar de mostrar as comemorações do Dia da Criança, promovidas pelo Rotary Club de Campo Novo do Parecis, sempre no dia 12 de outubro de cada ano, no Estádio Ari Tomazelli.
O evento conta com a participação de um grande número de crianças de nosso município, que recebem lanches e doces, e podem divertir-se à vontade com as atrações da festa.
Acontece ainda doação de brinquedos às crianças presentes, patrocinadas pela indústria e comércio local.


O Teatro Ogan, parceiro do evento, se faz presente na animação dos palhaços que divertem a criançada.
Entre chutes e pontapés - afinal, palhaço sofre, e como sofre! - a criançada se diverte com as brincadeiras de bola, queimada, pula corda, os sombras, entre outras.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nos Caminhos de Rondon



Na série de postagens sobre a história do Teatro Ogan nesses longos anos de existência, devemos lembrar da participação do grupo na 14ª Festa Internacional do Pantanal, evento ocorrido de 02 a 06 de maio de 2007, em Cuiabá, comemorando os 100 anos da Expedição Rondon e o aniversário de Mato Grosso.

A festa foi coordenada pela SEDTUR - Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo e contou com a participação de inúmeros municípios de nosso estado, além de três países: Peru, Bolívia e Paraguai.

Cerca de 194 expositores estiveram presentes e mostraram as riquezas naturais das regiões do Pantanal, Araguaia, Amazônia e Cerrado.

O evento buscou homenagear o desbravador e pai das telecomunicações Marechal Cândido Rondon em seu centenário, ilustre mato-grossense que promoveu a integração entre as regiões brasileiras e exerceu papel de desbravador e conciliador nas questões indígenas no país.




Nos Caminhos de Rondon



Campo Novo do Parecis esteve presente na festa através da apresentação cultural Nos Caminhos de Rondon, representando a passagem do ilustre desbravador na região do Chapadão do Parecis.

A apresentação mostrou o surgimento da Humanidade segundo o mito de criação da etnia Paresi-Haliti na Ponte de Pedra, a passagem de Rondon na Marcha para o Oeste e a integração promovida pelas ações do Marechal.

A apresentação Nos Caminhos de Rondon contou com a participação da Orquestra Experimental de Campo Novo do Parecis, Teatro Ogan, Cia Styllus de Rua, Grupo Corpus e Alma e equipe técnica.